Número 4 - Novembro/Dezembro de 1998
Artigos do Quarto Número
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* Editorial
* Fidel Castro:
Nada poderá lavar suas mãos ensangüentadas
- entrevista com Armando Valladares, 22 anos preso em Cuba.
* A
Origem da Árvore de Natal e o Presente de Nickerl - Francisco
José Fernandes Braga Rolim e Frederico Viotti
* As Profecias de Fátima
- Mauro Alves Corrêa
* Crepúsculo
de um Século, Aurora de um Milênio
* Professor
Relativista x Aluno Atento
* A Humildade do Pinheiro
na Fábula Natalina
* Frases em Destaque - Iguais ou Desiguais?
Editorial
Católico Apostólico
Romano
Post-modernidade ufana-se de sua inspiração
católica. Mas que católicos queremos ser? Aqueles que invadem
terras alheias, com a falsa explicação de que Deus criou
a Terra para todos? Os que estendem as mãos à todos
inimigos “esquecendo-se” de que toda a história do mundo não
é senão uma luta inexorável entre os que são
da Virgem e os que são da Serpente? Qual a relação
entre Fidel Castro e Na. Sra. de Fátima?
Estas constituem algumas das perguntas levantadas
pelos universitários que, pela primeira vez, recebem o Post-modernidade.
Às perguntas formuladas, respondemos
que a Frente Universitária Lepanto é composta de católicos
que defendem a Igreja fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo no momento
em que muitos voltam suas costas à Ela. Convidamos os demais universitários
a somar forças conosco no sentido de restaurar a civilização
católica, hoje em ruínas, e buscar instaurar na terra o Reino
de Cristo.
O texto abaixo, de Plinio Corrêa
de Oliveira, fundador da TFP, em seu artigo “A Cruzada do Século
XX”, aponta nosso ideal:
“ Há nos desígnios da Providência uma relação
íntima entre a vida terrena e a vida eterna. A vida terrena é
o caminho, a vida eterna é o fim. O Reino de Cristo não é
deste mundo, mas é neste mundo que está o caminho pelo qual
chegaremos até ele.
“(...) Pode-se dizer que o Reino de Cristo
se torna efetivo na terra (...) quando os homens no íntimo de sua
alma como em suas ações, e as sociedades em suas instituições,
leis, costumes, manifestações culturais e artísticas,
se conformam com a Lei de Cristo.
Se Jesus Cristo é o verdadeiro ideal
de perfeição de todos os homens, uma sociedade que aplique
todas as suas leis tem de ser uma sociedade perfeita. (...)
“E é esta nossa finalidade, nosso grande
ideal. Caminhamos para a civilização católica que
poderá nascer dos escombros do mundo de hoje, como dos escombros
do mundo romano nasceu a civilização medieval.
“Caminhamos para a conquista deste ideal,
com a coragem, a perseverança, a resolução de enfrentar
e vencer todos os obstáculos, com que os cruzados marcharam para
Jerusalém. Porque, se nossos maiores souberam morrer para reconquistar
o sepulcro de Cristo, como não quereremos nós — filhos da
Igreja como eles — lutar e morrer para restaurar algo que vale infinitamente
mais do que o preciosíssimo sepulcro do Salvador, isto é,
seu reinado sobre as almas e as sociedades, que Ele criou e salvou para
O amarem eternamente?”
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Fidel
Castro:
Nada poderá lavar suas mãos ensangüentadas!
Desafio aos simpatizantes da maior tirania da América Latina
Em sua recente participação
na Cúpula Ibero-Americana, na Espanha, Fidel Castro foi aplaudido
por diversas personalidades internacionais enquanto os jornais noticiavam
a prisão de Pinochet, na Inglaterra.
Prendia-se um ex-chefe de Estado sob
a acusação de ter matado 96 pessoas enquanto aplaudia-se
outro, que matou e continua subjugando milhares!
A chamada “imprensa livre” veio criando – ao longo de 40 anos - uma atmosfera
de simpatia não apenas para com o ditador Fidel Castro mas para
com o regime comunista por ele implantado na ex-Pérola das Antilhas,
censurando de maneira contumaz a voz dos cubanos anticomunistas.
Desta forma, os universitários conhecem
muito pouco de uma tirania que matou milhares de pessoas e encarcerou
outras tantas
No Natal de 1960, o regime comunista de Fidel
Castro mandou encarcerar, unicamente por motivos políticos, o jovem
poeta Armando Valladares, então com 23 anos. Passou outros tantos
- 22 anos - preso nas masmorras de um regime que se proclama libertador...
Post-modernidade faz eco à voz desse
poeta, escritor e jornalista, que percorre o mundo inteiro pedindo compaixão
para com os 11 milhões de cubanos que não podem fugir da
ilha-prisão de Fidel Castro. Transcreveremos trechos da entrevista
que esse cubano exilado concedeu à Revista Catolicismo em 1997.
Catolicismo: Como definiria o Sr. a situação
atual de Cuba?
Armando Valladares: -“Meu povo está subjugado
na mais negra miséria. Torturam-se pessoas e um quinto da população
fugiu por razões políticas. O povo cubano vive esperando
o abraço solidário dos mandatários ibero-americanos.
Estes, porém, o negam às vítimas e o oferecem ao carrasco.”
Cat: Passando agora ao seu longo período
de duas décadas nas prisões castristas, que objetivo visavam
os comunistas ao aplicar tão cruéis torturas ao Sr. e aos
outros prisioneiros?
A.V. -“Todos os horrores e todo o terror do sistema
carcerário na Cuba comunista, que descrevo em meu livro “Contra
Toda a Esperança”, tinham um objetivo muito específico: quebrar
a resistência interna do prisioneiro para que este aceitasse os programas
de reabilitação política.”
Cat: Em que consistem esses programas de “reabilitação”?
A.V. -“Consistem em renunciar a tudo aquilo que
os comunistas consideram como “contra-revolucionário”. Ou seja,
a pessoa deve renunciar às suas convicções religiosas,
às suas convicções sobre a família e a sociedade,
enfim, deve renegar essas idéias e jurar lealdade às idéias
comunistas.
Cat: Além das pauladas, golpes de toda espécie
e isolamento em celas imundas e cheias de excrementos, que outros métodos
de tortura utilizavam?
A.V. -“Um desses métodos era o de suspender
a alimentação até aceitarmos a “reabilitação”.
Em certa ocasião, durante 46 dias consecutivos nos privaram dos
alimentos. Em conseqüência, seis de nós ficamos impossibilitados
de andar devido a uma doença transitória chamada polineurite
carencial.
Cat: Como conseguiu resistir, sem quebrar-se espiritualmente?
A.V. -“Eu havia chegado ao cárcere
com uma formação religiosa católica. Minhas crenças
eram genuínas, mas provavelmente superficiais, pois ainda não
haviam sido submetidas a tão dura prova.
Em meio a tantos sofrimentos, e quando via
serem levados ao “paredón” de fuzilamento tantos de meus companheiros
de cárcere, que morriam bradando “Viva Cristo Rei”, compreendi,
como numa súbita revelação, que Cristo não
era para ser invocado apenas para pedir que não me matassem, mas
também para dar à minha vida, e inclusive à minha
morte, se isto acontecesse no cárcere, um sentido que as dignificasse.
Cat: O Sr. teria algo mais a dizer aos leitores
de Catolicismo?
A.V. -“Meu anelo é que os leitores de Catolicismo,
e todos os brasileiros, tenham compaixão dos 11 milhões de
cubanos escravizados na ilha-prisão, e rezem diariamente a Deus
e à Virgem pela pronta libertação de minha pátria
das garras de uma cruel tirania comunista.”
Em Tempo
A Agência de Notícias Pax Christi denuncia
que a milionária ajuda humanitária enviada a Cuba é
desviada pelo Regime Comunista. A Agência Vaticana Fides, por
sua vez, alerta que a recente viagem do Papa João Paulo II à
Cuba não alterou a situação de perseguição
religiosa imposta aos católicos naquela ilha, antiga “Pérola
das Antilhas”.
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A Origem
da Árvore de Natal
e o Presente de Nickerl
A “Árvore
de Natal”, conhecida em algumas regiões da Europa como a “Árvore
de Cristo”, desempenha papel importante na data comemorativa do Nascimento
de Nosso Senhor.
Os relatos mais antigos que se conhecem acerca da
Árvore de Natal datam de meados do século XVII, e são
provenientes da Alsácia, encantadora província francesa.
Descrições de florescimentos de árvores
no dia do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo levaram os cristãos
da antiga Europa a ornamentar suas casas com pinheiros no dia do Natal,
única árvore que nas imensidões da neve permanece
verde.
A “Árvore de Natal” é um símbolo
natalino que representa agradecimento pela vinda de nosso Senhor Jesus
Cristo.
O costume de preparar este belo complemento do presépio
foi passando de vizinhança em vizinhança, alcançando
hoje até países onde a neve é um fenômeno desconhecido.
“Árvore de Cristo”: presente do Menino
Jesus
A comovente narração figura numa
obra sobre a vida popular na região da Estíria (Áustria),
no século passado. Seu autor, P. Rosegger, assim descreve o episódio:
“Era um anseio que decidira pôr em prática
naquela noite, antes que minha mãe chegasse à cozinha para
preparar a refeição natalina. Eu ouvira falar muito a respeito
da celebração do Natal nas cidades; devia-se colocar sobre
a mesa um pinheirinho, verdadeira arvorezinha do bosque; afixar velazinhas
em seus ramos e acendê-las; e depositar embaixo dele presentes para
as crianças, esclarecendo que havia sido o Menino Jesus que os tinha
trazido.
“Então pensei em montar uma árvore
de Cristo para meu pequeno irmão. Nickerl. Mas tudo em segredo (isso
fazia parte do procedimento).
“Depois de já ter clareado o dia, saí
em meio ao nevoeiro gelado. Este protegeu-me do olhar das pessoas que trabalhavam
em torno da casa (...)
“Logo fez-se noite. A criadagem estava ainda
ocupada nos estábulos ou nos quartos da casa, onde, segundo o costume
da Noite Santa, lavavam a cabeça e se vestiam com trajes de festa.
Na cozinha, minha mãe fazia os sonhos (doce) para o dia de Natal.
E meu pai, com o pequeno Nickerl, percorria a propriedade para abençoá-la,
levando para isso, num recipiente, carvões incandescentes; sobre
eles espalhava o incenso... a fim de incensá-las enquanto rezava
em silêncio. (...)
“Enquanto o pessoal se ocupava em suas tarefas
lá fora, eu preparava na sala grande a árvore de Cristo.
Tirei a árvorezinha do meio da lenha e coloquei-a sobre a mesa.
Depois cortei de um maço de cera dez ou doze velazinhas e coloquei-as
sobre os pequenos galhos. Embaixo, aos pés da árvorezinha,
depositei um pão doce.
“Ouvi então passos lentos e suaves
na parte de cima da casa. Eram meu pai e meu irmãozinho que já
estavam lá e abençoavam o sótão. Logo chegariam
ao salão. Acendi as velazinhas e me escondi atrás do forno.
A porta se abriu e eles entraram com seu recipiente de incenso. E ficaram
parados.
“- O que é isto? perguntou meu pai
com voz baixa mas prolongada.
“O pequeno Nickerl ficava emudecido. Nos seus
olhos grandes, redondos, espelhavam-se como estrelinhas as luzes da árvore
de Cristo.
“Meu pai avançou devagar para a porta
da cozinha e chamou baixinho:
“- Mulher, mulher! Venha ver um pouco.
“E quando ela apareceu:
“- Mulher, foste tu que fizeste?
“- Maria e José! - exlamou minha mãe.
-O que deixastes sobre a mesa?
“Logo chegaram também os criados e
criadas, vivamente impressionados com a inédita visão. Então
um rapaz que viera do vale fez a suposição:
“-Poderia ser uma árvore de Cristo!
“Seria realmente verdade que os anjos trazem
do Céu tal arvorezinha?
“Eles a contemplavam e se admiravam. E a fumaça
do incenso enchia a sala inteira, de modo que era como um delicado véu
que pousava sobre a árvorezinha iluminada.
“Minha mãe procurou-me na sala, com
o olhar:
“- Onde está o Pedro?
“Julguei então ser o momento de sair
do canto do forno. Tomei pelas frias mãozinhas o pequeno Nickerl,
que continuava emudecido e imóvel, e levei-o para junto da mesa.
Ele quase resistiu. Mas eu lhe disse, em tom profundamente solene:
“- Não temas, irmãozinho! Olha:
o querido Menino Jesus te trouxe uma árvore de Cristo. Ela é
tua!
“O menino estava contentíssimo. E juntou
as mãos como fazia na igreja para rezar”
Francisco José F. Braga Rolim
Frederico R. de Abranches Viotti
(Revista Catolicismo de Dezembro de 1994)
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As Profecias
de Fátima
Muitos ouviram falar nas profecias de Fátima, mas quantos
a conhecem?
Em 1917, na cidade de Fátima, Portugal,
a Mãe de Deus advertiu aos homens – através de três
videntes — do processo de decadência em que a sociedade estava se
submergindo. Revelou-lhes um segredo composto de três partes.
Posteriormente,
autorizou-os
a contar as duas primeiras.
Na primeira parte do segredo, a Santíssima
Virgem mostra aos três pastores o Inferno e diz que os homens estavam
se perdendo. Na segunda parte, fala da guerra e da perseguição
à Igreja. Profetiza que a Rússia espalharia seus erros pelo
mundo. Pediu a emenda da vida e a recitação do terço.
Como os homens receberam tal advertência?
O processo de secularização do mundo
progride de modo assustador. “O pecado - adverte João Paulo II -
adquiriu um forte direito de cidadania e a negação de Deus
difundiu-se nas ideologias, nas concepções e nos programas
humanos”. A moral é tida como ultrapassada e os costumes se corromperam
a tal ponto que já há quem classifique o nosso tempo como
néo-Romano.
Mães que matam seus filhos, jogando-os na lixeira; casais homossexuais
que têm pleno direito de cidadania; sacrifícios humanos; drogas,
violência, eutanásia etc. Nunca a civilização
cristã esteve tão distante do preceituado por Nosso Senhor
Jesus Cristo. O mundo caminhou em sentido oposto!
Diante desse fato, alertou Nossa Senhora de Fátima:
Se os homens não se emendassem, Deus mandaria um castigo ainda maior,
em que nações inteiras desapareceriam do mapa.
Mas, para além das tristezas e das
punições, Nossa Senhora prometeu: “Por fim, o meu Imaculado
Coração triunfará!” A era de caos dará lugar
a uma época de florescimento da Igreja que a História jamais
conheceu. É o que se pede no Pai-Nosso todos os dias: “Venha a nós
o Vosso Reino, seja feita a Vossa vontade, assim na terra como no Céu!”
Mauro Alves Corrêa
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Crepúsculo
de um Século, Aurora de um Milênio
Aborto: Bebês para Queimar
No livro “Bebês Para Queimar”, Michael Litchfield e Susan
Kentish narram o seguinte fato:
“Um ginecologista da Harley Street, em Londres, vende fetos para
uma fábrica de produtos químicos para a produção
de sabão e cosméticos. Faz abortos de sete meses e, certa
vez, não teve tempo de matar quatro bebês extraídos
quando já formados e que, um ao lado do outro, choravam como desesperados.
“Era uma pena jogá-los no incinerador, porque eles tinham muita
gordura animal que poderia ser comercializada...” (ed. Paulinas, S. Paulo,
1977, p. 153).
O que as gerações futuras pensarão de nossa
“modernidade”, onde a vida de um inocente é ceifada no próprio
ventre daquela que lhe deu a vida?
***
Banquetes Medievais
Imagine um autêntico banquete medieval... A cena pode parecer
coisa do passado, comum apenas em filmes épicos, mas essas sessões
de comilança ainda se repetem em castelos na Irlanda. A cada ano,
cerca de 100 mil pessoas participam desses banquetes - uma das principais
atrações turísticas do país. Músicos,
cantores, dançarinos e contadores de histórias também
ajudam a recriar a magia daqueles tempos. A duração de cada
banquete é de aproximadamente duas horas. (Folha de SP)
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Professor
Relativista X Aluno Atento
Em uma das inúmeras salas de aula do
CEUB, entrou, apressadamente e com ar de quem traz uma grande novidade,
o professor (chamemo-lo de) Silvério.
Sentou-se em sua prestigiosa cadeira (não
muito diferente das nossas) e começou sua aula. No meio das leis
e normas, dos princípios e lacunas (que permeiam a carreira jurídica),
lançou a criativa e inovadora frase que durante muito tempo ele
esperava a ocasião propícia de expor: “A verdade não
existe, ela é relativa”.
Seus olhos refletiam aquela sabedoria própria
aos grandes mestres. Nem Aristóteles, no auge de seus conhecimentos
filosóficos teria pronunciado sentença mais justa e erudita!
Era verdadeiramente um homem que se fazia respeitar por sua capacidade
intelectual...
Entretanto, um de seus alunos se levanta e
toma a palavra:
- Permita-me discordar, professor? Seu
pensamento é contraditório!
O professor, surpreso de que alguém
duvidasse de seus talentos filosóficos, retrucou:
- Errado? Ora, você não percebe
que tudo é relativo? O que é verdadeiro para mim não
precisa ser verdadeiro para você. Cada um tem a sua verdade! Por
exemplo: houve épocas em que se pensava que o Sol girava em torno
da Terra. Para aqueles homens, a verdade era essa! Se a verdade não
mudasse, até hoje nós estaríamos com o mesmo pensamento.
O que prova que não existe uma verdade absoluta, imutável,
fixa e estagnada. Ela varia de acordo com a História e a Geografia!
Enquanto falava, seus modos demonstravam o
gosto da discussão que imaginava vencida. Afinal, os argumentos
pareciam bem difíceis de serem respondidos.
- Mas, professor, o Sol girava em torno da
Terra naquela época? O fato de alguém pensar diferente
da realidade não altera a realidade! A verdade não mudou,
apenas foi descoberta posteriormente. E, depois, sua frase é contraditória
em si mesma!
O aluno, então, foi até o quadro
e escreveu: “A Verdade é Relativa” e perguntou com tranqüilidade:
- Professor, essa frase: “A Verdade é
Relativa”, é verdadeira ou falsa?
O professor não teve saída.
Se respondesse que era verdadeira, reconheceria ele que a verdade existe.
Se respondesse que era falsa, reconheceria que é falso seu
argumento e que, portanto, a verdade existe.
Não se deixando dobrar, retomou a sua
aula e continuou falando das lacunas do Direito. Ao que parece, esse tema
ele não achava relativo...
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A
Humildade do pinheiro na Fábula natalina
Conta-se que, quando os pastores foram adorar
o Divino Infante, decidiram levar-lhe frutos e flores produzidos pelas
árvores de modo prodigioso. Depois dessa colheita, houve uma conversa
entre as plantas, num bosque. Regozijavam-se elas de ter podido oferecer
algo a seu Criador recém-nascido: uma, suas tâmaras; outra,
suas nozes; uma terceira, suas amêndoas; outras ainda, como a
cerejeira
e a laranjeira, que haviam oferecido tanto flores quanto frutos. Do pinheiro,
porém, ninguém colheu nada. Pontudas folhas, ásperas
pinhas, não eram dons apresentáveis.
O pinheiro reconheceu sua nulidade. E não se sentindo
à altura da conversa, rezou em silêncio: “Meu Deus recém-nascido,
o que Vos oferecer? Minha pobre e nula existência. Esta, alegremente
Vo-la dedico, com grande agradecimento por me terdes criado na vossa sabedoria
e bondade”.
Deus se comprouve com a humildade do pinheiro.
E, em recompensa, fez descer do céu e se afixarem nele uma multidão
de estrelinhas. Eram de todos os matizes que existem no firmamento: douradas,
prateadas, vermelhas, azuis.. Quando o outro grupo de pastores passou,
levou não apenas os frutos das demais árvores, mas o pinheiro
inteirinho, a árvore de tal forma maravilhosa, da qual nunca se
ouvira falar.
E lá foi o pinheiro ornar a gruta de
Belém, sendo colocado bem junto do Menino Jesus, de Nossa Senhora
e de São José.
(Revista Catolicismo de Dezembro de 1994)
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Frases em
Destaque - Iguais ou Desiguais?
A inveja defende e promove a doutrina dos niveladores.
Marquês de Maricá
Comunismo. Uma igualdade de águias e pardais, de colibris e
de morcegos, que consistiria em colocar todos os formatos no mesmo padrão
e todas as pupilas no mesmo crepúsculo. Isso não quero eu.
Vitor Hugo
No juízo dos invejosos os merecimentos são culpas e as
excelentes qualidades delitos.
Pe. Antônio Vieira
Na Civilização Cristã, a grandeza do senhor não
humilha o servidor, mas o eleva.
Plinio Corrêa de Oliveira
Quanto mais variadas forem as desigualdades entre os homens que compõem
a sociedade, tanto melhor atenderá esta as necessidades dos seus
membros
Santo Tomás de Aquino
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