Número 2 - Junho/Agosto de 1998
Artigos do Segundo Número
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* Editorial
- O Sorriso dos Céticos
* Cadaverbrás-
Mauro Corrêa
* É proibido
proibir? - Luiz Carlos Júnior
* A Tomada da Bastilha: apenas a
primeira mentira - Nelson Fragelli - França
* O Jogo e a Máfia
- Dario Abranches Viotti
* Sobre o Vôo
dos Gansos em "V"
* Inscrição
gravada em uma lápida da Catedral de Lübeck
* Crepúsculo de um Século,
Aurora de um Milênio
- China: preços baixos e trabalho escravo
- Onde está a seca do Nordeste?
Editorial
Os céticos poderão
sorrir, mas o sorriso dos céticos jamais
conseguiu deter a marcha vitoriosa
dos que têm Fé!
Pós-modernidade lança seu
segundo número. Após décadas de falsa militância
estudantil em nossas universidades, marcada a fundo por uma negação
sistemática de todo o passado - de toda a moral - surgem em nossas
universidades movimentos nitidamente opostos ao caos contemporâneo.
Movimentos que vêem na tradição católica de
nosso país um farol a indicar o futuro não só das
universidades, mas de toda a nação.
Um futuro aguardado por uma geração que assistiu passivamente
à decadência generalizada da civilização que
nos deu origem e identidade, da civilização cristã.
Nesse final de século XX - um século de grandes transformações
tecnológicas, mas de uma profunda crise de valores - o que atrai
já não é o moderno, já não são
as meias-verdades da historiografia atual, já não é
o anarquismo imperante em maio de 1968 com a “Revolução da
Sorbonne”, já não é o tribalismo auto-gestionário
que avança sobre os escombros de uma sociedade sem rumo e sem idéias,
que fez uma ciência sem Deus e uma Fé sem religião.
Mas, ao contrário, das ruínas desse passado recente
nasce uma reação que indica rumos grandiosos para uma sociedade
verdadeiramente grandiosa.
O século do progresso foi também o século da
desilusão! No limiar de um novo milênio, os olhos se voltam
para o futuro. Mas, que futuro? Perguntam incontáveis jovens.
Qual será o futuro de homens mergulhados em apatia e desinteresse
por tudo que é grande, elevado e nobre? Que fizeram de suas vidas
apenas uma fruição? Derrubaram altar e trono, proclamaram
a igualdade contra a autoridade, a liberdade contra a moral. Fizeram da
terra uma imagem de utópicos sonhos anarquistas!
É esse o futuro que queremos?
Diante do caos generalizado, da corrupção institucionalizada,
da crescente onda de violência e das drogas, cabe a cada um de nós
perguntar: Qual o futuro que desejamos? Afinal, para onde estamos caminhando?
Não nos deixemos iludir pelos modismos de uma minoria organizada,
seguidora de empoeiradas doutrinas até há pouco vigentes
no Leste-europeu, mas façamos nós o porvir glorioso de um
povo que soube aliar a tradição com o progresso, a luz que
brota da Fé com as descobertas da ciência. Pois, assim como
dizia o grande líder contra-revolucionário católico,
Plinio Corrêa de Oliveira, assim também podemos dizer nós
da Frente Universitária Lepanto, seguindo seus exemplos: “Estou
certo de que os princípios a que consagrei minha vida são
hoje mais atuais do que nunca e apontam o caminho que o mundo seguirá
nos próximos séculos. Os céticos poderão sorrir.
Mas o sorriso dos céticos jamais conseguiu deter a marcha vitoriosa
dos que têm Fé”.
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Cadaverbrás
Vigorando desde o início deste ano, a lei de Doação
Presumida (lei 9.434) torna doador compulsório de órgãos
todo o indivíduo que não tenha manifestado em vida disposição
em sentido contrário. Com a lei, o Estado coloca-se acima do direito
natural da família sobre os membros falecidos.
Segundo a lei, havendo possibilidade de transplante, não
caberá à família e nem aos médicos interferir
na doação, ficando estes sujeitos às penalidades civis,
penais e administrativas pela sua não efetivação.
Por outro lado, o conceito de morte encefálica, base para
autorizar a retirada de órgãos, não é incontroverso
entre os médicos. Autoridades científicas do mundo inteiro
contestam o conceito de morte cerebral para atestar o momento do óbito.
É constatado que na Inglaterra, país de indiscutível
tradição científica, não se leva em consideração,
para efeito de extração de órgãos, os dados
do eletroencefalograma, e sim o estado clínico do tronco cerebral.
Também o Japão não aceita o conceito de morte encefálica.
Portanto, tal lei mostra-se imprudente e precipitada na proporção
em que subtrai o direito natural da família aos seus membros falecidos
e aceita, como condição para realizar o transplante, um conceito
científico controverso sobre o momento da morte. Tornando, deste
modo, o excelso ato da doação num confisco velado aos órgãos
dos cidadãos, que se tornaram doadores presumidos sem que lhes fosse
consultada a opinião.
Mauro Corrêa
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É Proibido
Proibir?
Em 1968 ocorreu o ápice da ousadia de um
processo revolucionário secular de degradação humana.
Assim, em maio daquele ano, estudantes da Sorbonne e da Naterre deram andamento
a uma revolução doentia que não tinha qualquer programa,
ou seja, contestava-se tudo sem nada propor explicitamente. Deste modo,
observou-se que tais manifestações estudantis não
incidiam apenas sobre questões restritas, mas atingiam de modo direto
ou indireto todos os resquícios sobreviventes de uma tradição
cultural e até religiosa já enfraquecida. Munidos com slogans
como: “é proibido proibir”, “gozar sem freios” e “nem
Deus, nem mestre”; os sorbonianos pregavam o igualitarismo, o liberalismo
e a sensualidade, ou seja, aludiam a um “modus vivendi” regido pelas paixões
desenfreadas.
Como na Revolução Francesa,
na revolução sorboniana há de se observar, cautelosamente,
o termo liberdade, que para os incautos sempre pressupõe algo bom,
belo e dignificante. Porém, o benéfico sentido de tal
palavra foi desvirtuado. Apesar da acepção que aparentemente
ostenta, a liberdade apregoada pela Revolução Sorboniana
constitui-se numa verdadeira receita de degradação do homem.
Isso se dá pelo fato de que Deus em sua onipotência imprimiu
na alma humana uma hierarquia, onde a inteligência deve guiar a vontade,
e esta deve governar a sensibilidade.
O lema “faça o que tu queres” denota
justamente a inversão de uma ordem natural, é o agir do homem
pautado pelas suas paixões e não mais pela sua razão.
Logo, entende-se que o fulcro do liberalismo sorboniano é “o direito
de pensar, sentir e fazer tudo quanto as paixões desenfreadas exigem”.
Com a mesma prudência deve ser observado
o igualitarismo, pois dele irá emanar todo o desprezo e ódio
contra estruturas hierárquicas e contra a ordem social. Por isso,
a massificação do povo, o nivelamento geral, a busca alucinada
pela quebra das desigualdades foram algumas das metas mais buscadas pelos
revolucionários. A ruptura das desigualdades (lato sensu), atingiu,
inclusive, a seara metafísica e religiosa, revelando-nos o ódio
da revolução contra a infinita superioridade divina. Santo
Tomás ensina que a diversidade das criaturas e seu escalonamento
hierárquico são um bem em si, pois melhor resplandecem,
na criação, as perfeições do Criador.
Finalmente, após uma rápida
análise dos alvos visados pelos revolucionários, podemos
certamente afirmar que aquele movimento serviu como um catalisador
das tendências desordenadas e anti-naturais. Vivemos, hoje, os frutos
de um movimento que teve na “Revolução da Sorbonne” a sua
explicitação máxima.
Luiz Carlos Júnior
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A Tomada da
Bastilha:
Apenas a primeira mentira
Revolução Francesa - 14 de julho de 1789
A Bastilha era
uma bela fortaleza medieval. Hoje faria o encanto dos milhares de visitantes
que, na Europa, fazem fila para conhecer castelos de outrora.
É por volta de 1380 que ela começa a proteger Paris. Desde
o inicio de sua existência até 14 de julho de 1789, seu ultimo
dia - talvez o mais glorioso de todos - ela inspirou confiança aos
parisienses.
Ha muito era ela a
mais pacifica das prisões. Limpa, bem decorada: os condenados que
quisessem podiam mudar-se para lá com seus criados e móveis.
O governador, geralmente nobre de boa educação, tinha o hábito
de convidar os presos à sua mesa. Aqueles que tinham cozinheiro
próprio retribuíam a amabilidade pelo gosto da boa companhia
e da conversa: falava-se sobretudo de filosofia e de negócios de
Estado.
Tão pacifica
era ela que os carcereiros eram geralmente inválidos de guerra:
alguns sem braço, outros com perna de pau. Ninguém pensava
em fugir. Quando no fatídico 14 de julho de 1789 foi traiçoeiramente
invadida, ela encarcerava apenas sete prisioneiros. Era de fazer inveja
à nossas prisões super lotadas nas quais os motins e as condições
de vida desumanas ceifam tantas vidas.
Quem eram esses sete
prisioneiros? Quatro falsários, notórios na praça;
um jovem tarado sexual cuja família pedira ao Rei sua detenção;
e dois loucos.
Como se deu sua tomada?
À aproximação dos invasores o governador Launay desarmou
a guarnição e os convidou a parlamentar. Durante as tratativas,
Launay e seus homens foram trucidados. Sua cabeça posta na ponta
de um varapau e conduzida pelas ruas de Paris. Dois soldados inválidos
são enforcados e um terceiro tem as mãos decepadas. Era a
primeira vez que a Bastilha via tanta atrocidade.
Este era apenas o
primeiro ato de uma Revolução cujas conseqüências
se estendem dramaticamente até nossos dias.
Nelson Fragelli
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O jogo e a Máfia
No pais dos "reformecos e reformalhos, reformengos
e reformeiros, reformilhos e reformocas" (expressões de Ramalho
Ortigão), continua-se à procura de soluções
mágicas.
Na "Feira das Vaidades", de Thackeray, um
grupo de pessoas excogita os mais variados meios para escapar da penúria.
A única saída que não ocorre a ninguém é
trabalhar.
Com a projetada liberação dos
cassinos, não se procura combater a pobreza pela produção,
mas pelo jogo! Que não cria no país um parafuso!
O jogo de azar não produz. Mata o tempo.
Desvia do trabalho.
Estimula o desgaste, em atividade socialmente
inútil, de uma parte de nossa capacidade laborativa! E ainda: a
esterilização de capitais num investimento não-produtivo!
Certo é que se atrairiam capitais estrangeiros
para que explorassem o vício também aqui.
O cassino é o lugar ideal para a lavagem
do dinheiro - para disfarçar a origem inconfessável da riqueza
não produzida pelo fazer, mas pelo tomar.
Por isso é que o cassino se torna o
sustentáculo do crime organizado.
Que, num país sem organização,
encontraria o caldo de cultura ideal.
Há trinta ou quarenta anos, cassinos
de nossas estâncias hidro-minerais eram explorados por malandros
do lugar. Hoje, em que o mundo se tornou aldeia global e as comunicações
são fáceis e rápidas, a Máfia está,
certamente, à espera da abertura aqui dos cassinos, para neles instalar
filiais.
Como transferiu sua sede principal da Sicília
para os Estados Unidos, seu destino natural é algum país
onde prevaleça a impunidade. Falta apenas um ponto de apoio. Um
habeas corpus preventivo. A legalização de alguma de suas
atividades, que encubra as outras.
Impedir o funcionamento dos cassinos, que
subornam policiais de muito poder e pouco salário, é difícil!
Regular o seu funcionamento, isto é, impedir que funcione desta
ou daquela maneira, é impossível! Se o cassino está
aberto e recebe o povo, só não vê quem não quer.
Se funciona com algumas restrições legais, como verificar
se esses limites são respeitados? É mais fácil descobrir
a entrada do público do que aquilo que se faz lá dentro.
A propalada regulamentação do
jogo não eliminaria "a batota clandestina, escreveu Nelson Hungria,
do mesmo modo que a regulamentação oficial das loterias
não conjurou a praga das loterias furtivas."
Estas consomem o dinheiro mas não o tempo do povo. Não
afastam do trabalho.
No cassino, quem perde ou ganha grandes quantias,
à noite, se desanima de trabalhar, o dia inteiro, para ganhar muito
menos.
Os jogos de cassino dissolvem o estímulo
para o trabalho. E "a ociosidade é a mãe de todos os vícios".
Várias vezes se tentou, no Brasil,
com o dinheiro do povo, atrair jogadores estrangeiros. Parece que a volúpia,
que as roletas nossas produziam, não era diferente da que produziam
as deles, mais acessíveis. O certo é que não vieram
de tão longe.
Os viciados vão ser daqui mesmo.
E mais numerosos se o vício, ao invés
de ser ilegal, arriscado, infamante, for autorizado por lei e praticado
às escâncaras.
Não é possível impedir
os jogos de azar, como não é possível impedir os assassinatos.
Mas é preciso puní-los, para que sejam menos praticados.
Há tempos um deputado federal, que
depois teve seu mandato cassado, por seus colegas, por falta de decoro
parlamentar, conseguiu fosse inserida, numa lei a favor do esporte, a permissão
do bingo. Que é jogo de azar, definido como aquele em que o resultado
decorre exclusiva ou principalmente da sorte.
Quando o povo clama contra a onda crescente
de crimes, pretende-se, com a liberação total dos cassinos,
incentivar um fator notório de criminalidade.
Lembremo-nos da advertência de Rui Barbosa,
em página imortal, cujo ritmo tem a grandeza das ondas do mar:
"Permanente como as grandes endemias que devastam a humanidade,
universal como o vício, furtivo como o crime, solapado no seu contágio
como as invasões purulentas, corruptor de todos os estímulos
morais como o álcool, ele zomba da decência, das leis e da
polícia, abarca no domínio das suas emanações
a sociedade inteira... inutiliza gênios; emudece oradores, atira...
à concorrência do trabalho diurno os náufragos das
noites tempestuosas do azar...
... sacudidos continuamente pelas emoções do
inesperado, se alimentam das suas surpresas, se estiolam com as suas decepções,
e, vendo a felicidade repartir-se às cegas pela superfície
do tabuleiro verde, acabam por supor que a sorte de todos, neste mundo,
se distribui com a mesma casualidade, com a mesma desproporção,
com a mesma injustiça, acabam por ver no merecimento, no esforço,
na economia, na perseverança, coisas fictícias, estranhas,
ou hostis...
... reina sob a sua manifestação completa em
esconderijos... onde o menos que se gasta é o equilíbrio
da alma, o menos que se arruína é o ideal, o menos que se
dissipa é o tempo, estofo precioso de todas as obras-primas, de
todas as utilidades sólidas, de todas as ações grandes.
... presas da vasa, que nunca mais os larga, rolam e imergem
nela de decadência em decadência... até que a piedade
infinita do termo de todas as coisas lhes recolha ao seio do eterno esquecimento
os restos inúteis de um destino sem epitáfio...
Eis o jogo, o grande putrefator. ... É a lepra do
vivo e o verme do cadáver."
Dario Abranches Viotti
foi Promotor de Justiça de Lambari (MG)
e é Juiz Federal aposentado
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Sobre o
Vôo dos Gansos em "V"
Eis algumas descobertas feitas pelos cientistas:
À medida que cada ave bate suas asas, ela cria uma sustentação
para a ave seguinte. Voando em formação “V”, o grupo inteiro
consegue voar pelo menos 71% mais do que se cada ave voasse isoladamente.
Sempre que um ganso sai fora da formação, ele repentinamente
sente a resistência e o arrasto de tentar voar só, e rapidamente
retorna à formação, para tirar vantagem do poder de
sustentação da ave imediatamente à frente. Quando
o ganso líder se cansa, ele reveza, indo para a traseira do “V”,
enquanto um outro ganso assume a ponta da farpa. Os gansos de trás
grasnam para encorajar os da frente a manterem o ritmo e a velocidade.
Quando um ganso adoece ou se fere e deixa o grupo, dois outros gansos saem
da formação e o seguem, para ajudá-lo e protegê-lo.
Eles o acompanham até a solução definitiva do problema
e, então, reiniciam a jornada os três, ou juntam-se a outra
formação, até encontrar o seu grupo original.
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Numa antiga
Catedral de Lübeck, Alemanha, encontra-se gravada a seguinte inscrição:
Chamais-me Mestre, e não me obedeceis;
Chamais-me Luz, e não me vedes;
Chamais-me Caminho, e não me percorreis;
Chamais-me Vida, e não palpitas com Meu Coração;
Chamais-me Sábio, e não me escutais;
Chamais-me Adorável, e não me adorais;
Chamais-me Providência, e não me pedis;
Chamais-me Eterno, e não me procurais;
Chamais-me Misericordioso, e não confias em Mim;
Chamais-me Senhor, e não me servis;
Chamais-me Todo-Poderoso, e não me receais;
Chamais-me Justo, e não vos justificais;
Se Eu vos condenar, não me culpeis, só a vós culpai!
...
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Crepúsculo
de um Século, Aurora de um Milênio...
China: preços baixos e trabalho escravo
O mercado nacional tem sido inundado de produtos chineses de
baixa qualidade e de preços irrisórios. Poucos entretanto
lembram da origem de tais produtos.
Vejamos o que disse Harry Wu, dissidente chinês que vive
em Londres: “Quem der brinquedos fabricados na China, de presente, dará
alegria a crianças às custas do sofrimento de milhões
de chineses internados em campos de trabalhos forçados”
Wu diz ainda que o regime chinês mantém “seis a
oito milhões de pessoas detidas em 1.100 campos de trabalhos forçados”
e é nesses locais que “são produzidos hoje um terço
do chá e dos brinquedos exportados pela China, além de sapatos
e inúmeros outros produtos”.
Por fim, ele denuncia que o dinheiro que os capitalistas do
Ocidente estão pondo na China comunista - e o seu conseqüente
desenvolvimento econômico - está sendo responsável
“pela sobrevivência do regime”.
É estranho, mas parece que os “direitos humanos”, tão
alardeados pelos socialistas, não existem nos países que
implantaram o socialismo...
*********************
Onde está a fome do Nordeste?
A empresária Rosângela Nardo, proprietária
da Transnardo, uma empresa de Santa Cruz do Rio Pardo, interior de S. Paulo,
frustou-se ao retornar de uma viagem de três dias a Afogados da Ingazeira
(PE), para onde levou 26 toneladas de alimentos à flagelados da
seca.
Segundo ela, a cidade não enfrenta nenhuma situação
de calamidade e fome extrema, ao contrário do que vem aparecendo
nos noticiários. “Eu imaginava que entregaria os alimentos às
próprias famílias famintas, mas deparei com uns dez vereadores”,
conta a empresária, indignada.
Segundo ela, são os políticos que tentam de todas
as formas explorar a situação do Nordeste.
(Correio Braziliense, 15/VI/98)
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