Debate com Leitores Contrários
Protestantismo
Resposta ao e-mail de 7/3/99
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* Resposta

Respondido em 8/3/99

 Gilson,
 Recebi seu e-mail com várias perguntas, que passo a responder esperando encontrar de sua parte a sinceridade que muitas vezes falta nos protestantes.
 Vamos por parte.
 Sobre os termos, os próprios dicionários por você citado deixam claro que a palavra adorar pode ter vários sentidos, assim como a palavra venerar.
 Em um deles, coloca-se adoração como acatamento, veneração, culto, latria, honra, etc.
 Ora, você realmente acredita que são sinônimos? O que o dicionário deixa claro é que o termo pode ser usado em vários sentidos. Por acaso seria sinônimo o "acatamento" e a "honra"? Ou a genuflexão seria o mesmo que acatamento?
 Quando alguém diz que adora feijoada, ele está adorando em que sentido? É claro que não é no mesmo que se deve a Deus, apesar da palavra ser a mesma.
 Foi o que eu já lhe havia respondido quando coloquei que a adoração é um ato interno e não externo. É verdade que esse ato se exterioriza em símbolos, mas ele é, essencialmente, um ato interno.
 O culto de dulia é um culto de sujeição, mas não de adoração.
 É a mentalidade errônea, espalhada pela revolução igualitária e atéia, de que toda a hierarquia é injusta. O serviço nada tem de errado, muito pelo contrário, é uma virtude ensinada por Nosso Senhor no "lava pés" e em diversas passagens de sua vida. Lembre-se que, após lavar os pés de seus discípulos, Nosso Senhor os convidou a fazer assim um para com os outros.
 "Jesus Cristo aniquilou-se a sim mesmo, tomando a forma de escravo" (Filip. II, 7)
 Ou como Nossa Senhora, que queria ser escrava da Mãe de Deus (o que equivalia a uma profunda humildade de reconhecer a grandeza daquela que "todas as gerações chamarão bem-aventurada".
 Em todas as passagens por você citadas, fica claro que a sujeição ao pecado ou à lei judaica estava terminada. Agora, desde o Novo Testamento, existe uma nova Lei trazida à terra por Cristo Senhor e transmitida através de sua Igreja.
 Em grego, para ser mais exato, o termo douleuo significa "honrar" e não adorar.
 No sentido verbal, adorar (ad orare) significa simplesmente orar ou reverenciar a alguém.
 A Sagrada Escritura usa o termo "adorar" em várias acepções, tanto no sentido de douleuo como de latreuo, como demonstrarei através da "Vulgata", Bíblia católica original e escrita em latim.
  "Abraão, levantando os olhos, viu três varões em pé, junto a ele. Tanto que ele os viu, correu da porta da tenda a recebê-los e prostrando em terra os adorou (Gn. 18,2).
 Eis os dois sentidos bem indicados pela própria Bíblia: adoração suprema, devida só a Deus; adoração de reverência, devida a outras pessoas.
 A Igreja católica, no seu ensino teológico, determina tudo isso com uma exatidão matemática, como já dissemos no e-mail anterior sobre latria, dulia e hiperdulia.
 Convém analisar as falsificações introduzidas na Bíblia após Lutero:
 1)"E ele mesmo (Jacob) adiantando-se, o adorou (a Esaú) sete vezes, prostrado por terra, até chegar o seu irmão" ( Gn. 33, 3)
 Texto adulterado: "inclinou-se à terra sete vezes"
 2) Texto católico: "E José era o príncipe na terra do Egito, e, conforme a seu mando, se vendia trigo aos povos. E como o adorassem seus irmãos..." (Gn 42, 6).
 Texto protestante: "Viera, e e inclinaram-se a ele com a face na terra".
 etc. etc., existem várias passagens no mesmo sentido.
 A Bíblia, Gilson, foi escrita através da tradição. Quem confere veracidade ou não é a tradição. Nosso Senhor nunca mandou que se escrevesse um livro, muito pelo contrário: "Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda a criatura" (daí a palavra universal em oposição a uma igreja de um povo, de uma classe, etc). Pregar não é o mesmo que escrever, mas que falar, que transmitir oralmente, etc. Depois, apenas alguns discípulos é que escreveram as Sagradas Escrituras e muitos anos após a morte de Nosso Senhor.
 "Em nome de Nosso Senhor, Jesus Cristo, mandamos que vos afasteis de todo irmão que se entrega à preguiça e não segue a tradição que de nós recebestes" (2 Tm 3,6).
 "Tu, pois, meu filho, sê forte na graça de Cristo, e o que de mim ouviste perante muita testemunha confia-o a homens fiéis capazes de ensinar a outros" (2 Tm. 1-2). Eis aqui a tradição oral.
 Depois, Gilson, nem tudo está na Bíblia:
 "Há ainda muitas coisas feitas por Jesus, as quais, se se escrevessem uma por uma, creio que este mundo não poderia conter os livros que se deveriam escrever (Jo 21,25).
 S. Paulo: "Irmãos, ficai firmes e conservai as tradições que aprendestes, quer por palavra, quer por escrita nossa (2 Tess 2, 15).
 Ainda, a Bíblia condena o "livre exame"
 A) "Nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal" (2Pd, 1,20).
 B) "Assim vos escreveu também o nosso caríssimo irmão Paulo, segundo a sabedoria que lhe foi dada, falando-vos dessas coisas, como faz também em todas as suas cartas. Nelas há, porém, alguma coisa difícil de compreender, que as pessoas pouco instruídas ou pouco firmes deturpam, como fazem também com as outras escrituras, para sua própria ruína" (2Pd 3, 15-16).
 C) "Muitas são as opiniões dos homens, e as más imaginações levam ao engano" (Eclo 3,24).
 Como explicar que Deus deixaria o mundo ao "livre exame" em que cada um segue sua cabeça e justifica suas opiniões? E onde ficaria a frase de S. João: "Haja um só rebanho e um só pastor" (Jo 10, 16).
 E só você folhear o Ato dos Apóstolos e verificar que a Igreja, desde o começo, seguia a um só pastor, isto é, o sucessor de S. Pedro (o primeiro Papa).
 Chamou a Igreja por ele fundada de "Minha Igreja". E ainda: "Tu és Pedro e sobre esta pedra (Pedro e pedra é um só nome em aramaico: Kefas), edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela; e eu te darei as chaves do reino do céu (Mt 16, 18-19). E veja bem, ele mudou o nome de Simão e o nomeou Pedro, pedra sobre a qual se edificará a sua Igreja. É claro, a pedra angular é Nosso Senhor Jesus Cristo, mas a unidade e a chefia cabia a uma pedra visível, o Papa.
 Logo após a morte de S. Pedro, veio S. Lino, S. Cleto, S. Clemente, Santo Evaristo, etc.
 O primado de S. Pedro sobre os outros fica claramente expresso quando ele: 1) preside e dirige a escolha de Matias para o lugar de Judas (At 1,1-25); 2) É o primeiro a anunciar o evangelho no dia de Pentecostes (At 2, 14); 3) Testemunha, diante do Sinédrio, a mensagem de Cristo (At 10, 1); 4) Acolhe na Igreja o primeiro Pagão (At 10,1); 5) Fala primeiro no Concílio dos Apóstolos, em Jerusalém, e decide sobre a questão da circuncisão: "Então toda a assembléia silenciou"(At 15, 7-12), etc.
 Todos os sucessores dos apóstolos atestam o primado de Pedro e dos seus sucessores, como, por exemplo: 1) Tertuliano: "A Igreja foi construída sobre Pedro"; 2) S. Cipriano: "Sobre um só foi construída a Igreja: Pedro"; Santo Ambrósio: "Onde há Pedro, aí há a Igreja de Jesus Cristo".
 S. Mateus enumerando os apóstolos, confirma o primado de S. Pedro: "O primeiro, Simão, que se chama Pedro"(Mt 10, 2).
 Dizer que a Igreja Romana se iniciou no século IV, é querer desconhecer a história, pois toda a sucessão de S. Pedro é clara e narrada em documentos católicos e pagãos.
 Nas Sagradas Escrituras, é só folhear os Atos dos Apóstolos e verificar o crescimento da Igreja (a mesma e una) desde o início até os dias de hoje.
 A Igreja cresceu rápida, veloz, ao ponto que S. Paulo pôde compará-la com "um edifício vastíssimo, tendo os apóstolos por alicerce e Cristo como pedra angular." (Ef. 2, 20)
 Tertuliano se atrevia a escrever no seu Apologético, dirigido ao imperador romano: "Somos de ontem, e já enchemos as cidades, as ilhas, os castelos, os acampamentos, as aldeias e os campos; só deixamos vazios os vossos templos. Se nos retirassem, o império ficaria deserto".
 A Igreja de Cristo vai crescendo e se espalhando, "multitudo ingens", diz Tácito, falando do tempo de Nero (Anais 15, 44), formando uma "imensa multidão", até que, afinal, dominando e vencendo a tirania dos imperadores pagãos, logre o reconhecimento oficial, com o reinado de Constatino Magno, primeiro imperador cristão.
 Foi nesse tempo, em 325, que se reuniu o primeiro concílio dos bispos católicos, em Nicéia, ao qual compareceram 318 bispos, sob a presidência de Ósio, bispo de Córdova, assistido de dois legados do Papa (de Roma), S. Sivestre.
 Portanto, a história, a bíblia, é clara ao narrar a expansão da mesma Igreja fundada por Nosso Senhor sobre S. Pedro. Lembremos das seguintes passagens: "Pedro, apascenta os meus cordeiros e apascenta as minhas ovelhas"(Jo 21, 15-17). "..., confirma os teus irmãos" (Lc 22, 32).
 Jesus Cristo, fundando uma sociedade religiosa visível, que devia durar até ao fim do mundo, devia necessariamente nomear um chefe, com sucessão, para perpetuar a mesma autoridade: "Quem vos escuta, escuta a mim" (Mt 28, 18). Se assim não fosse, Nosso Senhor não teria podido dizer: "Eis que estou convosco todos os dias até o fim do mundo"; devia ter dito que estaria apenas com S. Pedro até o fim de sua vida. Dessa forma, cumpre-se o que manda a Bíblia: "Um só senhor, uma só fé, um só batismo" (Ef. 4, 5)
 Sobre ídolos e demônios, que está por traz de uma afirmação sua: Ninguém pode servir da dois senhores". Cabe os seguintes esclarecimento.
 Imagem não é o mesmo que ídolo. Chama-se ídolo: uma imagem falsa, um simulacro a que se atribui vida própria, conforme explica o profeta Habacuc (2, 18). Eis o que claramente indica Habacuc, dizendo: "Ai daquele que diz ao pau: Acorda, e a pedra muda: Desperta" (Hc 2, 19)
 Já havia deixado claro que, para se dizer que os católicos adoram os santos (sua atual consulta), eles teriam que dizer que S. Benedito não é S. Benedito, mas Deus.
 Ademais, você não havia pedido santos mortos ou em vida. De qualquer forma, isso não altera nada pois "Deus é Deus dos vivos ou dos mortos?", responderam-lhe os judeus que era Deus dos vivos. Então, conclui Nosso Senhor: "Logo, Abraão, Isaac e Jacob estão vivos". Ora, Gilson, muito maior é a intercessão dos santos quando estes gozam da "visão beatífica". No meu e-mail anterior, citei Santo Elias, que já estava no paraíso quando Eliseu pedia através do Deus dele.
 Os Judeus sempre rogavam ao Deus de Abraão, Issac e Jacob. E Deus, em várias passagens, se apresentava como o Deus de Abraão, Isaac e Jacob.
 A intercessão de Nossa Senhora, quando em vida, já era perfeita. Após sua morte, ficou muito mais certa. Ou você acredita que após a morte o homem fica abaixo da terra até o juízo final? Então, Abraão, Isaac e Jacob não estariam vivos como afirmou Nosso Senhor.
 E mais, o bom landrão, no alto da Cruz, após receber reconhecer que Nosso Senhor era justo, recebeu a seguinte resposta: "Em verdade, em verdade eu vos digo, ainda hoje estarás comigo no paraíso". Quer maior prova da vida eterna do que estas duas passagens? Existem diversas outras que, de momento, não me recordo.
 Sobre que várias Igrejas podem fazer parte da Igreja Católica:
 Em relação à doutrina:
 1) "Quem não está comigo é contra mim"(Mt 12,30)
 2) "Um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de todos" (Ef 4, 3-6)
 3) "Não rogo apenas por eles, mas também por aqueles que por sua palavra hão de crer em mim. Para que todos sejam um, assim como Tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que também eles estejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste"(Jo 17,20-21).
 4) Recomendo-vos, irmãos, que tomeis cuidado com os que produzem divisões contra a doutrina que aprendestes. Afastai-vos deles" (Rm 16, 17).
 5) Se alguém vos anunciar um evangelho diferente, seja execrado, isto é, seja excomungado"(G. 1,7-9).
 Em relação ao culto:
 1) "Porque há um só pão, um só corpo somos nós, embora muitos, visto participarmos todos do único pão" (1Cor 10,17)
 2) "A multidão dos fiéis tinha um só coração e uma só alma"(At 4, 32)
 3) "Esforçai-vos em conservar a unidade do Espírito no vínculo da paz" (Ef. 4,3).
 Em relação à unidade de Governo:
 1) "Irmãos, conjuro-vos que sejais sempre perfeitamente unidos num só sentimento e num mesmo pensar" (1 Cor 1,10)
 2) "Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil. Estas tenho de reunir, e elas ouvirão a minha voz. E então haverá um só rebanho e um só pastor" (Jo. 10,16; Mt 16, 15-16).
 Gilson, convido-o a você - e aos seus - a seguirem essa voz que ainda espera a volta daqueles que um dia se afastaram da unidade da Igreja fundada por Nosso Senhor sobre S. Pedro.
 Cabe a cada um a responsabilidade de procurar a verdade, isto é, procurar a verdadeira Igreja de Nosso Senhor. Encontrando-a, todo homem de reta intenção deve entrar nessa Igreja, ser membro vivo deste Igreja. Como o seu divino fundador, a Igreja católica tem aberta a porta da salvação para todo ser humano. Só não entra quem não quer, mas a culpa será pessoal.
 Não seja como aqueles que "Tinham ouvidos e não ouviram, tinham olhos e não enxergavam".
 Não sei se foi você quem escreveu a questão do grego, mas sei que, normalmente, o ser humano não busca a resposta às suas perguntas, mas quer justificar a doutrina que, em determinado momento de sua vida, ele aderiu. É muito raro uma pessoa ter a retidão de alma de reconhecer o equivoco de seus conceitos.
 Gilson, caso tenha qualquer outra dúvida sobre a doutrina católica, sobre a unidade, sobre o erro do "livre exame", etc. mande-me outro e-mail que responderei o que puder. Lembre-se que Deus nunca recusa a graça a alguém que quer, verdadeiramente, entender o que Ele nos ensinou.
 Seu em Cristo e Maria
 F. V.
 http://www.lepanto.com.br
 http://www.angelfire.com/id/Viotti

PS: Sobre o panteísmo de Lutero, é preciso distinguir dois Luteros: um mítico e um histórico. Ordinariamente seus partidários não tratam senão do mítico, ornado com todas as perfeições. Contudo, bem outra é a realidade histórica que nos trazem os historiadores, alguns dos quais protestantes como Franz Funck-Brentano. Eis algumas frases de Lutero compiladas na obra de João Clá Dias, "Como Ruiu a Cristandade Medieval":
"Quem não crê como eu é destinado ao inferno. Minha doutrina e a doutrina de Deus são a mesma coisa. Meu juízo é o juízo de Deus" (Weimar, X, 2, Abt., 107)"; "Sim, eu digo: todas as casas de tolerância, que entretanto Deus condenou severamente, todos os homicídios, mortes, roubos e adultérios, são menos prejudiciais que a abominação da missa papista." (Werke, t. XV, 773-774)"; "Cristo cometeu adultério pela primeira vez com a mulher da fonte, de que nos fala São João. Não se murmurava em torno dele: "Que fez, então, com ela?", depois com Madalena, depois com a mulher adúltera, que ele absolveu tão levianamente. Assim Cristo, tão piedoso, também teve de fornicar antes de morrer." (Tischreden, nº 1472, ed. Weimer, 11, 107)".
  Aliás, é interessante transcrever um pequeno trecho da biografia de Lutero, escrita pelo protestante Franz Funck-Brentano, em que transparecem os pontos essenciais da "concepção de mundo" do reformador:
"(...) Tendo sido censurado pelo doutor Jonas, por ter insultado Deus em seu salmo ‘Quore fremuerunt gentes’ Lutero responde:
- "Certamente, mas qual o profeta que não insultou a Deus?"
Em outro dia:
- "Se Deus não me perdoasse os pecados, eu os jogaria pela janela".
De resto, se Deus encheu de mal o mundo, se quis fazer o mundo infeliz, foi para que aspirássemos à vida futura. (...)
É verdade, diz Lutero, que seria quase lamentável que nós fizéssemos tudo o que Deus ordena, pois Deus faria isso por sua divindade; tornar-se-ia um mentiroso e não poderia manter-se no posto". A palavra de São Paulo aos romanos seria atirada na lama, quando diz: "Deus tudo ordenou sobre o pecado, a fim de que pudesse ter piedade de nós". O Padre-Nosso não serviria de nada, nem o Credo; a fé, a remissão dos pecados tornar-se-iam inúteis, supérfluas".
"Ah! mas eis que tudo vai bem! Pequemos no interesse de Deus".
"Deus está presente em todas as criaturas, na menor folha, na menor parcela de graveto". Argumento inesperado nos lábios de Lutero a favor desse panteísmo que excitava Calvino; essa grande doutrina panteísta, a de Plotino, de Giordano Bruno, de Miguel Servet, de Spinoza, de Retif de la Bretonne, de Goethe e de Hegel, que se encontraram na mesma forma de conceber o mundo, sem se terem combinado nem influenciado uns e outros. (...)
Arrebatado por esse declive, nosso doutor Martinho (sic) rola em enormidades, ousaríamos dizer, numa depravação intelectual que não foi ainda revelada, ao que parece, por nenhum de seus inúmeros biógrafos.(...)
Jesus Cristo amante da Samaritana, de Madalena, da mulher adúltera! Livres-pensadores, ateus, a quem citamos a passagem, assombraram-se. Seria para julgar que o doutor Martinho estava bêbado, quando se expandiu em semelhantes afirmações; mas não podemos admitir isso, pois, ao menos nesse dia, seus fiéis discípulo teriam evitado recolher-lhe piedosamente as palavras. (...)"
  Funck-Brentano, Lutero, pp. 175 - 177, 180 - 181, 199 - 201, 212 a 218, apud. Dias, J. S Clá., op. laud. p 228.


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