Doutrina Católica e Catecismo
Satanismo, Possessão,
Infestação...
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Catecismo
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Sub-títulos deste artigo,
extraído da Revista
Catolicismo (julho/2000):
- Introdução - Santo Cura d'Ars
- Natureza de um fenômeno estranho: a
possessão
- Como
combater a possessão
- O
demônio no Antigo e no Novo Testamento
- Adão
e Eva cederam à tentação diabólica
- Pode-se
falar num Império de Satanás?
- O
Império
de Satanás possui os seus cidadãos
- “O
número dos tolos é infinito”: o gosto de ser enganado
- Cultos
afro-asiáticos de conotação satanista na atualidade
- Espiritismo
umbandista
- Evocar
os mortos: proibição formal da Igreja
- O
espiritismo: verdadeira heresia
- Condenações do reencarnacionismo há
muitos séculos
- Faltam
exorcistas autênticos
- Visão
de Leão XIII: crescente atuação diabólica no mundo
- Apesar dos embustes do sincretismo
religioso, a doutrina católica não mudou
- A
Medalha de São Bento
- Notas e Bibliografia
* Leia, ainda, a entrevista com o Pe. Gabriele Amorth, famoso exorcista da diocese de Roma.
Um
inimigo que nos vigia continuamente. Como um chacal, ronda suas vítimas
à espreita do momento para devorá-las.*
Sua tática principal: fazer-nos crer que ele não existe.**
Edson
Neves
“Uma
jovem professora de Avignon (França), que dava sinais de possessão demoníaca,
foi conduzida, por ordem do Bispo, ao Cura d’Ars. Ia acompanhada de um vigário
e da Superiora das Franciscanas de Orange. Chegaram a Ars em 27 de dezembro de
1857. No dia seguinte, fizeram-na
entrar na sacristia, no momento em que o santo Cura revestia-se para celebrar a
Missa. Em seguida a possessa se pôs a gritar, procurando fugir:
“-
Tem gente demais aqui! – exclamava.
“-
Tem gente demais, – acrescentou o Cura – pois bem, saiam todos!
“E,
a um sinal de sua mão, ficou só, frente a frente com Satanás. No início,
apenas ouviu-se dentro da igreja um ruído confuso e violento. Logo o tom se
elevou ainda mais. O vigário de Avignon, vigilante junto à porta, pôde captar
o seguinte diálogo:
“-
Queres sair a todo custo? -- dizia o Padre Vianney.
“-
Sim!
“-
E por quê?
“- Porque estou com um homem que não quero!
“-
Não me queres então? -- perguntou o Cura com tom irônico.
“-
Não! - gritou o espírito infernal. E este não! foi
proferido em tom estridente e furioso.
“Quase
em seguida, a porta tornou a abrir-se. Todos puderam ver a jovem professora
chorando de alegria .... E voltando-se para o Padre Vianney, disse-lhe:
“-
Tenho medo que ele volte!
“-
Não, minha filha -- respondeu-lhe o santo homem --, ou não tão breve.
“A
jovem pôde retomar suas funções de educadora na cidade de Orange. E ele
não retornou”.
Eis
aí um, dentre tantos fatos históricos que comprovam experimentalmente a existência
do demônio e sua ação característica na alma e no corpo de uma possessa,
descrito por Mons. Cristiani, conhecido autor francês, em sua obra Presença
de Satan no mundo moderno (1).
O
renomado teólogo francês Ad Tanquerey, em sua conhecida obra Compêndio de
Teologia Ascética e Mística assim descreve a ação do demônio sobre os
homens: “Cioso de imitar a ação divina na alma dos Santos, esforça-se o demônio
por exercer também o seu império ou antes a sua tirania sobre os homens. Às
vezes assedia, por assim dizer, a alma por fora, suscitando-lhe horríveis tentações;
outras vezes instala-se no corpo e move-o a seu talante, como se fosse senhor
dele, a fim de lançar a perturbação na alma. No primeiro caso temos a obsessão,
no segundo a possessão” (2).
Assim,
enquanto mediante a obsessão (ver quadro ao final) o demônio
atua externamente suscitando no homem tentações, grandes ou pequenas, mas
sempre perigosas, pela possessão ele instala-se no corpo deste para perturbar a
alma.
Eis
a explicação, apresentada por Mons. Cristiani em sua referida obra, sobre a
natureza e a causa da possessão:
“Não
existe talvez fato mais extraordinário que o da possessão diabólica. Que
tal fato existe é o que demonstram muitíssimas experiências. Sem dúvida,
houve possessos desde muito tempo antes da vinda de Jesus Cristo à Terra. Houve
possessos em torno dEle, como o Evangelho no-lo mostra. Na Igreja primitiva,
foram inúmeros os casos, e a instituição da ordem dos exorcistas, entre
os membros do clero, é uma boa prova disso. ....
“A
teologia católica, baseada sobre os fatos de possessão demoníaca, tomou posição
tão decidida a respeito deste problema, que chegou a elaborar uma teoria
completa sobre o assunto. Assim, o Ritual Romano, livro oficial do
cerimonial eclesiástico, explica os sinais pelos quais se conhece a autêntica
possessão e dá os remédios necessários para combatê-la: os exorcismos”
(3).
O
mesmo autor afirma, no que concerne à possessão e suas causas, que não
podemos escolher guia mais seguro e mais preciso que a obra de Mons. Saudreau, L’état
mystique... et les faits extraordinaires de la vie spirituel (Paris, Amat, 2ª
ed., 1921).
Natureza
de um fenômeno estranho: a possessão
“Segundo
Mons. Saudreau, a possessão nunca chega até a animação. Isto quer dizer que
o demônio não substitui a alma do possesso, não dá vida ao corpo, mas, sem
que saibamos como, apodera-se desse corpo, faz sua morada nele, quer seja no
cérebro, quer nas entranhas, porém, em todo caso, no sistema nervoso. Não
tira à alma, portanto, seu domínio normal sobre o corpo e sobre os membros;
imprime às faces do rosto uma expressão desconhecida e que corresponde à ação
do demônio.
“O
demônio não está sempre presente no possesso. Entra nele quando quer. Provoca
nele ataques. Um possesso poderá até ser liberado momentaneamente pelos
exorcismos, e depois torna-se novamente
presa do demônio. Em seu estado normal, o possesso é como todo mundo...
“Por
outro lado, os demônios não atuam todos da mesma maneira, porque estão longe
de ser totalmente iguais. Acreditava-se, não sem razão, que todos os deuses do
paganismo eram demônios” (4). “Omnes dii gentium, daemonia”, diz a
Escritura (Salmos 95, 5).
Múltiplas
causas da possessão: o sortilégio ou bruxaria
“O
bom senso popular colocaria na primeira fila das causas da possessão as
faltas cometidas pelo possesso. Não é assim em absoluto. As causas de
possessão são, na verdade, muito variáveis. ....
“Se
os demônios fizessem livremente seus estragos entre os homens, a humanidade
estaria transtornada, não seríamos mais donos de nossos destinos, a obra de
Deus entre nós estaria desviada de seu objetivo. O fato é, em si, inconcebível
e, por mais poderosos que sejam os demônios, a verdade é que ‘esses cães
estão acorrentados’....
“Os
demônios não atuam entre nós senão na medida em que obtêm -- como está
escrito no Livro de Jó -- a permissão de Deus, soberano Senhor. O caso do
mesmo Jó, submetido às infestações de Satanás, é uma boa prova de que não
são as faltas da vítima que explicam suas penas.
“Por
vezes, pode haver culpa do possesso, como reconhece Mons. Saudreau: ‘Uma
pessoa ficou possessa em conseqüência
de uma oração a Mercúrio, feita por ela, a conselho de uma velha curandeira’
(5).
“Em
muitos casos pareceria que a origem
da possessão teria sido um malefício.
É o que o público denomina mais correntemente uma bruxaria.
Mons. Saudreau é categórico neste ponto: ‘uma das causas mais freqüentes
das vexações diabólicas é
o malefício’. E esclarece: ‘os malefícios são os sacramentos do
demônio’”.
“Pareceria
que o demônio, depois de ter estabelecido seu ritual próprio para o lançamento
de sortilégios, se vê obrigado a atuar quando o bruxo observa as formas que
ele prescreveu.... Porém os malefícios não têm todos a mesma eficácia.
“No
século XVII, em processo célebre, descobriu-se que os malefícios tinham por
base assassinatos de crianças, pecados contra a natureza e missas sacrílegas”
(6).
“A
possessão pode ser e é seguramente, às vezes, uma prova permitida por Deus,
como no caso do santo homem Jó ou no do Cura d’Ars; sem que tenha havido
falta por parte do infestado ou do possesso e sem que haja ocorrido malefício.
“Em
suma, os casos de possessão são casos extremos de um fato imenso que se
estende por todo o universo espiritual: a luta do bem contra o mal, da Cidade de
Deus contra a Cidade de Satanás” (7).
O
autor francês refere-se a seguir ao exorcismo como o meio de combater a possessão:
Como
dissemos, o remédio que Deus quis para a possessão é o que chamamos exorcismo,
que significa conjuro. Porém, existem regras muito precisas para
praticar o exorcismo.
“Se
a pessoa manifesta em si a presença de uma inteligência diferente da sua,
existe possessão e não enfermidade. O Ritual Romano traz precisões
sobre este ponto essencial. E acrescenta: ‘Os demônios suscitam todos os
obstáculos que podem impedir que o paciente seja submetido a exorcismos’” (8).
O cânon 1172 do Código de Direito Canônico contém disposições concernentes aos exorcismos.
O
demônio no Antigo e no Novo Testamento
O
demônio é mencionado freqüentemente no Antigo Testamento, por exemplo, no
Livro de Isaías: “Como caíste do céu, ó astro brilhante, que, ao nascer
do dia, brilhavas?” (Is 14, 12).
O
Apocalipse -- o último livro do Novo Testamento, escrito pelo Apóstolo São João
Evangelista -- assim descreve a queda de Lúcifer e dos anjos rebeldes:
“E
houve no Céu uma grande batalha: Miguel e os seus anjos pelejavam contra o dragão,
e o dragão com os seus anjos pelejavam contra ele; porém, estes não
prevaleceram; e o seu lugar não se achou mais no Céu. E foi precipitado
aquele grande dragão, aquela antiga serpente, que se chama o Demônio e Satanás,
que seduz todo o mundo; e foi precipitado na terra, e foram precipitados com ele
os seus anjos” (Apoc. 12, 7-9).
Incapazes
de amor, os demônios encontram-se ligados pelo ódio mútuo e ódio a todas as
coisas. Por isso, tramaram também a perdição do gênero humano.
“Satanás,
invisível agente pessoal, inimigo do homem, que o conduz à perdição,
afastando-o de Deus” (9).
Adão
e Eva cederam à tentação diabólica
“Sereis
como deuses conhecendo o bem e o mal” (Gn 3, 5). Esta foi a frase que a
astuta serpente disse a Eva. E, assim, Adão e Eva se deixaram seduzir.
A
propósito, observa o renomado escritor e polemista francês Mons. Henri
Delassus: “Desde a criação do gênero humano, o homem se extraviou. Em vez
de crer na palavra de Deus, e de obedecer à sua ordem, Adão escutou a voz
sedutora que lhe dizia para colocar o seu fim em si mesmo, na satisfação de
sua sensualidade, nas ambições do seu orgulho” (10).
Diz
piedosa tradição que Adão e Eva fizeram penitência numa caverna do monte
Calvário, que tem esse nome porque ali foi descoberta a caveira do primeiro
homem (cfr. Lc 23, 33). Realmente, debaixo do Calvário e ocupando o mesmo espaço
do Gólgota, hoje encontra-se a capela de Adão, na qual estiveram também, até
1808, os sepulcros de Godofredo de Bouillon, que conquistou a Cidade Santa, e de
seu irmão Balduíno, primeiro rei católico de Jerusalém.
“Por
sua vida penitente, Adão e Eva são considerados santos e sua festa celebra-se
a 19 de dezembro. Dois de seus filhos, Caim e Abel, constituem o primeiro
exemplo de divisão do gênero humano: Abel é o exemplo dos fiéis que caminham
para o Bem, e Caim, dos que caminham para o Mal” (11).
Os
demônios conspiram contra o homem porque não podem tolerar que ele tenha sido
redimido pelo Verbo Divino que se encarnou no seio puríssimo de Maria,
unindo-se à natureza humana.
O
pecado original foi uma vitória de Satanás sobre o homem. Mas a Redenção foi
a vitória de Jesus Cristo sobre Satanás. Assim, Deus não consentiu que o demônio
arrastasse todos os homens para o seu reino.
Pode-se
falar num Império
de Satanás?
Não
se pode pôr em dúvida, entretanto, que Satanás tenha o seu Império,
considerando-se o termo latino imperium no seu significado político-jurídico:
“Imperium é o vocábulo empregado, em amplo sentido, para significar o
supremo poder, ou a suprema autoridade, conferida a certas instituições ou a
certas pessoas. Indica, assim, o próprio poder conferido ao imperador, em
virtude do qual exerce sua autoridade soberana em todo território onde se
situam ou limitam os domínios imperiais, em relação a todas as coisas ou a
todas as pessoas” (12).
Ora,
Satanás manda nos diabos e nos homens que a ele se entregam pelo pecado. Ensina
Nosso Senhor que “todo o que comete pecado é escravo do pecado” (Jo 8, 34).
E o Império de Satanás possui seu território, seu âmbito de competência
e sua área de jurisdição. Tem sua metrópole e suas colônias. A metrópole
é o Inferno, mas, pelo menos em potência, seu área de expansão colonial
abarca toda a Terra habitável.
Em
geral, fora do Inferno, à primeira vista não parece que Satanás exerça
verdadeiro império sobre um território, mas apenas sobre pessoas. No entanto,
se atentarmos bem ao que acontece, verificaremos que, embora de forma temporária
e não permanente, há nações que se comportam, durante longos períodos de
tempo, como verdadeiras colônias do Império infernal, tal é a dominação
que ele exerce sobre o povo no seu conjunto. Em outros lugares, não possui
Satanás debaixo de suas ordens senão minorias nacionais dispersas, mais
numerosas ou menos; mas há nações em que as maiorias e os governos vivem como
que subjugados por ele.
Exemplo
frisante disso foi a extinta e desditosa U.R.S.S. A respeito do regime que nela
imperava, Mons. André Sheptyskyj, Arcebispo de Lvov e líder da Igreja Católica
na Ucrânia durante as perseguições de Lênin e Stalin, escreveu à Santa Sé
uma carta, na qual figura uma frase bastante significativa: “Este regime só
pode se explicar como um caso de possessão diabólica coletiva”. E
pediu ao Papa Pio XI que sugerisse a todos os sacerdotes e religiosos do mundo
que “exorcizassem a Rússia soviética”. O Prelado ucraniano faleceu
em 1944, estando atualmente em
andamento seu processo de beatificação (cfr. Catolicismo, no
590, fevereiro 2000, p.19).
A
questão levantada pelo Arcebispo ucraniano não se colocaria hoje, talvez até
com mais razão, em alguns lugares do mundo, uma vez que o processo revolucionário
multissecular de destruição da civilização cristã não fez senão
acentuar-se intensamente desde então? Assim, não estaríamos assistindo, em
escala crescente, a um fenômeno de possessão coletiva, ao menos em largas
esferas do mundo atual?
Questão
ainda mais delicada: pode o demônio insinuar-se dentro da própria Igreja de
Jesus Cristo, em certos períodos de grande provação e pecado? Para responder
com segurança a tal pergunta seria preciso que teólogos – autênticos teólogos
de ortodoxia ilibada – o estudassem com cuidado e se pronunciassem a respeito.
Mas a pergunta não pode deixar de ser levantada tendo em vista o memorável
pronunciamento de Paulo VI sobre as calamidades na fase pós-conciliar da
Igreja, feito em 29 de junho de 1972, na Alocução "Resistite fortes in
fide", que citamos aqui na versão da Poliglotta Vaticana (maiúsculas
nossas):
O
Pontífice, "referindo-se à situação da Igreja de hoje, afirmou ter a
sensação de que `por alguma fissura tenha entrado a fumaça
de Satanás no templo de Deus'. Há a dúvida, a incerteza, o complexo
dos problemas, a inquietação, a insatisfação, a confrontação. Não se
confia mais na Igreja; confia-se no primeiro profeta profano que nos venha
falar, por meio de algum jornal ou movimento social, a fim de correr atrás dele
e perguntar-lhe se tem a fórmula da verdadeira vida. E não nos damos conta de
que já a possuímos e somos mestres dela. Entrou a dúvida em nossas consciências,
e entrou por janelas que deviam estar abertas à luz. ....
Também na Igreja reina este estado de incerteza. Acreditava-se que, depois do
Concílio, viria um dia ensolarado para a História da Igreja. Veio, pelo contrário,
um dia cheio de nuvens, de tempestade, de escuridão, de indagação, de
incerteza. Pregamos o ecumenismo, e nos afastamos sempre mais uns dos outros.
Procuramos cavar abismos em vez de enchê-los. Como sucedeu isto? O Papa confia
aos presentes um pensamento seu: o de que tenha havido a intervenção
de um poder adverso. Seu nome é o diabo,
este misterioso ser ao qual também alude São Pedro em sua Epístola" (Cfr.
Insegnamenti di Paolo VI, Tipografia Poliglotta Vaticana, vol. X, pp. 707-709).
O
Império
de Satanás possui os seus cidadãos
Entre
os homens, ao Império de Satanás pertence aquele que o deseje: é
suficiente um pecado mortal para adquirir cidadania nesse Império;
e para nele permanecer, basta a falta de contrição, que se torna muito fácil
pela preguiça ou má vontade em encarar de frente o próprio pecado, reconhecê-lo
e humildemente acusá-lo no tribunal da Confissão.
A
cidadania infernal concede o “direito” de satisfazer todos os
apetites da concupiscência, e de praticar todos os pecados mortais
correspondentes, enquanto houver saúde e dinheiro. Em troca, os deveres
impostos por esse Império cumprem-se geralmente depois da morte, e consistem em
suportar o insuportável fogo eterno... Por outro lado, basta o verdadeiro
arrependimento dos pecados e o sacramento da Confissão para livrar-se da
tirania desse Império.
Quanto
à principal tática do demônio para atuar internamente na Igreja, desde que
Ela foi instituída por Nosso Senhor Jesus Cristo, é a disseminação das
heresias.
O
conhecido historiador francês do início do século XX, Pe. Emmanuel Barbier,
comenta a esse respeito: “O flagelo da heresia decorre de duas fontes. As
primeiras conquistas da Igreja haviam sido feitas sobre o elemento judeu e sobre
o elemento pagão. Aqueles que aceitaram o Evangelho, nele não reconheceram
toda a divina salvação, que é preciso receber simplesmente, sem acréscimo e
sem atenuação. Muitos misturaram à doutrina cristã outros ensinamentos e
deram assim nascimento às heresias. Estes ensinamentos estranhos estavam
incrustados quer no judaísmo, quer no paganismo” (13).
“O
número dos tolos é infinito”: o gosto de ser enganado
Diz
antigo provérbio que o mundo quer ser enganado, e por isso, em todas as
idades houve embusteiros que trataram de satisfazer esse desejo das massas. E o
demônio pode utilizar-se desses embusteiros para afastar as pessoas da
verdadeira Fé.
A
essa má inclinação, as Sagradas Escrituras acrescentam que “os perversos
dificultosamente se corrigem e o número dos tolos é infinito” (Ecl 1,
15).
Quando
o embuste se vela sob formas religiosas ou misteriosas e atua por meio de
agentes de mistificação com poderes desconhecidos ou preternaturais, então
ele pode arraigar-se de tal modo no coração, que a luz claríssima da verdade
dificilmente consegue arrancá-lo da imaginação popular.
Exemplo
frisante de estultice popular o leitor encontrará nos episódios vividos pelo
Profeta Daniel (Dn 14, 1-42). Depois dele desmascarar o falso deus Baal dos
babilônios, estes o quiseram matar!...
*
* *
É
ótima defesa contra o demônio usar sobre si a Medalha Milagrosa, o Escapulário
do Carmo, o Agnus Dei, a Medalha de São Bento (ver
quadro ao final), a água benta etc. De nada adiantarão, porém, se a
pessoa não se empenhar na observância dos Mandamentos.
O
Pe. Gabriele Amorth -- de quem falaremos adiante -- assim se refere ao uso da Medalha
Milagrosa: “Constatei em várias ocasiões a eficácia das medalhas que as
pessoas usam com fé. Bastaria falar da Medalha Milagrosa difundida em milhões
de exemplares no mundo depois da aparição da Virgem a Santa Catarina Labouré
(Paris, 1830); se falássemos das graças prodigiosas recebidas através dessa
simples medalhinha, nunca mais acabaríamos” (14).
Cultos
afro-asiáticos de conotação satanista na atualidade
O Prof. Plinio Corrêa de Oliveira observava que “o homem gosta de meias verdades, mas tem horror à verdade total”. E Donoso Cortez, renomado escritor, filósofo e sociólogo espanhol, diz que “o espírito humano tem fome de absurdo e de pecado” (cfr. Obras Completas: Ensaio sobre o Catolicismo, B.A.C., Madrid, 1946, Tomo 2, p. 377).
É
por isso que a grande maioria dos homens prefere o caminho fácil das meias
verdades, desembocando em religiões falsas. O demônio os atrai como pode,
explorando suas más tendências e seus vícios. Assim, a uns conseguirá
arrastar diretamente para o satanismo radical dos sacrifícios cruentos. A
outros, atrairá para as formas mais veladas de falsa religiosidade que parecem
benignas, às vezes sob a capa de filantropia ou de bem espiritual, como certas
práticas hinduístas.
Exemplo
típico, entre muitos, de satanismo cruento, é
o caso de uma vendedora do Rio de Janeiro que declarou ter matado a própria
filha de três anos em um ritual de magia negra. Ela foi presa com o concubino e
a mãe de santo, que também teriam participado do crime, no litoral
fluminense (cfr. “O Estado de São Paulo”, 15-1-99).
A
difusão de cultos afro-asiáticos de conotação satanista é hoje uma
realidade. No Uruguai, por exemplo, a umbanda é a prática religiosa que
mais cresce, a tal ponto que a festa de Iemanjá é a mais popular do país,
atraindo para as praias centenas de milhares de praticantes desse culto de
origem africana (cfr. “Folha de S. Paulo”, 27-11-99).
Mesmo
aqueles que procuram esses cultos por razões folclóricas ou turísticas, arcam
com o risco de ser envolvidos por eles e sofrerem as conseqüências.
D.
Frei Boaventura Kloppenburg O.F.M., Bispo de Novo Hamburgo (RS), explica: “Não
podemos indicar uma data exata para a aparição, entre nós, daquilo que hoje
se chama espiritismo de Umbanda. Movimentos populares, de origem
nitidamente africana, com fachadas cristãs, mas fortemente paganizadas e
diretamente influenciadas pelas práticas espíritas, aos poucos se aglutinaram
e continuam a coordenar-se ainda hoje, para formar a umbanda (palavra
africana que significa feitiçaria). O Batuque do Sul, a Macumba
do Rio, o Candomblé da Bahia, o Xangô de Pernambuco, o Catimbó
do Nordeste, o Nagô ou as Casas de Minas do Maranhão, a Pajelança
da Amazônia: eis a matéria remota desse novo tipo de Espiritismo. Os
Kardecistas não toleram que se qualifique a Umbanda como espírita. Mas
os próprios umbandistas continuam a proclamar empenhadamente que também eles são
verdadeiros espíritas. A Federação Espírita Brasileira, numa solene
declaração, publicada no órgão oficial Reformador, de julho de 1953,
página 149, acabou concedendo aos umbandistas o ‘privilégio’ de se
chamarem espíritas” (15).
Evocar
os mortos: proibição formal da Igreja
Em
sua obra Sobre a heresia espírita, o mesmo autor acrescenta: “A prática
generalizada pelo espiritismo de evocar os mortos não é recente. O espiritismo
atual é a continuação da magia e da necromancia de tempos idos. Já no Antigo
Testamento existem testemunhos das consultas aos mortos praticadas pelos
hebreus” (16).
E
prossegue: “Mas o fim visado foi sempre o mesmo: evocar os mortos, para deles
saber alguma coisa. O espiritismo moderno, portanto, é a magia ou a necromancia
da Antigüidade. Ora, consta de textos insofismavelmente claros do Antigo
Testamento que Deus proibiu, sob as mais severas penas, semelhantes práticas de
necromancia e magia” (17).
Eis
abaixo alguns textos da Sagrada Escritura, que condenam severamente a
necromancia e a magia:
·
Êxodo
22, 18: “Não deixarás viver os feiticeiros”.
·
Levítico
20, 27: “O homem ou a mulher em que houver espírito pitônico ou de adivinho,
sejam punidos de morte. Apedrejá-los-ão, o seu sangue cairá
sobre eles”.
·
Lev.
19, 31: “Não vos dirijais aos magos, nem interrogueis os adivinhos, para que
vos não contamineis por meio deles. Eu sou o Senhor vosso Deus”.
·
I
Reis 28, 5-25: Estes versículos narram a história do rei Saul, que foi
consultar uma pitonisa. A conseqüência do episódio inteiro é exposta no I
Livro dos Paralipômenos 10, 3: “Morreu, pois, Saul, por causa das suas iniqüidades,
porque tinha desobedecido ao mandamento que o Senhor lhe tinha imposto e não
tinha observado; e além disso tinha consultado a pitonisa e não tinha posto a
sua esperança no Senhor; por isso Ele o matou, e transferiu o seu reino para
David, filho de Isaí”.
·
IV
Reis 17, 17: “E consagraram seus filhos e suas filhas por meio do fogo, e
entregaram-se a adivinhações e agouros, e abandonaram-se a fazer o mal diante
do Senhor, provocando a sua ira”.
·
Isaías
8, 19-20: “E quando vos disserem: Consultai os pitões e os adivinhos, que
murmuram em segredo nos seus encantamentos: Acaso não consultará o povo ao seu
Deus, há de ir falar com os mortos acerca dos vivos? Antes à Lei
e ao Testamento que se deve recorrer. Porém, se eles não falarem na
conformidade desta palavra, não raiará para eles a luz da manhã”.
Em
vista do acima exposto, decorre a proibição divina de evocar os mortos e
consultar médiuns, macumbeiros, gurus, cartomantes. Tal proibição é clara,
repetida, enérgica e severíssima.
O
espiritismo: verdadeira heresia
Em
face dessa tão radical negação de toda a doutrina cristã, o Episcopado
Brasileiro, reunido no VI Congresso Eucarístico Nacional (1953), presentes os
Senhores Cardeais, Arcebispos, Bispos e Prelados e o Representante da Nunciatura
Apostólica, Mons. João Ferrofino, determinou que: “Os espíritas devem
ser tratados como verdadeiros
hereges” (18).
O
que vem a ser, pois, o herege? É aquele que, após o batismo, nega com pertinácia
qualquer verdade que se deva crer
com fé divina e católica, ou duvida pertinazmente a respeito dela, uma vez que
o Direito Canônico assim define a heresia: “Chama-se heresia a negação
pertinaz, após a recepção do batismo, de qualquer verdade que se deva crer
com fé divina e católica, ou a dúvida pertinaz a respeito dela” (cân.
751).
É
essencial ao herege, pois, negar com pertinácia. Não
seria herege quem negasse uma verdade sem obstinação, sem saber que se trata
de verdade de Fé. Portanto não são hereges, nem podem ser tratados como
tais, todos aqueles que, por ignorância e iludidos pela falaz propaganda espírita,
aderiram ao espiritismo. Mas se, avisados, persistirem no espiritismo,
tornam-se pertinazes, e, portanto, hereges, devendo conseqüentemente ser
tratados como tais.
Em
seu livro acima mencionado, D. Frei Boaventura Kloppenburg conclui que “é sem
dúvida severo e inexorável o modo de tratar os espíritas. Mas é uma medida
necessária e justa. .... O modo
como continuam a evocar os mortos equivale a uma insurreição aberta contra
Deus e a Igreja” (19).
Por
isso, “os espíritas excluíram-se a si mesmos da Igreja” (20).
Condenações
do reencarnacionismo há muitos séculos
“Reencarnação
é o termo usado para indicar a passagem da alma de um a outro corpo humano. Há
um significado mais restrito da metempsicose, que indica a transmigração da
alma humana através de vários corpos dos homens, dos animais, das plantas
etc” (21).
“No
século IV, Orígenes tentou apresentar esta doutrina como sendo católica,
inspirando-se em Platão, levantando-se contra
ele uma forte polêmica. Ela foi condenada pelo Concílio de Constantinopla no
ano de 543 (Papa Virgílio). O absurdo da reencarnação foi posto a nu em
declarações inequívocas do Magistério Eclesiástico, segundo o qual, após a
morte, cada indivíduo é julgado e recebe um destino eterno irrevogável (cfr.
II Concílio de Lyon, ano 1274; Constituição Apostólica Benedictus Deus,
de Bento XII, 29-1-1336; Decretum pro graecis, do Concílio de Florença,
4-6-1439)” (22).
“Um
decreto do Santo Ofício, de 4 de agosto de 1856, declara ilícita, herética e
escandalosa a prática de evocar as almas dos mortos, receber respostas etc.; a
declaração da S. Penitenciária (1º de fev./1882), declara ilícito assistir,
ainda que passivamente, às consultas e jogos espíritas. Leão XIII proibiu a
leitura e a posse dos livros nos quais se ensina ou se recomenda o sortilégio,
a adivinhação, a magia, a evocação dos espíritos e semelhantes
superstições” (23).
O
Pe. Gabriele Amorth, exorcista oficial da Diocese de Roma, esclarece em seu
ensaio Um exorcista conta-nos: “O demônio faz tudo para não ser
descoberto, mostra-se muito lacônico e procura todos os meios para desencorajar
o paciente e o exorcista” (24).
E
acrescenta: “Os exorcistas na Itália são pouquíssimos, e os que estão
preparados, ainda são menos. A situação noutros países é ainda pior, por
isso têm-me procurado para a bênção pessoas vindas da França, Áustria,
Alemanha, Suíça, Espanha e Inglaterra, onde -- a se acreditar no que me dizem
-- não conseguiram encontrar um exorcista. Incúria dos bispos e dos
sacerdotes?” (25).
“Hoje
em dia a Pastoral, neste setor e no mundo católico, está completamente
descurada. Não era assim no passado. Cada Catedral devia ter
um exorcista, do mesmo modo que tem um confessor, e deviam ser tanto mais
numerosos os exorcistas, quanto maiores fossem as necessidades: nas paróquias
mais importantes, nos santuários” (26).
“Minha
experiência direta leva-me a afirmar que novos fatores estão na origem do
aumento considerável das vítimas do Maligno. Em primeiro lugar, analisemos a
situação do mundo consumista do Ocidente em que o sentido materialista e
hedonista da vida fez com que muita gente perdesse a fé. Penso que sobretudo na
Itália uma grande parte da culpa cabe ao comunismo e ao socialismo que, com as
doutrinas marxistas, dominaram nestes últimos anos a cultura, a educação e o
mundo do espetáculo” (27).
“A
magia e o espiritismo são incentivados por vários canais de televisão.
Acrescentem-se ainda os jornais e os espetáculos de horror, em que ao sexo e à
violência se aliam mesmo um sentido de perfídia satânica e a difusão de
certas músicas de massa que invadem o público até à obsessão. Faço aqui
muito particularmente referência ao rock satânico ....” (28).
“Os
Exorcismos são esconjuros ou mandados imperativos que o ministro autorizado
pela Igreja faz em nome de Deus contra o demônio, para que abandone as pessoas
por ele possuídas ou cesse de infestar pessoas ou coisas, ainda que
inanimadas” (29).
Visão
de Leão XIII: crescente atuação diabólica no mundo
E
ainda o mesmo autor diz:
“Muitos
de nós recordamos que, antes da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II, os
celebrantes e os fiéis, no fim de cada missa, ajoelhavam-se para rezar uma oração
a Nossa Senhora e outra a São Miguel Arcanjo:
‘São
Miguel Arcanjo, protegei-nos no combate, sede nosso auxílio contra a malícia e
ciladas do demônio. Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos, e Vós, Príncipe
da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no Inferno a Satanás e os
outros espíritos malignos que vagueiam pelo mundo para perder as almas.’
“Como
é que nasceu esta oração? Transcrevo o artigo escrito pelo Pe. Domenico
Pechenino na revista Ephemerides Liturgicae, 1955, pp. 58-59: Não me
lembro exatamente do ano. Uma manhã, o grande Pontífice Leão XIII tinha
celebrado a S. Missa e estava a assistir a uma outra de ação de graças, como
de costume. De repente, viu-se ele virar energicamente a cabeça, depois de
fixar qualquer coisa intensamente, sobre a cabeça do celebrante. Finalmente,
voltando a si, bate ligeira, mas energicamente com a mão, levanta-se. Dirige-se
ao seu escritório particular. Daí a uma meia hora, manda chamar o Secretário
da Congregação dos Ritos, e estendendo-lhe uma folha de papel, manda fazê-la
imprimir e enviar a todos os Ordinários do mundo. Que assunto continha? A oração
que rezávamos no fim da missa com o povo” (30).
Apesar
dos embustes do sincretismo religioso, a doutrina católica não mudou
Ora
-- poderia objetar algum leitor --, há eclesiásticos que abrem os braços e
dialogam amigavelmente com macumbeiros e espíritas.
Infelizmente
é bem verdade que, sobretudo nos últimos 30 ou 40 anos, muitas declarações e
atitudes de membros do clero parecem em contradição com a doutrina acima
exposta.
Uma
conferência anual de padres e Bispos negros realizada em Salvador, em julho do
ano passado, incluiu uma visita aos dois principais terreiros de candomblé.
Chocado com isto, o Pe. Pierre Mathon anunciou que celebraria uma missa de
repúdio às práticas religiosas que descreveu como demoníacas, e
acusou o clero em questão de desviar-se da única Fé verdadeira. “O diálogo
é bom, mas fechar os olhos aos padres católicos que recebem as bênçãos de
sacerdotes do cadomblé é simplesmente inaceitável”, afirmou o Pe. Mathon
durante sermão em Salvador. E acrescentou: “Esses padres são a própria
Igreja e estão dando um mau exemplo”. ....
É
o que confirma o próprio Arcebispo Primaz de Salvador, D. Geraldo Majella, que
atribui as manifestações de sincretismo religioso presentes na Bahia à
“.... falta de conhecimento mais profundo da Religião e da Fé católica.
Conseqüentemente, acreditam que qualquer coisa vale, que tudo está bem, que
você pode misturar a Fé da Igreja com um outro credo, como se fosse algum tipo
de mescla”, comentou em declarações reproduzidas por Larry Rohter no “The
New York Times” (31).
Convém
insistir, portanto, que o sincretismo -- fusão de várias formas e opiniões
religiosas (32) -- apresenta-se como um “fenômeno universal em relação aos
problemas religiosos mais graves, especialmente no que se refere ao judaísmo e
ao cristianismo” (33). Mistura os
Santos da Religião Católica com personagens, míticos ou não, de outras
religiões, sejam elas o espiritismo, o candomblé, a macumba, ou
qualquer outro culto pagão. Trata-se de um artifício de que pode servir-se o
diabo para enganar os incautos, especialmente as pessoas que vivem na ignorância
religiosa.
Além
do sincretismo, é inquietante a difusão considerável que a superstição, a
magia e o ocultismo vêm alcançando em nossos dias, como veremos a seguir.
Tão
universal é o fenômeno, que recente notícia da agência Zenit menciona o
espantoso avanço do esoterismo e da magia no país em que se encontra o próprio
centro da Igreja Católica e da Cristandade:
“No
mínimo inquietantes: assim são os dados oferecidos no Congresso sobre Superstição,
Magia e Satanismo na Úmbria, organizado pelo Instituto Teológico de Assis.
Os números falam por si mesmos: mais de 12 milhões de italianos recorrem a um
mago pelo menos uma vez por ano, mais mulheres do que homens, 40% com estudos
secundários, 30% com estudos universitários superiores. A Agencia ANSA cita
Mons. Ennio Antonelli, secretário-geral da Conferência Episcopal italiana:
‘com a taxa de 8 por mil do imposto sobre a renda que se destina às igrejas e
religiões, a Igreja Católica recebe 500 milhões de dólares, por ano,
enquanto a quantia faturada pelo mundo do ocultismo chega a 750 milhões de dólares’
(34).
A
nós, católicos leigos, cumpre, nas tristes circunstâncias atuais, redobrar os
esforços para esclarecer o próximo sobre a expansão das várias formas de
cultos satânicos que vão corroendo o catolicismo no Brasil. Peçamos a Nossa
Senhora Aparecida e a São Miguel Arcanjo que nos dêem toda proteção e ajuda
nessa luta contra o Império de Satanás.
(*)
São Pedro compara o demônio a um leão rugidor que gira em torno dos homens
para tentar devorá-los (cfr. I Petr. 5, 8 e 9).
(**)
Cfr. Charles Baudelaire, poeta francês satanista (1821-1867): “A melhor astúcia
do diabo é fazer-nos crer que não existe”.
1.
Monsenhor Cristiani, Presencia de Satán en el mundo moderno,
Ediciones Penser, Buenos Aires, 1962, pp. 94-95. Tradução
castelhana da edição original francesa (Éditions France-Empire, Paris, 1959)
por Marta Acosta Vam Praet.
2.
Ad Tanquerey, Compêndio de Teologia Ascética e Mística, 4ª ed.,
Livraria Apostolado da Imprensa, Porto, Portugal. Tradução Portuguesa da 5ª
edição (1920) do original francês pelo Pe. Dr. João Ferreira Fortes.
3.
Cfr. Monsenhor Cristiani, op. cit. pp. 63 e 64.
4.
Op. cit., pp. 64-65.
5.
Op. cit., pp. 65-66.
6.
Op. cit., pp. 67-68.
7.
Op. cit., pp. 68, 69-70.
8.
Op. cit., pp. 70, 71-72.
9.
Enciclopedia Cattolica, Città del Vaticano, 1953, vol. 10, p. 1948.
10.
Mons. Henri Delassus, La Conjuration Antichrétienne; Desclée, De
Brouwer et Cie., Lille, 1910, tomo 1, p. 12.
11.
Cfr. John L. McKenzie S. J., Dicionário Bíblico, São Paulo, Paulinas,
4ª ed., 1983, pp. 2 e 133).
12.
De Plácido e Silva, Vocabulário Jurídico, Livraria Forense, Rio de
Janeiro, 10ª ed., 1987, vol. 1, p. 420.
13.
Abbé Emmanuel Barbier, Histoire Populaire de L’Église, P. Lethielleux,
Éditeur, Paris, 1910, pp. 181-182.
14.
Pe. Gabriele Amorth, Um exorcista conta-nos, Paulinas, Lisboa, 3ª ed.,
1998, p. 57.
15.
Frei Boaventura Kloppenburg O. F. M., O Espiritismo no Brasil,
Estudos 1, Vozes, Petrópolis, 1960, p. 51
16.
Idem, Sobre a Heresia Espírita, Vozes, 4ª ed., 1957, p. 23.
17.
Idem, ibidem.
18.
Op. cit., pp. 9-18.
19.
Op. cit., p. 16.
20.
Op. cit., p. 17
21.
Enciclopedia Cattolica, Città del Vaticano, 1953, vol. 10, p.677.
22.
Idem, p.678.
23.
Enciclopedia Cattolica, vol. 11, p. 1135 e ss.
24.
Pe. Gabriele Amorth, op. cit., p. 97
25.
Op. cit., p. 21.
26.
Op. cit., p. 22.
27.
Op. cit., p. 59.
28.
Op. cit., p. 60.
29.
Enciclopedia Cattolica, Città del Vaticano, 1950, vol. 5, p. 596.
30.
Pe. Gabriele Amorth, op. cit., pp. 43-45.
31.
Larry Rother, Relação com candomblé divide católicos da Bahia, “The
New York Times”, 12. 01. 2000.
32.
The Catholic Encyclopedia, The Universal Knowledge Foundation, Inc. New
York, 1912, vol. 14, p. 383.
33.
Enciclopedia Cattolica, Città del Vaticano, 1953, vol. 11, p. 662.
34. Agência Zenit, Roma, 10-5-2000.
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