
Extraído da Revista Catolicismo - junho de 2000
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Balanço
provisório do recente pedido de perdão de João Paulo II
Muitos
destinatários desse pedido julgam-no insuficiente e exigem ainda mais, enquanto
numerosos fiéis manifestam em relação
a ele perplexidade, à espera de um
esclarecimento do Magistério eclesiástico que dissipe suas dúvidas
Paulo
Henrique Chaves
No
curso de uma cerimônia penitencial sem precedentes na História, João Paulo II
pediu oficialmente perdão a Deus, em nome da Santa Igreja, pelos pecados
cometidos por seus filhos desde a sua fundação há dois mil anos.
O
inédito gesto, realizado na Basílica de São Pedro durante a Missa do primeiro
domingo da Quaresma, incluiu sete confissões de culpas, enunciadas por sete
dignitários da Cúria Romana, seguidas de sete pedidos de perdão pelo próprio
Pontífice: uma confissão geral das
culpas do passado numa autêntica “purificação da memória”; um
pedido de perdão pelo emprego de “métodos não evangélicos” no
serviço da Fé; pela separação dos cristãos; pelas perseguições contra os
judeus; pelo desrespeito dos direitos dos povos e das respectivas culturas e
religiões; pelos atentados contra a dignidade da mulher; e, finalmente, pelas
violações dos direitos humanos.
*
* *
Com
ampla cobertura da mídia do mundo inteiro, o ato penitencial, ao mesmo tempo
vasto e desprovido de acusações precisas, suscitou reações desencontradas.
Elie Maréchal, comentarista religioso do diário parisiense
“Le Figaro”, assim descreve essas primeiras reações: “‘É
demais’, indignam-se uns. ‘É muito pouco’, protestam
outros. E entre os dois, uma maioria silenciosa, por vezes perplexa, que
acompanhou ou seguiu o Papa em sua oração”. (1)
Passados
três meses desse gesto de penitência – repetido, nos mesmos termos, no que
diz respeito às perseguições ao povo judeu, por ocasião da posterior visita
papal a Israel --, Catolicismo apresenta a seus leitores um balanço
provisório das principais repercussões do pedido de perdão entre os católicos,
bem como das reações de destacados representantes dos “destinatários”
desse gesto.
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Um
projeto controvertido desde seu anúncio Na
verdade, a controvérsia sobre esse pedido oficial de perdão
estabeleceu-se desde seu anúncio, em 1994, por ocasião do Consistório
extraordinário de Cardeais, convocado para tratar dos preparativos do
Jubileu milenar. O
documento prévio do Consistório sugeria um ato da Igreja destinado a “reconhecer
os erros cometidos por homens que fizeram parte dEla e que, em certo
sentido, agiram em nome dEla” (2) , pois “o reconhecimento
corajoso das culpas e também das omissões das quais os cristãos, de
alguma forma, tornaram-se responsáveis .... poderá dar impulso eficaz
à nova evangelização, e tornar mais fácil o caminho que leva à
unidade”, afirma ainda o documento. (3) *
* * Segundo
Luigi Accattoli, conceituado vaticanista do diário milanês “Corriere
della Sera”, a proposta papal “levantou dúvidas e objeções
entre os Cardeais”, não somente na “consulta prévia
encaminhada por correio”, mas até mesmo “durante os
trabalhos do Consistório”, no seio do qual “parece que a
maioria dos Cardeais .... observou que .... é preciso não encarar o
passado da maneira atual de encarar as coisas”. Particularmente,
“os Cardeais do Leste teriam manifestado o temor de que o
exame final do milênio pudesse causar contentamento à velha propaganda
anticatólica dos regimes comunistas”; enquanto os Cardeais da América
Latina, da Ásia e da África “teriam demonstrado. .... o receio de
que o reconhecimento de culpas estranhas à cultura dos seus povos
pudesse vir a ter sobre esses um reflexo negativo sem qualquer contribuição
pastoral positiva”. (4) O
único participante do Consistório extraordinário, cujas objeções ao
projeto ficaram conhecidas, foi o Cardeal Giacomo Biffi, que escreveu
uma nota pastoral a respeito do assunto. Nela, o Arcebispo de Bolonha
apresenta uma objeção teológica de envergadura: “Nossas ações
pecaminosas”, diz o Prelado, “são ações extra-eclesiais
quanto ao seu ser. Por isso a Igreja, embora composta de pecadores, é
sempre santa: ex maculatis immaculata”. (5) Mas
o que mais parecia afligir aquele Purpurado era o efeito antipastoral
que podia produzir um mea culpa desse gênero, na medida em que “poderia
transformar-se em fonte de ambigüidade e até de mal-estar
espiritual, especialmente entre os fiéis mais simples e pequenos”.
(6) Na ótica do Cardeal Biffi, o povo fiel “não sabendo fazer
muitas distinções teológicas, por essas auto-acusações veria
perturbada sua serena adesão ao mistério da Igreja”. (7) Uma
posição semelhante à do Arcebispo de Bolonha foi assumida várias
vezes por Dom Sandro Maggiolini, Bispo de Como (Itália), o qual não
hesitou em declarar recentemente que era preciso ser “muito
prudentes no pedido de perdão pelas faltas do passado, senão acaba-se
por dar a impressão de que, ao converter-se ao catolicismo, entra-se
numa gang de malfeitores e não na comunhão dos santos”.
(8) As balizas introduzidas pelo
Vaticano Diante
dessas críticas do Cardeal Biffi e das dúvidas dos demais Cardeais
reticentes, o Vaticano julgou conveniente fundamentar melhor esse pedido
de perdão. Por
solicitação do Cardeal Joseph Ratzinger, a Comissão Teológica
Internacional estudou o tema A Igreja e as culpas do passado e
publicou suas conclusões no documento intitulado Memória e
Reconciliação. (9) Nele
se admite que, ao menos até Paulo VI, “não se encontram em toda a
história da Igreja precedentes de pedidos de perdão relativos às
culpas do passado” (10) e que a aceitação de culpa proposta por
João Paulo II “não encontra correspondência
unívoca no testemunho bíblico”. (11) A Comissão Teológica
reconhece ainda o fundamento dos temores manifestados pelo Cardeal Biffi,
dizendo: “Não faltam, todavia, fiéis desconcertados, com a sensação
de que sua lealdade à Igreja parece abalada. Alguns deles perguntam
como transmitir o amor à Igreja às novas gerações se à própria
Igreja se imputam crimes e culpas. Outros afirmam que o reconhecimento
de culpas é, além de tudo, unilateral e vantajoso para os detratores
da Igreja, satisfeitos em vê-La confirmar os preconceitos que eles mantêm
a respeito dEla”. (12) No
contexto bíblico e teológico do tema -- cuja análise escapa ao
limitado escopo deste artigo --, a Comissão apresenta certas balizas
que deveriam enquadrar uma compreensão ortodoxa do mea culpa jubilar. A
primeira baliza intelectual é a convicção de que, ao propor uma
confissão de culpas, a Igreja o faz “não enquanto sujeito do
pecado, mas enquanto assume com solidariedade materna o peso da culpa de
seus filhos”. (13) Em
segundo lugar, diz o documento, “a determinação das culpas do
passado a serem reparadas implica, antes de mais nada, um correto juízo
histórico, que fundamente o juízo teológico”, pois somente após
uma “avaliação histórica rigorosa” é possível perguntar “se
o que foi dito ou feito pode ser interpretado conforme ou não ao
Evangelho”.(14) Para
tal, é preciso evitar toda generalização e proceder a uma “reconstrução
do ambiente, dos modos de pensar, dos condicionamentos e do processo
vital em que os eventos e as afirmações se situam”. (15) Em
terceiro lugar, a Comissão Teológica precisa que a responsabilidade
subjetiva pelas faltas do passado “não se transmite por geração,
razão pela qual os descendentes não herdam a (subjetiva)
responsabilidade dos atos de seus antepassados”. (16) E,
finalmente, relembra a Comissão, se faltas houve, elas não são, nem
de longe, uma exclusividade da Igreja Católica, mas que “a história
das várias religiões é semeada de
intolerâncias, superstições, conivências com
poderes injustos e negações da dignidade e liberdade da consciência”.
(17) Para
avaliar o gesto penitencial de João Paulo II é preciso, pois, ter em
mente todas essas distinções, e muitas outras, explicitadas pela
Comissão Teológica Internacional em seu documento. Caso
contrário, ou seja, se tais balizas intelectuais forem omitidas,
corre-se o risco de, implicitamente, “descanonizar” um São
Bernardo por ter pregado a Terceira Cruzada e redigido a regra da Ordem
Militar dos Templários; ou um Papa São Pio V, por ter exercido o cargo
de Supremo Inquisidor da Igreja e haver favorecido a tarefa da Inquisição
na Espanha; ou um São Roberto Bellarmino, por ter presidido o tribunal
que entregou Giordano Bruno à fogueira do braço secular; ou um São
Francisco de Sales, por ter favorecido um intento de reconquista de
Genebra (cidade da qual era Bispo) das mãos dos calvinistas. Ou ainda,
correr-se-ia o risco de “desbeatificar” um Bem-aventurado José
de Anchieta, por ter ele evangelizado os índios e secundado a conquista
do Brasil pelos colonizadores portugueses, ou de tirar da lista dos
santos um São Francisco Solano por ter feito o mesmo no Paraguai.
Em
outros termos, incorrer-se-ia no erro flagrante de incluir entre os
supostos faltosos do passado “a infinita série dos beatos e dos
santos”, muitos dos quais “não passariam nos exames do novo
‘teologicamente correto’”, pois “são responsáveis por
pensamentos e obras a respeito das quais ‘os novos
crentes purificados na memória’ devem pedir perdão” — como
adverte, não sem ironia, o conhecido jornalista Vittorio Messori. (18) Segundo
reconhece João Paulo II, o pedido de perdão da Igreja “não deve
ser entendido .... como renegação de sua história bimilenar, rica de
méritos nos campos da caridade, da cultura e da santidade”. (19)
Cuidado este, aliás, que órgãos da mídia -- tantas vezes dominada ou
manipulada por correntes ideológicas adversárias da Igreja Católica
-- não tiveram de nenhum modo. Basta
percorrer os títulos ou comentários de grandes jornais do Brasil e do
Exterior daqueles dias para perceber que o ato penitencial foi
compreendido por esses órgãos em sentido diametralmente oposto. Por
exemplo, é eloqüente a seguinte passagem do quotidiano italiano “La
Repubblica”: “O catolicismo triunfante pede perdão, a poderosa Cúria
admite seus pecados, o Papa-monarca abraça os joelhos do Cristo e
confessa que os cristãos têm ‘desconfessado’ o Evangelho… não
sempre, não todos, só em alguns momentos, somente alguns cristãos.
Mas as distinções nesta jornada memorável não têm nenhum peso”
. (20) A insatisfação dos eternos descontentes A
cerimônia penitencial, assim apresentada por certa mídia, dividiu,
como era natural, o grande público e até os próprios católicos. “Para
alguns trata-se de um novo e emocionante início, não só para a
Igreja, mas para a sociedade em geral”,
comenta Vittorio Messori em sua coluna do “Corriere della Sera”,
enquanto “para outros é uma utopia bem-intencionada que, como
sempre acontece, produzirá frutos opostos aos desejados” . (21) Mas
o jornalista italiano foi otimista em sua apreciação. Pois, para
certos apologistas da iniciativa tratou-se apenas… de um início
decepcionante. E, insatisfeitos, exigem desde já muito mais. Um
representante categorizado do setor dito “progressista” da Igreja,
por exemplo, o teólogo Hans Küng, privado pelo Vaticano, desde 1979,
de sua licença de ensinar, apressou-se em fazer um comentário
insolente a respeito do ato penitencial: “O Vaticano tem urgente
necessidade de um Gorbachev que introduza glasnost e perestroika
no petrificado sistema vaticano. Fica a esperança de encontrar um entre
os cardeais”. (22) Por
sua vez, o Dr. André Nahum, escritor e editorialista da Rádio Judaica
de Paris, leva a ousadia de perguntar-se: “Podemos, por fim, estar
seguros hoje, depois do [Concílio] Vaticano II e depois deste
acontecimento histórico de domingo, que a Igreja redescobrirá o
ensinamento do judeu Jesus na sua autenticidade?”. (23) O
pastor Jean-Arnold de Clermont, presidente da Federação Protestante da
França, aproveitou o pedido de perdão para fazer uma observação cáustica
a respeito do Dogma da Infalibilidade pontifícia: “Eu penso que
muitos ainda estão
embalados pelo mito de uma Igreja Infalível. Para nós, protestantes,
uma Igreja, embora inspirada por Deus, é falível, como toda sociedade
humana”. (24) *
* * Aqui no Brasil, o pedido de perdão de João Paulo II aos indígenas,
reiterado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, teve, por
exemplo, como resposta, um lamentável episódio. Um índio pataxó
interrompeu a Missa celebrada em Porto Seguro pelo Cardeal Sodano, por
ocasião das comemorações do quinto centenário do Descobrimento do País,
para acusar os colonizadores de terem “destruído a cultura dos
povos indígenas, estuprado suas mulheres, invadido e devastado suas
terras a qualquer custo". E concluiu, dirigindo-se aos
participantes da celebração litúrgica,
sob o aplauso de muitos Bispos: “Não perdôo. Não perdôo
esse massacre". (25) O
pedido de perdão às mulheres não encontrou melhor acolhida: “Aprecio
este gesto, declarou Sandra Maraini, escritora feminista italiana, vejo-o
com simpatia, mas peço a Wojtyla não deter-se no perdão” . (26) Perplexidade dos fiéis A
arrogância dos inimigos da Igreja diante do mea culpa de João
Paulo II teve como contrapartida o mal-estar – previsto pelo Cardeal
Biffi –, que se daria entre os fiéis, incapazes de fazer as eruditas
distinções intelectuais sugeridas pela Comissão Teológica
Internacional. Uma
rápida análise da seção de correspondência dos leitores do
“Le Figaro” revela tal perplexidade. Convém ressaltar que o
responsável por essa seção, o jornalista Max Clos, declarou que,
entre os temas que haviam suscitado maior número de cartas à redação
encontrava-se o ato de João Paulo II. E que, nesse assunto, “a
maioria dos [seus] missivistas julga que o Papa vai longe demais
na contrição; e deseja que a mesma atitude seja pedida às outras
religiões, em particular aos protestantes, aos judeus e aos muçulmanos”.
(27) Citamos
a seguir algumas dessas correspondências dos três primeiros dias após
o ato do Pontífice, que refletem perplexidade, misturada, por vezes,
com ressaibos de mágoa: “A
leitura
[dos sete temas do pedido de perdão] me dói muito, mesmo que
eu compreenda o motivo profundo. Os que não conhecem ou não
amam a Igreja vão dizer: ‘Ah, vocês viram…’. Enquanto que eu não
posso deixar de pensar com emoção em todos aqueles sacerdotes,
religiosas e leigos, que deram sua vida para socorrer os perseguidos
.... Parece-me justo que hoje eles não sejam esquecidos, mas que, pelo
contrário, lhes seja prestada uma homenagem, porque eles são muito
mais numerosos dos que se afastaram dos valores do Evangelho” -
N.M. Versailles. (28) “As
declarações do Papa, que fez o mea
culpa pelos seus predecessores, devem ser creditadas aos adversários
da Igreja Católica. Um dia bastante negro para a Igreja e muito bem
sucedido para os que A combatem. Mas nós já estávamos habituados aos
pedidos de perdão de todo tipo” - Alice RUY, Paris. (29) “As
autoridades eclesiásticas não param de bater no peito pelos pecados
cometidos no passado pela ‘Igreja’. É uma obsessão irritante e uma
caricatura da contrição. A Igreja é uma instituição e não uma
pessoa; e o pecado é sempre pessoal. Nós não temos nenhuma
responsabilidade pelas faltas cometidas por nossos ancestrais; e uma tal
incitação pode provocar nos católicos o efeito inverso: exigir dos
protestantes a contrição pelos pecados de Lutero, e dos muçulmanos, o
arrependimento pelo crimes de Maomé. - Ivan GOBRY . (30) *
* * A
julgar por essas reações, não se enganava o jornalista Vittorio
Messori (o qual, como se recorda, foi anos atrás convidado por João
Paulo II para recolher suas confidências no livro-entrevista No
umbral da esperança) ao prognosticar o tormento espiritual pelo qual passariam os
fiéis. E ao desejar uma
clara resposta dos Sagrados Pastores, própria a dissipar a confusão.
Eis suas pungentes interrogações: “Se
aqueles Pontífices
[que apoiaram a Inquisição, as Cruzadas, a Evangelização da América
etc.] erraram, como estar seguros de que não erra o Papa atual? Quem
me garante que algum sucessor seu não pedirá perdão pelos seus perdões?
Que sucederá amanhã com os católicos obedientes, se hoje são
valorizados como profetas aqueles que se opuseram até ao Magistério de
Papas santos?” .... “Perguntas
dramáticas, repetimos. E, para um crente, muito dolorosas. Mas a própria
lealdade e fidelidade são as que as impõem. É, pois, com confiança
filial que esperamos respostas claras que nos ajudem a entender. E que
nos mantenham num empenho sempre mais laborioso: encontrar a segurança
(e a alegria) do católico, agradecido por um Magistério estabelecido
pelo próprio Cristo como garantia de uma orientação firme”. (31) Essas
considerações do colunista italiano foram partilhadas por numerosos
comentaristas em todo o mundo. E tais perplexidades Catolicismo
não poderia deixar de apresentar a seus leitores. |
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Ao propor uma confissão de culpas, a Igreja o faz “não enquanto sujeito de pecado, mas enquanto assume com solidariedade materna o peso da culpa de seus filhos” |
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O pedido de perdão da Igreja “não deve ser entendido como renegação de sua história bimilenar, rica de méritos nos campos da caridade, de cultura e de santidade” |
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“Parece-me justo que hoje eles [sacerdotes, religiosos e leigos, que deram a vida para socorrer os perseguidos] não sejam esquecidos, mas que, pelo contrário, lhes seja prestada uma homenagem” |
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1 - Cfr. “Le Figaro”, 14-3-2000, Le pardon du Pape ne convient pas à tous.
2 - Cfr. Luigi Accattoli, in Quando o Papa pede perdão, Ed. Paulinas, São Paulo, 1997, p. 63.
3 - Cfr. id. ibid., p. 64.
4 - Cfr. id. ibid., pp. 64-65.
5 - Cfr. id. ibid., p. 69
6 - Cfr. id. ibid., p. 68
7 - Cfr. id. ibid., p. 70.
8 - Cfr. “Le Figaro”, 9-3-2000.
9 - Ed. Loyola, São Paulo, 2000.
10 - Cfr. Comissão Teológica Internacional, Memória e Reconciliação, p. 14.
11 - Cfr. id. ibid., p. 30.
12 - Cfr. id. ibid., p. 19.
13 - Cfr. id. ibid., p. 38.
14 - Cfr. id. ibid., p. 39.
15 - Cfr. id. ibid., p. 40.
16 - Cfr. id. ibid., p. 45.
17 - Cfr. id. ibid., p.60.
18 - Cfr. “Corriere della Sera”, domingo, 12 de março de 2000.
19 - Discurso de 1° de setembro de 1999, in Memória e Reconciliação, p. 62.
20 - Cfr. “La Repubblica”, 13-3-2000.
21 - Cfr. “Corriere della Sera”, domingo, 12 de março de 2000.
22 - Cfr. “La Repubblica”, 13-3-2000.
23 - Cfr. “Le Figaro”, Correio dos leitores, 14-3-2000.
24 - Cfr. “Le Figaro”, 28-3-2000.
25 - Cfr. “Jornal do Brasil”, 27-4-2000.
26 - Cfr. “La Repubblica”, 13-3-2000.
27 - Cfr. “Le Figaro”, Le bloc-notes de Max Clos, 17-3-2000.
28 - Cfr. “Le Figaro”, 13-3-2000.
29 - Cfr. “Le Figaro”, 14-3-2000.
30 - Cfr. “Le Figaro”, 15-3-2000
31 - Cfr. “Corriere della Sera”, 12-3-2000
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