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O Campo e a Reforma Agrária
De uns tempos para cá, tornou-se mais explícito
o bombardeamento pró Reforma Agrária perpetrado pela mídia
sobre o Há um trabalho deliberado em ocultar fatos, dados e argumentos sobre a Reforma Agrária, um trabalho de transformação da “consciência coletiva” que poderá resultar numa catastrófica mudança cujas conseqüências estamos ainda longe de medir. Não falamos, aqui, de qualquer reforma agrária, pois aquela capaz de gerar uma melhoria qualitativa na vida de nosso povo será bem-vinda e agradecida a Deus, mas falamos dessa Reforma Agrária socialista e confiscatória predominante no Brasil, que se coloca acima da lei e da moral! Todavia, temos a convicção de que até mesmo os incautos - conduzidos pelas demagogias e falácias da propaganda agrária - hão de indagar quais os verdadeiros benefícios trazidos por tão “necessária” reforma. A partir desse momento e através de uma simples observação dos elementos objetivos, poder-se-á desmascarar toda a ignomínia desse processo de modificação da estrutura agrária. Um dos fatores que pode ser facilmente detectado é a não rara contradição associada ao termo “sem terra”. Consoante a denúncia do próprio ministro da política fundiária, Raul Jungman, existem pelo menos 47 líderes do MST que já ganharam terras e que continuam invadindo propriedades alheias... Não podemos, de forma alguma, olvidar os drásticos efeitos da Reforma Agrária na Rússia e nos demais países que a aplicaram. Em tais países, a inexorável realidade dos fatos dirimiu quaisquer dúvidas sobre a eficácia das utopias que enxergam a Reforma Agrária como um meio para atingir seus fins despóticos e opressores. A respeito dessas finalidades, o secretário do partido Chinês publicou, em 14 de junho de 1950, a seguinte declaração: “O objetivo da Reforma Agrária não é dar terra aos camponeses pobres, nem aliviar sua miséria, pois esse é um ideal de filantropos e não de marxistas...”. Já o nosso MST, em 1991, declarou, em texto oficial aprovado por ocasião do IV Encontro Nacional, a seguinte afirmação: “As ocupações e outras formas massivas de luta pela terra vão educando as massas para a necessidade da tomada do poder e da implantação de um novo sistema econômico, o Socialismo.” Logo, podemos concluir que o andamento desse processo de Reforma Agrária, somente tem a nos demonstrar, através dos seus dados fáticos, a progressiva degradação do homem do campo. Envolto por um manto de justiça social, encontra-se um cerne repleto de velhas ideologias igualitárias e coletivistas de onde irradia toda a razão de ser de um movimento que pretende alterar, no fundo, a natureza das verdades mais absolutas. Mas, quais verdades querem transformar? Os agentes dessa revolução pretendem modificar a justa ordem das coisas, as necessárias e valiosas hierarquias existentes num corpo social, o direito natural à propriedade, fruto de nossa liberdade, que nos foi dado por Deus. Eis o objetivo desses materialistas seguidores de empoeiradas doutrinas socialo-marxistas, inteiramente em desacordo com a realidade dos fatos. Luiz Carlos Júnior
Boletim Post-modernidade No. 1 |
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