Respondido em 26/5/99
Prezado Ivo,
Infelizmente, percebo que você é profundamente influenciado
pela idéia de "livre exame". Você me acusa de ser obcecado
pela doutrina católica, entretanto, transcreve texto e textos que
relatam a interpretação pessoal do texto sagrado. Interpretação
esta, condenada pela bíblia que você diz defender: Nenhuma
profecia do texto sagrado é de interpretação pessoal
(está em S. Pedro).
Você afirma apenas a bíblia como revelação,
mas não diz quem confere a infalibilidade à Bíblia.
Ora, é o próprio livro que diz que é infalível
ou é a tradição?
Nas Sagradas Escrituras, está claro que existem duas fontes
de revelação, as escrituras e a tradição. Mesmo
porque Nosso Senhor não escreveu nenhum livro, mas mandou que pregassem
(e não que escrevessem) a revelação que ele comunicava
aos seus discípulos e, destes, aos demais.
Os santos estão vivos em Cristo Nosso Senhor e, portanto,
podem interceder pelos homens.
Nossa Senhora também não conheceu o pecado, pois,
como a própria bíblia narra, o arcanjo se dirigiu à
ela dizendo: "Ave, cheia de graça". Ora, Ivo, a graça é
um dom que nos faz participar da vida incriada de Deus. Apenas uma criatura
sem pecado poderia estar cheia de graça. Ainda, "porei uma inimizade
entre ti e a mulher, entre a tua posteridade e a posteridade Dela..." Ora,
uma inimizade como essas, descrita no Gênesis, pressupõe que
a mulher, no caso Nossa Senhora, não estivesse submetida ao demônio,
como estavam os homens após o pecado original.
Envio, em anexo, a refutação que havia enviado
a um outro protestante, onde eu transcrevo trechos que defendem a tradição,
o papado, a intercessão dos santos, etc, e condenam o "livre exame".
Atenciosamente,
Frederico Viotti
Frente Universitária Lepanto
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