Em Defesa da Fé
Página de Apologética
Católica
O que é o Protestantismo,
suas incoerências
e o falso conceito de ecumenismo
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1)
O Problema de fundo: a igualdade e a impossibilidade de convencer os "intérpretes
da Bíblia"
a) Contra o que protestam os protestantes?
b) O que é a Igreja Católica em comparação
ao protestantismo?
c) A contradição dos protestantes protestando
1) Apenas a Bíblia
2) As contradições do "Livre Exame"
d) O falso conceito de ecumenismo
Argumentos retirados de vários livros,
principalmente do Pe. Júlio Maria (1949)
1) O
igualitarismo e a dificuldade de convencer os "intérpretes" da Bíblia
Todos os protestantes, sem
exceção, atribuem à si próprios o direito
de 'interpretar' a Bíblia. Acreditam ter uma iluminação
'direta' do Espírito Santo, sem intermediários, ou seja,
sem a Igreja.
Em todos os debates que
a Frente Universitária Lepanto travou com protestantes
ficou patente que o objetivo deles não era conhecer as respostas
católicas, mas combater à Igreja de Cristo, à Maria
Santíssima, aos Santos etc.
Alguns apenas se limitavam
a transcrever trechos da Bíblia, sem embasamento doutrinário
e sem raciocínio lógico, como se os trechos fossem 'amuletos'
mágicos.
A grande maioria não
se embaraçava em se qualificar como "voz" do "espírito santo",
como predestinados e eleitos de Deus contra Igreja católica.
O mais curioso, entretanto,
é a diferença que o "espírito santo" manifesta em
cada uma das centenas (talvez milhares) de ramificações do
protestantismo...
Mas, afinal, o que é
um protestante?
O protestante é aquele
que "protesta contra a Igreja Católica". Sua doutrina não
tem unidade, suas igrejas não são infalíveis, sua
hierarquia não é rígida, seus preceitos são
secundários, pois o que importa é "crer" em Cristo.
Sobre a unidade, eles se
unem contra a Igreja.
Sobre a infalibilidade,
eles negam na Igreja Católica, mas defendem em sua interpretação
pessoal, que não admite provas em sentido contrário, ainda
que mais absurdas sejam suas teses.
Sobre a hierarquia, eles
obedecem apenas enquanto lhes convém, para logo depois fundarem
uma Igreja que melhor se adapte à suas convicções
subjetivas.
Sobre os preceitos, basta
ter fé, pois aquele que tem fé se salva...
No fundo, eles só
acreditam neles mesmos, pois utilizam-se da Bíblia para justificar
suas crenças, já que não seguem uma Igreja determinada
e nem devem obediência ao seu pequeno líder.
Em vez de consultarem as
aves, como os romanos, ou os astros, como os gregos, os protestantes consultam
a Bíblia, dando eles mesmos, ao texto, o sentido de que precisam
e que mais se adapta a seus caprichos ou seus interesses.
Todo o livro precisa de
uma interpretação autêntica, feita por uma autoridade
competente, senão é uma letra morta, e a letra morta só
pode dar a morte. É o que clara e energicamente exprime S. Paulo:
"A letra mata e o espírito vivifica" (2 Cor 3, 6). E ainda:
"Para que sirvamos em novidade de espírito, e não na velhice
da letra" (Rom 7, 6). Os judeus estavam na velhice da letra; Cristo
trouxe a novidade de espírito e os protestantes rejeitam este espírito.
Como tal, os protestantes
não têm dogmas porque o dogma exige uma verdade contida na
Sagrada Escritura, e declarada autêntica pela autoridade competente.
O Protestante tem a Bíblia
(embora sem alguns livros e com interpretações diversas),
porém não possui nenhuma autoridade superior, infalível,
para declarar que uma palavra tem tal sentido, e exprime tal verdade.
Não tem moral fixa,
estável, porque "basta crer" e "fazer o que quiserem",
como diz Lutero, o que exclui toda moral.
Não tem culto público,
porque o culto é a expressão da crença e sendo a crença
individual, o culto igualmente deve ser individual.
No fundo, o que fazem então
os protestantes? Eles protestam, criticam, censuram a Fé católica
para substituí-la pela negação, pela revolta contra
a autoridade do Papa, etc.
Esse é o laço
que os une, pois a essência do protestantismo é a negação
da Igreja Católica.
Não duvidamos que
existam protestantes por ignorância. O que dizemos é que a
essência do protestantismo é a revolta contra a autoridade
da Igreja de Cristo.
A Igreja tem seus dogmas,
eles os combatem
A Igreja possui uma moral
pura, santa, um sacerdócio virgem. Guerra pois ao celibato!
A Igreja é baseada
sobre o papado. Guerra ao papado!
A Igreja possui um culto
majestoso, atraente, manifestação da sua fé e de seu
amor. Guerra pois ao culto da Igreja!
A Igreja honra de um
culto de adoração a pessoa de Cristo; de um culto de superveneração
a Imaculada Mãe de Deus, e de um culto de veneração
aos santos. Guerra, pois aos santos.
O protestantismo não
possui santo nenhum! Então, gritam: "são ídolos...
adoram as imagens... são idólatras!"
Pobres protestantes, como
dizia o Pe. Júlio Maria: "os ídolos são eles".
O protestante "é um ateu envolvido na capa de uma Bíblia...
conservando só a capa, sendo ele mesmo o texto da Bíblia,
isso é, sua própria vontade, pela livre interpretação".
Aos protestantes, deixai
de protestar e voltai à religião dos vossos pais, à
religião de Jesus Cristo, ensinada pela Igreja católica.
Ela é a única que possui dogmas imutáveis e faz praticar
uma moral santa e santificante, a única que possui um culto interior,
exterior, digno de Deus e dos homens, a única, enfim, que foi fundada
por Jesus Cristo, e atravessou os séculos, sempre a mesma, sempre
idêntica, sempre divina, porque com ela está o Espírito
de Deus: "Eis que eu estarei convosco até o fim dos tempos"
(Mt 28, 20)
a)
Contra o que protestam os protestantes?
Os protestantes protestam
contra a Igreja católica e contra os ensinamentos da mesma.
Cristo, o verdadeiro Deus,
dirigindo-se a Pedro, disse: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra
edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão
contra ela" (Mt 16, 18). "Estarei convosco até o fim dos
séculos" (Mt. 28, 20). "Se alguém, ainda que fosse
um anjo do céu, vos anunciasse outro evangelho além do que
vos tenho anunciado, seja anátema" (Gal 1, 8), "Pedro, rezei
por ti, para que a tua fé nunca venha a se desfalecer" (Lc 22,
32).
Tudo isso é claro:
é tal um sol refulgente!
O protestante, entretanto,
protesta e grita precipitadamente: "Não! S. Pedro não
é o chefe da Igreja! Não, ele não é o primeiro
Papa! Ele nunca esteve em Roma! Não tem autoridade!"
Se os protestantes fossem
sinceros, eles deveriam reconhecer que só acreditam no protesto,
pois eles negam o que a Igreja afirma e afirmam o que a Igreja nega. Eis
a religião protestante.
A Igreja católica
crê que S. Pedro e seus sucessores são os representantes de
Cristo na Terra. Os protestantes protestam!
A Igreja crê na
pureza Imaculada da Mãe de Deus, honrando-a e invocando-a. Os protestantes
protestam!
A Igreja crê na
confissão, no poder que o sacerdote recebeu de Cristo, de perdoar
os pecados. Os protestantes protestam!
A Igreja crê no
céu para os justos, no inferno para os maus e no purgatório
para aqueles que têm de expiar ainda umas faltas. Os protestantes
protestam!
A Igreja crê na
intercessão dos santos, no culto dos finados, na união que
existe entre os vivos e os mortos. Os protestantes protestam!
A Igreja crê nos
sete sacramentos, no poder da oração, no valor das boas obras,
nas indulgências concedidas pela Igreja. Os protestantes protestam!
A Igreja crê na
Bíblia, como um livro divino, exigindo uma interpretação
autêntica, feita por uma autoridade legítima. Os protestantes
protestam!
A Igreja crê na
Tradição, conforme as palavras de S. Paulo: "Conservai
as tradições que aprendestes, ou por nossas palavras, ou
nossa carta" (2 Tess 2, 15). Os protestantes protestam!
Bem que se aplicam a eles
as palavras de S. Paulo: "Muitos andam... que são inimigos da
cruz de Cristo, cujo fim é a perdição, cujo deus é
o ventre, e cuja glória é para confusão deles, que
só pensam nas coisas terrenas" (Filip. 3, 18-19). Nos Evangelhos,
não é menos taxativo o Filho de Deus: "Ai de vós...
hipócritas, porque percorreis mar e terra para fazer um prosélito,
e depois de o ter ganho, o fazeis filho do inferno, duas vezes mais do
que vós" (Mt 23, 15). E S. Paulo aos Romanos: "Tendo conhecido
a Deus, não o glorificaram como Deus... antes se desvaneceram. Dizendo-se
sábios, tornaram-se loucos" (1 Rm 21-22)
Mas, não serão
palavras duras demais? Não, pois a confusão de doutrina,
a divisão na cristandade, o desvio de tantas almas, tudo isso é
gravíssimo!
A primeira obra que uma
religião deve fazer é provar sua autenticidade, a autoridade
e a legitimidade do seu ensino. Em outros termos, é provar os seus
dogmas.
Por que razão não
o fazem os protestantes? Pela razão muito simples de não
terem dogmas. A negação ou o protesto não se sustentam
por si mesmos, só podem existir onde há uma coisa positiva,
que se possa negar, onde há uma verdade contra a qual se possa protestar...
b) O
que é a Igreja Católica em comparação ao protestantismo?
O protestantismo só
pode viver da negação do catolicismo. Assim, se o catolicismo
pudesse morrer - o que é impossível - no mesmo dia e na mesma
hora estaria morto o protestantismo.
A Igreja católica
é o objeto positivo; o protestantismo é a sua negação.
A Igreja católica é o sol luminoso e resplandecente do dia;
o protestantismo é as trevas da noite onde se tropeça e perde
o caminho: "Vae ponentes tenebras lucem" (Is 5, 20)
A Igreja católica
é uma instituição que mantém a unidade através
do Papa, o protestantismo é a anarquia, a desordem, onde cada pastor
é livre em sua interpretação, onde cada fiel é
'inspirado pelo espírito santo': "Super hanc petram aedificabo
ecclesiam meam" (Mt 16, 18).
A Igreja católica
é a árvore frondosa, em cujos ramos as aves do céu,
que são os santos, fazem seus ninhos; o protestantismo procura envolver
o tronco e chupar-lhe a seiva, para esterilizá-lo. "Fit arbor,
ita ut volucres caeli... habitent in ramis ejus" (Mt 13, 32).
A Igreja católica
é o farol luminoso, que Deus colocou à beira da estrada humana,
para indicar aos homens a verdade e a virtude; o protestantismo é
a noite escura da 'interpretação pessoal', do subjetivismo
e do orgulho individual, que cega o olhar do viajante e o faz precipitar-se
no abismo. "Possui te in lucem gentium" (At 13, 47).
A Igreja católica
é a ponte que liga a terra ao céu, e onde os homens devem
passar para, da terra, subirem ao céu; o protestantismo é
o abismo que desvia as almas da ponte. "Arcta via est, quae ducit ad
vitam" (Mt 7, 14).
A Igreja católica
é a arca fora da qual ninguém se salva, sendo todos - como
no dilúvio - arrastados pelas ondas em furor; o protestantismo é
o arrecife, formado pelas árvores arrancadas, pelas casas destruídas,
que procura atalhar a navegação da arca. "Tanquam navis
quae pertransit fluctuantem aquam" (Sab 5, 10).
A Igreja é a barca
de S. Pedro que leva, através do oceano do mundo, os filhos de Deus,
até aportar no céu; o protestantismo é o vento rígido
que sopra contra a barquinha procurando afogá-la. "Navicula...
in medio maris factabatur fluctibus" (Mt 14, 24).
A Igreja católica
é a salvação prometida pelo Salvador; é a porta
do céu; o protestantismo é a perdição das almas
na negação da Igreja. "Si ecclesiam non audierit, sit
tibi sicut ethnicus" (Mt 18, 17).
A Igreja católica
é o Reino de Deus, reino triunfante no céu; reino padecente
no purgatório, reino militante na terra; o protestantismo, estando
fora deste tríplice reino...
Para terminar, resumamos
tudo em duas palavras: a igreja católica é a obra de Deus,
fundada por Deus, sustentada por Deus, inspirada por Deus, fazendo as obras
de Deus; o protestantismo é obra dos homens.
c)
A Contradição dos protestantes protestando
1) apenas a Bíblia
A Bíblia, só
a bíblia... é o grito dos filhos de Lutero.
Onde, porventura, encontram
eles na Bíblia esta passagem: "só a bíblia"?
Como eles podem defender
"só a bíblia" se essa afirmação não consta na Bíblia?
E como fica frase de S.
Pedro: "Assim vos escreveu também o nosso caríssimo irmão
Paulo, segundo a sabedoria que lhe foi dada, falando-vos dessas coisas,
como faz também em todas as suas cartas. Nelas há, porém,
alguma coisa difícil de compreender, que as pessoas pouco instruídas
ou pouco firmes deturpam, como fazem também com as outras escrituras,
para sua própria ruína" (2Pd 3, 15-16). Se só
a Bíblia, como pode ela levar ao engano?
Ver o tópico sobre
a "Bíblia" em nossa página de
Apologética
2) As incoerências do "livre
exame"
Aqui aparecem outras contradições
aberrantes.
Segundo a tese protestante,
cada um com a sua Bíblia não precisa de explicação
de ninguém, ele mesmo pode e deve interpretá-la segundo a
"iluminação" ou "inspiração" do espírito
santo. Ora, é para que servem os seus pastores, oradores, debatedores,
etc?
E como fica o "exame" católico?
Por que não vale? Todos tem liberdade, menos os católicos?
No fundo, cada um dos 'intérpretes' se julga juiz da "Bíblia"
E como é possível
o mesmo 'espírito santo' interpretar de forma diferente o mesmo
texto em cada denominação protestante? Mas que contradição
absurda! Ou Deus é contraditório, ou o "livre exame" leva
ao erro!
Ver o tópico sobre
a proibição do "livre exame"
na Bíblia.
d)
O falso conceito de ecumenismo
É necessário
fazer um esclarecimento sobre o conceito de ecumenismo, muito deturpado
hoje em dia.
Ecumenismo não se
confunde com sincretismo ou com relativismo.
Sincretismo é a mistura
das religiões, querendo fazer um meio-termo entre elas. Cada um
abre mão de parte de sua doutrina em função do outro.
O relativismo é o
fundamento do conceito de equivocado ecumenismo e a negação
da verdade. No fundo, é um tipo de ateísmo disfarçado,
pois Deus é a verdade e, como conseqüência, ela não
pode ser múltipla e "relativa" a cada um.
Quem segue esse falso ecumenismo
não crê em sua religião e busca moldar sua fé
segundo o mundo e não segundo a Deus. Ele tem receio de se dizer
católico por vergonha de proclamar verdades eternas. Ele tem vergonha
de defender a Cristo quando todos o combatem, etc.
- Encíclica Mortalium Animus
de Pio IX sobre o Ecumenismo
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