Debate com Leitores Contrários
Protestantismo
Irmãos de Jesus, Intercessão dos Santos, Batismo de Adultos
Visite a nossa seção de Apologética, nos itens "Virgindade Perpétua da Santíssima Virgem", "Intercessão dos Santos" e "Batismo de Crianças", para ter uma visão mais organizada e completa sobre o assunto.


Recebido em 10/8/99
 Prezado Sr. Frederico Viotti:
 Muito interessante a seção de perguntas e respostas dessa home-page.
 Encontrei esse site por acaso e aproveito para expor algumas idéias e
perguntas que há tempo me deixam curioso.
 As mais polêmicas e intrigantes são a respeito de um assunto que os
protestantes sabem muito bem como provar, através da Bíblia, que os
Católicos se "equivocam" (pelo menos aqueles que não possuem conhecimento
bíblico).  É sobre a virgindade de Maria durante sua vida.
 Lendo em Mateus 12:46-50, vemos que JESUS é interrompido de um sermão por
alguém que diz que sua mãe (carnal) e seus irmãos (carnais, no caso)
estavam querendo lhe falar, e ele, claramente contesta, como já sabemos...
 Mas, o que me intriga é, na verdade, como a ocasião Bíblica se refere
primeiramente aos irmãos e mãe carnais de Cristo (vers. 47) e depois aos
irmãos e mães pela fé (vers. 49 e 50), não deixando dúvidas de que JESUS
não se referia (em ambos os versículos) aos irmãos e mães espirituais, que
somos todos nós. Esses versículos se referem distintivamente aos dois
tipos, significando a existência de irmãos carnais de JESUS e, com isso,
filhos carnais de Maria.
 Como os Católicos interpretam essa passagem e as outras que já me
mostraram que citam os outros filhos (carnais) de Maria, como Tiago, Simão,
Judas ?
 Existem passagens que confirmam a virgindade de Maria mesmo depois de ter
dado a luz à JESUS, pelo Espírito Santo ?

 Aproveitando, queria perguntar também sobre a questão de Maria e os santos
intercederem por nós junto à DEUS.  JESUS não é o único intercessor ?
Não devemos orar pedindo tudo o que necessitamos à DEUS, em nome de JESUS ?

 E só mais uma coisa:  Porque na Igreja Católica se batizam crianças se, na
própria Bíblia, como dizem os protestantes, não existe nenhuma passagem em
que um bebê é batizado, sendo só adultos (como foi o próprio JESUS.)

 Desculpe-me se me alonguei muito nas perguntas, mas acho que, através de
seus estudos, você pode me esclarecer completamente essas dúvidas e as de
muitos católicos que tenho certeza que não saberiam discutir sobre isso com
um protestante.
 Sem mais, agradeço antecipadamente.
 A.

Respondido em 10/8/99
 Prezado A, Salve Maria!
 Suas perguntas são três:
 1) A eterna virgindade de Nossa Senhora / os "Irmãos de Jesus"
 2) A intercessão dos Santos
 3) O Batismo de Crianças

 Vamos às respostas:
 1) Desde o início do cristianismo Nossa Senhora era cultuada como "Áiepartenon", isto é, a "sempre Virgem".
 Os irmãos de Jesus, como fica claro pelo próprio texto bíblico, eram filhos de Alfeu e sua esposa, e não de José e Maria.
 Em diversos lugares o Evangelho fala desses 'irmãos'. Assim, S. Marcos e S. Lucas referem que 'estando Jesus a falar, disse-lhe alguém: eis que estão lá fora tua mãe e teus irmãos que querem ver-te" (Mt 12, 46-47; Mc 3, 31-32; Lc 8, 19-20).
 S. João, por sua vez, fala de tais 'irmãos' (Jo 7, 1-10).
 A bela objeção apenas mostra uma ignorância da própria Bíblia que os protestantes dizem conhecer...
 As línguas hebraica e aramaica não possuem palavras que traduzam o nosso 'primo' ou 'prima', e serve-se da palavra 'irmão' ou 'irmã'.
 A palavra hebraica 'ha', e a aramaica 'aha', são empregadas para designar 'irmãos' ou 'irmãs' dos mesmo pai, não da mesma mãe (Gn 37, 16; 42, 15; 43, 5; 12, 8-14; 39, 15), sobrinhos, primos irmãos (1 Par 23, 21), e primos segundos (Lv 10, 4) - e até 'parentes' em geral (Job 19, 13-14; 42, 11).
 Os trechos acima demonstram, inequivocamente, que a palavra 'irmão' era uma expressão genérica, geral.
 Há muitos exemplos na Sagrada Escritura. Lê-se no Gêneses que 'Taré era pai de Abraão e de Harão, e que Harão gerou a Lot (Gn 11, 27), que, por conseguinte, vinha a ser sobrinho de Abraão. Contudo, no mesmo Gênesis, mais adiante, chama a Lot 'irmão de Abraão' (Gn 13, 3). 'Disse Abraão a Lot: nós somos irmãos" (Gn 14, 14)
 Jacó se declara irmão de Labão, quando, na verdade, era filho de Rebeca, irmã de Labão (Gn 29, 12-15).
 No Novo Testamento, fica claríssimo que os 'irmãos de Jesus' não eram filhos de Nossa Senhora.
 Os supostos 'irmãos de Jesus' são indicados por S. Marcos: "Não é este o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão e não estão aqui conosco suas irmãs?"
 Tiago e Judas, conforme afirma S. Lucas, eram filhos de Alfeu e Cleófas: 'Chamou Tiago, filho de Alfeu... e Judas, irmão de Tiago" (Lc 6, 15-16). E ainda: "Chamou Judas, irmão de Tiago" ( Lc 6, 16)
 Quanto a 'José', S. Mateus diz que é irmão de Tiago: "Entre os quais estava... Maria, mãe de Tiago e de José" (Mt 27, 56).
 Em S. Mateus se lê: "Estavam ali (no calvário), a observar de longe...., Maria Mágdala, Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu". Essa Maria, mãe de Tiago e José, não é a esposa de S. José, mas de Cleofas, conforme S. João (19, 25). Era também a irmã de Nossa Senhora, como se lê em S. João (19, 25): "Estavam junto à Cruz de Jesus sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria (esposa) de Cleofas, e Maria de Mágadala".
 Simão, irmão dos três outros, 'Tiago, José e Judas' são verdadeiramente irmãos entre si, filhos do mesmo pai e da mesma mãe. Alfeu ou Cleophas é o pai deles.
 Da mesma forma, se Nossa Senhora tivesse outros filhos, ela não teria ficado aos cuidados de S. João Evangelista, que não era da família, mas com seu filho mais velho, segundo ordenava a Lei de Moisés.
 Eis um dilema sem saída para os protestantes, pois os 'irmãos de Jesus' são filhos de Maria Cléofas e Alfeu.
 Também decorre uma pergunta: Por que nunca os evangelhos chamam os 'irmãos de Jesus' de 'filhos de Maria' ou de 'José', como fazem em relação à Nosso Senhor? E por que, durante toda a vida da Sagrada Família, apenas contam-se três membros: Jesus, Maria e José?
 Portanto, alex, a própria Sagrada Escritura demonstra que os supostos 'irmãos' de Jesus são seus primos e não seus irmãos carnais.
 Sua afirmação de que o trecho de S. Mateus tem duas passagens, uma referindo-se à filiação carnal e a segunda à filiação espiritual ficam sem sentido, visto que não conferem com o texto bíblico. Na realidade, essa sua pergunta é muito mais uma objeção protestante, visto que a sentença de S. Mateus não deixa margem à interpretação por você aludida.
 A virgindade eterna de Maria é facilmente demonstrável, quer seja pela Sagrada Escritura, quer seja pela lógica.
 O que devemos provar: a) Nossa Senhora era Virgem antes do parto; b) Nossa Senhora permaneceu Virgem durante o parto e c) Nossa Senhora permaneceu virgem após o parto.
 Três asserções que lhe vou provar aqui com a Bíblia na mão, e um pouco de lógica na cabeça. Aliás, a terceira já está provada pela própria explicação dos irmãos de Jesus. Todavia, vamos aprofundar mais um pouco a análise.
 A primeira asserção é admitida pelos próprios protestantes, pois se encontra positivamente no Evangelho: "O Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma virgem desposada... e o nome da Virgem era Maria". (Luc. I, 26).
 Mais positivo ainda é o testemunho da própria Virgem objetando ao anjo: "Como se fará isso, pois eu não conheço varão?". Nenhuma dúvida subsiste - Maria Santíssima era Virgem.
 A segunda asserção, mostrando que a Mãe de Jesus ficou virgem no parto, pode deduzir-se dos mesmos textos. O que é concebido por milagre deve nascer por milagre; o nascimento é a conseqüência da concepção; sem esta conseqüência, o milagre seria incompleto. Em outras palavras, Deus teria operado um milagre incompleto ao desejar manter a virgindade de Nossa Senhora e não tendo levado essa promessa até o final. "Como se fará isso, pois eu não conheço varão?" "O Santo, que há de nascer de ti, será chamado Filho de Deus, porque a Deus nada é impossível" (Luc 1, 35). A Deus nada é impossível, a virgindade de Nossa Senhora seria preservada, mesmo ela "não conhecendo varão".
 Continuamos na argumentação. O Evangelho nos mostra que Maria, tendo chegado ao termo ordinário da natureza, "deu à luz o seu filho. E estando ali, aconteceu completarem-se os dias em que devia dar à luz" (Luc. 1, 6).
 Ora, "conceber" e "dar à luz" são dois termos de uma ação única. A mãe concebe, para dar à luz - é uma só ação: gerar filhos. O parto e a conceição são inseparavelmente ligados, sendo o primeiro o preço doloroso da segunda (perder a virgindade); sendo Maria Santíssima libertada da segunda parte, por meio do milagre de Deus, deve sê-lo da primeira, pois para Deus não é mais custoso fazer "nascer" virginalmente do que fazer "conceber" virginalmente.
 Ademais, se a ação virginal havia começado, pela ação do Espírito Santo, Deus completaria essa ação no momento em que esta chegasse ao seu final. É uma conceqüência lógica e necessária, sob pena de negar o milagre completo de Deus manifestado em sua vontade e na resolução de Nossa Senhora de manter a virgindade.
 A própria dúvida de Nossa Senhora em relação à concepção deixa claro a posição dela perante a virgindade: "Como se fará isso, pois eu não conheço varão?". O Anjo resolve o problema: "O Santo, que há de nascer de ti, será chamado Filho de Deus, porque a Deus nada é impossível (Luc. 1, 35).
 A conceição da Virgem Santíssima é, pois, obra do Espírito Santo: "O Espírito Santo descerá sobre ti e a virtude do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. E por isso mesmo o santo que há de nascer de ti será chamado Filho de Deus. (Luc. 1, 35).
 "Conceber" Jesus e "dá-lo à luz" são, textual e literalmente, um só milagre, o milagre da encarnação. Separar estes dois termos, que o Evangelista resumiu de propósito numa única frase, é adulterar de maneira visível o texto e a significação da palavra de Deus.
 Sendo Nossa Senhora virgem antes do parto, deve sê-lo também durante o parto, pois o milagre da encarnação é uno e completo. E isto é muito conforme à profecia: "uma virgem conceberá e dará à luz". É o próprio Evangelho que faz a aplicação desta profecia: "Ora, tudo aconteceu para que se cumprisse o que foi dito pelo Senhor, por meio do profeta (Mat. 1, 22). Ou seja, conceber e dar à luz, virginalmente!
 A Virgindade de Nossa Senhora antes e durante o parto é uma verdade que não se pode negar, senão espisinhando-se todas as regras da lógica e da hermenêutica. Deus quis manter a virgindade de Nossa Senhora antes e durante o parto, não o precisava, mas assim o fez.
 Sobre a virgindade de Nossa Senhora após o parto, já provamos anteriormente. Todavia, para dar mais realce à explicação, façamos um pequeno exercício de hermenêutica.
 Quando Nossa Senhora afirma, categoricamente, "eu não conheço varão", ela não está dizendo que "até o momento eu não conheço", mas que ela, por opção pessoal, não "conhece varão", o que dá uma extensão geral à sua afirmação. Segundo a tradição, Nossa Senhora havia feito um voto de castidade perpétua e assim o manteve, mesmo vivendo com S. José, como fica clara pela própria afirmação dela ("Eu não conheço varão), quando já estava desposada de S. José.
 Se não fosse propósito de Nossa Senhora manter a castidade perpétua, sua afirmação não teria propósito, pois o Anjo poderia lhe responder: "se ainda não conhece, conhecê-lo-á logo; não é José teu esposo? ". A sua afirmação só faz sentido, dentro do contexto, tendo Nossa Senhora feito o voto de castidade perpétua.
 S. Marcos, na mesma linha, chama Jesus "O filho de Maria" - "uiós Marias" - (Marc. 6, 3), e não um dos filhos de Maria, como querendo mostrar que ele era o seu filho único.
 Terminando tudo o que dissemos sobre a a virgindade de Nossa Senhora, transcrevo aqui este belo soneto doutrinal, escrito pelo próprio demônio, por ordem de dois santos religiosos. Em 1823, dois sacerdotes dominicanos, Pes. Bassiti e Pignataro, estavam exorcizando um menino possesso, de 12 anos de idade, analfabeto. Para humilhar o demônio, obrigaram-no, em nome de Deus, a demonstrar a veracidade da Imaculada Conceição de Maria. Para surpresa dos sacerdotes, pela boca do menino possesso, o demônio compôs o seguinte soneto:
 "Sou verdadeira mãe de um Deus que é filho,
 E sou sua filha, ainda ao ser-lhe mãe;
 Ele de eterno existe e é meu filho,
 E eu nasci no tempo e sou sua mãe.

 Ele é meu Criador e é meu filho,
 E eu sou sua criatura e sua mãe;
 Foi divinal prodígio ser meu filho
 Um Deus eterno e ter a mim por mãe.

 O ser da mãe é quase o ser do filho,
 Visto que o filho deu o ser à mãe
 E foi a mãe que deu o ser ao filho;

 Se, pois, do filho teve o ser a mãe,
 Ou há de se dizer manchado o filho
 Ou se dirá Imaculada a mãe.

 Conta-se que o Papa Pio IX chorou, ao ler esse soneto que contém um profundíssimo argumento de razão em favor da Imaculada.

 2) A intercessão dos Santos:
 "Orai uns pelos outros, para serdes salvos, porque a oração do justo, sendo fervorosa, pode muito"(Tgo 5, 16)
 Orar quer dizer prestar homenagem, louvar, exaltar, suplicar, embora nem toda homenagem seja uma oração.
 "Tomai sete touros... e ide a meu servo Job... o meu servo Job... orará por vós e admitirei propício a sua face" (Job 42, 8). Deus não apenas permite, mas ordena "ide" e promete escutar a prece que Job há de fazer em favor dos seus amigos.
 Nosso Senhor nos manda "Orar uns pelos outros "(MT 5, 44). S. Tiago nos ordena de "orar uns pelos outros (Tgo. 5, 16). S. Paulo diz que "ora pelos colossenses" (Col. 1, 3).
 No evangelho de S. Mateus (20, 30), Jesus Cristo ensina que os "santos são como os anjos de Deus no céu". Zacarias diz: "que o anjo intercedeu por Jerusalém ao Senhor dos exércitos" (1, 12 -13).
 Os justos, os santos e os anjos do Céu se interessam pelos homens, intercedem pelos homens, e devem ser invocados e louvados.
 O arcanjo Rafael diz a Tobias: "Quando rezavas com lágrimas, e sepultavas os mortos, eu oferecia tua oração a Deus (Tob. 7, 12) (Os protestantes tiraram esse livro).
 A própria Bíblia aplica o título de mediador também a Moisés (Dt 5, 5): "Eu fui naquele tempo intérprete e mediador entre o Senhor e vós".
 E S. Paulo, na mesma carta em que declara Jesus como único mediador entre Deus e os homens, indica também mediadores 'secundários' (I Tm 2, 1-5): "Recomenda que façam preces, orações, súplicas e ações de graças por todos os homens..." Pois, fazer orações por outros, é de fato, ser intercessor e mediador entre Deus e os outros.
 Quando a Sagrada Escritura diz que Nosso Senhor é o único caminho entre os homens e Deus, não quer dizer que entre os homens e Nosso Senhor não possa haver intercessores. É claro, só Nosso Senhor é o intercessor entre nós e Deus Pai, mas não significa que entre nós e Ele não existam degraus de pessoas que O conheceram, amaram e serviram de forma exemplar.
 O poder de interceder está expresso em diversas passagens das Sagradas Escrituras. Lembre-se das Bodas de Caná, onde Nosso Senhor não queria fazer o milagre, pois "ainda não havia chegado Sua hora" e "o que temos nós a ver com isso (com a falta de vinho)?". Bastou Nossa Senhora pedir para que seu Filho fizesse o milagre, que Ele adiantou sua hora para atender à intercessão de sua Mãe Santíssima. Quer maior poder de interceder do que esse? Fazer com que Deus, por assim dizer, mudasse seus planos? É tal o poder de Nossa Senhora que a doutrina católica a chama de onipotência suplicante, ou seja, Aquela que tem, por meio de sua súplica a seu Filho, o poder onipotente!
  Sobre os santos, também existem diversas passagens em que Deus só atende por meio da intercessão deles, como, por exemplo, no caso de Jó, em que Deus expressamente mandou que um dos que pediam a Ele pedisse através de seu servo Jó. Ou mesmo do discípulo de Santo Elias, que só fazia milagres quando pedia através do Deus de Elias.
 Ora, é natural que Deus atenda àqueles que estão mais perto dele do que àqueles que estão mais distantes. Quanto maior a virtude de uma pessoa, tanto mais perto de Deus ela está e tanto mais pode interceder.
 Sobre a intercessão dos Santos após a morte:
 Jeremias: "E o Senhor disse-me: ainda que Moisés e Samuel se pusessem diante de mim, a minha alma não se inclinaria para este povo; tira-os da minha face e retirem-se" (Jer 15, 1 ss).).No tempo de Jeremias, estavam mortos Moisés e Samuel, mas sua possível intercessão é confirmada pelas palavras do próprio Deus: "ainda que Moisés e Samuel se pusessem diante de mim...", quer dizer que eles poderiam se colocar diante de Deus para pedir clemência para com aquele povo." Em outras palavras, Deus deixa clara a possibilidade da intercessão após a morte.
 "santos são como os anjos de Deus no céu" (S. Mateus 22, 30). Zacarias diz: "que o anjo intercedeu por Jerusalém ao Senhor dos exércitos" (1, 12 -13).
 Em II Mac 15, 12-15 lemos: "Parecia-lhe (a Judas Macabeu) que Onias, sumo sacerdote (já falecido!)... orava de mãos estendidas por todo o povo judeu... Onias apontando para ele, disse: 'Este é amigo de seus irmãos e do povo de Israel; é Jeremias (falecido), profeta de Deus, que ora muito pelo povo e por toda a cidade santa".
 Mais: em Ap. 6, 9s, os mártires, junto ao altar de Deus nos céus, clamam em alta voz: "Até quando, ó Senhor Santo e verdadeiro, tardarás a fazer justiça, vingando nosso sangue contra os habitantes da terra?"

 3) Batismo de Crianças
 Primeiramente, nem tudo está na Bíblia, como afirma S. João:"Há ainda muitas coisas feitas por Jesus, as quais, se se escrevessem uma por uma, creio que este mundo não poderia conter os livros que se deveriam escrever (Jo 21,25).
 Ou seja, o fato de não estar na Bíblia não prova que não se deva batizar crianças.
 A pergunta deveria ser inversa: Onde estão as provas bíblicas para a afirmação de que apenas os adultos devem ser batizados?
 Agora, vamos provar que Deus deseja o batismo das crianças.
 Desde o início da Igreja, os apóstolos batizavam os recém-nascidos. Assim se expressa Orígenes (185 - 255): "A Igreja recebeu dos Apóstolos a tradição de dar batismo também aos recém-nascidos". (Epist. ad Rom. Livro 5, 9). E S. Cipriano, em 258, escreve: "Do batismo e da graça não devemos afastar as crianças". (Carta a Fido).
 Santo Irineu, que viveu entre 140 a 204, afirma: "Jesus veio salvar a todos os que através dele nasceram de novo de Deus: os recém-nascidos, os meninos, os jovens e os velhos". (Adv. Haer. livro 2)
 Na "Nova e Eterna Aliança", o batismo substitui a circuncisão da "Antiga Aliança", como rito de entrada para o povo escolhido de Deus. Ora, se o próprio Deus ordenou a Abraão circuncidar os meninos já no 8o dia depois do nascimento, sem exigir deles uma fé adulta e livre escolha, então não seria lógico recusar o batismo às crianças dos pais cristãos, por causa de tais exigências.
 O manual dos Apóstolos, também conhecido como 'didaqué', prescreve o batismo para crianças.
 Ou seja, era costume dos apóstolos batizarem as crianças, segundo a importância que é o sacramento do "Batismo", pois "quem não renascer da água e do Espírito Santo, não pode entrar no Reino de Deus".
 A posição protestante é insustentável, visto que se eles tivessem que seguir tudo o que a Bíblia ordena, como ficariam certas normas do Antigo Testamento que não foram abolidas no Novo, mas pela Igreja que eles rejeitam? Exemplos: Não acender fogo (para cozinhar) em nenhuma moradia no sábado (Ex. 35,3). Não semear diferentes espécies no mesmo campo (Lev. 19,19). Não semear e colher nada, nos campos e na vinha, no ano sabático (Ex. 23, 10-11) e (Lev. 25 3-5). Não comer os frutos das árvores nos primeiros três anos (Lev 19, 23-25).
 Esperando ter respondido suas perguntas, despeço-me
 In Jesu et Maria
 Frederico Viotti
 Frente Universitária Lepanto
 http://www.lepanto.com.br


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