Boletim Post-modernidade
Número 7 - Setembro/2001
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Matérias deste Boletim:
* Provada a autenticidade do Santo
Sudário |

Mesmo
provada a autenticidade do Santo Sudário, tecido que envolveu Jesus Cristo,
alguns cientistas teimam em desmenti-la. O resultado do teste carbono
14
estava errado.
No mês de março último, a BBC de Londres divulgou uma pretensa figura de Cristo feita em computador utilizando, segundo seus autores, o crânio de um judeu que teria vivido na Terra Santa há dois mil anos. Era um rosto feio e rude. A publicação contrariou a opinião popular acostumada com a figura majestosa de Cristo. Alguns chegaram a dizer que mais se parecia com Judas Iscariotes, o traidor.[i]
Por que esse interesse em querer deformar a imagem do Filho de Deus? Nosso Senhor deixou algum vestígio de Sua divina fisionomia para a posteridade? Qual a imagem que está mais próxima da realidade? Qual a posição da Igreja sobre esse debate?
A Igreja nunca estabeleceu um padrão para a figura de Cristo. A tradição e a piedade cristã foram imaginando e retratando a figura divina de Nosso Senhor Jesus Cristo. Uma figura que contivesse a grandeza, a bondade, a misericórdia, a sabedoria, a justiça, a prudência, a temperança, a fortaleza e todos as virtudes reunidas. A imaginação e a habilidade dos artistas acabaram conseguindo um certo padrão para a figura de Cristo.
No final do século XIX, o advogado italiano Secondo Pia, com sua imensa máquina fotográfica que mais parecia uma geladeira, quis registrar o casamento da princesa filha do duque de Saboya, em Turim. Aproveitou a ocasião para tirar uma fotografia da relíquia da família, um imenso lençol de 4,36 m de comprimento, 1,10 m de largura, que se venerava como sendo a mortalha que envolvera o corpo de Cristo no sepulcro.
O milagre reservado ao século XX
Aqui começa o "milagre" da fotografia: no negativo apareceu o retrato de Cristo. O corpo inteiro frontal e de costas, com as marcas da flagelação e da crucificação. A figura de Cristo está invertida no pano. Ela está em negativo, de maneira que no negativo apareceu o positivo. O que era branco apareceu escuro.
A partir dessa fotografia, as discussões se multiplicaram. Atraiu o estudo de cientistas céticos e religiosos. Estudaram o tipo de impressão, o tecido, as marcas de sangue e até o pólen das flores do Oriente que estavam depositados entre as fibras do tecido.
O mais curioso é que a figura que aparece no negativo da foto do Sudário corresponde à figura de Cristo elaborada pelos artistas durante os 1800 anos de Cristianismo. No século de adoração da ciência, Nosso Senhor se faz conhecer através das novas tecnologias.
A campanha contra o Sudário
Há uma continua campanha para negar a autenticidade do tecido, cuja origem remonta ao tempo de Nosso Senhor, e que outros dizem tratar-se de uma falsificação produzida na Idade Média.
Os testes realizados em 1988 com carbono 14 são atualmente contestados pela comunidade científica internacional, que atribui a essa experiência uma segurança de apenas 5% em seus resultados.
Cabe realçar que, por diversas vezes, o Santo Sudário escapou da destruição, correndo o risco de desaparecer. Segundo o biógrafo de João Paulo 2º, Vittorio Messori, o incêndio ocorrido em 1998 pode fazer parte de "um complô internacional" visando destruir o Sagrado Tecido[ii].
Nesse curto artigo mostraremos as principais descobertas científicas da autenticidade do Santo Sudário.
Médico demonstra: é Cristo
crucificado.
O primeiro estudo sobre o Sudário que se tornou público foi a análise médico-científica feita pelo dr Pierre Barbet, em 1932. As conclusões, descritas no livro A paixão de Cristo segundo o cirurgião [iii], foram impressionantes:
- na face havia sinais de contusões, o nariz estava fraturado na cartilagem descolado do osso;
- no corpo foram contados 120 sinais de golpes de açoite, produzidos por dois flageladores, um de cada lado da vítima.
- o flagelo utilizado foi o que se usava no Império Romano, composto de duas ou três correias de couro, terminando em pequenos ossos de pontas agudas, ou em pequenas travas de chumbo com duas bolas nas extremidades.
- duas chagas marcavam o ombro direito e o omoplata esquerdo;
- o peito muito saliente denotava a terrível asfixia suportada durante a agonia;
- os pulsos apareciam perfurados, tendo o prego perfurante secionado em parte o nervo mediano, fazendo contrair o polegar para dentro da palma da mão;
- pela a curvatura das pernas e as perfurações nos pés, tem-se a nítida impressão de que o esquerdo foi sobreposto ao direito e presos ao madeiro por um único prego;
- os dois joelhos estavam chagados;
- havia um sinal de sangramento, produzido por uma grande ferida, no lado direito do tórax;
- por fim, havia 50 perfurações na fronte, cabeça e nuca, compatíveis com uma coroação de espinhos...
Não havia mais dúvidas!
Era uma constatação científica, totalmente coerente com a descrição evangélica da Paixão de Nosso Jesus Cristo. Tratava-se realmente do Santo Sudário que envolvera o corpo do Redentor, quando este foi descido da cruz para ser sepultado.
Como São Tomé, a ciência
"toca a mão na chaga" para crer
Os céticos, ateus e materialistas não podiam concordar. Não teriam sido aqueles sinais sobre o pano pintado por algum hábil falsificador para que os homens acreditassem tratar-se de Jesus Cristo?
Nos Estados Unidos se formou um grupo de investigação científica que, em 1978, foi até Turim com 40 toneladas de aparelhagem. Os cientistas realizaram uma série de exames num total de 140.000 horas. Dentre os vários testes aplicados, cumpre destacar fotos e microscopia eletrônica, raio-X, espectroscopia, fluorescência ultravioleta, termografia e análises químicas.
Os resultados dos exames laboratoriais demonstraram que o desenho que aparecia no pano não poderia ter sido feito por mãos humanas.
Até agora não foi explicada a formação da imagem no Sudário. Não se trata de pintura nem da compressão do tecido sobre o corpo de um cadáver. A hipótese mais provável levantada por alguns cientistas sugere que ela foi produzida, numa fração de segundos, semelhante a um clarão de uma explosão nuclear como a ocorrida com o clarão da bomba de Hiroshima que imprimiu a imagem de uma válvula na parede de um tanque de gás.
As manchas de sangue que marcam o tecido estão gravadas em positivo ao contrário do restante da imagem que está em negativo. Trata-se realmente de sangue humano, de tipo sanguíneo AB (exatamente o mesmo encontrado no famoso milagre de Lanciano, na Itália.)
O criminologista e botânico suíço, Max Frei, identificou células de pólen de 49 plantas diferentes presentes no tecido. Elas são originárias da Palestina, da Turquia e da Europa, exatamente, as regiões percorridas pelo Santo Sudário.
Foram verificados dois objetos circulares colocados sobre os olhos. Trata-se de duas moedas: a primeira, o dilepto lituus, produzido na Palestina no governo de Pôncio Pilatos entre os anos 29 e 32 d.C. A segunda moeda identificada foi cunhada por Pilatos em homenagem a Júlia, mãe do imperador romano Tibério, em 29 d.C. Colocar moedas sobre os olhos do morto, para manter as pálpebras fechadas, fazia parte dos ritos funerário judaicos da época de Jesus. Elas também confirmam as datas dos Evangelhos: “Era o ano décimo quinto do reinado do Imperador Tibério César, Pôncio Pilatos era governador da Judéia” (Lc. 3, 1)
Milagrosa impressão tridimensional do tecido
Dois oficiais da Força Aérea norte-americana, John Jackson e Eric Jumper, analisando o Sudário perceberam que a figura foi impressa de maneira tridimensional, de tal forma que é possível conhecer a distância entre o tecido e as diversas partes do corpo. Para a reconstituição da tridimensionalidade, utiliza-se um aparelho chamado VP-8. Jackson e Jumper tomaram uma simples fotografia do Sudário e a introduziram no aparelho. Qual não foi o seu espanto ao constatar que se constituiu uma imagem tridimensional e que esta parecia emergir gradativamente do pano como na ressurreição. Eles exclamaram: Cristo ressuscitou.
O controvertido teste do
carbono 14
Em outubro de 1988, a equipe de Oxford, em conferência no British Museum, declarou que a análise do carbono 14 indicava que o tecido era de origem medieval, tendo sido produzido entre os anos 1260 e 1390.
O espanto foi geral, pois a ciência parecia entrar em contradição com tudo o que ficara demonstrado anteriormente. O Sudário já havia passado por milhares de testes. De todos os experimentos, somente o do carbono 14 contestou a autenticidade da peça.
Todavia, a idéia de falsificação está agora descartada. O cientista russo Dimitri Kouznetsov provou que os dados do carbono 14 estavam errados, em conseqüência do incêndio a que o Santo Sudário esteve exposto em 1532. Na mesma linha, Harry Gove, o principal responsável pela datação do Sudário como tecido medieval, admitiu que a contaminação que o pano sofreu ao longo dos séculos podia ter falseado os resultados
Dr. Leôncio Garça-Valdez, professor de microbiologia, da Universidade do Texas, demonstrou que existem determinados tipos de bactérias que produzem um revestimento bioplástico sobre artefatos antigos que distorce o processo de datação pelo carbono[iv].
O próprio Michael Tite, coordenador dos testes científicos e diretor do Museu Britânico, reconheceu em carta dirigida professor Lugi Gonella, consultor técnico do Arcebispado de Turim, que o carbono 14 não oferece prova alguma a favor de sua tese e confessa que "houve intenção deliberada de enganar o público".
Um
apelo para a conversão
A bondade e a misericórdia de Deus guardou essa relíquia para ser revelada aos homens, através da ciência, quase 2000 anos depois de Sua Paixão. Não é ele um apelo de Nosso Senhor para esse mundo decadente, que só busca os prazeres da vida e esquece o seu Amor Misericordioso manifestado na sua Paixão e Morte na cruz?
Do alto da Cruz, do divino Semblante do Sudário, Ele repete para todos nós as lamentações do profeta Jeremias: "Ó Vós todos que passais pelo caminho, atendei e vede se há dor semelhante a minha dor!" (Jer, I Lam.,12).
Nelson Barretto
[i] Jornal da Tarde, 28/3/2001
[ii] Revista Catolicismo, Nº 570, Junho de 1998.
[iii] Ed. Loyola, São Paulo, 1976.
[iv] Garza-Valdes, Leôncio, O DNA de Deus? Ed. Mandarim, São Paulo, 2000.
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Dois
fóruns em locais diferentes, ditos opostos, mas com o mesmo objetivo
Globalização
ou Mundialização, como quereriam nossos amigos franceses, são expressões que
todos temos hoje no ouvido. Muitos criticam sua utilização, tão banalizadas
se tornaram.
Infelizmente,
a grande maioria das pessoas percebe apenas o aspecto econômico e financeiro
desse processo: a inexorável uniformização planetária da economia, com a
formação de imensos blocos supra-nacionais.
Analisado
unicamente sob este prisma, a globalização pode até parecer uma grande jogada
do “neoliberalismo”. É o que costumam afirmar, sem fundamento, envelhecidos
socialistas, pois consideram estar
na “lógica” do capitalismo tornar “os países ricos cada vez mais ricos e
os países pobres cada vez mais pobres”.
No
entanto, analisando a realidade com mais profundidade, nota-se que a economia é
aspecto secundário da globalização. Na verdade, vai ela provocando a
uniformização da política, do direito, da religião, das modas, dos gostos,
dos costumes, do modo de pensar (ou de não pensar), da cultura em geral. Até
das línguas!
O
processo de globalização tem-nos encaminhado para a realização do sonho mais
radical das esquerdas igualitárias: a construção da República Universal, ou
seja, “um mundo no qual as nações, fundidas em um só [todo], seriam apenas
termos geográficos, num mundo sem desigualdades sociais ou econômicas,
dirigido pela ciência e pela técnica, pela propaganda e pela psicologia, para
realizar, sem o sobrenatural, a felicidade definitiva do homem” (Plinio Corrêa
de Oliveira, Revolução e Contra-Revolução,
São Paulo, Artpress, 1998, p. 85).
Isso
ficou muito claro quando, no início do ano, entre os dias 25 e 30 de janeiro,
foram realizados, simultaneamente, dois fóruns internacionais: o Fórum Econômico
Mundial, em Davos, nos Alpes suíços, e o Fórum Social Mundial, em Porto
Alegre, capital gaúcha.
Para
espíritos superficiais, que costumam acreditar piamente em tudo quanto é
apresentado por certa mídia, tais fóruns representariam dois pólos
internacionais antagônicos.
De
um lado, ter-se-ia congregado em Porto Alegre o “creme” da esquerda mais
radical, oposta à globalização; e, de outro, em Davos, teria havido uma
condensação da “quintessência” do capitalismo neoliberal que visa
continuar levando adiante o processo da globalização.
Entretanto,
não foi isso que se observou nas conferências realizadas em ambos os fóruns
onde os dois pólos apareceram, na prática, como duas pernas que caminham para
o advento da República Universal. Um dos pólos, o de Porto Alegre – que
atraiu os esquerdistas de todo o gênero, simulando clamar contra a globalização
– atuou no mesmo sentido do realizado em Davos.
Com
efeito, o pólo de Davos atraiu os que, via de regra, antipatizam com a
esquerda, erigiu a globalização como um novo Moloch, ao qual devem ser
sacrificados tanto as soberanias dos Estados, quanto as tradições e os
regionalismos mais respeitáveis, apanágios da Civilização Cristã.
Há
exemplos de semelhanças entre as duas conferências ditas opostas: mesmos
argumentos, mesmas explicações, mesmo objetivo.
Em Porto Alegre
O Fórum Social Mundial realizado em Porto Alegre não conseguiu esconder, desde os primeiros instantes, suas garras revolucionárias e sua verdadeira face pró-comunista. Nele tiveram marcante atuação delegações do Movimento dos Sem-Terra (MST), de Cuba comunista, das narco-guerrilhas colombianas, do PC do B, do PT, da CUT e dos teólogos da libertação.
O
francês Bernard Cassen, um dos idealizadores do evento, proclamou aos 15.000
participantes o que foi o lema do encontro: “Estamos
aqui para mostrar que um outro mundo é possível”.
Instantes
depois da proclamação, quando prolongadas palmas saudaram a delegação
comunista cubana e palavras de ordem foram se sucedendo – acompanhadas por uma
platéia eufórica, em favor dos guerrilheiros zapatistas do México e da
narco-guerrilha FARC da Colômbia –, tornou-se evidente qual era esse “outro
mundo” desejado por boa parte dos assistentes: de tonalidade carregadamente
vermelha.
Mesma Causa
Os
novos Mestres do Mundo confessam que, “encorajados” pelos “anti-globalização”,
trabalham para a mesma causa. Mark Malloch e John Ruggie, ambos representando a
ONU em Davos, disseram que “a organização trabalha por algumas das mesmas
causas da outra mesa...” (Agência Estado, 28/1/01).
O
Ministro Francês do Comércio Exterior, François Huwart, declarou em Porto
Alegre querer defender a visão socialista “de uma globalização equânime e
solidária”. (OESP, 25/1/01).
É
por isso que as propostas, tanto de Davos quanto de Porto Alegre, acenam para um
estado de coisas anárquico-socialista, radicalmente oposto aos princípios e
valores que formam a Civilização Cristã.
Bernardo Martins
|
Ver o estudo completo sobre os erros do "Davos
x Porto-Alegre" |
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A destruição
da inocência
Aspectos
maravilhosos da existência – indispensáveis sobretudo aos horizontes
infantis como meio de elevar o espírito, abrir o descortino e estimular
sadiamente a imaginação – estão sendo espantosamente atacados pelo filme Shrek, com apoio da mídia.
Shrek
é o nome do herói. Trata-se de um desenho animado, produzido mediante
computador, que exibe como herói um monstro verde, malfazejo e mal cheiroso,
vivendo numa espécie de pântano situado numa fossa de imundícies.
Os
encenadores desse desenho animado reconhecem que seu objetivo é "fazer
explodir os mitos como o da beleza, além de maltratar os heróis dos contos de
fada".
Hoje,
a criança e o adolescente convivem cada vez mais com um mundo de horror
diametralmente oposto à reta formação tão necessária para que a sociedade
caminhe nas sendas da virtude e do bem.
Aparições
em Ruanda
Foi numa das nações mais afligidas pela fome e pelos conflitos étnicos, na cidade de Kibeho, Ruanda, que Nossa Senhora apareceu às jovens Alphonsine Mumureke, Nathalie Mukamazimpa, Marie Claire Mukangango.
A primeira aparição foi no dia 28 de novembro de 1981 e continuaram nos seis meses seguintes. Nas visões, Nossa Senhora insiste na prática da oração, da penitência e da emenda de vida. Numa das aparições a Mãe de Deus estava triste, contrariada, verdadeiramente “em cólera”.
Os
videntes contaram ter ouvido dos lábios da belíssima Senhora envolta num traje
esplendoroso vários alertas aos homens de hoje, como: “Os pecados são mais
numerosos que as gotas do mar”. “O mundo corre em direção à ruína”.
“O mundo está cada vez pior”.
Ouvirão
os homens mais este apelo de Nossa Senhora?
Ditadura
em família
HAVANA
– A esquerda pode ficar tranqüila: já existe um ditador se aquecendo pata
entrar em campo. Menos de uma semana depois de desmaiar durante uma arenga que já
durava mais de duas horas, Castro tornou pública a escolha de seu irmão Raúl
para sucedê-lo... Tido como comunista intransigente e dogmático mas sem os
“fluidos” do irmão, poderia ele representar o fim do regime comunista em
Cuba.
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Nossas escolas
insistem em ensinar o Evolucionismo como um fato indiscutível
Desde as primeiras séries
de nossos estudos vimos sendo familiarizados com uma explicação – no mínimo
estranha – sobre a origem da vida: a teoria da evolução de Charles Darwin,
soberana nos manuais de colégio.
No entanto, um grande número
de escolas norte-americanas está excluindo de seus currículos o ensino do
darwinismo. O motivo? Um fato certamente de pouca importância – e talvez por
isso nunca seja mencionado no Brasil – : a evolução das espécies jamais foi
provada cientificamente.
Paleontologia:
faltam evidências
São extraordinárias as
falhas e incongruências da teoria darwiniana. Há muito, ela deixou de ser unânime
entre os pesquisadores, pois carece de métodos científicos e vem sendo
desmentida por vários ramos da ciência. A paleontologia é atualmente o
principal argumento contra tal teoria.
Observando
o documento fóssil, fica claro a existência de uma sucessão hierárquica das
formas de vida ao longo do tempo. Quanto mais antigos os estratos fósseis, mais
inferiores são as espécies da escala biológica.
Esse
aumento da complexidade das formas de vida no decorrer da história é bastante
utilizado pelos evolucionístas como uma argumento a favor de suas hipóteses.
Coloca-se esses animais em seqüência e tem-se a impressão de que uns
descendem dos outros, como se constituíssem um filão genealógico, desde as
formas de vida mais simples, até as atuais.
Mas
há um problema que não pode ser ignorado: se a evolução de uma ameba, ao
longo da história, deu-se de modo a resultar em seres mais complexos até
chegarmos à vastidão infindável de organismos que temos hoje, então seria
imprescindível que tenham existido milhares de formas de transição dos seres,
passando de uma espécie até se tornarem outra, sucessivamente.
No
que dependesse de Darwin seria assim. Entretanto, nunca foram encontrados esses
animais de transição ¾
os elos perdidos ¾ entre as espécies.
Essa
descontinuidade no registro fóssil é tão contundente para o evolucionismo,
que o próprio Darwin afirmou que “talvez
fosse a objeção mais óbvia e mais séria” à sua teoria. A confirmação
da hipótese evolucionista ficou condicionada ao encontro dos elos perdidos. Mas
passaram-se dois séculos e ainda continuam perdidos.
Quando
vemos o aparecimento de novidades evolutivas, ou seja, o aparecimento de novos
grupos de plantas e animais, isso ocorre como um estrondo, isto é abruptamente.
Não há evidências de que haja ligações entre esses novos grupos e seus
antecessores. Até porque, em alguns casos, esses animais estão separados por
grandes intervalos de até mais de 100
milhões de anos.
O
Dr. G. Sermont, especialista em genética dos microorganismos, diretor da Escola
Internacional de Genética Geral e professor da Universidade de Peruggia e R.
Fondi, professor de paleontologia da Universidade de Siena, no livro Dopo
Darwin. Critica all’ evoluzionismo, afirmam nesse sentido que:
“é se constrangido a reconhecer que os fósseis não dão mostras de fenômeno
evolutivo nenhum... Cada vez que se estuda uma categoria qualquer de organismos
e se acompanha sua história paleontológica... acaba-se sempre, mais cedo ou
mais tarde, por encontrar uma repentina interrupção exatamente no ponto onde ¾ segundo a hipótese evolucionista ¾ deveríamos ter a conexão genealógica com uma
cepa progenitora mais primitiva. A partir do momento em que isso acontece,
sempre e sistematicamente, este fato não pode ser interpretado como algo secundário,
antes deve ser considerado como um fenômeno primordial da natureza.”
O
exemplo mais gritante de descontinuidade no registro fóssil é o que
encontramos na passagem do Pré-Cambriano (primeira era geológica), para o
Cambriano. No primeiro encontramos uma certa variedade de microorganismos: bactérias,
algas azuis etc. Já no Cambriano, repentinamente, o que surge é uma infinidade
de invertebrados, muito complexos: ouriços-do-mar, crustáceos, medusas,
moluscos... Esse fenômeno é tão extraordinário que ficou conhecido como
“explosão cambriana”.
Ora,
se a evolução fosse uma realidade, o surgimento dessa vasta gama de espécies
do Cambriano deveria imprescindivelmente estar precedida de uma série de formas
de transição entre os seres unicelulares do Pré-Cambriano e os invertebrados
do Cambriano. Nunca foi encontrado nada no registro fóssil. Esse é, aliás, um
ponto que nenhum evolucionista ignora.
Outro
fato é que os organismos sempre permanecem os mesmos, desde quando surgem, até
a sua extinção e quando muito, apresentam variações dentro da própria espécie.
Ainda
mesmo que um animal apresentasse características de dois grupos diferentes, não
poderia ser tratado como um elo real enquanto os demais estágios intermediários
não fossem descobertos.
A riqueza das informações
fósseis vem servindo contra os postulados evolucionístas. Várias hipóteses
de seqüências evolutivas foram descartadas ou modificadas, por se tratarem de
alterações no registro fóssil (tal como a evolução do cavalo na América do
Norte).
O
próprio pai da paleontologia, o Barão de Couvier, vislumbrou, nessa sucessão
hierárquica do dos seres vivos, ao invés de uma evolução, uma confirmação
da idéia bíblica da criação sucessiva. As grandes durações da história
geológica, que à primeira vista parecem favorecer as especulações dos
evolucionístas, fornecem, muito pelo contrário, objeções.
Cabe
lembrar que Santo Agostinho, analisando a criação em seis dias no Gênesis,
tem o cuidado de não interpretar dia
como intervalo de 24 horas. O Santo Doutor interpreta
dia como sendo luz, e luz dos anjos
testemunhando a criação de Deus. Os seis dias falam de uma ordem na criação,
e não propriamente de uma medida de tempo.
O
mistério dos fósseis vivos.
Outra
objeção à filogênese (evolução genealógica) é apresentada pelos fósseis
vivos. Qual a razão que levou várias espécies, gêneros e famílias a
atravessarem muitos “milhões de anos” (nas contas dos evolucionistas, é
claro), sem sofrer o processo evolutivo que os evolucionístas gostariam de
encontrar?
O celacanto é um peixe que aparece em estratos de 300 milhões de anos atrás. Conhecem-se fósseis desse peixe até em estratos do começo da era cenozóica, isto é, até 60 milhões de anos atrás. Pensava-se que o celacanto tivesse existido durante esse intervalo de tempo de 240 milhões de anos. Acontece que de 1938 para cá, vários espécimes, vivos e saudáveis, foram pescados no Oceano Índico.
Quer
dizer: esse peixe atravessou 300 milhões de anos até nossos dias, enquanto
que, de acordo com os evolucionístas, ao longo dessa duração houve evoluções
de peixes em anfíbios, anfíbios em répteis, e répteis em mamíferos. (Obs:
para o presente estudo, utilizamos a contagem de tempo hipotética dos
evolucionistas. Sem que isso signifique uma adesão a esses números que buscam
justificar a evolução).
Os
foraminíferos e radiolários são seres unicelulares, cujas carapaças são
responsáveis por grandes espessuras nas rochas sedimentárias. Os foraminíferos
constituem uma das ordens biológicas que aparecem no Pré-Cambriano e que
existe até hoje. Vários organismos se extinguiram ao longo do tempo que vai da
era paleozóica superior a nossos dias.
Também
fato científico estranho à Teoria.
Porque esta faz remontar a origem dos animais pluricelulares aos animais
unicelulares. Como explicar, então, que os foraminíferos e radiolários não
se transformaram em animais pluricelulares, ao longo de tão dilatada história
biológica? Grande mistério...
Seleção
Natural: mecanismo anti-evolução
Alguém poderia
perguntar: e a seleção natural, ocorre? Sim, ocorre. Mas não como Darwin a
concebeu. Vejamos o famoso exemplo das mariposas da Inglaterra. Inicialmente
elas tinham coloração clara. Acontece que a Revolução Industrial trouxe
grande emissão de poluentes e os troncos das árvores ficaram mais escuros.
Decorrido algum tempo, as mariposas teriam “evoluído”, tornando-se escuras.
Durante muito tempo,
insistia-se que esse fosse um nítido caso de evolução. Mas o advento da genética
mendeliana encarregou-se de negá-lo. Sabe-se hoje que, qualquer mudança nas
características de uma espécie só ocorre por estar “contida” no seu
material genético e a variação dar-se-á nos limites da carga genética dessa
espécie, não passando disso. É o que aconteceu com as mariposas inglesas.
Elas eram claras e
tornaram-se escuras porque em seu conjunto genético havia uma variação genética
para a cor escura. As mariposas continuavam e continuam sendo mariposas. Assim
como continuam a nascer mariposas claras.
Não
houve, portanto, evolução. Na verdade, a seleção natural ocorre para que os
seres permaneçam vivos em um meio ambiente cambiante. E à medida que
possibilita a predominância das características mais vantajosas ou superiores
em um determinado meio, torna os indivíduos mais parecidos e não mais
diferentes. Portanto, não opera, uma diversificação. Ela trabalha como uma
força conservadora.
Ademais, se a evolução
existisse realmente, a seleção natural se encarregaria de barrar o seu
processo, pois os seus mecanismos de atuação são antagônicos. Um ser vivo
que desenvolvesse uma característica nova (patas, asas, olhos...) não se
beneficiaria enquanto ela não estivesse absolutamente desenvolvida. Ao contrário,
seria prejudicial. Por que a seleção natural iria favorecer um animal com um
órgão em formação? Essa característica nova, além de não cumprir as funções
da estrutura que a deu origem, ainda não desempenha a sua própria função
porque ainda está em desenvolvimento.
Assim, pela teoria da
evolução houve evoluções de peixes em anfíbios, anfíbios em répteis, e répteis
em mamíferos e aves. Ora, um peixe que estivesse desenvolvendo características
de anfíbios, patas por exemplo, nem nadaria e nem se locomoveria com destreza
porque suas nadadeiras estariam se convertendo em patas. Pois bem, a seleção
natural se encarregaria de eliminá-lo, por sua debilidade.
Golpe
derradeiro: a genética
Quando ficou patente que
a seleção natural por si só era incapaz de explicar o processo evolutivo as
mutações foram escolhidas como uma tentativa de salvar a teoria evolucionista.
As mutações constituem
a única hipótese potencialmente capaz de gerar uma característica nova.
Entretanto, elas não ocorrem para adaptar o organismo ao ambiente e nem há
condições de se saber o gene a sofrer mutações. É um processo absolutamente
fortuito.
Erros de leitura do DNA – o
que é realmente raríssimo – causam as mutações. A mutação só acontece
se a alteração no DNA modificar o organismo. Em geral, esses erros não
provocam nenhum resultado porque o código genético está engendrado de modo tão
formidável, que torna neutras as mutações nocivas. Mas quando geram efeitos,
eles são sempre negativos.
Com
efeito, não há registro de mutações benéficas e a possibilidade delas
existirem é tão reduzida que pode ser descartada. Em seres humanos, existem
mais de 6 mil doenças genéticas catalogadas, por exemplo, melanoma maligno,
hemofilia, alzheimer, anemia falciforme. Essas doenças – e grande parte das
catalogadas – foram localizadas nos genes correspondentes. Assim se todas as
mutações que as causaram fossem corrigidas, teríamos uma espécie de homem
perfeito. Esse é, aliás, um indício de que esse homem perfeito tenha
existido, como é ensinado no Gênesis.
A genética, ao invés de
corroborar a hipótese evolucionista, desacreditou-a ainda mais. Atestou a
impossibilidade de que um organismo deixe de ser ele mesmo. As famosas experiências
do biólogo T. Morgam com a mosca da fruta (geralmente citadas em manuais
escolares) elucidam muito bem essa questão: As mutações, em geral, mostram
deterioração, desgaste ou desaparecimento geral de certos órgãos; nunca
desenvolvem um órgão ou função nova; a maioria provoca alterações em
caracteres secundários tais como cor dos olhos e pelos, sendo que, quando
provocavam maiores modificações, eram sempre letais; os mutantes que se
equiparam à mosca normal, no que diz respeito ao vigor, são uma minoria e,
mutantes que tenham sofrido um desenvolvimento realmente valioso na organização
normal, em ambientes normais, são desconhecidos.
Darwin
fraudou
E se a realidade não
colabora, pior para ela, diria Darwin. Os escândalos sobre falsificações
foram uma constante na história do evolucionismo. O próprio pai da teoria
fraudou. No seu livro “As expressões das emoções no homem e nos animais”
foi utilizada uma série de fotografias forjadas a fim de comprovar suas hipóteses.
E ainda recentemente foi descoberto mais um embuste: o archeoraptor. Com uma imaginação bem apurada, muitos aclamavam esse achado como sendo a ligação entre as atuais aves e os dinossauros. Não passava de uma mistura mal-ajambrada de peças de diversos fósseis.
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Estamos diante de um fato
insólito na história da ciência. A teoria da evolução, de Darwin a nossos
dias, não só não se confirmou, mas se tornou cada vez mais insustentável.
Entretanto, ela continua sendo defendida e propalada
como verdadeiro dogma. É
uma vaca sagrada contra a qual ninguém tem o direito de discordar, apesar de
seu inteiro despropósito.
Porque tanta insistência?
Haverá por detrás disso uma segunda intenção de seus propugnadores (ou pelo
menos de uma parte deles)? Engels dá-nos uma pista numa de suas cartas a Marx:
“o Darwin que estou lendo agora é magnífico. A teologia não estava destruída
em algumas de suas partes, e agora isso acaba de acontecer”.
Reside
nisso toda a questão. Aceita-se o evolucionismo para não se aceitar a Deus.
Desde a sua origem, essa teoria esteve impulsionada mais pelo desejo de prover o
ateísmo de fundamento científico, do que em encontrar a origem das espécies.
Atribuir
ao acaso toda a ordem perfeita e harmônica do universo é um inteiro disparate.
O cientista que toma essa atitude joga para trás todos os parâmetros científicos
(em nome dos quais ele fala)e lança mão de argumentos filosóficos que a própria
ciência já desmentiu.
É
impossível admitir o acaso como resposta para um fenômeno tão manifestamente
racional como é o finalismo presente na organização do mundo. Mesmo Darwin
sabia o quanto eram absurdas as suas formulações, e admitiu a que fins elas
serviam: “estou consciente de que me
encontro num atoleiro sem a menor esperança de saída. Não posso crer que o
mundo, tal como vemos, seja resultado do acaso, e, no entanto, não posso
considerar cada coisa separada como desígnio divino.”
Por
tudo isso é que a teoria da evolução não pode reclamar para si a denominação
de científica. A obstinação e a atitude de seus adeptos demonstram que o
evolucionismo consiste em um movimento filosófico e religioso.
É
uma concepção do universo para a qual nada mais é estável, tudo está
sujeito a um eterno fluir. E mais ainda, tudo quanto há na vida social, desde o
direito até a religião, foi fruto da evolução, inclusive a idéia de Deus.
Essa
teoria se espalhou para todos os campos do conhecimento, sobretudo nas ciências
humanas. E seus resultados foram funestos, não só para a pesquisa, mas também
no campo prático, basta lembrar que ela serviu de
fundamento para as mais mortais concepções de
Estado que já existiram: o comunismo e o nazismo.
O
evolucionismo funciona como fundamento do relativismo contemporâneo. Fato esse
, aliás, o único capaz de explicar o porque de se defendê-lo com tanta contumácia,
pois, uma vez derrubado este bastião,
não há nada que justifique a ideologia relativista, nem na ciência e nem no
senso comum das pessoas.
Enfim,
encerramos mencionando a Quinta Via de
Santo Tomás de Aquino, em que o Doutor
Angélico lembra que a teleologia (fim inteligente) presente em todo o
universo reclama a necessidade de Deus. “Vemos
que algumas coisas, como os corpos naturais, carentes de conhecimento, operam em
vista de um fim; o que se conclui de operarem sempre ou freqüentemente do mesmo
modo, para conseguirem o que é ótimo; donde resulta que chegam ao fim, não
pelo acaso, mas pela intenção. Mas, assim como a seta é dirigida pelo
arqueiro, os seres sem conhecimento não tendem ao fim sem serem dirigidos por
um ente conhecedor e inteligente. Logo, há um ser inteligente, pelo qual todas
a coisas naturais se ordenam ao fim, e a que chamamos Deus.”
Mauro Corrêa
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Há
mais alegria numa sociedade austera e cristã do que nas ilusões do demônio,
da carne e do mundo
Cena
colhida na Itália depois de uma tempestade. A natureza recobrou seus aspectos
risonhos, e, acompanhada de
seus filhos, quiçá de seus netos, uma camponesa já
velha galga uma ladeira. No caminho de terra, de um e de outro lado, não há
cinemas, nem bares, nem vitrines, nem anúncios vistosos. Neste grupo ninguém
sonha em ter “cadillac” ou sequer “lambretta”.
Entretanto,
como são saudáveis, como suas almas transbordam dessas alegrias simples e
fundamentais da vida do campo, que a tradição milenar da austeridade cristã
lhes faz tanto bem sentir. Estão alegres porque têm saúde, porque o ar é
puro, porque estão radicados num ambiente de família cheio de amor sem
sentimentalismo, mas rico em senso de sacrifício e mútua dedicação.
Estamos
longe de menosprezar os bens que a civilização e a cultura proporcionam. Mas
vivemos uma época em que, por um desvio do neopaganismo, a civilização e a
cultura despertam no homem ambições insaciáveis, e os prazeres artificiais
destroem o sentido cristão da austeridade e do sacrifício. As paixões
desencadeadas eliminam um certo frescor de alma, pelo qual se podem degustar as
satisfações temperantes de uma vida cotidiana consagrada à oração, ao dever
e à família. E para as vítimas desse processo, a existência se transforma
numa corrida trágica à procura do ouro, ou numa farândola frenética dos
prazeres da carne.
A
vida não nos foi dada para sermos felizes, mas para rendermos glória a Deus.
Porém, importa notar que até do ponto de vista da felicidade terrena o
neopaganismo é péssimo negócio, pois há mais alegria numa sociedade austera
e cristã, do que nas pompas falaciosas de uma supercivilização – ou talvez
melhor uma pseudocivilização – que pôs toda a sua felicidade nos deleites
da sensualidade ou nas ilusões do dinheiro.
Um
flagrante colhido na Rua Mouffetard, em Paris. Empunhando duas garrafas um
menino caminha rumo à casa.
Leva o abastecimento de dois dias regalados: sábado
e domingo.
Trata-se
evidentemente de um menino de meio muito simples, vestido com extrema modéstia
se bem que sem penúria. Em meios como o seu, se conserva uma casta e austera
alegria de viver, uma vida cotidiana simples, trabalhosa, mas inspirada direta
ou indiretamente pelo influxo sobrenatural e benfazejo da fé.
Numa
tal situação acumulam-se reservas de paz de alma que vibram com qualquer
pequeno regalo suplementar e com ele se contentam. Na mesa de uma família
assim, basta um pouco de largueza maior no comer e no beber, para ocasionar uma
grande alegria.
Mais uma vez, com isso se vê que não são as sobras do ouro e muito menos os excessos da luxúria que dão ao homem a medida de felicidade possível nesta terra. Pelo contrário, é na mortificação, na sobriedade, na integração séria e afetiva em uma vida cotidiana normal e por vezes penosa, que o homem adquire aquele virtuoso equilíbrio que lhe dá o gosto de viver.
Mas,
depois que a humanidade abandonou Jesus
Cristo e a sua Igreja Santa, todos estes valores morais que vivem na seiva da
graça começaram a declinar.
Quando o demônio promete algo ao homem, é precisamente isto que ele lhe roubará. E ao homem do ocidente, desde os albores de sua apostasia no século XIV, o que o demônio vem prometendo é uma civilização que multiplique pela técnica as riquezas e os deleites da volúpia, produzindo uma maior alegria de viver! A tal ponto a mentira foi total, que a Igreja, pelos lábios de Pio XII, numa mensagem de Natal, teve de proteger contra o desespero milhões de almas que, presas nas garras desta civilização, chegaram a sustentar que vida é um mal, o universo um erro, e Deus um mito.
(Revista Catolicismo)
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A
Reforma Agrária não é uma questão econômica ou social, mas política e
ideológica
O
deputado Francisco Graziano, um agro-reformista agredido pela realidade,
ex-presidente do INCRA, professor e doutor em economia agrícola, fala com
autoridade de quem conhece a fundo a Reforma Agrária tanto no campo econômico
e social quanto no campo ideológico. Ademais, Graziano é inteiramente
insuspeito para falar do assunto. Ele confessa: “Eu sou um cara da esquerda,
que continua de esquerda”.
Suas
denúncias sobre o fracasso da Reforma Agrária versam sobre uma realidade que
se tornou tão evidente que dispensa demonstração.
A
Reforma Agrária no Brasil constitui um fracasso reconhecido, mas misteriosa e
teimosamente sustentado. É claro que a Reforma Agrária vem sendo um fracasso
em matéria de produção. Portanto, também em matéria social, pois que
melhora social pode ter quem está condenado a viver num assentamento de miséria?
O
fracasso econômico e social dos assentamentos aí está fartamente documentado.
Mas a Reforma Agrária prossegue. Como explicar isso, a não ser pelo fato de
que a Reforma Agrária não é feita em função da produção nem do bem-estar
social do agricultor, mas sim com objetivos outros, de índole ideológico-igualitária?
A
Reforma Agrária prosseguiu e deu no que tinha de dar. Um tumor pode ser
ocultado aos olhos de outrem durante algum tempo, mas, à medida que cresce,
tende a explodir. A Reforma Agrária explodiu. As denúncias de Graziano estão
publicadas no Informativo Rural, nº 65 e no “OESP” (22-5-2000).
Desvios
de verbas, venda de terras pagas pelos contribuintes e desperdício de
investimentos ultrapassam R$ 12 bilhões a fundo perdido. O MST cada vez mais
rico e os pequenos agricultores cada vez mais pobres. O governo tem se torcido e
contorcido para provar que faz o maior programa de Reforma Agrária do mundo e não
vai conseguir fazer a Reforma Agrária funcionar, a Reforma Agrária acabou.
O
governo já distribuiu 12 milhões de hectares de terras. Qual foi a produção
que trouxe todo esse investimento? O programa tem mais terras do que a área agrícola
de São Paulo, Paraná e Minas Gerais somados, mas não apresentou produção.
O
MST é apenas um movimento político que quer tomar pela força os meios de
produção e o poder. Não se pode continuar dando um sítio, um trator e um
monte de dinheiro para o contemplado fazer o que quiser; é melhor criar
empregos e garantir a compra da produção.
Os números que refletem os resultados da Reforma Agrária são trágicos. Estatísticas mostram que 25% dos assentados abandonam seu lote no primeiro ano e 35% caem fora no segundo ano. Não dá para corrigir os desvios porque, hoje, há mais de 2,3 mil assentamentos e o INCRA perdeu o controle do barco.
Jungmann
fez um esquema com ONGs e cooperativas do MST. Contratou técnicos ligados ao
MST. Resultado: o MST está rico, muito rico, com dinheiro de sobra para fazer
manifestações no Brasil inteiro, graças ao desvio de recursos proporcionados
pelo próprio INCRA. O Jungmann sabia disso.
É
enorme a quantidade de bandidos e marginais que se disfarçam de sem-terra para
invadir fazendas. Não adianta tirar os excluídos da periferia das cidades para
excluí-los na zona rural, criando favelas no campo”. Diante dessas denúncias,
só cabe repetir:
Delenda Reforma Agrária! É preciso acabar com essa Reforma Agrária e implantar uma política agrícola autêntica.
* Para ler outras matérias sobre o MST, visite a
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