Caro Frederico,
Depois de muita reflexão e apesar do pouco tempo que tenho, aqui
vai a minha resposta.
Analisei todo seu debate e observei que você foi sincero ao confessar
que ia ACRESCENTAR, creio que impulsionado pelo seu zelo faccioso, alguns
pontos.
Sobre a condenação dos homens:
O pecado original ou mesmo a NATUREZA carnal, decaída e rebelde(Colossense
3.5) dos homens, recebe uma punição divina que tem resultados
eternos. Já que o Senhor Deus tem atributos eternos, sua justiça
absoluta, isso
sim, traz resultados eternos para o condenado. Assim, também,
a salvação oferecida por Deus através do Sr. Jesus
Cristo traz resultados pleno e eterno, e os homens em nada pode contribuir
para obter está salvação, pois ela exije
méritos eternos e o homem é desgraçadamente finito
em todas as suas obras ou atos de justiça. Efésios 2:8-9
etc... .
Observei em toda aquela discussão que você não estuda
toda palavra de Deus, a Bíblia Sagrada, com zelo. Você é
um estudioso superficial da palavra revelada de Deus.
Percebi que você ainda tem um espírito preconceituoso, quando
usou a palavra protestante, termo usado na idade média contra os
que seguiam as REFORMAS. Mas sei que você se refere aos EVANGÉLICOS.
Percebi ainda que seus
ARGUMENTOS vem de uma cabeça cheia de idéias já
preconcebidas pela Igreja Romana, e que busca apoio na Bíblia mas
de maneira superficial e não consegue se firmar completamente nela.
O Sr. Jesus Cristo nos exortou a examinar as escrituras "para que cuidais
ter nelas a vida eterna; e são elas mesmas que testificam de mim."
João 5:39.E ainda diz:" Errais, não conhecendo as Escrituras
nem o poder de Deus
Mt.22.29". A palavra de Deus é a única fonte
confiável sobre questões de natureza espiritual e dela podemos
tirar toda regra de fé e prática (2º Tim. 3:15-17).
Deve-se pressupor sempre que a doutrina cristã verdadeira tem ampla
base e coerência no contexto da Bíblia Sagrada. No passado
recente, as falsas religiões cristãs muitas vezes considerou
a Bíblia Sagrada uma ameaça e proibia sua leitura, e tentou
esconder as verdades sagradas, destruindo milhares e milhares de Bíblias.
A história mostra que foi e continua sendo impossível destruir
as verdades reveladas pelo altíssimo Deus, bem como destruir o seu
povo
- a Igreja de Jesus Cristo ou o povo Hebreu (Judeus). Passará
o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão,
disse o Senhor Jesus(Mat. 24:35). O Senhor Jesus Cristo não veio
formar uma nova religião ou facção. Ele está
acima
de qualquer ideologia humana, em qualquer tempo e espaço da
história da humanidade. ELE é o soberano SENHOR e toda sua
palavra é absoluta e eterna. É a única fonte confiável
em questões espirituais. Em Jeremias 17:5 assim diz: Assim
diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal
seu braço, e APARTA O SEU CORAÇÃO DO SENHOR. Em questões
espirituais não é nada prudente confiar tudo, ou mesmo um
pouco, nos homens. Percebo que sua apologia é obcecada pela Igreja
Romana e não pela doutrina dos Apóstolos do Sr. Jesus Cristo,
que é a base de toda doutrina verdadeiramente CRISTÃ. "Se
alguém ensina outra doutrina e não concorda com as sãs
palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com o ensino segundo a piedade,
é enfatuado, nada entende, mas tem mania por questões e contendas
de palavra, de que nascem inveja, provocação, difamações,
suspeitas malignas, altercações sem fim, por homens cuja
mente é pervertida, e
privados da verdade, supondo que a piedade é fonte de lucro.1º
Timóteo 6:3-5." A Bíblia Sagrada é a fonte exclusiva
de toda doutrina CRISTÃ. Qualquer outra fonte é maldita.
Assim diz a palavra de Deus: "Mas, ainda que nós, ou mesmo um anjo
vindo do céu vos pregue evangelho que vá além
do que vos temos pregado, seja anátema. Assim como já dissemos,
e agora repito,se alguém vos prega evangelho que vá além
daquele que recebestes, seja anátema. Gálatas 1:8-9." E se
referindo
a alguém que queira ACRESCENTAR ou DIMINUIR alguma palavra
do Sr. Jesus Cristo, Ele disse: "Eu, a todo aquele que ouve as palavras
da profecia deste livro, testifico: Se alguém lhes fizer qualquer
ACRÉSCIMO, Deus lhe acrescentará os
flagelos escritos neste livro; e se alguém TIRAR qualquer cousa
das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da
árvore da vida, da cidade santa, e das cousas que se acham escritas
neste livro. Apocalipse 22:18-19" Ainda neste sentido temos Deuteronômio
4:2 e 12:32, e Provérbio 30:6.
Sobre os santos intercessores:
Se os Santos que estão no Paraíso não podem nos ouvir,
como você mesmo disse, então eles não podem saber quais
são nossos desejos, rezas ou orações e interceder
por nós diante do Senhor. A intercessão dos santos só
é
possível enquanto estão vivos entre nós. Isso
tem base Bíblica. Leia Mt. 5:44 e Lc. 6.28 e Atos 8:15 etc... .
Você não encontra na Bíblia um santo morto intercedendo
pelos vivos. Você precisa observar melhor o texto da TRANSFIGURAÇÃO
: Mateus 17:1-8 e Lucas 9:28-36. Neste texto, vemos que os três
discípulos não tiverão nenhuma comunicação
com Moisés e Elias. Só o Sr. Jesus Cristo, que é Deus-homem,
conversou com os dois profetas. Conforme o texto, o Apóstolo Pedro
teve consciência de que Jesus se comunicava com Moisés
e Elias. Não fica claro no texto se Tiago e João teve essa
consciência. Não houve nenhuma tentativa de Pedro se comunicar
com os dois profetas. Pedro se dirigiu só a Jesus Cristo e
pediu sua permissão para fazer as tendas. Vemos também
que nesse texto eles falam da morte do Sr. Jesus.
Os santos, em qualquer situação,
no corpo ou fora do corpo, estão vivos diante de Deus, pois os mesmos
vivem porque estão sempre em comunhão com Deus, vivendo a
vida que Jesus Cristo dá aos seus redimidos. Aquele que estar separado
da comunhão com Deus, estar morto, no corpo ou fora do corpo;
é neste sentido que Deus é Deus dos vivos e não dos
mortos. Quanto a intercessão, os santos vivos no corpo pode apresentar
suas orações a Deus, suplicando ou intercedendo,
mais sempre em nome do Sr. Jesus Cristo, que é o único
mediador ou supremo intercessor entre Deus e os homens. Leia 1ª Timóteo
2:1-6, Romanos 8:34, Hebreus 7:25 e 8:6 e 9:15 e 12:24 . O Sr. Jesus
fez mediação através de sua morte na
cruz. Ele é o único que abriu caminho para Deus, o Pai.
Somente Ele suportou, por amor a nós pecadores, a crucificação
para nos resgatar da condenação do pecado e assim tornou-se
advogado ou mediador de todo aquele que crer nEle.
Nenhum outro homem ou mulher nascidos neste mundo tem essa prerrogativa
diante de Deus. Só Jesus Cristo pode se apresentar diante de Deus
sem pecado -("Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por
nós, para que nele fôssemos feitos justiça de Deus"-
2º Cor. 5:21. Leia ainda Heb. 4:15, 1º Pedro 2:22 e 1º João
3:5); e como intercessor, se apresentar a Deus, não de mãos
vazias, mas com sua obra redentora que justifica o homem, pagando pelos
seus pecados, de sua vida pregressa, presente e futura, desde que este
homem confesse(1º João 1:9, Pv. 28:13) - confessar significa
dizer a mesma coisa que Deus diz com respeito ao pecado - a Deus
os seus pecados e se arrependa, tudo em nome de Jesus Cristo. A palavra
de Deus diz que todos pecaram e carecem da glória de Deus. Rm 3.23.
O Senhor Jesus é o Deus-homem sem pecado e nessa condição
Ele pôde apresentar-se diante de Deus, porque não havia nele
nenhuma condenação do pecado. Ele não está
na mesma situação do homem pecador perdido, sem salvação.
Só outro homem, fora desta situação de condenado,
poderia se dispor a salvar os condenados. Mesmo diante da justiça
dos homens, o réu só pode se apresentar em Juízo através
do seu advogado. Alguém que está se afogando, só pode
ser salvo por alguém que está fora dessa situação.
Todos os homens e mulheres do mundo estão nesta situação
de náufrago.
Toda oração
com súplicas, intercessão etc... . deve ser em nome do Sr.
Jesus Cristo, pois assim Ele o exigiu. Leia João 14:3 e 15:16 e
16:23. Orar, ou fazer outra coisa qualquer, em nome de Jesus, significa
orar ou fazer confiando
nos méritos do Senhor Jesus. Só assim Ele é glorificado
entre os homens, pois só a Ele pertence toda glória e toda
honra
A seguir transcrevo
texto de "O Novo Testamento Interpretado - Versículo por versículo.
Mateus 16:19: <<Dar-te-ei as chaves...>> As <<chaves>> simbolizam
o poder e a autoridade , o encargo especial e privilegiado. Talvez a menção
de <<portas>> e a implicação do símbolo de um
castelo tenham provocado o emprego desse outro símbolo - chaves.
Cristo tem um castelo, o castelo do reino dos céus e da igreja.
Esse castelo tembém tem <<portas>>, e para alguém nele
entrar é mister que outrem abra essas portas. Ora, para abri-las,
é necessário usar as <<chaves>>.<< As 'chaves'
são símbolos da capacidade de abrir e explicar as verdades
do evangelho, e também uma missão e comissão, dadas
por Cristo, para que alguém as use>>(John Gil loc.). Pedro fez uso
das chaves, pregando o evangelho primeiramente aos judeus(Atos 2), e depois
aos gentios(Atos 10 e 15:7,14).
A passagem de Isaías
22:20-22 ilustra os pensamentos deste versículo: <<E será
naquele dia que chamarei a meu servo Eliaquim, filho de Hilquias, e revesti-lo-ei
da tua túnica, e esforçá-lo-ei com o teu talabarte,
e entregarei nas suas mãos o teu domínio, e será como
o pai para os moradores de Jerusalém e para a casa de Judá.
E POREI A CHAVE DA CASA DE DAVI SOBRE O SEU OMBRO, E ABRIRÁ,
E NINGUÉM FECHARÁ, E FECHARÁ E NINGUÉM ABRIRÁ>>.
O palácio do grande rei subentende a existência de alguém,
de um oficial subordinado ao rei, que tenha autoridade no palácio,
especialmente no tocante ao tesouro, mas cujos serviços não
estariam limitados a essa função. O trecho de Apocalipse
3:7 usa o mesmo símbolo, relacionado à ampla pregação
do avangelho, pregação essa que arrostará todos os
obstáculos. A expressão pedra alude ao núcleo da igreja,
como se deu no caso de Pedro; as chaves referem-se ao exercício
do ofício apostólico na igreja.
Alford diz (in loc.):<<Eis
outra promessa pessoal feita a Pedro, cumprida de maneira notável
na sua atitude pioneira de admitir tanto os judeus como os gentios na igreja;
assim ele usou o poder das chaves para abrir as portas da salvação>>.
Alguns intérpretes, como Wordsworth, aplicam essa promessa principalmente
a Pedro, mas, por extensão da idéia, a todos quantos pregam
o evangelho ou exercem outras funções na igreja, incluindo
as funções relacionadas
à disciplina.
<<O que ligares na
terra,...>> Há diversas interpretações sobre essas
palavras: 1º. Significa ligar à igreja ou desligar dela, fazendo
de alguém membro ou não da Igreja Universal, e, assim, participante
ou não dos benefícios da igreja. Porém, devemos rejeitar
essa interpretação, embora contenha certa verdade, porque
a pregação do evangelho tem esse efeito de incluir ou excluir
da igreja ou do reino. A pregação do indivíduo tem
essa autoridade, mas NUNCA o próprio indivídou tem tal autoridade.
Olshausen diz que aqui há uma alusão ao antigo custume de
amarrar as portas para fortalecê-las. Contudo, aqui Cristo falou
de <<chaves>>. Aceitando a idéia de portas, ainda assim não
encontraríamos a idéia exata de seu sentido. Pois que poderia
querer dizer <<amarrar as portas>> ou <<desamarrar as portas?
A dificuldade permanece. 2º Na literatura
dos rabinos, esses termos eram usados para significar proibir e permitir.
John Gill explica que esse uso, na literatura judaica, aparece quase sem
limite de repetição, e a implicação é
a do ato de proibir certas cousas, declarando se elas são permitidas
pela lei, ou o ato de recomendar outras coisas, declarando sua necessidade.
De modo geral, o uso indica o que convém ser feito e o que não
convém; o que é lícito e o que não é.
Muitos intérpretes - aceitam essa explicação - do
texto. Como ilustração dessa idéia, as autoridades
dos judeus podiam pronunciar o que era reputado transgressão contra
a lei do sábado e o que não era reputado tal. Esses seriam
os atos de <<ligar>> ou <<desligar>>, de <<permitir>>
ou de <<proibir>>. Algumas dessas autoridades permitiam o divórcio
por qualquer motivo, permitindo ou desligando os homens das responsabilidades
do matrimônio. Outros estabeleciam leis mais severas, ligando
ou proibindo certas atitudes. Provavelmente, em termos gerais, sem definições
particulares, essa é a idéia aqui. Outras interpretações,
como aquela que relaciona estas palavras á idéia do <<perdão>>
de pecados ou da disciplina na igreja, poderão fazer parte dessa
idéia geral. O ofício apostólico possuía diversos
poderes em relação à natureza das leis eclesiásticas
e à pregação do evangelho, que admitia pessoas ao
reino ou à igreja, ou ainda, que excluía as mesmas da igreja,
por atos disciplinares.
A PASSAGEM de João
20:23 dá um aspecto dessa idéia: <<Se de alguns perdoardes
os pecados, são-lhe perdoados; se lhos retiverdes, são retidos>>.
Nota-se, nesta passagem bíblica, que essa promessa foi feita a todos
os apóstolos, e é justamente aqui que precisamos observar
que aquilo que Jesus concedeu a Pedro, no princípio, antes de sua
crucificação, se estendeu posteriormente a todos os apóstolos.
O perdão de pecados não pertence ao indivíduo, em
si mesmo, mas Cristo outorga essa autoridade àqueles que pregam
a Palavra de Deus, porquanto a aceitação ou rejeição
dessa mensagem é que determina o <<perdão>> ou ausência
de perdão dos pecados. O homem não perdoa nem se recusa a
perdoar, mas a sua ação, uma vez dirigida por Deus, está
revestida dessa autoridade. Significa que, a mensagem do evangelho tem
sua origem em Deus, e transmitida fielmente aos homens, contém nela
também o perdão para os pecados de quem aceita esta mensagem,(Mc
16:16 e João 3:18) e, conseqüentimente, o que rejeita
está mensagem não será perdoado.
A passagem de Mat.
18:16-18 apresenta-outro aspecto- do privilégio que foi proporcionado
a Pedro, e que mais tarde se estendeu aos outros: <<Se, porém,
não te ouvir, toma ainda contigo uma ou duas pessoas, para que,
pelo depoimento
de duas ou três testemunhas, toda palavra se estabeleça.
E, se ele não os atender, dize-o à igreja; e, se recusar
ouvir também a igreja, considera-o como gentio e publicano. Em verdade
vos digo que tudo o que ligardes na terra, terá sido ligado no céu,
e tudo o que desligardes na terra, terá sido desligado no céu>>.
Aqui o texto fala da disciplina na igreja, e é de notar-se que aquilo
que antes fora dado a Pedro, tornou-se depois função dos
membros comuns da igreja, pelo menos nesse importante aspecto da disciplina.
O assentimento dos membros de uma igreja, sobre qualquer problema disciplinar
(naturalmente considerando-se que o caso seja justo), tem a aprovação
dos céus, porque dos céus é que vem a autoridade da
igreja. O versiculo 18 indica que esse poder se estende a mais cousas além
da disciplina, e certamente que, da mesma forma que a declaração
de Mat. 16:19 é geral, assim também esta declaração
é de natureza geral. Portanto, em termos gerais, aquilo que foi
conferido a Pedro, mais tarde também foi dado à igreja em
geral, para ser usado por consentimento mútou.
ESTE versículo(Mat.
16:19) tem dado motivo a controvérsias, não menos que o vs.
18. Novamente, neste caso, alguns exageram o seu ensinamento e procuram
fazer de Pedro o primeiro papa, como se tivesse exercido poder e autoridade
quase sem limites e uma autoridade inerrante. Porém, a simples leitura
do texto derruba por terra essa idéia, o que também se dá
com os textos que já notamos, em João 20:23 e Mat. 18:16-18,
a saber, esses poderes não foram dados exclusivamente a Pedro, mas
também se estenderam a todos os outros apóstolos e ao consenso
da igreja. A tradição romanista é que tem criado
diversos privilégios papais, supostamente originados dessas
simples palavras. Ainda que aceitemos o fato de que Pedro tenha exercido
esses poderes com exclusividade, ainda que tenha exercido o poder absoluto
de perdoar pecados, de onde se deriva a idéia que alguma igreja
ou indivíduo também os tenha? As escrituras não indicam
qualquer sucessão de ofício, e a declaração
da posse de tal poder não cria a continuidade do ofício.
Tais crenças não procedem dos ensinamentos bíblicos
e não tem origem histórica, mas se derivam de uma <<ginástica
lógica>>.
Alguns intérpretes
e tradutores procuram eliminar toda a dificuldade desse versículo,
transferindo toda a autoridade para os céus, com a tradução,
<<o que desligardes na terra, já deve ter sido desligado nos
céus, e o que ligardes na terra, já deve ter sido ligado
nos céus>>. Essa tradução vem da observação
que aqui temos o particípio perfeito no grego, o que implica em
ação ou condição contínua no presente,
em face de uma ação anterior, cujos efeitos se fazem sentir
até o presente. É verdade que o tempo verbal perfeito, no
grego, pode ter esse sentido; mas, no grego <<koiné>> (que
inclui o N.T) nota-se que
tal uso não é regular, razão por que não
podemos confiar em tais explicações. A despeito do uso gramatical,
fica claro que as outras interpretações são preferíveis.
A explicação
dada por alguns, de que a referência é ao reino dos céus,
e não à igreja, e que assim os privilégios especiais
de Pedro se aplicam ao reino e não às funções
eclesiásticas, ignora o fato que Jesus introduz aqui a sua igreja
e que o texto fala de igreja, e não de reino. Outrossim, devemos
observar que o reino literal já fora rejeitado, e que agora Jesus
falava em termos que implicam em que o <<reino dos céus>>
será estabelecido (pelo menos na presente dispensação)
não como reino literal, com a autoridade de Deus sobre a terra,
mas na organização da igreja. Dessa maneira, a igreja agora
é o reino.
Isso não nega a existência do reino literal no futuro
bem próximo(na segunda vinda de Cristo).
Caro Frederico,
Se você desejar continuar com essa controvérsia, que considero
salutar, eu aceito, desde que você se atenha em seus argumentos ao
texto e contexto da Bíblia Sagrada. Leia Mateus 7:24-27 e Mat. 7:13-14.
I.V.
Reposta enviada em 26/5/99 (Ler
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