Prezada R.,
Agradeço o seu e-mail.
Sobre a questão de Nossa Senhora e
dos santos, as próprias Sagradas Escrituras deixam claro como Deus
deixou intermediários entre nós e Seu divino Filho, Nosso
Senhor Jesus Cristo.
De fato, ninguém vai a Deus Pai senão
através do Filho, entretanto, foi o mesmo Jesus Cristo que veio
até nós através de uma criatura...
Em diversos lugares da Bíblia existem provas
cabais de como se dá a mediação de homens junto à
Nosso Senhor Jesus Cristo. Por exemplo, tomemos o caso das "Bodas de Cannã",
onde, por um pedido de Nossa Senhora, Seu divino filho mudou seus planos
e antecipou seus milagres (Ele havia dito: "ainda não chegou minha
hora").
O mesmo ocorre em relação às
imagens, pois Deus ordenou que se fizessem imagens em várias ocasiões,
assim como proibiu em outra. Ora, se fazer imagens fosse pecado, Deus nunca
ordenaria que se fizessem anjos na entrada do Templo de Jerusalém
ou na Arca da Aliança!
A idolatria consiste em divinizar um objeto e tomá-lo
com se fosse Deus e não em cultuar santos através de suas
imagens.
Uma imagem não se confunde com um ídolo,
pois ela é uma representação (uma imagem) e não
um "ser divino" adorado como Deus. Mesmo porque nenhum católico
acredita que um santo é Deus, mas sim que é um santo! Só
haveria algo próximo à idolatria se alguém afirmasse
que, por exemplo, Santo Estevão fosse Deus - e não Santo
Estevão - e que ele está na imagem! Aí nós
teríamos um ídolo, ao qual nós deveríamos alimentar,
como faziam os povos idólatras...
Para uma visão completa, leia a última
resposta existente na página de refutação aos
erros dos protestantes, em nossa página de debates.
Atenciosamente,
Frederico Viotti
Frente Universitária Lepanto
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