Resposta em 23/7/99
Prezado L., Salve Maria!
Vou enviar um trecho de uma resposta, que
está na internet, enviada a um protestante. Depois, vou procurar
uma outra resposta que eu havia mandado para um espírita (se não
me engano), onde constam as provas históricas que a Igreja era a
mesma, desde o começo até hoje.
De qualquer forma, no texto que lhe enviei, fica
clara a primazia de 'jurisdição' de S. Pedro sobre um só
Igreja (minha Igreja).
Segue o primeiro trecho:
*********
Ver o e-mail enviado ao protestante.
S. Pedro em
Roma como primeiro Papa e Sucessão Apostólica
A estadia de
S. Pedro em Roma é incontestável historicamente. Sobre ela
atestam Orígenes (ano 254), Clemente de Alexandria (215), Tertuliano
(222), S. Irineu (202), Dionísio (171). Do século primeiro,
convém destacar S. Inácio (107) e Clemente Romano (101).
Esses historiadores e testemunhas são reconhecidos, pela crítica
moderna, como autoridades dignas de fé.
Nenhum protestante imparcial teve a ousadia de contestá-los.
Vamos agora provar que S. Pedro foi o primeiro Bispo
de Roma:
Poderíamos citar muitas longas passagens
de S. Irineu, Caio, S. Cipriano, S. Agostinho, S. Optato, S. Jerônimo,
Sulpício Severo, que atestam "unânimes" o episcopado romano
do príncipe dos apóstolos. Limitemo-nos a umas curtas citações:
Caio: falando de S. Vitor, Papa, diz: "Desde Pedro
ele foi o décimo terceiro Bispo de Roma"(ad Euseb. 128)
S. Jerônimo: "Simão Pedro foi a Roma
e aí ocupou a cátedra sacerdotal durante 25 anos" (De Viris
Ill. 1, 1).
S. Agostinho: "S. Lino sucedeu a S. Pedro" (Epist.
53)
Sulpício Severo, falando do tempo de Nero,
diz: "Neste tempo, Pedro exercia em Roma a função de Bispo"
(His. Sacr., n. 28)
S. Ireneu: "Os apóstolos Pedro e Paulo fundaram
a Igreja, e o primeiro remeteu o episcopado a Lino, a quem sucedeu Anacleto
e depois Clemente".
Convém notar ainda que todos os catálogos
dos Bispos de Roma, organizados segundo os documentos primitivos, pelos
antigos escritores, colocam invariavelmente o nome de Pedro à frente
de todos.
Agora veremos como o Papa é sucessor direto
de S. Pedro, primeiro Bispo de Roma:
Primeiramente, os protestantes deveriam provar que
o Papa não é sucessor de S. Pedro, todavia, como eles não
tem nenhum texto histórico ou religioso que prove, eles pedem uma
prova dos católicos. Eles só negam, nada podem afirmar.
Vamos analisar as Sagradas Escrituras. Lá
existe não só a investidura de S. Pedro como chefe visível
da Igreja, mas a investidura perpétua dos apóstolos, para
serem os "enviados" de Cristo (Mt. 28, 18 - 20): "É me dado todo
o poder no céu e na terra; ide pois e ensinai a todos os povos e
eis que estou convosco todos os dias até a consumação
do mundo".
Que quer dizer isso?
1 - Cristo tem todo poder, é a primeira parte
2 - Cristo transmite este poder, é a segunda
parte (Lembremo-nos, no mesmo sentido, da frase: "tudo que ligares na terra
será ligado no céu e tudo o que desligares na terra será
desligado no céu")
3 - A quem Ele transmite? Aos apóstolos.
4 - Até quando? Até a consumação
do mundo
Ora, Cristo transmitiu este poder unicamente aos
apóstolos presentes? Não pode ser, pois os apóstolos
deviam morrer um dia, como todos os homens morrem. Ele diz: "estarei convosco
até à consumação do mundo".
Se Ele promete estar com os apóstolos até
o fim do mundo, é claro que ele não está se dirigindo
aos apóstolos como pessoas físicas, mas como um "corpo moral",
que deve perpetuar-se nos seus sucessores, e hão de durar até o fim dos tempos.
Eis uma prova evidente que o bispo de Roma, que
é o Papa, é o sucessor de S. Pedro e de sua "jurisdição".
Depois, basta pegar o trecho em que nosso Senhor
se vira para Simão e diz: "Eu te digo: tu és Pedro (em aramaico
pedra) e sobre esta pedra eu edificarei a minha Igreja, e as portas do
inferno nunca prevalecerão contra ela". (Mt. 16, 18).
Como isso é claro e positivo! Jesus Cristo
muda o nome de Simão, em pedra (aramaico: Kephas, significa pedra
e pedro, numa única palavra, como em francês Pierre é
o nome de uma pessoa e o nome do minério pedra).
Deus fez diversas vezes tais mudanças, para
que o nome exprimisse o papel especial que deve representar a pessoa. Assim
mudou o nome de Abrão em Abraão (Gn 17, 5), para exprimir
que devia ser o pai de muitos povos.
Mudou ainda o nome de Jacob em Israel (Gn 32, 28)
para significar a "força contra Deus". Assim Jesus Cristo mudou
o nome de Simão em Pedro, sobre a qual estará fundada a Igreja,
sendo o seu construtor o próprio Cristo.
Em todo o trecho em que Nosso Senhor confirma S.
Pedro como primeiro Papa, fica evidente que Ele se dirige, exclusivamente,
a S. Pedro, sem um mínimo desvio: "Eu te digo... Tu és Pedro...
Sobre esta pedra edificarei... Eu te darei... O que desatares..."
S. Pedro é a pessoa a quem tudo é
dirigido ... é ele o centro de todo este texto.
Esse ponto é muito importante, pois a interpretação
truncada dos protestantes quer admitir o absurdo de que Nosso Senhor não
sabia se exprimir corretamente. Eles dizem que Cristo queria dizer: "Simão,
tu és pedra, mas não edificarei sobre ti a minha Igreja,
por que não és pedra, senão sobre mim." Ora, é
uma contradição, pois Nosso Senhor alterou o nome de Simão
para "Kephas".
A lista dos primeiros Papas é a seguinte
S. Pedro, 42 - 67; S. Lino, 67 - 78; S. Cleto, 78 - 91; S. Clemente, 91
- 100; Santo Evaristo, 100 - 109; Santo Alexandre I, 109 - 119; S. Sixto
I, 119- 128; S. Telésforo, 128 - 139; Santo Higino, 139 - 142; S.
Pio I, 142 - 150; Santo Aniceto, 150 - 162; S. soter, 162 - 170; Santo
Eleutério, 170 - 186; S. Vitor, 186 - 197; S. Zefirino, 197 - 217;
S. Calisto I, 217 - 222; Santo Urbano I, 222 - 230; S. Ponciano, 230 -
235; Santo Antero, 235 - 236; S. Fabiano, 236 - 251; S. Cornélio,
251 - 252; S. Lúcio I, 252 - 254; Santo Estêvão I,
254 - 257; S. Sixto II, 257 - 259; S. Dionísio, 259 - 269; S. Félix,
269 - 275; Santo Eutiquiano, 275 - 283; S. Caio, 283 - 295; S. Marcelino,
295 - 304; S. Marcelo, 304 - 310; Santo Eusébio, 310 - 311; S. Melcíades,
311 - 313; S. Silvestre I, 313 - 336; S. Silvestre batizou o imperador
Constantino Magno.
Portanto Luís, já enviei o texto com
vários argumentos sobre o protestantismo. Agora, envio essa narração,
extraída do Pe. Júlio Maria em seu livro: "Luz sobre as Trevas",
de 1955). Existem diversos outros argumentos.
O problema é que um protestante 'interpreta'
livremente a Bíblia segundo sua 'inspiração'.
Colocando-me ao seu dispor e esperando tê-lo
ajudado, despeço-me
In Jesu et Maria
Frederico Viotti
Frente Universitária Lepanto
http://www.lepanto.com.br
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