Psicose Ambientalista
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Nova Era: uma revolução silenciosa ameaça a Civilização Cristã

| 13 de outubro de 2008 | 50 Comentários
Frederico R. de Abranches Viotti

Impregnado de mística esotérica de origem oriental, o movimento denominado Nova Era, como uma verdadeira serpente naja, seduz muitas almas que dele se aproximam, hipnotizadas por seu encanto mágico e pela promessa de “ser como deus”.

O leitor provavelmente já observou, tanto em livrarias quanto em lojas de discos, seções com o título New Age (ou Nova Era). E que esse material é oferecido ao público, em diversas cidades do Brasil, mesmo em livrarias que se apresentam como católicas.

Estamos sendo, na realidade, agredidos por uma invasão silenciosa de um dos maiores inimigos da Civilização Cristã.

Nestes dois mil anos de cristianismo, nunca a sociedade esteve tão influenciada por idéias ocultistas, esotéricas, mágicas ou pseudo-místicas, como nos dias de hoje.

Corrompido pela decadência moral e pelo enfraquecimento dos princípios religiosos, o Ocidente é invadido por uma grande variedade de práticas contrárias à Santa Igreja.

Com efeito, assistimos hoje ao surgimento de diversas correntes religiosas — também denominadas filosóficas — que se infiltram entre os católicos e operam uma verdadeira revolução silenciosa.

O diretor da “Folha de S. Paulo”, Otávio Frias Filho, assim descreveu essa situação:

“1. Todos os deuses, todas as crenças, todos os sistemas religiosos serão aceitos ao mesmo tempo. Como os antigos romanos, toleraremos todos exatamente por não acreditar a fundo em nenhum deles. 2. Nossa fé se reduziu à crença numa energia cósmica qualquer, uma “força”. […] 4. Gnomos, espíritos, magos, anjos, duendes, demônios – um cortejo de quimeras extintas pela luz elétrica – ressuscitam, assim, no ecletismo da nova religião, a mais relativista que já houve, apta a admitir quaisquer fantasias e ignorar contradições entre elas”.1

A nova mentalidade começa a invadir, infelizmente, até ambientes católicos!

Trata-se, como veremos, de um movimento organizado (e não espontâneo, como julgam alguns), direcionado contra a Religião de Nosso Senhor Jesus Cristo, e que, por vezes, até se apresenta comocristão.

Seu nome? Não poderia ser mais genérico: Movimento Nova Era (ou, em inglês, New Age).

Nova Era: o disfarce sedutor do demônio  

Monstro demoníaco, "divindade" da nova pseudo-religião

Movimento Nova Era (MNE) é a reunião de várias correntes esotéricas diferentes que, agora falando a mesma língua, almejam, segundo seus adeptos, o fim da chamada Era de Peixes e a instauração daEra de Aquários.

Durante as perseguições romanas, os primeiros católicos usavam alguns símbolos como identificação de sua Fé. Um deles, presente nas catacumbas e em vários objetos da época, era o peixe, que em grego, escreve-se ixtus, cujas letras são as iniciais de Iéssus Xcristós Teou Yiós Sotér (Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador).

Essa Era de Peixes, que desejam extinguir, significa o Reino de Cristo na História, o cristianismo!

Para alcançar seus objetivos, tais organizações não raramente se revestem de uma aparência cristã e difundem mensagens pacifistas, ecológicas e filantrópicas. Todavia, por trás dessa capa, seguem elas uma doutrina esotérica e iniciática.

Já Nosso Senhor advertia: “Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos ferozes. Pelos seus frutos os conhecereis” (Mt 7, 15).

O cristianismo: Religião revelada por Deus

Mosaico antigo com peixes, símbolo do cristianismo

“Não penseis que vim revogar a Lei e os Profetas. Não vim revogá-los, mas dar-lhes pleno cumprimento, porque em verdade vos digo, até que passem o céu e a terra, não será omitido nem um só i, uma só vírgula da Lei, sem que tudo seja realizado” (Mt 5, 17).

Com o cristianismo completou-se a Revelação oficial, iniciada desde o Paraíso.

Nesse sentido, ao contrário do que dizem os adeptos da Nova Era, o cristianismo não é uma era histórica, mas o cumprimento da obra redentora de Nosso Senhor Jesus Cristo, guardada desde o Paraíso até a consumação dos séculos. Ele instituiu sua santa e única Igreja, ensinando e consolidando sua doutrina e convidando seus filhos à bem-aventurança eterna.

Esoterismo e iniciação contra o cristianismo

Mosaico representando São Paulo

São Paulo já previa numa de suas epístolas: “O Espírito diz expressamente que nos últimos tempos alguns homens renegarão sua fé, dando atenção a espíritos sedutores e doutrinas demoníacas” (1 Tim. 4,1).

A doutrina da Nova Era é esotérica, isto é, tem sua parte principal escondida, oculta, acessível apenas a pessoas iniciadas, que são lentamente levadas a negar o cristianismo.

Para essa transformação interna de cada homem, tais organizações utilizam rituais e práticas específicas, através das quais difundem sua doutrina, de fundo panteísta. Como veremos, essa doutrina não passa de uma reedição das antigas heresias panteístas, agora com roupagem nova.

“A Conspiração Aquariana” — manual da Nova Era

Capa do livro A Conspiração Aquariana

Nova Era não se apresenta como um movimento unificado, sob a direção de um líder único, mas é uma constelação de pequenos movimentos.

Podemos caracterizar o Movimento Nova Era como uma grande mobilização de pequenos grupos, dispersos em diversos locais mas unidos no mesmo pensamento e objetivo, que formam uma enorme rede de ação e abrange centenas de entidades, instituições e grupos, sem que todos necessitem estar em contato ou mesmo se conhecer. Ao menos é assim que ele é apresentado.

Essa mega-rede é descrita pela escritora Marilyn Ferguson, em seu livro A Conspiração Aquariana, considerado por muitos como a “bíblia” da Nova Era 2:

Marilyn Ferguson, autora de A Conspiração Aquariana

“Cada segmento [de uma rede] é auto-suficiente. Não se pode destruir a rede pela destruição de um dos líderes ou de algum órgão vital. O centro — o coração — da rede se encontra em todos os lugares. A Conspiração Aquariana é, na verdade, uma rede de muitas redes destinadas à transformação social. […] Seu centro está em toda a parte. […] A Conspiração não pode ser detida, porque é uma manifestação da mudança nas pessoas”.3

Fazem parte desse movimento entidades como: Renascer, Grande Fraternidade Universal, Nova Acrópole, Universidade Holística, Sociedade Internacional de Meditação, Centro de Estudos de Antropologia Gnóstica, Eubiose, Sociedade Teosófica, A Grande Pirâmide do Lago, Rosa Cruz Áurea, Perfeita Liberdade, Cidade da Paz, Movimento para Consciência de Krishna, Cadeia Mental Universal, Ordem dos 49, Clube Naturalista de Preservação da Vida, Himalaya Consultoria Vivencial, Abrasca (Associação Brasileira de Comunidades Alternativas), Legião da Boa-Vontade, Centro de Pesquisas de Discos Voadores, Fraternidade da Cruz e do Lótus etc.4

A transformação nas almas, método de conquista

Na introdução de sua obra, diz Marilyn Ferguson: “O ativismo social dos anos 60 e a ‘revolução da consciência’ do início dos 70 pareciam mover-se na direção de uma síntese histórica: a transformação social como resultante da transformação pessoal — a mudança de dentro para fora”.5

Essa nova tática de conquista da Revolução foi inúmeras vezes denunciada pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira. É a chamada Revolução Cultural, uma mudança gradual da vida cotidiana, dos costumes, das mentalidades, dos modos de ser, de sentir e de viver.6

O misticismo tribal e a extinção da razão

Em 1976, ainda no auge do comunismo, caracterizado como a III Revolução (a primeira é a pseudo-Reforma Protestante e a segunda a Revolução Francesa de 1789), Plinio Corrêa de Oliveira já demonstrava a metamorfose operada dentro do processo revolucionário rumo a uma IV Revolução – o tribalismo autogestionário e místico, hoje largamente incubado na Nova Era – denunciando suas características.7 Escreveu ele: “Bem entendido, o caminho rumo a este estado de coisas tribal [da IV Revolução] tem que passar pela extinção dos velhos padrões de reflexão, volição e sensibilidade individuais, gradualmente substituídos por modos de pensamento, deliberações e sensibilidade cada vez mais coletivos […].

“De que forma? — Nas tribos, a coesão entre os membros é assegurada sobretudo por um comum pensar e sentir, do qual decorrem hábitos comuns e um comum querer. Nelas, a razão individual fica circunscrita a quase nada. […]  Ao pajé incumbe manter, num plano místico, esta vida psíquica coletiva, por meio de cultos carregados de ‘mensagens’ confusas, mas ‘ricas’, dos fogos fátuos ou até mesmo das fulgurações provenientes dos misteriosos mundos da transpsicologia ou da parapsicologia”.8

Do Amor de si ao esquecimento de Deus:

O homem justo faz do “amor de Deus” o eixo de sua vida, pelo qual ele julga todo o resto, cumprindo o maior dos Mandamentos: “amarás o Senhor teu Deus de todo o coração de toda a alma, de todo o entendimento, e com todas as suas forças”(Mc, 12, 30)

Na mesma linha, o catecismo da Igreja ensina que a finalidade do homem é “conhecer, amar e servir a Deus”.

A santidade consiste em amar a Deus até o esquecimento de si mesmo, a ponto de ser um outro Cristo ou, nas palavras de São Paulo: “Já não sou eu quem vive, mas Cristo que vive em mim”.

Nesse amor sublime, fruto da inocência de alma, reside a verdadeira felicidade e o tesouro mais precioso de nossas almas, onde “o ladrão não chega, nem a traça rói”. (Lc. 12, 33)

Todavia, para os adeptos da Nova Era, não é a Deus que devemos conhecer e amar, mas a nós mesmos… Pois, segundo imaginam, Deus não é superior aos homens e digno de ser amado sobre todas as coisas, mas é igual aos homens!

Como conseqüência, o homem deve conhecer a si mesmo – através do que chamam de iluminação – e perceber que ele é “deus”.

Em outros termos, o igualitarismo, tantas vezes denunciado pelo magistério da Santa Igreja como oposto ao cristianismo (Ver Box 1, no final do artigo)., é agora exaltado até o destronamento de Deus.

Nova Era é a “religião” dos homens igualitários que se julgam “deuses”.

O igualitarismo corrompe a Criação

Cristo, Rei do Universo. Com uma tiara na cabeça e segurando o globo terrestre apoiado em Seu joelho, Cristo recebe a homenaem de soberanos representando as nações do universo

Deus, em sua infinita sabedoria, criou cada homem com suas características próprias e hierarquicamente dispostas.

Santo Tomás explica que é através dessa diversidade de características que se tem uma imagem mais perfeita de Deus. Os homens em seu conjunto, muito mais do que individualmente, formam um belíssimo mosaico refletindo as perfeições de seu Criador. 9

Por isso, diz a Sagrada Escritura que cada coisa feita por Deus era boa, mas o seu conjunto era “muito bom”. 10

Não podendo nada contra o Criador, o demônio investe contra o reflexo de Deus na criação e seduz os homens, através do orgulho, com a promessa utópica do igualitarismo.

“Sereis iguais a Deus”: a sedução da Nova Era

Com a mesma mentira com que seduziu Adão e Eva no Paraíso Terrestre [ver quadro ao final do artigo], a Serpente agora busca seduzir os homens do século XXI.

“Sereis iguais a Deus” (Gen. 3, 5). É o que promete a Nova Era para os que se deixam enganar pelo veneno igualitário do demônio.

É o orgulho levado às últimas conseqüências, mediante o qual o homem se esquece de Deus para amar a si sobre todas as coisas.

Lúcifer: o primeiro igualitário

Tu, desde o princípio, quebraste o meu jugo, rompeste os meus laços e disseste: – Não servirei!” (Jer 2, 20).

A esse brado igualitário de Lúcifer, que não desejou servir a seu Senhor, respondeu São Miguel: “Quem como Deus?”.11

Os anjos, assim como os homens, também tiveram sua prova, na qual deveriam escolher entre amar a Deus ou amar a si.

Os irmãos Gustavo e Sérgio Solimeo, em seu livro “Anjos e Demônios, a Luta Contra o Poder das Trevas”, assim se referem à prova dos anjos: “Segundo Santo Tomás de Aquino, essa soberba consistiu em que os anjos maus desejaram diretamente a bem-aventurança final, não por uma concessão de Deus, por obra da graça, e sim por sua virtude própria, como mera decorrência de sua natureza. Desse modo, quiseram manifestar sua independência em relação a Deus; eles recusaram assim a homenagem que deviam a Deus como seu criador e desejaram substituir-se a Ele e ter o domínio sobre todas as coisas: ‘ser como deuses’. (cf. Gen. 3, 5)”.12

Exatamente o que sustenta o Movimento Nova Era, é a salvação (bem-aventurança), não como obra da graça, mas como decorrência da própria natureza divina do homem.

Lúcifer: o anjo da “iluminação” esotérica

A queda dos anjos rebeldes

Antes da revolta dos anjos, segundo narra São João Bosco em sua conhecida História Sagrada, os anjos eram todos bons.

Lúcifer era o anjo mais belo que Deus havia criado.13 Deste fato resulta o seu nome, que significa aquele que ilumina, aquele que porta a luz: lúcifer.

“Eu via Satanás cair do céu como um relâmpago”(Lc 10, 18). Aquele que iluminava, agora vive nas trevas tentando os homens.

Para a Nova Era, o homem precisa atingir a consciência de que é deus, precisa se iluminar. A iluminação é o processo através do qual o homem perde a sua individualidade, entregando-se, como uma gota d’água no oceano, à grande energia primeira. Através dessa prática, o iniciado se reconhece divino, assim como todos os objetos, formando uma só energia com todos eles.

Panteísmo: a doutrina oculta do demônio

Gnomo, uma das "divindades" da nova pseudo-religião

A filosofia básica da Nova Era é o panteísmo. Segundo essa heresia, existe apenas uma realidade, que é a energia cósmica (que alguns chamam de deus), o resto é o maya (ilusão). Toda a diversidade de seres (sejam minerais, vegetais, animais ou mesmo espirituais) é uma ilusão dos sentidos, que tende a ver diferenças onde só existe igualdade. Tudo é manifestação de uma mesma energia, que é divina e espalhada em todas as coisas.

O demônio é o pai dessa doutrina que busca enganar os homens e fazê-los participantes de sua revolta. Diz São João:“Foi [o Demônio] homicida desde o princípio, e não permaneceu na verdade” (Jo 8, 44).

Nesse sentido, é revelador o poema escrito por Pierre Weil, um dos expoentes da Nova Era e reitor da chamada universidade holística14, em seu livro A Revolução Silenciosa, no qual resume o orgulho panteísta e igualitário desse movimento: Diz ele, sobre si mesmo: “Sou desprovido de nome, porque todo nome me limita. Porém, muitos nomes me deram. Sou Brahman. Sou Brahma, Vishnu e Shiva. […] Sou Jahvé. Sou Buda. Sou Cristo. Sou o Pai, com ou sem barba. Sou o Filho. Sou o Espírito Santo. Sou Allah, Sou Alfa e ômega, o começo e o fim. […] Sou energia. Sou a natureza. […] Sou Deus. Sou o Eterno. Sou Universo. […] Sou você dentro do teu corpo. Sou também o teu próprio corpo. […] Sou as partes que estão no todo. Sou o todo que está em todas as partes. […] Sou o homem. Sou a mulher. […] Sou sujeito, sou objeto, sou espaço entre os dois. […] Sou o autor. Sou o ator. Sou o papel. Sou a peça. Sou o espectador. […] Sou zero. Sou um. […] Enfim sou a tua alma através da qual desfruto da imensa bem-aventurança de ser consciente da própria bem-aventurança” 15

A reencarnação evolucionista

Imaginando-se deus, o adepto da Nova Era naturalmente é levado a negar a justiça divina (já que essa justiça pressupõe a existência de Deus superior aos homens) e, em seu lugar, aceita a doutrina espírita da reencarnação.

Contra essa doutrina, há o ensinamento formal de São Paulo: “Está decretado que o homem morra uma só vez, e depois disto é o julgamento”(Hb 9, 27).

Autoconhecimento e redenção

Nova Era afirma que o problema do homem não é o pecado, mas a ignorância. Conhecer-se a si mesmo, eis o lema da Nova Era.

Não é mais a Redenção de Nosso Senhor Jesus Cristo que abre as portas da eternidade, mas o próprio homem que se julga salvo pela sua natureza divina.

Desta forma, o supremo ato de amor de Deus é substituído pelo supremo ato de orgulho de quem julga ocupar o lugar de seu Criador.

Para esses adeptos, não há inferno, não há castigo, não há justiça. O erro (pecado) de uma vida não será castigado na eternidade, mas numa encarnação menos evoluída ou mais sofrida, onde aqui se faz, aqui se paga. É a chamada Lei do Carma.

Canalização da Energia Cósmica

Não é pensando que se ilumina, é mediante a meditação por dentro de si, mediante a canalização da energia por dentro do próprio corpo.

Para esse fim nos levariam o tarô, os búzios, quiromancia, astrologia, numerologia, cristais, certos tipos de medicina alternativa e de acupuntura etc. Tudo é usado para dar uma nova visão ao ser humano, uma nova maneira de experimentar a realidade.

Claro que várias dessas práticas abrangem um aspecto natural que pode produzir um resultado efetivo. Todavia, elas têm servido, em várias circunstâncias, para difundir a doutrina esotérica da Nova Era.

Os cristais e as pirâmides são muito usados pelos adeptos da seita, pois seriam uma maneira de canalizar essas energias e curar doenças, atrair prosperidade, levar a um grau de consciência superior.

Trata-se, na realidade, da volta ao paganismo primitivo, com suas milhares de superstições e idolatrias.

Nova Era é incompatível com a Fé Católica

Em seu Evangelho, São Mateus expõe a sábia advertência de Nosso Senhor: “Eis que eu vos envio como ovelhas entre lobos. Por isso, sede prudentes como as serpentes e sem malícia, como as pombas” (Mt 10, 16).

Dom Donald W. Montrose, enquanto Bispo diocesano de Stockton, na Califórnia, fez uma longa análise da influência satânica da Nova Era nos Estados Unidos. Em seu substancioso documento, afirma:

“Na superfície, o movimento New Age parece um movimento de paz. Entretanto, é ocultista, mesmo quando Satanás não é mencionado. O ‘deus’ da New Age não é o Deus do cristianismo. O ‘deus’ da New Age é uma espécie de energia impessoal que abarca o universo inteiro. Esta é uma forma de panteísmo. Não se deixem enganar pelas suas palavra sobre ecologia, a beleza do mundo natural, a fundamental bondade dos objetivos aparentes deste movimento. Não é um poder espiritual que vem de Deus, mas do reino da luz falsa e das trevas” 16.

E João Paulo II, em pronunciamento aos bispos norte-americanos, previne os fiéis sobre a Nova Era e sua deletéria influência entre católicos:

“As idéias do movimento New Age conseguem às vezes insinuar-se na pregação, na catequese, nas obras e nos retiros, e deste modo influenciam até mesmo católicos praticantes, que talvez não tenham a consciência da incompatibilidade entre aquelas idéias e a fé da Igreja. Na sua visão sincretista e imanente, esses movimentos […] tendem a relativizar a doutrina religiosa. […] Além disso, apresentam com freqüência um conceito panteísta de Deus, o que é incompatível com a Sagrada Escritura e com a Tradição cristã” 17.

Devoção a Nossa Senhora: o antídoto profético

Imagem da Imaculada de Quito, muito venerada no Equador: com uma corrente, jugula a cabeça do demônio

Nova Era é um dos venenos sedutores do demônio, que tenta os homens através do orgulho:“Amarás a ti mesmo sobre todas as coisas”, eis como se poderia  exprimir o lema da Nova Era.

Quando uma alma se deixa contaminar pelo amor próprio desordenado, fruto de seu orgulho, não há moral capaz de a controlar, não há mais verdade que ela não coloque em dúvida, não há hierarquia que ela não queira derrubar.

E como tudo isso é o oposto à Santíssima Virgem, que em sua humildade desejava ser a escrava da Mãe de Deus!

Nossa Senhora é o triunfo da humildade sobre o orgulho, do verdadeiro amor de Deus sobre a soberba igualitária.

Nesse sentido, escreve o grande missionário francês do século XVII e Doutor marial, São Luís Maria G. de Montfort: “O que Lúcifer perdeu por orgulho, Maria ganhou por humildade. O que Eva condenou e perdeu pela desobediência, salvou-o Maria pela obediência”18 · 

Em outro trecho, afirma ainda São Luís de modo profético sobre o papel da Mãe de Deus nos últimos tempos: “Por meio de Maria começou a salvação do mundo, e é por Maria que deve ser consumada” 19.

É o que aquele grande apóstolo mariano chama de Reino de Maria, no qual o império de Nosso Senhor estender-se-á sobre o “império dos ímpios, dos idólatras e dos maometanos” 20, estabelecendo sobre a Terra a plenitude do Reino de Cristo na História.

Todos que recorrem à Santíssima Virgem são atendidos

São Bernardo de Claraval, autor do "Lembrai-vos"

Fica o alerta: em nossas dificuldades, não procuremos soluções onde elas não existem; desconfiemos dessas práticas ocultistas, verdadeiras ciladas para a perdição das almas.

Pelo contrário, procuremos a solução verdadeira que Nosso Senhor Jesus Cristo nos concedeu: a intercessão de sua Santíssima Mãe que, misericordiosamente, também a nós foi dada como Mãe.  Procuremos aumentar nossa devoção a Ela, e assim seremos aliviados de nossos males, amparados em nossos problemas, atendidos em nossas súplicas.

É o que, de modo categórico, afirma o admirável Doutor da Igreja, São Bernardo de Claraval, em sua célebre e inspirada oração: “Lembrai-Vos, ó piíssima Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que têm recorrido à Vossa proteção, implorado a Vossa assistência e reclamado o Vosso socorro fosse por Vós desamparado. Animado eu, pois, com igual confiança, a Vós, ó Virgem entre todas singular, como a Mãe recorro, de Vós me valho, e, gemendo sob o peso de meus pecados, me prostro a Vossos pés. Não desprezeis as minhas súplicas, ó Mãe do Filho de Deus humanado, mas dignai-Vos de as ouvir propícia e de me alcançar o que Vos rogo. Assim seja”.

Box 1
Desigualdades na sociedade humana: doutrina pontifícia

São Pio X

São Pio X, no Motu proprio Fin dalla prima(18-12-1903), assim resume a doutrina de Leão XIII sobre as desigualdades na sociedade humana:

“I – A sociedade humana, tal qual Deus a estabeleceu, é formada de elementos desiguais, como desiguais são os membros do corpo humano; torná-los todos iguais é impossível; resultaria disto a própria destruição da sociedade humana.

“II – A igualdade dos diversos membros sociais consiste somente no fato de todos os homens terem a sua origem em Deus Criador; foram resgatados por Jesus Cristo e devem, segundo a regra exata dos seus méritos, ser julgados por Deus, e por Ele recompensados ou punidos.

“III – Disto resulta que, segundo a ordem estabelecida por Deus, deve haver na sociedade príncipes e vassalos, patrões e proletários, ricos e pobres, sábios e ignorantes, nobres e plebeus, os quais, todos unidos por um laço comum de amor, se ajudam mutuamente para alcançarem o seu fim último no Céu e o seu bem-estar moral e material na Terra” (Acta Sanctæ Sedis, Ex Typographia Polyglotta, Romæ, 1903-1904, vol. XXXVI p. 341, apud Plinio Corrêa de Oliveira,Nobreza e Elites Tradicionais Análogas nas alocuções de Pio XII ao Patriciado e Nobreza Romana, Livraria Civilização Editora, Porto, 1993, p. 296).

 Pio XI, na Encíclica Divini Redemptoris, afirma:

 “Deve-se advertir que erram de modo vergonhoso aqueles que opinam levianamente serem iguais, na sociedade civil, os direitos de todos os cidadãos, e não existir uma hierarquia social legítima” (Acta Apostolicæ Sedis, Vol. XXIX, Nº 4, 31/3/1937, p. 81, apud Plinio Corrêa de Oliveira, obra supracitada, p. 298).

Pio XII, Alocução aos trabalhadores da Fiat(31-10-1948):

Pio XII

“A Igreja não promete a igualdade absoluta que outros proclamam, porque sabe que o convívio humano produz sempre e necessariamente uma escala de graduações e de diferenças nas qualidades físicas e intelectuais, nas disposições e tendências internas, nas ocupações e nas responsabilidades” (Discorsi e Radiomessaggi di Sua Santità Pio XII, Tipografia Poliglotta Vaticana, vol. X, p. 266, apud Plinio Corrêa de Oliveira, obra supracitada, p. 299). Santo Tomás de Aquino trata da questão da desigualdade, especialmente na Suma Teológica, I, Q. 47, a. 2

*   *   *

A serpente no paraíso terrestre: prefigura da Nova Era

No Paraíso, o demônio, que tinha sido expulso do Céu pelo seu ato de orgulho e levado pela inveja, tomou a forma de uma serpente e tentou Eva para que ela comesse do fruto proibido: “De modo algum morrereis, e Deus sabe muito bem disso; ao contrário, se dela comerdes, abrir-se-ão vossos olhos, sereis iguais a Deus, conhecereis o bem e o mal” (Gen. 3, 5).

Após o Pecado Original, Deus, voltando-se para a serpente, disse-lhe: “Estabelecerei inimizade entre ti e a mulher [Nossa Senhora], entre a tua descendência e a dela; ela te esmagará a cabeça e tu procurarás mordê-la no calcanhar” ¹.

São Luís Maria Grignion de Montfort assim explica esse trecho da Sagrada Escritura: “Uma única inimizade Deus promoveu e estabeleceu, inimizade irreconciliável que não só há de durar, mas aumentar até ao fim: a inimizade entre Maria, sua digna Mãe, e o demônio; entre os filhos e servos da Santíssima Virgem e os filhos e sequazes de Lúcifer.”².
_______________________

1 – É praticamente unânime a posição dos grandes teólogos de que a mulher referida é Nossa Senhora, chamada também de Nova Eva, Mãe do Novo Adão, que é Nosso Senhor Jesus Cristo.

2 – São Luís G. de Montfort, Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, ed. Vozes, Petrópolis, p. 54.

Notas:

1 – “Folha de S. Paulo” — Revista Mais!, 13-10-02.
2 – Ferguson, Marilyn (1993), A Conspiração Aquariana: Transformações Pessoais e Sociais nos Anos 80; Ed. Record, Rio de Janeiro, 1993.
3 – Idem., pp. 201 a 205.
4 – A esse respeito, ver: Dioclécio Luz,  Roteiro Mágico de Brasília; vol. I e II., Codeplan, 1986.
5 – Op. cit., p. 18.
6 – Cfr. Plinio Corrêa de Oliveira, Revolução e Contra-Revolução, Artpress, São Paulo, 1982, III Parte.
7 – Idem, ibidem.
8 – Idem, Parte III, cap. III, 2.
9 – Cfr. Summa Teológica, I, Q. 47, a2, c.
10 – Gênesis, 1, 31 e Suma Teológica, I, Q. 47, a.2, c.
11 – A expressão “Quem como Deus?” é a tradução do nome Miguel em hebraico.
12 – SOLIMEO; Gustavo Antônio e Luiz Sérgio (1994); Anjos e Demônios – a Luta Contra o Poder das Trevas; São Paulo, ed. Artpress; 1994.
13 – São João Bosco, História Sagrada, Ed. Salesiana, 1965, p. 13.
14 – Holismo é uma palavra que se refere a tudo (holos): tudo é a mesma energia divina.
15 – Weil, Pierre; A Revolução Silenciosa, Ed. Pensamento, São Paulo, p. 200 a 203.
16 – Montrose, Donald W., Voz de alerta nos Estados Unidos: perceber e combater o demônio é dever do católico, in Catolicismo, fevereiro de 1996, p.22 e 23.
17 – Pronunciamento aos bispos norte-americanos, em 18 de maio de 1993, apud Catolicismo, fevereiro de 1996, p. 22 e 23.
18 – São Luís G. de Montfort, Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, Vozes, Petrópolis, p. 55 e 56.
19 – Idem, p. 50.
20 – Idem, p. 61.

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Categoria: Doutrina Católica

Comentários (50)

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  1. Verdade disse:

    Que bobagem. Como é fácil uma mente obcecada por ignorar os fatos da verdade criar tanta besteira e corromper toda Evolução Humana

  2. andre disse:

    Nova Era é apenas porque saímos da Era de Peixes e Entramos na Era de Aquario em Outubro de 1999. A religião da nova Era é a LITAURICA. Leia pela internet mesmo os livros CAMINHOS LITAURICOS E RECORTES LITAURICOS, tem também a Radio litaurica.

  3. Tatiana disse:

    Ao criador deste trabalho manifesto minha piedade ao lamentável entendimento. Deus é amor, compreensão e tolerância, diferentemente do julgamento hostil às demais crenças tal como manifestado. Deus não é uma igreja, tampouco um dogma ou rituais inventados pelos homens. Liberte-se de tanto preconceito, meu amigo! Isso fará muito bem ao seu coração e à sua alma. Não se prenda tanto ao passado, aos conceitos de “certo” e “errado”. Se a igreja católica fosse tão boa assim, porque nosso mundo está do jeito que está? O que ela tem feito em prol da humanidade? Pedofilia? Censura ao amor? Intolerância? Perdoe, assim como os demais leitores também estão perdoando sua ignorância. Um forte abraço e que o Deus verdadeiro (e não este inventado pelos homens) te dê muita paz e sabedoria na sua caminhada!

  4. Diorgenes Silva disse:

    Não sou católico,sou cristão Protestante e teólogo, vi esta matéria e li com muito cuidado, e após isso quero parabenizar pelo conteúdo, meus sinceros parabéns.

  5. Maria disse:

    Dúvido que essa tal nova era chegue no Nordeste,porque o nordestino tenhe o Frei Damião . Padre Cícero e principal Nosso Senhora da Conceição essa seita é pra gente que acha porque cursou uma universidade e porque é rica se acha ser Deus porque tenhe um pouco de sabedoria e acha que o mundo gira ao redor deles.Amei o texto acima foi muito esclarecedor para que eu possa orientar pessoas que não sabem o que essa seita que inventarão para confundir os cristãos(obra do demônio ).Fiquem na Luz!

  6. Levy disse:

    Em primeiro lugar, quero lembrar ao infortunado autor desse artigo, que A ATUAL SOCIEDADE É LAICA, NÃO ESTAMOS VIVENDO NUMA CIVILIZAÇÃO CRISTÃ, COMO FOI NA IDADE MÉDIA, E COMO SUGERIU O INFELIZ ARTIGO…)
    Em segundo lugar, o Movimento New Age existe por si e é resultado da busca espiritual das pessoas, para preencher o vazio deixado pela decandencia do cristianismo e da Igreja, não somente pela descrença frente às descobertas científicas como pela hipocrisia e histórico criminoso da Igreja.
    Em terceiro lugar, é um alívio saber que a era das trevas, a idade média onde o clero católico espalhou o horror, o fanatismo, e enriqueceu-se a custas de roubo e assassinatos, já passou! Pelo que se nota, o discurso católico diante de diferentes mentalidades e formas de religiosidade, é o mesmo da idade media, pelo que estou certo de que SE A IGREJA CATOLICA HOJE TIVESSE O MESMO PODER POLITICO E MILITAR QUE TEVE NA IDADE MEDIA, CONTINUARIA COMETENDO OS CRIMES HEDIONDOS QUE COMETEU, CONTRA NÓS QUE PENSAMOS DIFERENTE…
    Para finalizar, em sua bíblia, o cristo a quem dizem seguir, enfatizou: “não julgai” e foi morto pela intolerância… Esse artigo é um exemplo de intolerância, e uma demonstração clara de que o Movimento New Age tem muito a ensinar aos caros colegas de mentalidade cristã, que se mantém intelectualmente e espiritualmente na idade média…
    Lamentável…

    • Tatiana disse:

      Parabéns pela serenidade meu amigo Levy! Faço de suas palavras as minhas. Devemos dar um basta à intolerância. Cada pessoa possui a religião que merece. Se entendem que a religião católica é a melhor de todas, pois fiquem com ela, desde que sejam respeitadas as demais, pois como bem asseverado por ti, vivemos num Estado laico. Abraço!

  7. Homem-Man disse:

    E as pessoas mortas pela igreja católica ao longo da história? As cruzadas? O apoio à escravidão? A morte de João Paulo I? A igreja católica é hipócrita e patrocina pedofilia, homossexualismo e vive atacando inimigos invisíveis como maçons e illuminati. A nova era nada mais é do que um acontecimento astrológico. Não uma tentativa de vencer a igreja católica, que de tão ruim vence a si mesma.

  8. lucas correa disse:

    muito bom ! me ajudou muuuuuuuuito. abraços e fiquem na paz divina.

  9. celso disse:

    Durante grande parte de minha vida (cinqüenta anos), acreditei em minha capacidade intelectual altíssima, como algo capaz de me orientar onde quer que fosse. Gênio precoce (não riam, é verdade), deleitava-me por poder ver onde só havia cegos. Amante da ciência, escarnecia daqueles que acreditavam nas besteiras divulgadas pelas igrejas, fossem quais fossem. Afinal, esses ignorantes nada sabiam de ciência e da evolução? Acreditavam em Adão e Eva e outros tipos de besteiras? E assim passei grande parte da vida, cheio de auto-suficiência. No entanto, hoje vejo que havia em mim algo capaz de me redimir de tantos erros: a ignorância. Sim, sei que à primeira vista parece não fazer sentido, mas no meu caso fez toda a diferença. Para encurtar a história, pego como exemplo a conversão de Paulo, que caçava os cristão por ignorância, por não saber quem era Jesus. Homem de valor, lutava por uma causa que julgava a justa. Tinha, portanto, boa índole. No momento em que conheceu Jesus, abandonou imediatamente suas velhas crenças. Conheceu, reconheceu e assumiu para si uma nova missão: levar a outros, que como ele viviam na ignorância, a Boa Nova. Para isso não lhe faltaram inimigos, dentre os quais os maiores eram seus antigos correligionários. Poi é, comigo aconteceu algo assim. Não afirmo que eu tenha a índole boa de Paulo, longe disso. Mas quanto à ignorância, nisso somos irmãos, além do que em outra coisa também: o perdão de Jesus. Portanto irmãos, todos vós, que assim como eu, em nada mais podeis esperar, senão na infinita misericórdia de Deus, na pessoa de Seu Filho, Jesus, sondai vosso corações. Não percais tempo com demandas sobre quem é mais ou menos correto, mais ou menos conhecedor, mais ou menos intelectual na linha teológica. Se alguém se propor a estudar, que assim o faça. Mas que não caia na armadilha da soberba. Quem vos fala é o mais necessitado da misericórdia de Deus. Que nenhum de vós tenha que chegar aonde eu cheguei, por acreditar em sua imensa capacidade intelectual, moral, etc, etc, etc…. Quanto às assim chamadas igrejas, tenho apenas por testemunho, não por inclinação natural nem por outra coisa qualquer que não seja por amor, que na Igreja Católica (justamente a que eu mais combatia e ridicularizava) encontrei uma casa onde Deus habita. Um culto, que antes me parecia idiota e repetitivo, mas que só agora começo a ter a capacidade de compreende-lo, e perceber o quanto é lindo e emocionante, quando observado com os olhos do coração. Creio na presença de Cristo na Eucaristia. Não olho para os erros possíveis dos homens que estão à frente da igreja, são todos pecadores, assim como eu, e como todos. Olho para uma Igreja que é santa, porque Santo é o Seu Senhor. Sim, esse é um fato incontestável: a Igreja é santa, mas seus membros são pecadores. Que bom, porque se assim não fosse, eu não teria sido aceito. Estou entre meus iguais:pecadores, que creem na misericórdia e no amor de Jesus, que derramou Seu Santo Sangue na cruz, por alguém como eu, que se não fosse por Ele, seria um caso perdido.

  10. walldney disse:

    Se tratando da nova era,são boas as informações aqui,e concordo que é uma ameaça aos conceitos cristãos e valores morais da humanidade,mas afirmo que a VERDADEIRA IGREJA DE CRISTO VAI PREVALECER,NÃO TO falando da denominação catolica romana,nem simplesmente de denominações protestantes,mas a igreja que é formada por todo aquele que crer em cristo jesus segundo o evangelho…quero agradecer pelas informações,mas discordo de seus argumentos a respeito de maria e contra os evangélicos,não vamos discutir quem está mais certo ou quem esta mais errado,as respostas estão nas sagradas escrituras,que nós conhecemos como BÍBLIA,JESUS VEIO CHAMAR UM POVO PARA SER O SEU POVO,A A SUA IGREJA,ele não construiu templos de tijolos e nem pedras,mais sim uma igreja formada de pessoas compradas com preço de sangue,e como está escrito todo aquele que nele crer será salvo,então não vamos ficar aqui brigando nem discutindo ,pois tanto padres como pastores vão prestar contas a DEUS,se deixaram de pregar o verdadeiro evangelho.

    • EDMILSON disse:

      walldney você diz as respostas estão nas sagradas escrituras estão sim

      MAIS AS SAGRADAS ESCRITURAS FORAM CONCLUÍDA PELOS PADRES DA IGREJA E PELOS BISPOS DA IGREJA NO TERCEIRO SÉCULO DA ERA CRISTÃ

      E MAIS WALLDNEY DAS MAIS DE 500 CARTAS E EPÍSTOLAS FORA OS BISPOS QUE TIRARAM OS 27 LIVROS QUE DEVERIAM FAZER PARTE DA BÍBLIA SAGRADA E OUTRA WALLDNEY

      QUEM DEU O NOME EM OBRAS E CARTAS QUE DEVERIA SER APÓCRIFO OU NÃO FOI OS BISPOS DA IGREJA E NÃO FOI NENHUMA SEITA PROTESTANTE ATÉ POR QUE ISSO FOI NO TERCEIRO SÉCULO

    • EDMILSON disse:

      RENATO DE CARVALHO MAS UMA DOENÇA NO MEIO DA SOCIEDADE
      ME DIVIRTO MUITO COM VOCÊ CARA
      ATÉ HOJE VOCÊ NUNCA ME MOSTROU NADA DO QUE FALA RSRSRS
      CADE SUS FONTES HISTORIADOR DE BOTECO

  11. walldney disse:

    Se tratando da nova era,são boas as informações aqui,e concordo que é uma ameaça aos conceitos cristãos e valores morais da humanidade,mas afirmo que a VERDADEIRA IGREJA DE CRISTO VAI PREVALECER,NÃO TO falando da denominação catolica romana,nem simplesmente de denominações protestantes,mas a igreja que é formada por todo aquele que crer em cristo jesus segundo o evangelho…quero agradecer pelas inormações,mas discordo de seus argumentos a respeito de maria e contra os evangélicos,não vamos discutir quem está mais certo ou quem esta mais errado,as respostas estão nas sagradas escrituras,que nós conhecemos como BÍBLIA,JESUS VEIO CHAMAR UM POVO PARA SER O SEU POVO,A A SUA IGREJA,ele não construiu templos de tijolos e nem pedras,mais sim uma igreja formada de pessoas compradas com preço de sangue,e como está escrito todo aquele que nele crer será salvo,então não vamos ficar aqui brigando nem discutindo ,pois tanto padres como pastores vão prestar contas a DEUS,se deixaram de pregar o verdadeiro evangelho.

    • EDMILSON disse:

      walldney deixa dessas lorotas meu caro estude a patrística nas fontes e verás que o sangue dos mártires dos papas e dos padres da igreja foi pela igreja católica apostólica romana

      decorar texto só trás divisões por isso as seitas protestantes tem seitas de todos os naipes

    • Jankelson Alves Rodrigues disse:

      concordo com as argumentações, curtas e boas, acredito que verdadeiras, sem muitas entrelinhas ou fantásticos – seria de bom alvitre dizer Direto ao Assunto; pois esta escrito no Livro Sagrado, que muitos clamarão porem poucos e verdadeiros alcançarão a vitoria em cristo, não estou nem um pouco preocupado com quem quer enganar o povo de Deus, pois sei que o Deus que me impressiona, que posso até não esta andando de acordo com vossos ensinamentos e etc… porem sinto, e bem forte, que o verdadeiro povo de Deus, a quem ele esta com suas asas sobre o seu corpo e cujo seus feitos são dignos desta proteção, poderão ate serem tentados, mais jamais serão derrotados, ainda mais por quem?.

  12. Caroline disse:

    Li esse artigo, pois estou pesquisando e tentando entender melhor o movimento “Nova Era”.

    Eu tento entender o ponto de vista de cada um. Mas gostaria apenas que o autor refletisse se ele não está agindo da mesma forma como agiram os opositores ao cristianismo quando do seu surgimento.

    Analisando a história, eu acredito que esses conflitos são muito comuns, mas da mesma forma que o cristianismo com seus ensinamentos de amor ao próximo representou uma evolução tremenda à humanidade, que até então só conhecia o “olho por olho, dente por dente”, entendo que Deus está, nesse momento histórico, tentando nos ensinar a entender melhor nosso potencial.

    Eu acredito que Jesus também veio para nos mostrar o potencial humano. Afinal, a bíblia é clara ao dizer que ele veio como homem. Sendo assim, como ocorreram seus feitos extraordinários? Como homem, ele conhecia como acessar uma fonte de energia inesgotável provinda de Deus.

    Eu tento buscar esse potencial que não só Jesus, mas outros homens extraordinários tinham. Inclusive vários santos da Igreja.

    Por isso, acho importante respeitarmos as buscas individuais de cada um. Não será ameaças de julgamento e condenação eterna que irão deter a evolução da humanidade.

    Fique em paz, espero que entenda meu ponto de vista.

    Abraços!

  13. Daniel B. da Silva disse:

    Prezado Frederico,
    Fico impressionado como uma pessoa inteligente pode possuir tanta cegueira, te3 agradeço pelas informações, mas como alguém que possuo bastante fé no Eterno Deus e que busco a verdade independente que contraiam a minha conveniência, quero te dizer que não te levo muito a sério, pois fala da Bíblia como sendo a palavra de Deus e se refere à Santa Igreja, logo sua teologia a luz da Bíblia perde muitos pontos.
    Sei que farei questionamentos que certamente você não se disporá a refletir, pois parecem que determinadas pessoas possuem gesso quando são estimuladas a fazer determinados raciocínios, mas como tentou nos ajudar, vou tentar te ajudar também!
    A Santa Igreja junto com a sua reza que a cita foi considerada assim, antes ou depois da Santa Inquisição e do Holocausto?
    A luz da bíblia vem esse título? Uma igreja que se alto intitula digna de ser incluída numa reza da humanidade, ai ai! Onde está à assinatura de Deus meu querido validando isso, na bíblia?
    Outra coisa, os únicos versículos que Jesus se referencia a sua mãe, ele deixa claro o papel dela de humano e tenta refutar a ideia de adoração a mesma.
    João
    4 Disse-lhe Jesus: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora
    5 Sua mãe disse aos serventes: Fazei tudo quanto ele vos disser.
    Lucas 11:27 Ora, enquanto ele dizia estas coisas, certa mulher dentre a multidão levantou a voz e lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que te amamentaste.
    Lucas 11:28 Mas Jesus respondeu: Bem-aventurados são os que ouvem a palavra de Deus, e a observam.

    Meu caro se você não recorrer a outros livros inventados e sem pedir ajuda de alguém especialista em contorcionismo interpretativo, perceberá que Jesus refutou qualquer tipo de possível exaltação em relação a sua mãe, todas as passagens dele com relação a sua mãe é assim, mas ela como serva entende. O apóstolos não aceitaram que um homem se se ajoelhasse aos seus pés, Maria jamais aceitaria também a luz da Bíblia essa adoração, pois não precisa disso, pois é uma pessoa humilde, espiritual, conviveu com o Mestre e sabe quem é Deus e que depende dela, abre o olho do entendimento sem medo, ativa teu raciocínio. Fora o que a Bíblia nos ensina existe um ponto lógico doutrinário contra a adoração aos que morreram Maria e apostolos.
    Ela mesmo que pudesse ouvir uma pessoa, o que não pode a luz da bíblia, não pelos livros inventados de cabeceira da cama, pela bíblia, ela não teria poder para ouvir 1 bilhão de orações, onisciência, onipresença só foi atribuída a Deus, será que me entende? Consegue compreender? sei que é difícil, mas eu já sai da minha zona de conforto você poderia fazer o mesmo? Pelo que a bíblia ensina, nem Maria e nem os apóstolos aceitariam e nem poderiam receber adoração, nem oração, nem pedidos depois de mortos.
    Que o entendimento se abra impulsionada pela coragem e pelo amor a Deus acima de tudo, até mesmo acima da Santa Igreja!
    Obrigado pelo artigo, mas devo ter cautela para interpretar.
    Fica na paz De Deus!

    • DIOGO disse:

      Daniel B. da Silva você é um piadista você tem o que no cérebro
      vai estudar filho de Lutero

      livros inventados são as satânicas seitas protestantes

      Daniel B. da Silva não se inventa escritores padres da igreja
      vai pregar essas lorotas nas portas de boteco cara

      você é um piadista

      • EDMILSON disse:

        Livro I – A Igreja Católica

        Capítulo II – S. PEDRO, PAPA IMORTAL

        §1. – Perpetuidade do primado de S. Pedro.

        SUMÁRIO – Demonstração da tese católica; O Evangelh0; a razão; a história e o primado do Pontífice romano.

        S. Pedro não foi por Cristo constituído chefe visível da sua Igreja: primeira negação protestante. S. Pedro não esteve em Roma e menos ainda estabeleceu na cidade eterna a sede do seu principado: segunda negação protestante. S. Pedro ainda que houvesse recebido do Salvador a primazia do poder, não a poderia ter transmitido aos bispos de Roma; privilégios pessoais não se transferem por herança: terceira negação protestante.

        Tais os golpes demolidores de camartelo com que o Sr. CARLOS PEREIRA se felicita de haver desmudado os alicerces do papado, “edifício de estrutura gigantesca, repousado, entretanto, sobre a areia movediça da ignorância supersticiosa e da indiferença interesseira dos homens”, p. 248.

        Originalidade no argumentar? Não; é um retrilhar, com ligeiras variantes, os cansados paralogismos do velho LUTERO nas suas primeiras arremetidas contra o papa.1 Milhares de vezes a crítica pulverizou a inanidade destes sofismas. Mas os protestantes não se dão por entendidos e continuam a repeti-los com o mesmo convencimento
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        1. Cfr.Resolutio lutherana super propositione XIII de potestate papae, Weimar, II, 191-7.
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        Pg.96
        de vitória, com a mesma satisfação de triunfo incontestado. É uma velha panóplia enferrujada de museu arqueológico e eles a envergam inocentemente como armadura açacalada para modernos combates.

        Seguindo fielmente os passos do apologista brasileiro da Reforma, somos chegados à sua terceira negação. A primazia de Pedro é uma herança instransmissível que não tem nem pode ter sucessores. E por que? Os “apóstolos eram funcionários extraordinários (que termo prosaico! Que cheiro de repartição pública!) especiais que não tiveram nem podiam ter sucessores”, p. 255; eram testemunhas oculares da ressurreição de Cristo, dotados de infalibilidade pessoal, do dom de fazer milagres, etc. Como, pois, podiam ter sucessores? “Para herdarem os Papas o primado, necessário é que herdem o apostolado e sejam sucessores do apóstolo antes de o serem do primaz”, p. 246.

        Ao ilustre gramático não ocorreu uma distinção óbvia que deslinda todo o equívoco sobre o qual levanta a sua argumentação. No apostolado há uma função ordinária e uma função extraordinária. Esta extinguiu-se com a morte dos doze, aquela há de perpetuar-se na Igreja até o fim dos tempos. Aqui a filosofia das palavras traz-nos a contribuição de sua luz. Ordinário, numa sociedade é o que pertence à sua constituição estável, à ordem sem a qual não pode subsistir. Extraordinário é o que está fora desta ordem, é o que depende de particulares cicunstâncias, estranhas à organização regular da vida social. O ordinário é, por sua natureza, duradouro, definitivo, normal; o extraordinário é passageiro, provisório, acidental.2

        Ao ponto agora.

        Quando Cristo enviou os seus apóstolos à conquista do mundo, dotou-os sem dúvida de qualidades extraordinárias exigidas pelas condições excepcionais da sua missão. Primeiros promulgadores da lei evangélica numa sociedade pagã, quis o Salvador vigorar-lhes a potência da palavra com a força das obras prodigiosas. Destinados a transmitir aos séculos vindouros o patrimônio íntegro das verdades reveladas, convinha assegurar-lhe a autoridade com o dom da infalibilidade pessoal. Mas ao lado destas
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        2. Assim, numa sociedade o exercício do governo dentro das normas constitucionais é regular e estável. Circunstâncias excepcionais, porém, podem levar a nação a investir o soberano de poderes extraordinários. Ao chefe constitutional sucede então o ditador. Passado o perigo, cessam, ipso facto, as suas atribuições anormais. Aos sucessores se transmitirá a função ordinária de governar, não os privilégios extraconstitucionais de que, num momento de singular gravidade, o investira excepcionalmente a vontade da nação.__

        P.97
        funções extraordinárias, requeridas pela fundação e estabelecimento da Igreja, deviam também os apóstolos desempenhar uma função ordinária nesta sociedade indefectível. Não só nos primeiros tempos de sua existência, mas pelos séculos afora, precisariam os fiéis de mestres que os doutrinassem e de superiores que os governassem. Sem estas funções não há nem pode haver sociedade religiosa. No apóstolo, o taumaturgo, o hagiógrafo passarão, o mestre e o pastor há de perpetuar numa sucessão ininterrupta. É a análise imediata dos textos que distingue naturalmente esta dupla função.

        Abramos o Evangelho e ouçamos as palavras divinas desta investidura perpétua: “Ide, pregai a todos os povos… ensinando-os a observar tudo o que vos mandei; e eu estarei convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Math., XXVIII, 19-20). Que explendor de evidência! Os enviados de Cristo deverão ensinar e pregar a todos os povos; Cristo os acompanhará com a sua assistência até a consumação dos séculos. Logo os apóstolos, não como pessoas físicas, mas como corpo moral que se perpetua nos seus sucessores, hão de durar até o fim dos tempos.

        Escusado era, pois, ao Sr. CARLOS PEREIRA tanto dispêndio de tinta e papel para provar-nos que os papas não são testemunhas oculares da ressurreição de Cristo nem possuem o dom dos milagres e que, nisso, não podem ser sucessores de S. Pedro. Não se arrombam portas abertas. O que cumpria mostrar é que os bispos de Roma não são legítimos sucessores do príncipe dos apóstolos no múnus ordinário de ensinar e governar a Igreja.

        Negará, porventura o adversário que o primado de jurisdição seja um múnus ordinário na sociedade cristã? Dirá, talvez que é privilégio pessoal conferido excepcionalmente a Pedro? É consultar o Evangelho, é ouvir a razão, é compulsar a história.

        O Evangelho diz-nos que Pedro é o fundamento sobre o qual Jesus constuiu a sua Igreja, sociedade visível, que há de durar até o fim dos tempos e contra a qual não hão de revalecer as portas do inferno. A fórmula evangélica é aqui de um relevo empolgante. De um lado afirma a perenidade da Igreja, do outros constitui a Pedro sua pedra fundamental. Ora, a perpetuidade de um edifício é essencialmente condicionada pela estabilidade de seus alicerces. Repudiando esta pedra fundamental que é a sua autoridade de governo, a Igreja apartar-se-ia das intenções de Cristo, destruiria a própria organização constitucional que lhe impôs a vontade de
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        Pg.98
        seu divino fundador.3 No dia em que viesse a faltar o principado hierárquico de Simão, a pedra escolhida pelo Salvador, as portass do inferno teriam prevalecido: sem base, o edifício aluiria em inevitável ruína.

        Esse dia não despontará nunca. Há vinte séculos que todos os poderes da terra coligados arremetem contra essa rocha firmada pela mão de Deus. Há vinte séculos que a dinastia dos sucessores de Pedro continua na história como um milagre vivo, sem exemplo na ordem moral. Digitus Dei est hic.

        Esteja certo, Sr. CARLOS PEREIRA, o relógio do tempo não soará nunca a hora em que “o ídolo do Vaticano será precipitado no seio da história com o ímpeto de uma pedra, arremessada no fundo do mar”, p. 250. A audácia da metáfora não logra disfarçar o quixotesco da profecia.

        Diz-nos ainda o Evangelho que Pedro é sem restrições de tempo nem de lugar o pastor do rebanho de Cristo. O rebanho existe? Não há de faltar quem o pastoreie. Nunca será que as ovelhas do redil de Cristo tresmalhem, desgarradas pelo mundo, sem pastor que as apascente, guie e defenda.

        Assim fala o Evangelho a quem quer que, sem as lentes esfumaçadas de LUTERO, o lê com olhos puros e desapaixonados.

        E a razão? Confirma admiravelmente a palavra sagrada. Em todas as obras de Deus resplandece uma unidade maravilhosa, sigilo inconfundível da Sabedoria criadora.

        Já na ordem física, tudo é harmonia, consonância, regularidade. Tomai uma planta em que aparece a vida na mais rudimentar de suas formas. De um pequenino germe se desenvolvem, a pouco e pouco, raiz, tronco, ramos, folhas, flores e frutos. A esmo, à ventura? Não, na célula primitiva, lá estava, oculto e invisível, mas real e ativo o princípio de unidade que havia de dirigir a grandiosa e complicada evolução. A terra, o ar, a água subministram o variado material, mas na planta está o arquiteto, que com ele levanta, segundo um plano definido, o edifício vivo. Multiplicam-se as células, mas a sua atividade é subordinada à do órgão; diferenciam-se
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        3. “Ce n’est pas sans cause que la tradition catholique a fondé sur ce texte le dogme de la primauté romaine. La conscience de cette primauté inspire tout le developpement de Matthieu, qui n’a pas eu seulement eu yue la personne histoirque de Simon, mais aussi la succession tratitionelle de Simon Pierre”. A LOISY, Les Evangiles Synoptiques, 1908, t.II,p. 13.___

        Pg.99
        os órgãos, mas a sua função é subordinada à do aparelho; reunem-se os aparelhos, mas ao acrescimento, conservação e defesa do organismo inteiro subordina-se todo o seu funcionamento. O desenvolvimento do indivíduo, a perpetuação da espécie, eis o grande objetivo unificador que estabelece a harmonia na variedade dos elementos subordinados.

        Vede o homem. No corpo, são os centros nervosos que dirigem, unificam e harmonizam toda a vida orgânica. Do cérebro partem os infinitos filetes nervosos que levam movimento e vida e trazem impressões e conhecimentos. Na alma, que variedade de potências! Estas, materiais e orgânicas; aquelas, independentes do organismo e espirituais. A todas preside a vontade que empunha o centro do governo. A vontade recebe a luz da inteligência, a inteligência amolda-se à verdade objetiva que, em última análise, se vai identificar com Deus. Sempre a mesma lei: a ordem na unidade, a unidade na subodinação.

        Passai do indivíduo à coletividade, ascendei do mundo físico ao mundo moral. É possível conceber um agrupamento humano por mais simples e elementar, sem princípio unificador, sem autoridade? A família é a primeira das sociedades naturais, a célula primigênia do grande organismo moral que se chama pátria. Contam-se os seus limitados membros, mas não lhes falta a autoridade paterna a vinculá-los na harmonia da ordem, na subordinação do amor. Crescem os indivíduos que põem a sua atividade a serviço dum fim comum? Pesa mais forte a necessidade de um poder superior. Podeis imaginar exército sem general, esquadra sem almirante? Na sociedade civil a autoridade é a condição da ordem, da legalidade, da justiça, da própria existência. Não lhe discuto o nome. Chame-se rei ou imperador, doge ou sultão, cônsul ou presidente; concretize-se numa individualidade física ou numa pessoa moral, pouco importa: a exigência é sempre a mesma, a necessidade é sempre inevitável. Sem governo tende a desordem, a revolução, a anarquia, a morte.

        Ora, Jesus Cristo fundou a sua Igreja como uma grande sociedade. Poderíamos por um só instante persuadir-nos que não tivesse dado um chefe em torno do qual se reunissem os crentes: Fora lícito aventurar que a Providência se mostrara menos solícita com a sociedade cristã do que o foi com a sinagoga, para cuja conservação instituíra e mantivera a autoridade espiritual do supremo

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        sacerdócio? Uma pequenina sociedade não pode subsistir sem governo legítimo e regular e esta grande família destinada a acolher em seu seio os homens pelos séculos afora, a vinculá-los na unidade da fé, da esperança e do amor, teria sido abandonada às vicissitudes das paixões que dividem, sem um centro de unidade, sem um princípio de coesão, sem um chefe supremo que a instruísse, guiasse e regesse, sem uma autoridade que lhe compusesse os dissídios, resolvesse as dúvidas e conservasse a existência orgânica? Não fora esta uma desarmonia no plano divino? Onde há uma sociedade de homens a razão exige um governo.

        E o governo é permanente como a necessidade social que exige. Admitir em Pedro um poder de jurisdição como privilégio pessoal e intransmissível é contra-senso jurídico. A autoridade é função pública cuja única razão de ser é o bem social. Pedro preferido por sua fé aos demais apóstolos para primeiro chefe da Igreja, entende-se; o cargo de supremo pastor da sociedade cristã criado para prêmio individual de um homem fora sem razão inadmissível. É, pois, a natureza orgânica da instituição divina que exige a perpetuidade do primado. Cristo, estabelecendo uma sociedade visível qui-la una como uma só coisa são as divinas pessoas, ut sint sicut et nos unum sumus. Ora, pondera S. TOMÁS, “não há unidade da Igreja sem unidade de fé… não há unidade de fé sem um chefe supremo”.4

        Deve ser bem evidente a necessidade perene da monarquia espiritual do Pontífice para que a confessem os mais ilustres protestantes que não fecham obstinadamente os olhos à luz da verdade. LEIBNIZ e GRÓCIO são talvez os mais profundos talentos de que na filosofia e na jurisprudência se podem gloriar as letras protestantes; ambos concordam em reconhecer essa necessidade fundamental. Memoremos apenas as palavras do célebre jurista holandês: “A ordem, assim nas partes como no todo, cifra-se no primado ou unidade do chefe. Foi o que em Pedro nos ensinou Cristo. Foi o que de Cristo aprendeu Cipriano, o que com Cipriano repete Jerônimo…
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        4. Contra Gentes, 1. IV, c. 76 DE MAISTRE desenvolve admiravelmente este pensamento: “S’il s’élevait des difficultés dans l’Eglise, si quelque dogme était attaqué, où serait le tribunal qui deciderait la question, n’y ayant plus de chef commum pour ces Eglises ni de concile oecuménique possible, puisqu’il ne peut être convoqué, que jé sache ni par le sultan ni par aucun évêque particulier?”. Du Pape, 1.IV, c. 6. Ed. 1819, p. 597. O teste espetáculo da divisão e dissolução dogmática que, passados apenas quatro séculos, oferecem hoje as seitas protestantes, são a mais dolorosa confirmação experimental da necessidade inelutável de uma autoridade suprema e infalível da Igreja. Sobre a anarquia protestante, cfr. o que diremos no 1. II, c. 3.___

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        este chefe é entre os sacerdotes o bispo… entre os bispos o metropolita… entre todos, o bispo romano… Esta ordem deve ser permanente na Igreja porque contínua é a sua razão de ser: o perigo do cisma”.5

        Nada mais claro. Concluamos. A razão exige um primado perpétuo? Cristo instituiu-o. Tudo na obra divina é coerente. O edifício da Igreja foi levantado sobre a firmeza de uma autoridade que, como rocha inabalável, lhe há de sustentar a divina estrutura até a consumação dos tempos. “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do Inferno não prevalecerão contra ela”.

        A palavra onipotente do Verbo humanado prometeu naquele instante ao humilde pescador da Galiléia uma investidura imortal. Pedro viverá nos seus sucessores até o fim dos tempos. “Episcopalis dignitas Petri indeficiens obtinet cum aeterno sacerdotio consortium”.6 Estas palavras de S. LEÃO MAGNO recolhem na sua concisão a voz de todas as gerações cristãs, que, neste sentido, entenderam sempre a instituição do divino Fundador. Não é dos lábios profanados e indignos dum sacerdote fedífrago, perjuro e rebelde que iremos ouvir após mil e quinhentos anos a interpretação genuína da magna carta que constitui o princípio de estabilidade, desenvolvimento e perfeição da sociedade cristã.

        A Igreja fundou-se, organizou-se, desenvolveu, segundo o ideal preestabelecido pela Providência. Não podia falhar o plano de Cristo à espera de LUTERO que o viesse emendar. A constituição social do cristianismo e a sua vida no curso dos séculos são necessariamente a realização do plano divino. Ora, desde os seus primórdios a Igreja reconheceu sempre o pontífice romano como o legítimo sucessor de S. Pedro no governo supremo e universal da sociedade dos fiéis. É este concerto admirável da consciência cristã que passamos a ouvir. Depois dos oráculos do Evangelho, depois dos ensinamentos da razão, escute-se a lição da história.
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        5. HUGO GROTIUS, Votum pro Pace, ad art. 7. Opera Theologica, Basileae 1732, t. IV. P. 658. Cfr. LEIBNIZ, System der Theologie, Mainz, 1825, p. 296. “A supressão da autoridade do Papa, observa ainda outro célebre jurista protestante, lançou no mundo os germes de discórdias infinitas. Sem autoridade suprema para por termo às discussões que de todos os lados se levantam, começaram os protestantes a dividir-se e dilacerar-se as entranhas com as suas próprias mãos (Funere protestantes in sua ipsorum viscera coeperunt)”. PUFFENDORF, De Monarchia Pontifices Romani. Podem consultar-se outras citações de autores protestantes colidas por DE MAISTRE, Du Pape, c.9.

        6. S. LEÃO MAGNO, Sermo V (ML, LIV =. 155).___

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        O legítimo sucessor de S. Pedro na voz da história. – Cristo, já o deixamos largamente demonstrado, instituiu uma sociedade religiosa, deu-lhe em Pedro e em seus sucessores uma autoridade suprema e indefectível, guarda da sua doutrina, baluarte inconcusso da sua unidade. Ora, a autoridade, de sua natureza, é o elemento mais visível, mais conspícuo, mais saliente no organismo social. Se ignoro onde reside o poder, como lhe posso prestar submissão? Como posso apelar para as suas decisões nas minhas dúvidas? Como conhecer a legitimidade dos seus decretos? Logo, fechando o silogismo, na verdadeira Igreja de Jesus Cristo deve existir sempre uma autoridade suprema, visível, evidentemente reconhecível às inteligências retas e aos corações sinceros.

        Lançai agora um olhar sobre o universo cristão. Onde está o grande centro da unidade católica, a grande força moral que afirma serenamente a supremacia da sua jurisdição baseada na herança legítima da supremacia de Pedro? Todos os olhos se voltam expontaneamente para a cidade eterna: ei-lo; o bispo de Roma é o soberano Pontífice da cristandade.

        Fora da comunhão católica encontrareis mil seitas que se dizem cristãs, a definharem na estagnação da morte, sem unidade de fé, sem unidade de regime, sem unidade de culto. Outrora eram ramos florescentes da grande árvore. O orgulho separou-as num momento de desvario; a ignorância e os preconceitos continuaram a obra cismática das paixões em revolta. Foram-se, desditosas igrejas! Mas nenhuma, ainda nos dias de sua maior enfatuação, pretendeu a hegemonia universal na sociedade dos crentes.

        As velhas igrejas do Oriente proclamaram-se espontaneamente autocéfalas. Cada patriarca não estende a sua jurisdição além da limitada esfera territorial que lhe assinaram as conveniências políticas, os acordos diplomáticos ou as transações financieras.7 Sofia e Atenas, Moscou e Bizâncio tratam-se como potências políticas autônomas, nem sempre aliadas mas sempre no mesmo pé de igualdade.

        O protestantismo, outra fração separada da unidade católica, introduziu na hierarquia eclesiástica, como em tudo o mais, um confusão inextricável. HENRIQUE VIII disse: “Não quero papa porque o supremo poder espiritual sou eu; a tiara, e a coroa devem

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        cingir a mesma fronte. Mas haja bispos, indepoendentes entre si e dependentes do cetro, sem nenhuma autoridade fora da Inglaterra. LUTERO amputou mais profundamente: não quero bispos, mas só sacerdotes. CALVINO mais radical ainda: nem bispos nem sacerdotes, só ministros predicantes. Uma multidão de seitas inferiores: fora também os ministros predicantes; cada cristão é o seu doutor e o seu profeta. Toda a reforma, portanto, nas suas infinitas modalidade renuncia à posse do governo supremo das almas. E eis-nos chegados às pontas do dilema: ou a Igreja de Cristo, por ele fundada sobre Pedro pereceu, ou é a Igreja Católica, Apostólica, Romana.

        Para justificar ante a consciência cristã a existência do papado não é mister acumular outras provas, cerrar mais argumentos, ou multiplicar novas deduções. A infalibilidade da palavra de Cristo que prometeu a indefectibilidade à sua Igreja edificada sobre Pedro é o título divino da existência do papado, o penhor seguro da sua perene dedução.

        Mas vamos à prova histórica. Para o Sr. CARLOS PEREIRA, o Papado não é instituição do cristinismo primitivo, é “o elo último de uma evolução secular, a expressão suprema de uma concentração sucessiva do poder”, p. 295. Mais: “instituição essencialmente humana, o Papado é a suprema mistificação do Cristianismo legada aos tempos modernos pela superstição caliginosa dos tempos medievais”.8 – Nunca se levantou mais flagrante testemunho contra a história. O Papado nascido na Idade Média! Mas o Sr. CARLOS
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        8. É realmente deplorável como fala o Sr. CARLOS PEREIRA da Idade Média. Não lhe sai a expressão da pena sem que lhe não afivele um epíteto escuro: caliginoso, tenebroso, etc. Isto em pleno século XX! Mas que homem medianamente culto, se o não cega de todo a paixão sectária, desconhece hoje os grandes trabalhos históricos com que o século passado reabilitou a Idade Média ignobilmente denegrida pela Renascença e pelo protestantismo que a ignoravam? Só quem de todo não estudou esta quadra gloriosa que levantou as catedrais, pensou a Suma Teológica e cantou a Divina Comédia, pode malsiná-la de obscurantista. Mas as trevas não estão na época de que se escreve, estão na inteligência de quem escreve. E se não há trevas no espírito há malícia na vontade. Nada mais cômodo à polêmica sem escrúpulos do que este grande negrume do meio, origem obscura de tudo o que molesta, berço desprezível de tudo o que se rejeita como supersticioso, imensa vacuidade de onde se sacam as explicações mais inverossímeis para dar razão de tudo… até do Papado. Mas infelizmente, na ciência séria e cônscia de sua missão, estes recursos já passaram da moda. Hoje crêem no obscurantismo medieval o Sr. CARLOS PEREIRA… e os autores de textos para as escolas leigas de França. A história honesta usa outra linguagem: Nos historiens… s’arrêtant aux plus grossières apprences, écoutant les préventions les plus orannées, n’avant pas même la pensée de rectifier, encore moins le désir de vérifier les vieilles allégations, o t? résumé l’histoire de la première moitié du Moyen Age par ces dont mots: ignorance et superstition. Mais c’est à eux et non aux siècles qu’ils ont…(ilegível-nota do digitador)” DAREMBERG, I’histoire des Sciences médicales, Paris 1870, t.I, pp. 254-255.
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        PEREIRA abriu alguma vez um compêndio de história eclesiástica? Compulsou os documentos e as fontes dos primeiros séculos do cristianismo? Leu as Atas dos Concílios? Manuseou as obras dos antigos Padres: Não? E por que se põe a escrever e a doutrinar as turbas erigindo cátedra de sabedoria teológica? Sim? E que faz então da consciência cristã e da probidade científica?

        Escrevêramos volumes se quiséramos recolher todos os testemunhos e fatos históricos da antiguidade que atestam irregrafavelmente a supremacia espiritual do papa. Não é, porém, necessário nem aqui nos fora possível. Estes volumes já foram escritos pela erudição mais compreensiva e pela crítica mais escrupulosa. Não os devera ignorar quem pretende impugnar o papado. Mas tudo isto é “graecis incognitum qui sua tantum mirantur”.

        Demais, apertados nos estreitos limites de algumas páginas não nos é permitido senão aduzir os depoimentos de maior autoridade, os fatos de alcance mais significativo. Cingir-nos-emos aos cinco primeiros séculos do cristianismo, isto é, ao intervalo que se estende da idade apostólica ao início desta era fosca e obscura, em cujas tenebrosas oficinas a “superstição caliginosa” forjou “o grande ídolo do Vaticano”, “suprema mistificação do cristianismo”.

        A quem lê despreocupadamente a história da Igreja, um duplo fato, constante e universal, para logo lhe atrai profundamente a atenção: de um lado, nos papas, a consciência firme, tranquila, ininterrupta da sua autoridade; do outro, na Igreja, a consciência segura, confiante, luminosa da plenitude do poder divinamente outorgado ao seu chefe.
        Aos fatos.

        Estamos na idade apostólica. O espírito turbulento de alguns jovens suscita em Corinto distúrbios e desavenças. A paz dos fiéis é seriamente ameaçada. Quem a restabelece? O bispo de Roma. S. CLEMENTE, terceiro sucessor de S. Pedro, escreve aos coríntios palavras afetuosas e paternas sim, como convém ao pastor comum, mas, ao mesmo tempo, repassadas de força e autoridade como só as pudera escrever um superior.9 Com a carta envia também o papa
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        9. “Os que não obedecem ao que ele [Cristo] por nosso órgão diz, saibam que hão de incorrer em falta e envolver-se em não pequeno perigo; nós seremos inocentes deste pecado”. Epíst. ad Corinth., c. 59 (F. 12, 135). Abertamente declara S. CLEMENTE: 1.º que Cristo fala pelos seus lábios; 2.º que os renitentes serão réus de grave culpa. Haverá modo de afirmar menos ambiguamente a própria autoridade? S. IRINEU referindo-se a esta epístola chama-a “potentissimas litteras, ad pacem eos [coríntios] congregans et reparans fidem eorum”. Adv. Haeses., III, 3, 3, (MG, vii, 850).___

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        os seus legados para compor o dissídio. A eficácia da intervenção não se fez esperar. Restabelecida a harmonia, por muitos anos continuaram os coríntios a ler publicamente nas suas igrejas, durante o ofício divino, a epístola do sucessor de Pedro. Este fato, em que Roma intervém autoritativamente numa igreja distante, de origem apostólica, em vida de S. João, a quem fora mais pronto e natural o apelo, é testemunho de tanto peso que os próprios protestantes não lhe podem obscurecer a importância. LIGHTFOOT vê neste intervento “o primeiro passo para a dominação papal”.10 CARLOS PEREIRA em pessoa confessa que este documento “respira um certo tom de superioridade”, p. 304. Mas logo dele se descarta com esta chocha observação: “de resto, epístolas como estas escreveram-nas Inácio de Antioquia, Policarpo de Esmirna, Dionísio de Corinto e Irineu”, p. 304. Epístolas, sim; como esta, não. Por que o esforçado apologeta não tomou sobre si a tarefa de mostrar-nos nestas outras epístolas: “o tom de superioridade que respira a do bispo de Roma”? O próprio gramático não estava convencido desta igualdade de tom, porquanto logo a seguir, acrescenta: “Ela [a epístola de Clemente] apenas indica a direção em que soprava o vento”. Creio que prova algo mais. Mas arquivemos a preciosa confissão: desde a primeira idade da Igreja, vivendo ainda o discípulo predileto, quando ainda soava aos ouvidos dos fiéis o eco da pregação apostólica, o vento que soprava dirigia-se para Roma a indicá-la como sede da autoridade religiosa. O homem que faz agora esta confissão é o mesmo que páginas antes escrevera: “No governo… da Igreja cristã primitiva, nada há que, sequer de longe, se aproxime do papismo da Igreja latina”, p. 295.11 No segundo século, por vontade de S. VÍCTOR (189-199) papa em todo o orbe cristão se reúnem sínodos a fim de uniformizar a celebração da Páscoa na Igreja e alguns bispos da Ásia se vêem ameaçados de separação da comunhão católica se recusassem aceitar o costume de Roma. Diante deste fato os protestantes NEANDER,
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        10. “Undoubtelly… the first step owards papal domination”. LIGHTFOOT. S. Clement. of Rome, Londrina, 1890, I. p. 70.

        11. Papismo! Como destoa num estudo “histórico-dogmático” ouvir ainda estas denominações pejorativas, filhas de velhos ódios. A Igreja que obedece ao Papa não tem sobrenomes humanos; toda a gente a conhece com o nome de Igreja Católica. As alcunhas de papismo e romanismo, com que a quiseram ridicularizar os protestantes, não vintgaram contra o bom senso da humanidade. Eles serão sempre luteranos, calvinistas, zeuinglianos, etc., etc. A revoltosos bem está o nome de um cabecilha revolucionário. Ela será sempre a Igreja Católica. O apelido de papismo “est encore ce qu’il fut toujours, une pure insulte et une insulte de mauvais ton qui, chez les protestants même, ne sort plus d’une bouche distinguée” DE MAISTRE, Du Pape, 1. VI, c. 5. Ed. 1819, p. 586.___

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        LANGEN e HARNCK reconhecem que realmente VICTOR já se atribuia uma jurisdição sobre toda a Igreja. CARLOS PEREIRA, irrita-se contra o santo Pontífice que deu a vida pela fé. Aos seus olhos obnubilidados pelo preconceito, VICTOR não passa de um “atribiliário bispo de Roma”, p. 309, com o qual “bem cedo se revela o vírus romano que tem de explodir em Leão, Hildebrando, Bonifácio e Inocêncio, e consumar-se em Pio IX”, p. 305. – Como poderá conhecer a verdade quem tão apaixonadamente lê e desfigura a história? Longe dos documentos, CARLOS PEREIRA rejeita o papado como superfetação da caliginosa Idade Média: “Por quase quatro séculos não deparam sequer vestígios, nenhuma tradição, nem um simples monumento da antiguidade”, p. 301, que perpetue a memória do papado. Apresentam-se-lhe os documentos, autênticos, antiquíssimos, firmados por nomes de homens que deram o sangue pela integridade de sua fé e que a Igreja inteira venera com amor? O protestante exalta-se, atira para longe os documentos porque infeccionados com o “vírus romano”, cobre de baldões a memória dos seus autores tomados de acessos de abrabílis. Haverá modo de persuadir semelhante adversário?

        Prossigamos. No primeiro quartel do terceiro século, S. CALISTO (219-224) afirma-se como bispo dos bispos, promulga um decreto para regularizar na África a prática da confissão, legisla sobre a deposição dos bispos, condena a heresia dos Patripassianos.

        S. ESTÊVÃO (154-257) dirige com a sua autoridade a célebre controvérsia agitada na Ásia e na África sobre a repetição do batismo conferido pelos hereges.

        No século IV, JÚLIO I (337-352) recebe a apelação do S. Atanásio, patriarca de Alexandria, de Marcelo de Ancira, de Paulo, patriarca de Constantinopla, e a alguns bispos que precipitadamente se haviam imiscuído nessas igrejas escreve: “Ignorais ser costume que primeiro se nos escreva e daqui se decrete o que for justo? Certo, se alguma suspeita podia pairar sobre estes bispos, a esta Igreja [Roma] se devera ter comunida”.12 Dos bispos, assim ilegitimamente depostos, vários foram, em seguida, por ordem pontifícia, reintegrados nas suas sedes. Que melhor argumento da primazia de Roma que este antigo costume de lhe obedecerem os bispos e patriarcas assim do Ocidente como do Oriente?
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        12. S ATHANASIUS, Apolog. c. Arian., n. 35 (MG, xxv, 307).__

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        S. SIRÍCIO (334-398) declara pesar-lhe sobre os ombros, como sucessor de Pedro, a solicitude de toda a Igreja; para toda a Igreja legisla e dirime controvérsias: “A regra acima [sobre a administração do batismo], escreve ele, deve ser observada por todos os bispos que se não quiserem separar da solidez da pedra sobre a qual Cristo edificou sua Igreja”.13
        À medida que a literatura eclesiástica se vai opulentando de mais copioso cabedal de documentos, os testemunhos da primazia pontifícia se vão multiplicando prodigiosamente. Das primitivas eras do cristianismo, falhas e escassas são as memórias que nos restam. Sumiu-se em grande parte a voragem dos tempos.14 E de si já não podiam ser muito numerosas numa quadra tão difícil e arriscada em que a profissão de fé constituia um perigo capital e a vida religiosa dos fiéis, sem lograr a luz da publicidade, se desenvolvia, silenciosa e retraída, à sombra amiga das catacumbas. Com a paz religiosa, porém, inaugura-se a idade de ouro da literatura cristã e o historiador vê satisfeito lourejar ante seus olhos uma seara magnifífica de preciosas informações.

        Entremos no século V, INOCÊNIO I (402-417). ZÓZIMO (417-428), BONIFÁCIO I (412-422), CELESTINO I (422-432), LEÃO MAGNO (440-461), SIMPLÍCIO (468-483), FÉLIX II (483-4923) E GELÁSIO I (492-496), isto é, quase todos os papas do século deixaram-nmos tnatos, tão conepícuos, tão incotnratáveis documentos de sua autoridade jurisdicional que a dificuldade está só em os escolher. Ao Concílio de Cartago escreve INOCÊNCIO I que o julgamento dos bispos não é definitivo “se o não confirma a autoridade da sede apostólica”. Assim o ensinam “a antiga tradição e a disciplina esclesiástica” estribadas não em disposições humanas, mas na “sentença divina”.15 ZÓZIMO, numa epístola aos bispos africanos, recorda outrossim “a tradição dos Padres”, consoante a qual a ninguém é lícito discutir as sentença da Sé apostólica; a Pedro e a seus sucessores ” por promessa de Cristo e por lei divina” foi confiada a solicitude da Igreja universal.16 Escreve BONIFÁCIO I a todos os bispos da Tessália: é certo por palavra divina que a Igreja romana é a cabeça de todas as igrejas disseminadas no mundo: “quem dela se aparta
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        13. P. COUSTANT, Epistulae Romanorum Pontificum, Paris, 1721, p. 627.

        14. É sobretudo lamentável a perda dos arquivos da Igreja Romana, destruídos por Diocleciano.

        15. COUSTANT, Op. Cent., p. 888 ss.

        16. COUSTANT, Op. Cent., p. 974 ss.___

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        desmembra-se da religião cristã porque já lhe não pertense à constituição orgânica”.17 A S. CIRILO de Alexandria ordena S. CELESTINO que, em seu nome e por autoridade da Sé apostólica,excomungue e deponha a NESTÓRIO, patriarca de Constantinopla, caso não retrate os seus erros; confere-lhe ao mesmo tempo a faculdade de nomear outro bispo e lhe comunica haver já escrito no mesmo sentido a outros membros do episcopado a fim de que “a todos conste a sua sentença que é a sentença divina de Cristo”.18

        Não queremos fatigar o leitor multiplicando alegações, qual mais explícita, mais insofismável, mais decisiva. Não há escurecer a evidência. Os papas sempre tiveram a consciência luminosa, segura, tranquila da sua suprema jurisdição sobre a Igreja. Em todos os monumentos históricos, nenhum vestígio de dúvida que hesita, nenhuma sombra de inovação humana que se pretende introduzir. É um apelar constante para a antiga tradição dos Padres, um reportar-se contínuo à promessa de Cristo, à instituição divina e perpétua do primado na pessoa de Pedro e dos seus legítimos sucessores na cátedra de Roma.

        E a Igreja? Levanta-se, porventura contra essa autoridade como usurpação humana que vem desfigurar e desnaturar a obra divina de Cristo? Insurge-se, talvez contra esta força moral, superior à de todos os bispos, de todos os patriarcas, de todas as igrejas particulares? Muito longe disso. Não há um brado de protesto. Na consciência da Igreja, assistida sempre pela divina Providência, vive o espírito de fé, de submissão, de confiança no governo divinamente constituído do papa.

        Quereis ouvir a voz dos Padres e dos grandes doutores?

        É INÁCIO (m. 107 ou 117), bispo de Antioquia, contemporâneo dos Apóstolos, que, saudando aos Romanos, parece não encontrar no entusiasmo do seu fervor termos bastante expressivos para exaltar a grandeza singular desta Igreja que de Roma preside à comunhão universal dos fiéis e a cuja solicitude confia os cuidados da igreja de Esmirna, que, com o seu martírio, ficaria em breve viúva do seu pastor. 19 E qual é a missão desta Igreja “que preside a toda
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        17. COUSTANT, Op. Cent., p. 1037

        18. COUSTANT, Op. Cent., p. 1106

        19. “Ignatius… ecclesiae dilectae et illuminatae voluntate eius qui vult omnis quae sunt secundum caritatem Jesus Christi Dei Nostri; quae etiam paesidet in loco regionis romanorum, digna Deo, digna decore, digna quae sancta predicetur, digna laude, digna, quae voti compos fiat, digne casta et universo caritatis, coetui praesidens, Christi legem habens, Patris nomine insignita, etc.”. Ad Rom. (F. I(2), 213), “Solus Jesus Christus illam [ecclesim Syriae] vice episcopi reget atque vestra caritas”. Ad Rom., IX, I (F, I(2), 223). Fora mister ler toda esta epístola, respirar este sentimento de reverência que de toda ela se exala para formar uma idéia do alto conceito em que na idade apostólica era tida a primazia da igreja romana.___

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        a cristandade”? Continua o santo mártir: “Vós ensinastes às outras igrejas. E eu quero que permaneçam firmes as coisas que vós prescrevestes nos vossos ensinamentos”.20

        É IRINEU (m. 202), oriundo da Ásia Menor, bispo nas Gálias, discípulo de S. Policarpo e de outros anciãos da idade apostólica, Irineu em cujo testemunho falam o Oriente e o Ocidente e que proclama sem rebuços nem equívocos a necessidade para todas as igrejas de se conformarem na fé com a Igreja romana em razão de sua primazia de poder.21

        É CIPRIANO (200-258), que, comunicando ao papa Cornélio a partida para Roma de Felicíssimo e outros cismáticos, diz: “Atrevem-se estes a dirigir-se à cátedra de Pedro, a esta igreja principal de onde se origina o sacedócio… esquecidos de que os romanos não podem errar na fé”.22 Para O bispo de Cartago, Roma é “a matriz e o tronco da Igreja católica”,23 “estar em comunhão com o papa é estar em comunhão com a Igreja católica”.24
        É AGOSTINHO (354-430), que em mil lugares, atesta inequivocamente a supremacia do Pontífice romano. Roma é a igreja “in qua
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        20. Ad Rom., III, I, (F I(2), 215).

        21. “Ad hanc enim Ecclesiam propter potentiorem principalitem necesse est omnem convenire ecclesiam”. Adv. Haer., III, 3 (MG, VII; 849). Eis na íntegra vertido o texto de IRINEU: “Com esta igreja, em razão de sua primazia de poder todas as outras igrejas, isto é, os fiéis de todo o universo têm obrigação de se conformar: de fato, é nela que todas, em toda parte e sempre, conservaram a tradição que vem dos apóstolos”.. “Il est difficile de trouver une expression plus nette: 1º de l’unité doctrinale dans l’Eglise universelle; 2º de l’importance souveraine, unique de l’Eglise romaine comme témoin, gardienne, et organe de la tradition apostolique; 3º de sá prééminence supérieure dans l’ensemble des chrétientés”. DUCHESNE, Eglises séparées, Paris 1905, p. 119.

        22. Epist. 59, n. 14 (Ed Hartel, 683).

        23. Epist. 49, n. 3 (Hartel, 607).

        24. Epist. 55, n. 1 (Hartel, 624). Tal é o sentir de Cipriano, calmo e tranquilo, ecoando a grande voz da tradição católica. Que montam algumas expressões ressentidas pronunciadas depois pelo grande bispo contra o papa S. Estêvão no ardor de sua controvérsia religiosa que agitou e perturbou os ânimos na África e na Ásia? Magnificamente DE MAISTRE: “Lorsque les adversaires de la monarchie pontificale nous citent usque ad nauseam les vivacités de ce même S. Cyprien contre le papa Etienne, il nous peigent la pauvre humanité au lieu de nous peidre la sainte tradition… Il faut de plus ne jamais perdre de vue cette grande règle qu1on néglige trop, en traitant ce sujet,quoiqu’elle soit de tous les temps et de tous les lieux, que le témoignage d1un homme ne saurait être reçu, quelque soit le mérite de celui, qui le rend, dès que cet homme peut êntre seulement, soupçonní d’être sous l’influence de qualquer pasison capable de le tromper”. Du Pape, l.I, c.8 Ed. 1819, pp. 70-68.___

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        sempre apostolicae viguit principatus”.25 A sede de Pedro, pelo sucessão ininterrupta de seus bispos, “culmen auctoritatis obliunt, cui nolle primas dare vel summae profecto imietatis est vel praecipitis arrogtantiae”. 26

        É JERÔNIMO (340-420) que das longínquas paragens do Oriente, ao ver que Melécio, Vital e Paulino pleiteavam a sede de Antioquia, se dirige ao Papa em demanda de luz e conselho: “estar em comunhão com o romano Pontífice é estar unido à cátedra de Pedro, é sequir a Cristo, que sobre essa pedra edificou a sua Igreja. Quem sair desta arca perecerá no naufrágio”. 27
        É, ainda OPTATO DE MILÉVIO, AMBÓSIO, GREGÓRIO DE NAZIANZO, MARCELO DE ANCIRA, VICENTE DE LERINS, PEDRO CRISÓLOGO, TEODORO, LEÔNCIO DE ARLES,28 é o coro universal da Igreja, do Oriente e do Ocidente, a cantar harmoniosamente as glórias de prerrogativas de Pedro sempre vivo nos seus sucessores.

        Tal a voz dos Padres. Ouvi agora a dos Concílios. É a Igreja toda que fala nas suas assembléias ecomênicas.

        Abre-se em 431 o concílio de Êfeso. FILIPE, legado do Sumo pontífice assim se apresenta ao venerável consenso: “Ninguém duvida, a todos os séculos o confessam, que S. Pedro, príncipe e chefe dos apóstolos coluna da fé e fundamento da Igreja católica, recebeu de N. S. J. C., Salvador e Redentor do gênero humano, as chaves do reino e o poder de ligar e desligar os pecados. Pedro vive e julga até aos nossos dias e sempre viverá e julgará na pessoa de seus sucessores. S. CELESTINO, seu sucessor e substituto legítimo, nosso santo e bem-aventurado Papa, a este sínodo me envia como seu representante, etc.”29 E todos os padres do concílio expressamente aprovaram as palavras do enviado pontifício.

        Vinte anos depois, no concílio ecumênico reune-se em Calcedônia. Logo na priemira sessão levanta-se o representante do Soberano Pontífice e, sem que se ouvisse uma só voz de protesto,
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        25. Epíst. 43, c. 3, n. 7 (ML, XXXIII, 163).

        26. De util.credendi, c. 17. n. 35 (ML, XLII, 91).

        27. “A pastore praesidium ovis flagito… Ego nullum primum, nisi Christum sequens, Beatitudinae tuae, id est, cathedrae Petri communione consorcior. Super illam petram aedificatam Ecclesiam scio. Quiqumque extra hanc domum agnum comederit, profanus est. Si quis in arca Noe non fuerit peribit regnhante diluvio… Quicumque tecum nom colligit, spagit!. Epist., 15, n. 2 (ML, XXII, 355).

        28. Muito alongaríamos estas páginas se quiséramos referir, um por um, todos os lugares destes e de outros doutores dos cinco primeiros séculos da Igreja, que preconizam e exaltam a primazia do Papa. O leitor poderá consultá-los nas obras que citaremos em bibliografia, no fim do livro I.

        29. MANSI, IV, 1295-B.___

        Pg.111
        pronuncia as seguintes palavras: “Devo comunicar-vos uma ordem do Papa da cidade de Roma que é o chefe de todas as igrejas, com a qual proíbe que Dióscoro toma parte no Concílio”. 30
        Consultai igualmente os atos do 3.º concílio de Constantinopla, do 2.º concílio de Nicéia, do 4.º concílio de Constantinopla31 e ver-se-á sempre a mesma crença da Igreja universal autenticamente professada nas suas mais imponentes assembléias. Calo de indústria os concílios posteriores e cito de preferência os orientais a fim de que o leitor possa julgar com quanta verdade afirma o Sr. PEREIRA que “as pretenções do bispo de Roma de ser o chefe universal da Igreja em tempo nenhum foram reconhecidas pela catolicidade cristã. As igrejas do Oriente protestaram contra esta sacrílega usurpação e as do norte da Europa repetiram este protesto no século XVI”, P. 309. Esqueceu ao prudente polemista advertir os seus leitores que a grande tentavia de cisma geral no Oriente, devida à ambição de FÓCIO, data do séc. IX. Morto FÓCIO a fração cismática voltou à unidade católica, da qual foi novamente separada no séc. XI por MIGUEL CERULÁRIO. Dois séculos depois ainda uma vez as Igrejas do Oriente e do Ocidente subscreveram no concílio geral de Lião (1245) o dogma do primado do papa. Só o orgulho dos imperadores e a cobiça insaciável dos patriarcas de Constantinopla levaram de novo o Oriente à via funesta do cisma. Sinceramente, depois de nove séculos de cristianismo “o protesto contra a usurpação sacrílega” vem muito tarde. O Sr. CARLOS PEREIRA, que não perde ocasião de mostrar sua ogeriza com tudo o que é medieval, por que agora acolhe sem reservas uma separação operada “nas tevas caliginosas” desta idade de superstições? Por que não nos mostra o protesto do Oriente cristão na sua idade de ouro, quando nele florsciam os CRISÓSTOMOS, os NAZIANZENOS, OS ATANÁSIOS, quando nos seus concílios se recebiam os legado do Papa com a aclamação unânime: Pedro falou pelos lábios de Leão? Nascidos de uma paixão mal sofreada os protestos de FÓCIO e de LUTERO não passam de gritos vulgares de revolucionários criminosos. Não é a consciência, é o interesse, é a soberba, é o amor próprio mal ferido que inspiraram os dois grandes cismas que romperam a unidade cristã.32 Sobre os seus autores pesa na história o cargo das mais terríveis responsabilidades.
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        30. MANSI, VI, 579-D

        31. MANSI, XI, 659-C; XII, 1081-D; XVI, 325-B.

        32. É verdade tão sabido que qualquer insistência pode parecer supérflua. FÓCIO reconheceu a primazia do Papa enquanto este não lhe foi à mão no seu desmesurado desejo de subir. Só então, irritado, entrou a combater a supremacia de Roma sob o religiosíssimo pretexto de que a autoridade eclesiástica devia acompanhar a dignidade de capital do império, transferida do Tibre para o Bósforo. Note, pois, o Sr. CARLOS PEREIRA: Fócio não negou a primado, não quis destruir a tiara, desejou cingi-la. – Em LUTERO é ainda mais evidente a influência do ânimo apaixonadamente orgulhoso. Desde 1516 errara o frade teólogo em expor a doutrina católica da justificação. Impugnado pelos defensores da ortodoxia apelou para Roma. Em 30 de maio de 1518 envia ao Papa suas teses ou resolutiones, que deviam ser acompanhadas com uma carta em que se lêem estas formais palavras: “Agora, que devo fazer? Desdizer-me não posso, e vejo entretanto que excitei grande ódio e inveja com publicar estas minhas teses… [e conclui:] Por isso, santíssimo Padre, prostro-me aos pés de vossa Santidade, a quem entrego a minha pessoa, tudo o que sou e tenho. Vossa Santidade fará o que bem apouver: nas mãos de V. S. está o repelir ou defender a minha causa, dar-me, ou negar-me razão, dar-me a vida ou tirar-ma. Na voz de Vossa Santidade reconheço a voz de Cristo, que em vós fala e governa”. DE WETTE, I, 121-122. e, 1519 diz ainda nume epístola ao Papa: “plenissime confiteor hujus Ecclesiae (romanae) potestatem esse super omnia” DE WETTE, I, 234. O Papa, guarda infalível da verdade, não podendo transigir com o erro, condenou-o. O frade soberbo não teve a humildade de submeter o seu juízo à autoridade daquele a quem Cristo confiara a missão de confirmar os seus irmãos na fé. Inde irae!__

        Pg.112
        Reatemos a fio da nossa demonstração. Mais eloquentes que as palavras são os fatos. A vida toda da Igreja gravita em forno de Roma. Imaginai, por um instante, que o Papa nos seja sucessor de S. Pedro no governo universal das almas e toda a história eclesiástica se torna um mistério inexplicável, um enigma sem solução.

        É o Papa quem convoca, preside e confirma todos os concílios gerais desde o de Nicéia até ao do Vaticano.33 Seu poder sobre estas assembléias ecumênicas é univesalmente reconhecido. LEÃO I cassa o cânon 28 do concílio de Calcedônia e o cânon fica sem efeito. “Convocar um sínodo sem autoridade da Sé apostólica, proclamam os legados do Papa no 4.º concílio ecumênico na presença 600 bispos orientais, é coisa que nunca se fez nem é lícito fazer”.34
        É o Papa quem confirma, remove, demite, reintegra bispos no Oriente e no Ocidente. CIPRIANO escreve a S. ESTÊVÃO para que substitua MARCIANO, bispo de Arles. S. DÂMASO depõe FLAVIANO, patriarca de Alexandria. S. AGAPITO exautora ANTIMO, patriarca de constantinopla, apesar da oposição da imperatriz. NICOLAU I enumera oito patriarcas constantiopolitanos depostos pelos Romanos Pontífices. ATANÁSIO, patriarca de Alexandria, EUSTÁTIO, bispo na Armênia e TEODORETO depostos em sínodos provinciais ou gerais são restituídos às suas sedes por ordem de Roma. E o poder
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        33. Acenamos aqui muito de corrida a uma multidão inumerável de fatos. Referi-los por miúdo e documentá-los copiosamente fora escrever um tratado inteiro de história eclesiástica. Não adiantamos, porém, uma só proposição de que não possamos, se nos for contestada, ministrar todas as provas históricas.

        34. MANSI, VI, 582-B
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        Pg.113
        do Papa “em tempo nenhum foi reconhecido pela catolicidade cristã”!

        É o Papa quem acredita, nos centros mais importantes da cristandade, legados e embaixadores seus, investido de plenos poderes para decidir as causas mais urgentes. LEÃO I nomeia um apocrisiário em Constantinopla, AGAPITO um representante junto ao imperador JUSTINIANO. Em Tessalônica desde o século IV residia um vigário apostólico cuja jurisdição se estendia a todos os bispos da Ilíria.

        Ao Papa, de todo o orbe católico apela, sem distinção, sacerdotes, bispos, patriarcas, ortodoxos e hereges. Roma é o tribunal de última instância. Sua sentença pode reformar todas as outras e por nenhuma e reformável. Em 142 MARCIÃO, excomungado pelo seu bispo no Ponto; em 251, PRIVATO, bispo condenado pelo concílio de Cartago; em 252 FORTUNATO e FÉLIX, julgados por CIPRIANO, apelam para Roma. Para Roma apelou o grande ATANÁZIO, patriarca de Alexandria, apelaram CRISÓSTOMO, GREGÓRIO DE NAZIANZO, e FLAVIANO, EUTIQUES, AÉCIO, todos orientais. Que melhor prova da supremacia do papa? Não escreveu CALVINO que “o supremo poder reside naquele para cujo tribunal se apela”?35 E a autoridade do papa “em tempo nenhum foi reconhecida pela catolicidade cristã”!

        É na comunhão com o papa, necessária a todos os fiéis, que a Igreja põe a pedra de toque da verdadeira ortodoxia. Afirmam-no declaradamente S. CIPRIANO, S. OPTATO DE MILÉVIO, S. AMBRÓSIO, S. JERÔNIMO. Afirmam-no, com os fatos, quase todos os hereges que, ainda condenados por bispos ou sínodos particulares procuraram com todas as artes da fraude, da dissimulação e da astúcia conservar a comunhão com a Igreja romana. Basta lembrar os nomes de MARCIÃO, CELESTINO, amigo de PELÁGIO, MONTANO, etc.

        Ao papa enfim reconhecem a soberania espiritual os supremos poderes políticos do império. GRACIANO no século IV ordena que não se entreguem as igrejas senão aos bispos em comunhão com papa DÂMASO.36 O edito de TEODÓSIO MAGNO que institui o cristianismo, religião do império, declara ser vontade do imperador que
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        35. CALVINO, Institution de la Relegion Chrétienne, Lyon, 1565, I. e, c.7, n. 9, p. 390. Sobre as apelações dos orientais a Roma, Cfr. P. BERNADAKIS, Les appel au Pape dans l’Église grecque jusqu’à Fhotius, no Echos d’Orient, 1903, pp. 30-42; 118-126; 248-257; P. BATIFFOL, Les recours à Rome en Orient avant le concile de Chalcédoine, na Revue d’histoire ecclésiastique, 1925, pp. 5-32.

        36. TEODORETO, Hist. Eccles., V. 2 (MG, LXXXII, 1198).
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        Pg.114
        os seus súditos “sigam a religião pregada por S. Pedro aos romanos e que até hoje se conserva e é seguida pelo papa DÂMASO”.37 JUSTINIANO escreve a JOÃO II: “Apressamo-nos em levar ao vosso conhecimento tudo quanto concerne o estado das igrejas… Nem sofremos que coisa alguma seja desconhecida por Vossa Santidade quia caput est omnium sanctarum ecclesiaram”.38
        São imperadores cristãos? Pois não nos falta em testemunmho de imperador pagão. Chegou AURELIANO em 272 a Antioquia. PAULO DE SAMOSATA, já condenado por dois sínodos, recusava entregar a residência episcopal. A causa é levada ao tribunal supremo. A sentença de AURELIANO, que EUSÉBIO chama “retíssima”, foi que se entregasse o edifício a quem determinasse o bispo romano e os outros antístites da Itália.39 Bem notória devia ser no século III a primazia do Papa sobre toda a Igreja para que não a ignorassem os próprios imperadores gentios.

        Após esta rápida excursão pelos primeiros séculos do cristianismo podemos legitimamente concluir com DE MAISTRE: “Rian dans toute l’histoire ecclésiastique n’est ausse invinciblement démontré, pour la conscience, surtout, que ne dispute jamais, que la suprématie monarchique du souverain Pontife”.40 Muito de caso pensado restringimo-nos quase exclusivamente aos testemunhos dos 5 primeiros séculos.41 Aqui é impossível falar de eclipse medieval, de obscurecimentos, de superstição.
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        37. Cod. Theodos., I, 16, tit. I. c. 2.

        38. Epist. 132, Epistolae Imperatorum, Pontificam, aliorum, etc., 1885-1888 p. 716.

        39. EUSÉB., Hist. Eccles., VII, 30, (MG, XX, 719).

        40. DE MAISTRE, Du Pape, I. I, c. VI, Ed. 1819, p. 44.

        41. Não quero, porém, omitir aqui o testemunho de LUTERO, que de próprio punho lavrou a sua condenação. “É certo que Deus honrou a Igreja romana sobre todas as outras; nela S. Pedro, S. Paulo, 46 papas e milhões de mártires derramaram o próprio sangue e triunfaram da morte e do inferno… Não nego que o bispo de Roma seja, tenha sido e deva ser o primeiro: a esta persuasão leva-me, antes de tudo, a vontade de Deus que é visível em todo este fato. Se Deus não quisera, o Pontífice romano nunca teria chegado a esta monarquia. Ora, a vontade de Deus, de qualquer modo que nos seja significada, deve ser acolhida com respeito. Não é, pois, permitido resistir temerarialmente ao Pontífice romano na sua primazia. Tão poderosa é esta razão que, ainda, não houvesse, em seu favor, nenhum texto da Escritura e nenhum outro argumento, seria bastante forte para reprimir todos os que lhe resistem… Não vejo, como se possam esquivar à tacha de cismáticos os que, indo contra a vontade divina, se subtraem à autoridade do Romano Pontífice”. Resolution lutherana super proposit. XIII de Potestate Papae, 1519. Weimar, II, 186. “A deferência que se deve a esta Igreja é evidente; se nos nossos dias em Roma as cousas se acham em todo estado que fora para desejar um regulamento melhor, contudo nem estas desordens nem outra causa alguma nos devem levar a separarmo-nos dela; muito pelo contrário, quanto mais deplorável é a condição atual das coisas, mais a ela nos devemos conservar apegados”. Weimar, II, 72. Infelizmente a soberba mal dominada veio perturbar a serenidade do juízo que ditou estas linhas sensatas. A Igreja de Roma, regada pelo sangue de tantos mártires e tão manifestamente amparada pelo vontade de Deus, será mais tarde a apóstata, a grande prostituta de Babilônia, a sinagoga de Anticristo.__

        Pg.115
        Diante destes documentos e de mil outros que poderíamos facilmente produzir, perguntamos sinceramente a todo leitor desprevenido: havia ou não na Igreja primitiva a consciência clara, luminosa, serena da soberania esperitual do bispo de Roma?

        Sem esta consciência, como explicar a história? E, sem ligar cinicamente a história, como a afirmação de CARLOS PEREIRA: “o papado, instituição essencialmente humana, é a suprema mistificação do cristianismo legada aos tempos modernos pela superstição caliginosa dos tempos medievais”?, p. 249. Ah! Mistificação” Ah! Superstição caliginosa!
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    • EDMILSON disse:

      Tipologia – MARIA, A ARCA DA NOVA ALIANÇA

      Maria, a Arca da Nova Aliança

      1 – Por que os católicos afirmam que Maria é a Arca da Nova Aliança?

      Vamos fazer comparações entre as duas arcas (Maria e a Arca do AT), com passagem Bíblicas.

      Todos nós sabemos que o Antigo Testamento está cheio de histórias, pessoas e eventos históricos. Um tipo é uma pessoa, coisa ou evento no Velho Testamento que prenuncia algo no Novo Testamento. É como um gosto ou uma dica de algo que será cumprido ou realizado. Tipos são como imagens que ganham vida de uma maneira nova e excitante quando visto através dos olhos da revelação de Cristo. Agostinho disse que “o Antigo Testamento é o Novo escondido, mas o Novo Testamento é o Velho revelado” ( catequese dos instruídos 4:8).

      Autor: Steve Ray, um ex batista convertido à Igreja Católica

      Tradução: do irmão Svladimyr Moskov

      Fonte: Crossing the Tiber

      Postado no Orkut: por Cleber Souza em 23/12/2011

      Comunidade: Mentiras em Sites Religiosos

      2 — A idéia de tipologia não é nova. Paulo diz que Adão era um tipo da pessoa que estava por vir, Cristo (Rm 5:14). Os primeiros cristãos entenderam que o Antigo Testamento era cheio de tipos ou imagens que foram cumpridas ou realizadas no Novo Testamento.

      Aqui estão mais alguns exemplos de tipologia bíblica:

      • Pedro usa a arca de Noé como um tipo de batismo cristão (1 Pd 3:18-22).

      • Paulo explica que a circuncisão prenunciou o batismo cristão (Col 2,11-12).

      • Jesus usa a serpente de bronze como um tipo de sua crucificação (Jo 3:14;. Cf Nm 21:8-9).

      • O cordeiro pascal prefigura o sacrifício de Cristo (1 Cor 5:7).

      • Paulo diz que Abraão “considerou que Deus era capaz de levantar os homens, mesmo dentre os mortos, daí, figurativamente falando, ele recebeu de volta” (Hb 11:19).

      3 — A Arca da Aliança no AT

      Deus instruiu Moisés a construir uma tenda cercada por pesadas cortinas (cf. Ex 25-27). Dentro do tabernáculo era para colocar uma arca de madeira de acácia coberta com ouro por dentro e por fora. Dentro da Arca da Aliança foi colocado um jarro de ouro segurando o maná, a vara de Arão que floresceu e as tábuas de pedra da aliança (cf. Hb 9:4).

      Quando a arca foi concluída, a nuvem de glória do Senhor (o Shekinah Glory) cobriu a tenda da congregação, e a glória do Senhor encheu o tabernáculo (Ex 40,34-35; Nm 09:18, 22). O verbo para “cobrir” ou “a ofuscar” e a metáfora de uma nuvem são usadas na Bíblia para representar a presença e a glória de Deus.

      4 — É fácil perceber o paralelo entre o Espírito Santo ofuscando a arca e do Espírito Santo ofuscando Maria (Lucas 1,35), entre a Arca da Antiga Aliança como a morada de Deus e Maria como a nova morada de Deus.

      Deus foi muito específico sobre todos os detalhes exatos da arca (Ex 25-30). Era um lugar onde o próprio Deus habitaria (Ex 25:8). Deus queria que suas palavras inscritas na pedra fossem alojada num recipiente perfeito coberto de ouro puro por dentro e por fora. Quanto mais que ele iria querer a sua Palavra-Jesus-de ter um lugar perfeito! Se o Filho unigênito viesse a fixar residência no útero de uma jovem humana, porque ele não iria fazê-la perfeita?

      5 — A Virgem Maria é o santuário vivo da Palavra de Deus, a Arca da Nova e Eterna Aliança. Na verdade, conta São Lucas da Anunciação do anjo a Maria incorpora muito bem as imagens da tenda da congregação com Deus no Sinai e do templo de Sião. Assim como a nuvem cobriu o povo de Deus em marcha no deserto (cf. Nm 10:34; Dt 33:12, Sl 91:4) e assim como a mesma nuvem, como um sinal do mistério divino presente no meio de Israel, pairava sobre a Arca da Aliança (cf. Êx 40:35), então agora a sombra do Altíssimo envolve e penetra o tabernáculo da Nova Aliança que é o ventre de Maria (cf. Lc 1:35). (Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes, O Santuário: Presença, Memória e Profecia do Deus Vivo )

      6 — Mais comparações entre AT e NT

      David saiu para recuperar a arca (1 Sm 6:1-2). Depois que um homem chamado Uzá foi morto quando ele tocou a arca, David estava com medo e disse: “Como pode que a arca do Senhor venha me visitar?” Ele deixou a arca na região montanhosa da Judéia durante três meses. Também nos é dito que Davi dançou e pulou na frente da arca e todos gritavam de alegria. A casa de Obede, em Edom, que tinha abrigado na arca, foi abençoada, e depois David levou a arca para Jerusalém (2 Sm 6:9-14).

      Compare David e a arca no relato de Lucas sobre a Visitação:

      Naqueles dias, Maria se levantou e foi apressadamente à região montanhosa, a uma cidade de Judá, e ela entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel. E quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criancinha saltou no seu ventre, e Isabel ficou cheia do Espírito Santo e exclamou em alta voz: “Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre. E por que me é dado, que a mãe do meu Senhor venha me visitar? Pois eis que, quando a voz da tua saudação chegou aos meus ouvidos, o bebê em meu ventre saltou de alegria. Bem-aventurada é aquela que acreditou porque vai acontecer o que o Senhor prometeu.” (Lc 1:39-45)

      7 — • Quando Davi viu a arca se alegrou e disse: “Como pode que a arca do Senhor venha me visitar?” Elizabeth usa quase as mesmas palavras: “Por que me é dado, que a mãe do meu Senhor venha me visitar?” Lucas está nos dizendo algo dirigindo nossas mentes de volta para o Antigo Testamento, mostrando-nos um paralelo.

      • Quando David se aproximou da arca, ele gritou e dançou e pulou na frente da arca. Ele estava usando um éphode, as roupas de um sacerdote. Quando Maria, a Arca da Nova Aliança, aproximou-se de Isabel, João Batista pulou no ventre de sua mãe e João era da linhagem sacerdotal de Aarão. Ambos pularam e dançaram na presença da arca. A Arca da Antiga Aliança permaneceu na casa de Obede, em Edom durante três meses, e Maria permaneceu na casa de Isabel por três meses. O local que abrigava a arca durante três meses foi abençoado, e no parágrafo curto, em Lucas, Elizabeth usa a palavra abençoada três vezes. Sua casa foi certamente abençoada pela presença da arca, e do Senhor dentro.

      8 — A arca retorna à sua casa e termina em Jerusalém, onde a presença e a glória de Deus é revelada no templo (2 Sm 06:12; 1 Rs 8:9-11). Maria volta para casa e eventualmente acaba em Jerusalém, onde ela apresenta Deus encarnado no templo (Lc 1:56; 2:21-22).

      O Velho Testamento nos diz que um item foi colocado dentro da Arca da Antiga Aliança, enquanto no deserto do Sinai: Deus disse a Moisés para colocar as tábuas de pedra com os Dez Mandamentos dentro da arca (Dt 10:3-5). Hebreus 9:04 nos informa que dois itens adicionais foram colocados na Arca: “uma urna de ouro contendo o maná, e a vara de Arão que floresceu.” Observe o paralelismo surpreendente: Na arca estava a lei de Deus inscrita em pedra; no ventre de Maria era a Palavra de Deus em carne.

      Na arca estava a urna com o maná, o pão do céu que manteve o povo de Deus vivo no deserto, no seio de Maria é o Pão da Vida que desceu do céu que dá vida eterna. Na arca era a vara de Arão, a prova do verdadeiro sacerdócio; no seio de Maria é o verdadeiro sacerdote

      9 — Enquanto o apóstolo João estava exilado na ilha de Patmos, escreveu algo que teria chocado qualquer judeu do primeiro século. A arca da Antiga Aliança tinha sido perdida durante séculos, ninguém a tinha visto por cerca de 600 anos. Mas em Apocalipse 11:19, João faz um anúncio surpreendente: “Então, o templo de Deus no céu se abriu, e a arca da sua aliança foi vista no seu templo.” Neste ponto termina o capítulo 11 e começa o capítulo 12. Mas a Bíblia não foi escrita em capítulo, eles foram adicionados no século 12. Quando João escreveu estas palavras, não havia divisão entre os capítulos 11 e 12, era uma narrativa contínua.

      O que João diz imediatamente depois de ver a Arca da Aliança no céu? “E um grande sinal apareceu no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas, ela estava com a criança” (Ap 12:1-2). A mulher é Maria, a Arca da Aliança, revelada por Deus a João. Ela foi vista levando a criança que iria governar o mundo com cetro de ferro (Ap 12:5). Maria era vista como a arca e como uma rainha.

      10 — João faz uso de um rico simbolismo bem conhecido, mas é evidente, a partir da própria Bíblia, que a mulher é Maria. A Bíblia começa com um verdadeiro homem (Adão), uma mulher real (Eva), e uma serpente real (o diabo) e também termina com um homem de verdade (Jesus, o último Adão [1Co 15:45]), uma mulher real (Maria, a Nova Eva [Ap 11:19-00:02]), e uma serpente real (o diabo do velho). Tudo isso foi profetizado em Gênesis 3:15.

      John Henry Cardinal Newman escreveu sobre esta passagem em Apocalipse:

      “O que gostaria de dizer é isto, que o Santo Apóstolo não teria falado da Igreja sob esta imagem em particular a não ser que tivesse existido uma Virgem Maria, que estava exaltada no céu e o objeto de veneração a todos os fiéis. Ninguém duvida que o “menino-homem” de que fala é uma alusão ao nosso Senhor, por que então não é “a mulher”, uma alusão a sua mãe?” (Na Virgem Maria)

      A arca viajou para a casa de Obede, em Edom, na
      região montanhosa da Judéia (2 Sam. 6:1-11). Maria
      viajou para a casa de Isabel e Zacarias, na região
      montanhosa da Judéia (Lucas 1:39).
      11 — Resumindo as comparações Bíblicas

      A arca viajou para a casa de Obede, em Edom, na região montanhosa da Judéia (2 Sam. 6:1-11). Maria viajou para a casa de Isabel e Zacarias, na região montanhosa da Judéia (Lucas 1:39).

      Vestido como um sacerdote, Davi dançou e pulou na frente da arca (2 Sam. 6:14). João Batista – da linhagem sacerdotal – pulou no ventre de sua mãe com a aproximação de Maria (Lucas 1:41).

      Davi pergunta: “Como pode que a arca do Senhor venha me visitar?” (2 Sam 06:09).. Elizabeth pergunta: “Por que me é dado, que a mãe do meu Senhor venha me visitar?” (Lucas 1:43).

      David dá gritos na presença da arca (2 Sam. 6:15). Isabel “exclamou com um grito alto” na presença de Maria (Lucas 1:42).

      A arca permaneceu na casa de Obede, em Edom, durante três meses (2 Sam 06:11).. Maria permaneceu na casa de Isabel por três meses (Lucas 1:56).

      A casa de Obede, em Edom, foi abençoada pela presença da arca (2 Sm 06:11).. A palavra abençoada é usada três vezes, certamente a casa foi abençoado por Deus (Lucas 1:39-45).

      A arca retorna à sua casa e termina em Jerusalém, onde a presença e a glória de Deus é revelada no templo (2 Sm 06:12; 1. Reis 8:9-11).. Maria volta para casa e eventualmente acaba em Jerusalém, onde ela apresenta Deus encarnado no templo (Lucas 1:56; 2:21-22).

      12 — Dentro da Arca da Antiga Aliança – As tábuas de pedra da lei – a palavra de Deus inscrita em pedra, maná do deserto e A vara de Arão.

      Dentro da Arca da Nova Aliança – O corpo de Jesus Cristo – a Palavra de Deus na carne, Jesus, o pão da vida descido do céu (João 6:41). verdadeiro Sumo Sacerdote Sacerdote real e eterno do alto.

    • Jankelson Alves Rodrigues disse:

      Caro amigo Daniel, não deixe que as ideias de outras pessoas que se dizem donos da verdade lhes atinja, saiba ter calma… também comungo com parte de seus argumentos, porem veja, tudo que faz parte de algo de Paz, mesmo proferido pelos insanos, no final servirão para a Gloria de Nosso Senhor Jesus o vencedor; veja bem a igreja até onde li: Santa Inquisição, Terra no Sistema Reto, Santas Ordálias e Lutero e o Purgatório? isso sem contar o encobrimento de verdades necessárias/importantíssimas; e isso me coloca em uma posição de dúvidas inerentes a tais grupos religiosos que se dizem certos, ainda mais quando a justificativa por parte de certos grupos social/religioso ou seja la o que for é sempre que em todo lugar tem gente ruim, desonesta, infiel etc… Sei não.

  14. Brain disse:

    Seu site é um horror e um propagador de ódio!
    Lucifer é nosso irmão,sabia?
    Assim como os anjos,assim como cada unidade humana vivente.
    Como todos os animais e plantas,pedras e cristais,todos somos
    feitos de carbono e água,todos somos feitos da MESMA MATÉRIA ORGÂNICA E ESPIRITUAL.
    Até os católicos e protestantes são gente,pasmem.
    Demônios só existem dentro daqueles que praticam o mal,reflitam.
    Gentileza,amor e compaixão,isso é a NOVA ERA DA HUMANIDADE.
    Abandonem essa igreja facista,machista e decadente.A hora da morte dela chegou a mais de 50 anos,e só sobrevive em lugares onde não existe compaixão.
    JESUS foi um grande mestre,e tem compaixão daqueles que usam seu nome para fins medonhos.

    • Pedro disse:

      Brain analfabeto doente quem ta decadente a muito tempo é a ceita protestante que tem igrejas que negam que jesus é Deus tem igrejas materialistas e igrejas de homossexuais você é qual dessas ceitas filho de Lutero vai analfabeto herege

    • FERNANDO disse:

      Brain você é uma doença na sociedade movido pelo ódio rancor e fanatismo você um um protestante refutado que fica se passando por outro tenha principios e vergonha na cara quer debater com os católicos venha mas não velha com piadas e palavras que vem da sua alma tenho dó de você

    • nelson disse:

      nosso senhor e nosso deus e salvador, parabéns pela matéria gostei muito deus e Maria santíssima vós guardem.

      obs: Brain você deveria ter mais educação e mais respeito com as doutrinas de outras religiôes tente buscar a deus e aos seus ensinamentos que você terá mais enriquecimento próprio e saberá realmente como e se amado e descobrirá que jesus e o caminho a verdade e a vida,e mais uma coisa não tente ser diferente dois demais tentando seguir algo que vai de oposto a doutrina cristã se você que ser diferente acredite e confie e deus por que ele sempre acreditou em você foi só um conselho você só segue se quiser que Deus o abençoe.

  15. Brain disse:

    tenho nojo dessa igreja podre,desses padres de alma imunda e dos fiéis fanáticos
    que tem medo do sr. Urano e da Era de Aquário.
    Quem nao ascender a 5D pode ficar aí na 3D adorando um deus cruel e que QUEIMA quem não concorda com ele’ aff

    ACEITA MEU COMENTARIO MOD NAZISTA :)

    • Equipe Lepanto disse:

      Prezado Brain,

      Se você quiser frequentar e fazer comentários nesse site, use palavras adequadas e linguagem condizente com o mesmo.
      Do contrário seus comentários serão sim MODERADOS!

      Atenciosamente,
      Equipe Lepanto

      • Brain disse:

        Vocês censuraram meus comentários NÃO pela linguagem utilizada,mas pelo conteúdo :)
        Isso a ICAR faz desde Saint Peter,né?
        Não,na verdade eles QUEIMAM quem pensa diferente.
        OH GOD obrigada pela era de aquário estar batendo em nossa porta!

        • Equipe Lepanto disse:

          Prezado Brain,

          Como já lhe dissemos, a regra do site é não usar palavrões e palavras de baixo calão nos comentários.
          Se você não as aceita terá seus comentários moderados.
          Se quiser poderá reformular seu comentário que publicaremos.

          Atenciosamente,
          Equipe Lepanto

          • EDMILSON disse:

            RICARDO DE CARVALHO
            Essa é a grande prova, bíblica. Que mostra claramente que a cidade de babilônia citada por São Pedro é a cidade de Roma.

            VEJA:

            1 Pedro 5, 13. A igreja escolhida de Babilônia saúda-vos, assim como também Marcos, meu filho.

            Está é a principal prova de que Pedro esteve em Roma, visto que Roma era tira como a babilônia na época pela semelhança que tinha com a babilônia (Ap 17,5; 18, 10). Assim, na mente de Pedro, a Roma dos seus dias lembrava a antiga Babilônia em riqueza, luxúria e licenciosidade isso é incontestável pois existem livros de historiadores contemporâneos com testemunhas oculares com fatos verídicos e fonte histórica da época que afirmam que na época de são Pedro a cidade de babilônia estava em ruína.

            Objeção:

            Alguns dizem que está babilônia era Babilônia do Egito ou ainda mais fortemente a Babilônia do Eufrates é considerada por muitos como o lugar aí designado, pois muitos Judeus, ainda moravam em Babilônia.

            Refutação:

            A babilônia do Egito, sendo provavelmente um posto militar do Império Romano, no local onde hoje é a cidade do Cairo, não existe nenhum registro das missões e da tradição que havia uma comunidade de cristãos ali naquela época muito menos que Pedro tenha estado ali, não encontramos nenhum indicio de cristianismo lá.

            Já a babilônia do Eufrates não existe notícia nem tradição de qualquer apóstolo ter estado na Mesopotâmia, salvo Tomé.

            Ou seja, em nenhuma das outras babilônias literais há qualquer noticia de comunidade cristã por perto, somente Roma se encaixa na descrição de Pedro.

            Por isso é muito fácil provar que São Pedro veio a Roma e em Roma morreu

            E mais antes de estabelecer de um modo positivo o fato do martírio de São Pedro em Roma, convém recordar esta prova negativa: que ninguém assinalou nunca para a tumba de São Pedro um lugar diferente de Roma.

            Mas podemos ir mais longe, já que a Sagrada Escritura nos permite estabelecer positivamente o fato do martírio de São Pedro em Roma. Assim, a 1ª epístola de São Pedro:Diz “Saúda-vos a igreja que está em Babilônia” (5, 13). A Tradição estabelece que São Pedro ocupou sucessivamente as sedes episcopais de Jerusalém, Antioquia e Roma; mas também demonstra que nunca esteve em Babilônia.

            Assim pois, como saúda da parte da igreja que está em Babilônia?

            A resposta não oferece dúvidas para os contemporâneos dos judeus do século I:Pois Babilônia era o nome que São Pedro dava a Roma por causa da sua corrupção. Assim, com este texto tão curto,

            São Pedro situa-nos no itinerário da sua estadia em Roma.

            Saúda-vos a igreja que está em Babilônia e Marcos meu filho”. Ora, Marcos nesta época (c. 1-62) não se achava em Babilônia mas em Roma.

            Di-lo abertamente S. Paulo em duas epístolas escritas durante o seu primeiro cativeiro na capital do império. Na epístola aos colossenses, IV, 10, Diz”Saúda-vos Aristarco… e Marcos, primo de Barnabé; na epístola a Filemon v. 24: saúda-te Marcos, etc.”.

            2ª Prova bíblica.

            Colossenses 4, 10. Saúda-vos Aristarco, meu companheiro de prisão, e Marcos, primo de Barnabé, a respeito do qual já recebestes instruções.

            Assim como Pedro diz que Marcos está com ele em Babilônia (ROMA), Paulo também quando escreve sua carta aos Colossenses diz que Marcos está com ele em Roma.

            Paulo manda Timóteo levar Marcos a Roma Em II Timóteo:

            II Timóteo 4,11b. Toma contigo Marcos e traze-o, porque me é bem útil para o ministério.

            Timóteo estava em Éfeso e só poderia Marcos estar lá ou em uma cidade por perto no caminho para Roma, e não em Babilônia do Eufrates.

            Se formos ver as datas das cartas veremos que II Timóteo foi escrita antes de 1 Pedro, portanto as datas se encaixam, Marcos foi para Roma com Timóteo por volta do ano 65 quando Paulo escreveu a 2ª carta a ele , e antes do ano 67 Pedro escreveu sua carta as comunidades da Ásia menor com Marcos. E alguns Anos depois Paulo escreveu sua Cartas aos Colossenses e Marcos estava com ele em Roma. Será que Marcos iria de Éfeso a Roma, Depois ir pra Babilônia do Eufrates mais de 3000 km de distancia escrever a carta com Pedro e voltar pra Roma? É meio que absurdo para a época, sem meios de transportes e nem estradas e etc. veja o mapa:

            Ele estaria viajando mais de 6000 km em um curto período de tempo o que é ilógico, como já disse, para a época.

            3ª Prova bíblica

            I Pedro 5, 12. Por meio de Silvano, que estimo como a um irmão fiel, vos escrevi essas poucas palavras. Minha intenção é de admoestar-vos e assegurar-vos que esta é a verdadeira graça de Deus, na qual estais firmes.

            Todos Sabem que Silvano Andava junto a Timóteo, e na região de Éfeso próximo a Europa, o que era que Silvano iria fazer na Babilônia? Marcos e Silvano iriam para a babilônia do Eufrates somente para escrever a carta com Pedro e Depois voltarem para Roma? É geograficamente e fisicamente impossível eles estarem em 2 lugares ao menos tempo.

            Ainda falando sobre Babilônia.

            Três cidades podem ser designadas com esse nome:

            1. A Babilônia da Mesopotâmia (hoje Iraque).

            2.

            3. Que no século I depois de Cristo ainda estava habitada; porém, não há nenhum vestígio de tradição local que associe esta Babilônia com o apóstolo São Pedro.

            2. Cidade do Egito, onde está a atual cidade de Cairo, com uma fortaleza romana que controlava o canal entre o Nilo e o mar Vermelho (não é o moderno Canal de Suez). Não existe nenhuma tradição que relacione São Pedro com o Egito; e esse lugar era apenas uma fortaleza militar.

            3. Roma: é chamada Babilônia no Apocalipse (14, 8; 16, 19; 17, 5).

            Agora se os protestantes dizem que Babilônia não é uma maneira figurada de designar Roma;

            pergunte então a eles de qual Babilônia São Pedro escreveu a sua primeira carta.

            Foi de Babilônia – Mesopotâmia, hoje Iraque?

            Foi da cidade do Egito (fortaleza militar), onde está a atual cidade de Cairo?

            Qual quer grande historiador primitivo que seja mestre em linguística e doutor em ciência e em palavras que estuda idiomas costumes dialetos símbolos e suas origens

            Sabe muito bem que a expressão metafórica de Babilônia mostra claramente que São Pedro ao referir-se do nome de Babilônia realmente ele somente estava se referindo a cidade de Roma, pois não existe registro histórico nenhum da passagens de são Pedro em babilônia e de cristãos nessa Cidade e mais

            Todos os padres apostólicos afirmam unânimes como também os antigos intérpretes historiadores e escritores da época dos fatos de dentro e de fora da igreja afirmam que a cidade de babilônia era um cativeiro na época

            Veja o que diz

            JOSEFO FLÁVIO 38 — ca. 100), veja o que Josefo historiador dos hebreus

            diz No lugar indicado e que leio? Que Herodes Magno antes da era vulgar depôs a Ananel, sumo pontífice, oriundo dos judeus que haviam sido deportados em massa para Babilônia. Quem duvidou jamais deste fato? Mas que prova ele em favor da existência de uma numerosa colônia judaica em Babilônia

            Irmãos católicos saibas que na época em que S. Pedro escreveu a sua primeira epístola? O próprio FLAVIO, no l. XVIII, c. 9, fala dos tempos de Calígula (estamos, pois, na idade apostólica isso é a patrística e mais…

            Saibam que a cidade de Babilônia da época de São Pedro(Babylon-onis) não passava de uma deserto;Pois na região de babilônia não havia judeus quando S. Pedro escreveu a sua epístola.

            Vejam aqui algumas provas contundentes que você pode encontrar em alguns relatos dos historiadores da época dos fatos que dizem o mesmo a cidade de babilônia estava deserta e servia somente de cativeiro para os romanos

            Para maior entendimento e aprofundamento procure por esses historiadores da época dos fatos

            Estrabão (em grego: Στράϐων; (63 a.C. ou 64 a.C. — ca. 24) foi um historiador, geógrafo e filósofo grego. Foi o autor da monumental Geographia, e um tratado de 17 livros contendo a história e descrições de povos e locais de todo o mundo que lhe era conhecido à época

            Plínio, o Velho (Gaius Plinius Secundus), Foi um nobre romano, cientista e historiador que morreu na erupção do Vesúvio em 79 d.C.;

            Diodoro Sículo ou Diodoro da Sicília (em grego Διόδωρος ὁ Σικελός; ca. 90 a.C. — 30 a.C.), foi um historiador grego, que viveu no século I a.C

            Luciano de Samósata, 115 d.C foi escritor e historiador romano ETC…

            Pausânias (c. 115 – 180 d.C.) foi um geógrafo e viajante grego, autor da Descrição da Grécia, obra que presta um importante contributo para o conhecimento da Grécia Antiga, graças às suas descrições de localidades da Grécia central e do Peloponeso.

            Irmãos e irmãs católicas saiba que são unânimes os testemunhos históricos dos padres apostólicos e de todos os historiadores e escritores eclesiásticos em seus livros e cartas sermões apologéticas e epístolas que comprovam como verdades absolutas o primado de são Pedro em Roma

            VEJA AQUI ALGUNS TESTEMUNHOS SANTOS E VERDADEIROS

            veja o que diz o 3 terceiro bispo de Roma após São Pedro de nome São Clemente Romano a nascido no ano 30 da era cristã

            “Lancemos os olhos sobre os excelentes apóstolos: Pedro foi para a glória que lhe era devida; e foi em razão da inveja e da discórdia que Paulo mostrou o preço da paciência: depois de ter ensinado a justiça ao mundo inteiro e ter atingido os confins do Ocidente, deu testemunho perante aqueles que governavam e, desta forma, deixou o mundo e foi para o lugar santo. A esses homens […] juntou-se grande multidão de eleitos que, em conseqüência da inveja, padeceram muitos ultrajes e torturas, deixando entre nós magnífico exemplo.” (São Clemente Bispo de Roma, ano 96, Carta aos Coríntios, 5,3-7; 6,1).

            Clemente o 3º Bispo de Roma após Pedro, dá testemunho do belíssimo exemplo que o Apóstolo deixou entre os cidadãos Romanos

            “Assim, Mateus publicou entre os hebreus, na língua deles, o escrito dos Evangelhos, quando Pedro e Paulo evangelizavam em Roma e aí fundavam a Igreja.” (Santo Ireneu Bispo de Lião – Contra as Heresias,III,1,1 – 180 d.C).

            “Sob Cláudio [Imperador], Fílon [quande estoriador judeu] em Roma relacionou-se com Pedro, que então pregava aos seus habitantes.” (Eusébio de Cesaréia – HE II,17,1 – 317 d.C)

            Eusébio de Cesaréia, narrando sobre a primeira sucessão Apostólica em Roma escreve: “Depois do martírio de Pedro e Paulo, o primeiro a obter o episcopado na Igreja de Roma foi Lino. Paulo, ao escrever de Roma a Timóteo, cita-o na saudação final da carta [cf. 2Tm 4,21].” (Eusébio Bispo de Cesaréia – HE,III,2 – 317 d.C).

            “[…]quanto a Lino, cuja presença junto dele [do Apóstolo Paulo] em Roma foi registrada na 2ª carta a Timóteo [cf. 2Tm 4,21], depois de Pedro foi o primeiro a obter ali o episcopado, conforme mencionamos mais acima.” (Eusébio Bispo de Cesaréia – HE,IV,8 – 317 d.C).

            “[…]Alexandre recebeu o episcopado em Roma, sendo o quinto na sucessão de Pedro e Paulo” (Eusébio Bispo de Cesaréia – HE,IV,1 – 317 d.C).

            Papias (nascido no ano 70 e morto no ano 155 da era cristã ),

            Veja o que diz Papias

            diz-nos que Marcos escreveu seu evangelho (baseado em sermões de Pedro), na cidade de Roma.

            OLHE O QUE DIZ O PAPA ZEFERINO MORTO NO ANO 217 DA ERA CRISTÃ

            EPÍSTOLA DO PAPA ZEFERINO

            Zeferino,
            Bispo da cidade de Roma,
            aos mui queridos irmãos que servem ao Senhor no Egito.

            “Recebemos uma grande responsabilidade do Senhor, fundador desta Santa Sé e da Igreja apostólica, e do bem-aventurado Pedro, chefe dos apóstolos:

            bispo Dionísio de Corinto morto no ano 170 da era cristã,

            Veja o que ele diz num extrato de uma de suas cartas aos romanos (170):

            “Tendo vindo ambos a Corinto, os dois apóstolos Pedro e Paulo nos formaram na doutrina evangélica. A seguir, indo para a Itália, eles vos transmitiram os mesmos ensinamentos e, por fim, sofreram o martírio simultaneamente.”

            Santo Irineu nascido no ano 130 da era cristã.

            Carta contra heresias:

            “Mas visto que seria coisa bastante longa elencar, numa obra como esta, as sucessões de todas as igrejas, limitar-nos-emos à maior e mais antiga e conhecida por todos, à igreja fundada e constituída em Roma, pelos dois gloriosíssimos apóstolos, Pedro e Paulo.

            Cipriano (NASCIDO NO ANO 258 DA ERA CRISTÃ)

            Veja O QUE ELE DIZ:

            “atrevem-se estes a dirigir-se à cátedra de Pedro, a esta igreja principal de onde se origina o sacerdócio… esquecidos de que OS ROMANOS NÃO PODEM ERRAR NA FÉ”

            (Epist. 59,n.14, Hartel, 683)

            Gaio presbítero romano, em 199 da era cristã: “diz assim

            nós aqui em Roma temos algo melhor do que o túmulo de Filipe. Possuímos os troféus dos apóstolos fundadores desta Igreja local. Ide à Via Ostiense e lá encontrareis o troféu de Paulo; ide ao Vaticano e lá vereis o troféu de Pedro

            Tertuliano nascido no ano 150 da era cristã falou da morte de Pedro em Roma assim

            “A Igreja também dos romanos publica – isto é, demonstra por instrumentos públicos e provas – que Clemente foi ordenado por Pedro.”

            “Feliz Igreja, na qual os Apóstolos verteram seu sangue por sua doutrina integral!” – e falando da Igreja Romana, “onde a paixão de Pedro se fez como a paixão do Senhor.”

            “Nero foi o primeiro a banhar no sangue o berço da fé. Pedro então, segundo a promessa de Cristo, foi por outrem cingido quando o suspenderam na Cruz.”

            Isso é claro São Pedro foi o primeiro bispo de Roma

            E mais todos os antigos testemunhos históricos,também atesta-nos que Marcos escreveu as suas páginas inspiradas em Roma, sintetizando nelas a pregação e os ensinamentos do príncipe dos apóstolos.

            ENTRE ELES ESSES TESTEMUNHOS ESTÃO

            SÃO CLEMENTE ROMANO NASCIDO NO ANO 30 DA ERA CRISTÃ

            SANTO INÁCIO DE ANTIOQUIA NASCIDO NO ANO 35 DA ERA CRISTÃ

            HERMAS MORTO NO ANO 160 DA ERA C RISTÃ

            PAPIAS NASCIDO NO ANO 60 DA ERA CRISTÃ,

            JUSTINO NASCIDO NO ANO 100 DA ERA CRISTÃ,

            IRINEU DE LYON NASCIDO NO ANO 130 DA ERA CRISTÃ

            ORÍGNES NASCIDO NO ANO 180 DA ERA CRISTÃ

            E CLEMENTE DE ALEXANDRIA NASCIDO DO ANO 150 DA ERA CRISTÃ

            TODOS ESSES NOMES AQUI POSTADOS ATESTAM UNÂNIMES QUE MARCOS ESCREVEU EM ROMA.

            COMO ME ORGULHO DE SER CATÓLICO.

        • EDMILSON disse:

          VEJA SUAS CONTRADIÇÕES RICARDO

          Ab omni malo, libera nos, Domine – De todo o mal, livrai-nos Senhor

          “Naquele tempo, haverá um altar erguido ao Senhor, em pleno Egito, e, em suas fronteiras, um obelisco dedicado ao Senhor. E eles servirão de monumento ao Senhor na terra do Egito. Quando maltratados pelos opressores, invocarão o Senhor, e ele lhe enviará um salvador, um defensor que os libertará.”
          (Isaías 19, 19-20)

          EU TI FAREI UMA PERGUNTA RICARDO? TERIA DEUS PROIBIDO TODA E QUALQUER IMAGEM?

          VEJA UMAS DAS PRINCIPAIS PASSAGENS USADAS PELOS PROTESTANTES
          Êxodo 20-4,6 agora saiba como nós católicos explicamos essa parte?

          AGORA NOTE QUE RESPOSTA: – É muito Simples. Mais Muito simples mesmo! Veja o que nos diz o texto original de Êxodo 20,4-6 e não somente este mas também Deuteronômio 5,8? Veja aqui Leonardo o texto original em hebraico, mas não se assuste com as letrinhas diferentes e sem vogais: “לא תעשׁה לך פסל וכל תמונה אשׂר בשׂמים ממעל ואשׂר בארץ מתחת ואשׂר במים מתחת לארץ” Leonardoconte a quarta palavra da direita para a esquerda (é assim que se escreve o hebraico) e encontrará a palavra” פסל”, que se lê “FESEL” e se traduz no grego por “EIDOLON” e no português por “ÍDOLO”. Portanto, o que Deus realmente está proibindo são IMAGENS DE ÍDOLOS com as quais os hebreus estavam tão acostumados, e não toda e qualquer imagem.
          Agora veja o original hebraico de Isaías 42,8 que foi traduzido por “imagens de Escultura”:
          “אני יהוה הוא שמי וכבודי לאחר לא אתן ותהלתי לפסילים”

          Que é “לפסילים”? Coloquemos este termo no tradutor Google Hebraico-Português e que obteremos de retorno? Isto: “Ídolos”; Nos demais versículos, 45,20 e 51,18 a tradução já é mesmo “ídolo”.
          agora vamos ler em Atos 28 o que fez o Católico São Paulo quando embarcou em um Navio indo Para ROMA

          “Ao termo de três meses, embarcamos num navio de Alexandria, que havia passado o inverno na ilha. Este navio levava por INSÍGNIAS* os DIÓSCUROS*”. (At 28,11)

          *INSÍGNIAS : EMBLEMAS, IMAGENS

          *DIÓSCUROS: A IMAGEM DE CASTOR E PÓLUX, ORNANDO A PROA DO NAVIO

          Agora eu ti pergunto Ricardo? Como pode São Paulo, embarcar num navio de idolatras? Pois o navio tinha imagens de estatuas?
          Mais não protestantes! São Paulo não aproveitou a ocasião para condenar aquelas imagens, porque era Católico e não protestante (QUE NEM EXISTIAM AINDA kkkkkkk) e mais ele sabia muito bem distinguir Imagem de Ídolo.

          AGORA LEIA ESSA PASSAGEM E NOTE QUE DEUS ABITAVA NOS TEMPLOS.
          VEJA
          “Quando os sacerdotes saíram do lugar santo, a nuvem encheu o templo do Senhor, de modo tal que os sacerdotes não puderam ali ficar para exercer as funções de seu ministério; porque a glória do Senhor enchia o templo do Senhor” (1 Reis 8, 10-11)

          É SOFISMA E CONTRADIÇÕES E MUITA FALTA DE ESTUDO NAS FONTES VERDADEIRAS ONDE SE FORAM CRIADAS AS OBRAS E OS TESTEMUNHOS E OS ACONTECIMENTOS DOS FATOS.
          VOU TI DA UM SÓ EXEMPLO RICARDO
          ALÉM DOS MILHARES DE MILHARES DE ESCRITOS QUE COMPROVAM IMAGENS BÍBLICAMENTE EXISTEM TAMBÉM A ARQUEOLOGIA E A GEOGRAFIA QUE COMPROVAM AS IMAGENS USADAS PELAS IGREJAS CATÓLICAS DO PRIMEIRO SÉCULO
          SEM CONTAR OS PADRES DA IGREJA OS PADRES APOSTÓLICOS OS ESCRITORES EXCLESIÁSTICOS OS HISTÓRIADORES E OS CRONISTAS DOS 4 PRIMEIROS SÉCULOS DA ERA CRISTÃ.
          VEJA SUAS CONTRADIÇÕES RICARDO QUE DIZ QUE DEUS PROÍBE IMAGENS

          DIZ A MOISÉS QUE ESCOLHEU UM ESCULTOR ESSE MESMO ESCULTOR QUE CONSTRUIU A ARCA DA ALIANÇA.
          VEJA
          Deus informa a Moisés o seguinte: Eu escolhi Bezalel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá, e o enchi do Espírito de Deus, dando-lhe destreza, habilidade e plena capacidade artística para (desenhar) e executar trabalhos em ouro, prata e bronze, para talhar e esculpir pedras, para entalhar madeira e executar todo tipo de obra artesanal

          AGORA PARA NÃO RESTAR DUVIDAS ENTRE NESSE SITE DO MEU AMIGO RAFAEL RODRIGUES E VOCÊ VAI VÊ QUE IMAGENS JÁ ERAM USADAS PELOS APOSTÓLOS E PELOS PADRES APOSTÓLICOS NAS IGREJAS DO PRIMEIRO SECULO DA ERA CRISTA!
          ENTRE E VEJA:
          http://www.apologistascatolicos.com.br/index.php/apologetica/imagens/540-as-pinturas-mais-antigas-dos-apostolos-de-jesus

          Longe da ignorância dos fanáticos freqüentadores de seitas tupiniquins, na Ilha de Malta, na Reunião Mundial das igrejas protestantes, foi assinado um acordo onde 92% das Igrejas Luteranas entre outras, já reconheceram que as imagens católicas não são e nunca foram ídolos. A esse respeito, sugiro a leitura do livro “História da Igreja”, vol. 3, de Martin N. Dreher, Ed. Sinodal, em especial as págs. 53 a 57, já que se trata de uma editora protestante e um autor protestante, que defendem o uso de imagens nas igrejas de Deus.
          Olha Ricardo foi descoberta a igreja católica mas antiga do mundo vou ti mandar o l site aí você entra nela ok ela é repleta de imagens
          http://filhosprediletosdemaria.blogspot.com.br/2012/05/a-surpresa-de-megido-e-igreja-crista.html

          Entenda meu caro que as imagens tantas vezes na Bíblia solicitadas por Deus, já eram usadas pelos primeiros Cristãos:
          “Vem dos primeiros tempos do Cristianismo, envolvendo até o Apóstolo São Pedro, que teria chegado na Península Ibérica com uma imagem de Nossa Senhora Jerusalemitana, esculpida por São Lucas.” Diz o jornalista, pesquisador de História e escritor J. Muniz Jr. (Jornal A Tribuna de Santos, 9/9/97).
          Também dizia o grande teólogo primitivo Santo Agostinho (354-430): “Não há, pois, superstição alguma nas peregrinações do povo cristãos a certos lugares em que Deus obra milagres pelas relíquias ou imagens dos santos.”(Biblioteca Patrística). Morre o embuste protestante.
          Deus proíbe ídolo deus e não “imagens de esculturas”.
          EU ADORO DECIFRAR FARSAS PROTESTANTE PELA PATRÍSTICA PELA ARQUEOLOGIA E PELA BÍBLIA:
          Entenda protestantes que o falsário tradutor protestante, João Ferreira de Almeida, adulterou as já incompletas bíblias protestantes, colocando o termo “Imagens de Escultura” onde nos originais constam ÍDOLO, para fazer confusão. Se examinarmos o texto original hebraico, notaremos que em ambas as citações do Êxodo e do Deteuronônio falam claramente que aquilo que os protestantes e más traduções traduzem por “IMAGENS DE ESCULTURA”, na verdade, deveria ser traduzido por ÍDOLOS, pois a palavra hebraica utilizada é “PESEL” que se traduz no grego por “ÊIDOLON” e em português por ÍDOLO.
          Esta é uma dentre as muitas querelas que, examinadas a fundo, a Igreja Católica está claramente com a razão.
          Como poderia Deus proibir “imagens de escultura” se mandou construir duas para colocar sobre a arca da aliança que guardavam as tábuas, que na verdade proíbem ÍDOLOS????
          Exemplos das falsificações protestantes estão em (Isaías 44,9-10,15,17). O falsário protestante, além de enfiar “imagem de escultura” onde consta ÍDOLO, ainda enfiou criminosamente a palavra “procissão” em (Is 45,20).
          Mas não conseguiu adulterar os versículos seguintes, que restauram o sentido verdadeiro dos originais, com o ídolo de Micas, que não era mais um deus, transformado em “imagem de escultura” para a casa de Deus,
          veja:
          E os filhos de Dã levantaram para si aquela IMAGEM DE ESCULTURA, e Jônatas, filho de Gérson, o filho de Manassés, ele e seus filhos foram sacerdotes da tribo dos danitas, até ao dia do cativeiro da terra. Assim, pois, A IMAGEM DE ESCULTURA, que fizera Mica, estabeleceram para si, todos os dias que a casa de Deus esteve em Siló” (Jz 18,30-31). (conf. Bíblia J. Ferreira).
          Deus só proibia figura de si, enquanto ninguém o viu naquele instante no monte Horebe (Dt 4,15-19), se o esculpissem estariam mentindo, se o comparassem com as figuras que Ele descreve, podendo incorrer na fabricação da imagem de um falso deus pagão.
          Mas logo, muitos viram Deus: Jacó viu Deus cara a cara (Gênesis 32,30); Moisés e os anciões de Israel viram Deus (Êxodo 24,9-11); Deus falou com Moisés cara a cara (Êxodo 33,11) (Deuteronômio 34,10); Ezequiel viu Deus em uma visão (Ezequiel 1,27-28). Com o passar do tempo, relata a bíblia:
          … “Assim, pois, A IMAGEM DE ESCULTURA, que fizera Mica, estabeleceram para si, todos os dias que a casa de Deus esteve em Siló” (Jz 18,30-31). (conf. Bíblia J. Ferreira).

          E outra coisa não se pode esquecer jamais que todos utensílios para o altar e o altar ungidos(consagrados) se tornam coisas santas:
          VEJA:
          “Tomarás o óleo de unção e ungirás com ele o tabernáculo com tudo o que ele contém; consagrá-lo-ás com todo o seu mobiliário para que ele se torne uma coisa santa.
          Ungirás o altar dos holocaustos e todos os seus utensílios; em virtude de tua consagração, o altar se tornará uma coisa santíssima.” (Ex 40, 9-10)

          No templo no lugar santissimo Deus manda oferecer sacrificios para perdão dos pecados e que se derrame o sangue deste sacrificio onde esta duas IMAGENS DE ESCULTURA.

      • FERNANDO disse:

        Equipe do lepanto esse Brain é uma doença como todo protestantismo que não aceitam a verdade é refutado e por ódio não suporta é igual aos historiadores americanos que inventam mentiras e safadezas para vender livros e vender heresias esse Brain é um fanático sola scriptura ele tem que ter ódio é das mas de 50 mil ceitas espalhadas pelo Brasil cada qual pregando terios adsurdas

        • EDMILSON disse:

          ISSO AQUI RENATO DE CARVALHO POSSUI VONTE HISTÓRICA VEJA QUE MARAVILHA

          O Primado de São Pedro foi incontestável antes de nascerem as seitas protestantes

          VEJAM

          Jesus Cristo fundou uma Igreja monárquica, conferindo a S. Pedro o Primado de jurisdição sobre toda a Igreja.

          Argumento escriturístico.

          O Primado de S. Pedro deduz-se das palavras da promessa e das palavras da colação do primado.

          Palavras da promessa. As palavras com que Jesus Cristo prometeu a S. Pedro o primado de jurisdição foram conferidas em Cesaréia de Filipo. Jesus interrogara os discípulos para que dissessem que opiniões corriam a seu respeito. S. Pedro em seu próprio nome, por inspiração espontânea, confessou que “Jesus era o Cristo, o Filho de Deus vivo”.

          Foi então que o Salvador lhe dirigiu as célebres palavras: “Bem-aventurado és tu, Simão, filho de João, porque não foram a carne nem o sangue que to revelaram, mas sim meu Pai que está nos céus. Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra eu edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do reino dos céus, e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligardes na terra será desligado nos céus” (Mat. XVI, 17-19).

          Ponhamos em relevo três pontos deste texto, que provam a nossa tese:

          Jesus muda o nome de Simão em Pedro. Ora, segundo o uso bíblico, a mudança de nome é sinal de um benefício. Quando Deus quis estabelecer uma aliança com Abraão e constituí-lo pai dos crentes mudou-lhe o nome de Abram em Abraão (Gen. XVII, 4s).

          No nosso caso, o novo nome dado por Jesus a Simão, simboliza a missão que Jesus quer lhe confiar. Para o futuro Simão chamar-se-á Pedro, porque há de ser a pedra, ou a rocha sobre a qual Jesus quer fundar a sua Igreja. O trocadilho, que tem toda a sua força na língua aramaica, na qual o nome “Kepha” dado por Jesus á Pedro é masculino e significa rocha, pedra, desaparece em grego e em latim, porque nessas línguas Pedro se diz Petros ou Petrus, e rocha, petra.

          Pedro será, com respeito à sociedade cristã, à Igreja de Cristo, o que é a rocha com respeito ao edifício: fundamento sólido que assegurará a estabilidade de todo o edifício, rochedo inabalável, que desafiará os séculos, e sobre o qual se virão quebrar as portas do inferno, ou por outras palavras, os assaltos e o poder do demônio.

          Finalmente as chaves do reino dos céus foram confiadas a S. Pedro. A entrega das chaves é um privilégio insigne e especial que confere um poder absoluto. Compara-se o reino dos céus a uma casa. Ora, só poderá entrar em casa quem tem as chaves em seu poder, e aqueles a quem ele quiser abrir a porta. Pedro é constituído único intendente da casa cristã, único introdutor do reino de Deus. É inútil insistir mais. A promessa de Cristo é tão clara que não pode haver dúvida acerca da sua significação. Só a Pedro se muda o nome, só ele é chamado fundamento da futura Igreja, só a ele serão entregues as chaves; se as palavras têm algum sentido, só podem significar o primado de Pedro.

          Objetam os adversários, segundo sempre a mesma tática, que a passagem da questão não é autêntica e que foi interpolada quando a Igreja tinha já completado a sua evolução e adquirido a forma católica. A prova está em que só Mateus refere as palavras de Nosso Senhor.

          Resposta. A objeção fundada no silêncio de S. Marcos e de S. Lucas não tem valor algum. A dificuldade teria alguma força se os adversários conseguissem provar que a narração dessa passagem era exigida pelo assunto que tratavam. Ora, não conseguem fazer essa demonstração; logo, o silêncio dos dois sinóticos deve atribuir-se a motivos literários, que não admitiam a entrada do texto nas suas narrativas.

          Palavras da colação. Duas passagens do Evangelho nos atestam que Jesus conferiu efetivamente a Pedro o poder supremo que lhe tinha prometido.

          Missão, confiada a Pedro, de confirmar os seus irmãos. Algum tempo antes da Paixão, Jesus anunciou aos apóstolos a sua falta próxima. Quando predisse a de Pedro declarou que tinha orado especialmente por ele: “Simão, Simão, eis que Satanás vos pediu com insistência para vos joeirar como trigo; mas eu roguei por ti, para que não desfaleça a tua fé; e tu, uma vez convertido, confirma os teus irmãos” (Luc. XXII, 31s). Quando os Apóstolos, depois de sucumbir à tentação, se erguerem de sua queda, purificados das fraquezas do passado pela prova, como o crivo que aparta a palha do grão, é Simão que tem a missão de os confirmar. Essa missão supõe evidentemente o primado de jurisdição.

          S. Pedro é nomeado o pastor das ovelhas de Cristo. A cena passa-se após a Ressurreição. Eis como se refere S. João (João XXI, 15-17): Três vezes perguntou Jesus a Pedro se o amava e três vezes Pedro fez protestos de amor e dedicação inabalável. Então o Salvador, sabendo que estava na véspera de deixar os seus discípulos, confia a Pedro a guarda do seu rebanho, isto é, confia-lhe e cuidado de toda a cristandade, dos cordeiros e das ovelhas. “Apascenta os meus cordeiros”, repete duas vezes; e à terceira: “apascenta as minhas ovelhas”.

          Ora, conforme o uso corrente nas línguas orientais, a palavra “apascentar” significa governar. Apascentar os cordeiros e as ovelhas é, portanto, governar com autoridade soberana a Igreja de Cristo; é ser o chefe supremo; é ter o primado.

          Argumento histórico. Se encararmos a questão somente sob o aspecto histórico, temos duas teses opostas ntre si: a racionalista e a católica.

          Tese racionalista. Segundo os racionalistas, o texto “tu és Pedro e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja” “só teve o sentido e o alcance dogmático, que os teólogos papistas atribuíram no século III, quando os Bispos de Roma dele se tiveram necessidade de fundar as suas pretenções então nascentes” (Sabatier, op. cit., p. 209).

          O Primado de S. Pedro nunca foi reconhecido pelos outros apóstolos, mormente por S. Paulo, que nem sempre nomeia Pedro em primeiro lugar (I Cor. I, 12; III, 22; Gal. II, 9), nem receia “resistir-lhe abertamente” (Gal. II, 11).

          Tese católica. Nos Atos dos Apóstolos encontra o historiador católico numerosos testemunhos para provar que S. Pedro exerceu o primado desde os primeiros dias da Igreja nascente.

          Depois da Ascensão, S. Pedro propõe a eleição de um discípulo para ocupar o lugar de Judas e completar o colégio dos Doze (At. I, 15-22).

          É ele o primeiro que prega o Evangelho aos judeus no dia de Pentecostes (At. II, 14; III, 16).

          É S. Pedro que, inspirado por Deus recebe na Igreja os primeiros gentios (At. X, 1).

          Visita as igrejas (At. IX, 32).

          No Concílio de Jerusalém põe termo à longa discussão que ali se trava, decidindo que não se deve impor a circuncisão aos pagãos convertidos, e ninguém ousou opor-se à sua decisão (At. XV, 7-12). Se S. Tiago fala, depois de S. Pedro ter emitido o seu parecer, não foi para discutir a sua opinião, mas unicamente porque, sendo Bispo de Igreja de Jerusalém, julgou que se deviam impor aos gentios algumas prescrições da lei mosaica, cuja infração podia escandalizar os cristãos de origem judaica, que constituíam a maior parte do seu rebanho. Pedia S. Tiago que os gentios se abstivessem:

          Dos alimentos oferecidos aos ídolos;

          Da impureza, que os pagãos não consideravam como falta grave;

          Das carnes sufocadas;

          Do sangue, cujo uso estava interdito aos judeus (At. XVII, 20).

          No parecer de S. Tiago essas prescrições evitariam o escândalo dos fracos e serviriam para aplanar dificuldades entre os cristãos de diversas proveniências.

          Objetam alguns que S. Paulo nunca reconheceu o primado de S. Pedro. Como se explica neste caso que, três anos depois da conversão, foi a Jerusalém expressamente para o visitar? (Gal. I, 18s). Porque não foi antes a S. Tiago (que era o Bispo de Jerusalém) a aos outros? Não será esta uma prova evidente de que o reconhecia como chefe dos Apóstolos?

          Porque é que S. Paulo, replicam, não nomeiam Pedro sempre em primeiro lugar? A razão é simples. S. Paulo nunca faz menção de todo o colégio apostólico, e apenas fala incidentalmente de alguns. As vezes, como sucede na sua Epístola aos Coríntios (I Cor. I, 12), nomeia-os em gradação ascendente, pondo o nome de Cristo depois do nome de S. Pedro.

          Mas, dizem os racionalistas, não devemos esquecer-nos do conflito de Antioquia, no qual S. Paulo resistiu aberta e publicamente a S. Pedro. Para que os adversários não julguem que procuramos fugir das dificuldades, referiremos aqui o caso com as próprias palavras de Paulo (Gal. II, 11-14): “Quando Cefas veio a Antioquia, eu resisti-lhe abertamente, porque era repreensível. Com efeito, antes de chegarem os que tinham estado com Tiago, ele comia com os gentios: mas depois que eles chegaram, subtraía-se e separava-se dos gentios, temendo ofender os que eram circuncidados. E os outros judeus consentiram na sua simulação. Mas quando eu vi que eles não andavam retamente conforme a verdade do Evangelho, disse a Cefas diante de todos: Se tu, sendo judeu, vives como os gentios e não como os judeus, porque obrigas tu os gentios a viver como judeus?”

          Como se vê nessa passagem, o conflito originou-se da famosa questão, levantada pelos judaizantes, a saber, e a lei judaica era obrigatória e se era preciso passar pela circuncisão para entrar na Igreja cristã. Ora, os dois apóstolos – fixemos bem este ponto – estiveram sempre de acordo, defendendo ambos a negativa; portanto, nunca houve conflito entre eles no terreno dogmático. O litígio consistia em que S. Pedro, para não provocar as recriminações dos judaizantes, absteve-se de comer com os gentios que se tinham convertido sem passar pelo judaísmo.

          Esta maneira de proceder podia ser diversamente interpretada.

          Podia ser uma simples medida de prudência justificada pelo fim que se queria obter. Sendo um, apóstolo dos circuncidados e outro dos incircuncisos, não é para admirar que os dois apóstolos tenham adotado posturas diferentes nesta questão disciplinar. Não se conta porventura nos Atos dos Apóstolos que o próprio S. Paulo, numa circunstância idêntica, procedeu do mesmo modo, circuncidando Timóteo por causa dos judeus que havia naquelas regiões (Lístria e Icônio), apesar das suas convicções serem diversas? (At. XVI, 3).

          Também se podia tomar o procedimento de S. Pedro por covardia ou hipocrisia: deste modo o julgou S. Paulo. Pensou que para evitar as funestas conseqüências do procedimento de S. Pedro, devia repreendê-lo. É um caso de correção fraterna dada por um inferior, e na qual este parece ter faltado na moderação e deferência devidas a um superior hierárquico, deixando levar-se por um zelo indiscreto.

          Se S. Paulo, objetamos nós, dava tanta importância ao procedimento de S. Pedro, não será porque a sua influência nas Igrejas era maior e mais incontestável? Logo, podemos concluir que o conflito de Antioquia, longe de ser um argumento contra o primado da Pedro, é testemunho em seu favor.

          Segunda parte: O primado dos sucessores de Pedro

          O primado conferido por Jesus a S. Pedro será acaso um dom pessoal, uma espécie de carisma, ou um poder transmissível a seus sucessores? Neste segundo caso, quais são os sucessores de S. Pedro? Responderemos a essas perguntas mostrando:

          Que o primado de Pedro é um poder permanente, e;

          Que os sucessores de S. Pedro são os Bispos de Roma.

          Tese I – O primado de S. Pedro é transmissível

          Esta proposição prova-se com dois argumentos: um escriturístico e outro histórico.

          Argumento escriturístico. Do texto de S. Mateus (XVI, 17-19) já citado para provar o primado deduz-se que Pedro foi escolhido para fundamento da Igreja e que recebeu as chaves do reino dos céus. Ora, como o fundamento deve durar enquanto durar o edifício, e Jesus prometeu que havia de estar com a Igreja até o fim do mundo (Mat. XXVIII, 20), segue-se que o primado, princípio e fundamento do edifício, deve durar para sempre e, por conseguinte, deve poder transmitir-se aos seus sucessores. Além disso, a autoridade do primado há de ser tanto mais necessária quanto mais se desenvolver a Igreja e mais estender os seus ramos ao longe: quanto maior é o exercito tanto mais necessidade tem de um chefe supremo.

          Argumento histórico. Se o primado foi transmitido aos sucessores de Pedro, a história deve dar nisso testemunho. Esta questão confunde-se com a tese seguinte, no qual veremos quem são os sucessores de S. Pedro.

          Tese II – Os sucessores de S. Pedro no primado são os Bispos de Roma

          Para o provarmos temos que demonstrar:

          Que Pedro esteve em Roma e que foi o primeiro Bispo desta Igreja;

          Que a primazia dos Bispos de Roma, seus sucessores, foi sempre reconhecida por toda a Igreja. É uma questão histórica.

          A permanência e a morte de S. Pedro em Roma. Estado da questão.

          Trata-se de investigar se S. Pedro esteve na capital do Império romano e se aí fundou uma comunidade cristã. Não é necessário provar que permaneceu durante muito tempo em Roma, nem que a sua permanência foi contínua. Alguns católicos, como Barónio, sustentaram que o pontificado de S. Pedro em Roma começou no ano 42 e durou 25 anos. Parece-nos exagerado; contudo esta opinião funda-se em vários testemunhos de valor:

          No catálogo liberiano, que contém a cronologia dos papas como era recebida na Igreja romana;

          No testemunho de Lactâncio; e

          No do historiador Eusébio.

          Destes testemunhos podemos deduzir que era tradição geral e constante no século IV que S. Pedro veio a Roma e governou a Igreja durante 25 anos. E como é quase certo que o catálogo liberiano deriva do catálogo de Hipólito e que Eusébio se serviu dos catálogos anteriores e especialmente da lista de S. Ireneu, segue-se que os testemunhos precedentes representem uma tradição muito anterior a sua época.

          Notemos que os defensores da tese dos 25 anos de episcopado de S. Pedro em Roma não sustentam que ele nunca tivesse se ausentado daquela cidade. Com efeito, os Atos dizem-nos que Pedro esteve em Jerusalém pelas festas da Páscoa no ano 44 e presidiu ao Concílio na mesma cidade no ano 50. O governo de uma igreja não requer a permanência contínua do seu chefe, sobretudo nos tempos primitivos da Igreja.

          A forma da Igreja primitiva não era semelhante à atual, porque os apóstolos eram missionários, que se lembravam das palavras do seu Mestre: “Ide, ensinai todas as gentes”. Diante dum campo tão vasto, seria para estranhar encontrá-los presos a uma residência fixa. Estavam ora num lugar, ora noutro, conforme a sementeira prometia maior messe.

          Os críticos racionalistas e protestantes negaram a permanência e a morte de S. Pedro em Roma, porque na negação destes dois fatos julgavam encontrar um argumento de valor contra o primado do Papa. Mas os seus argumentos eram de tão pouca força que o próprio Renan, em apêndice ao seu livro “Antéchrist” (1873), deu “como provável a permanência de S. Pedro na capital do Império”.

          Os críticos atuais não têm dificuldade de admitir a tese católica. Citemos algumas das linhas de Harnack (“Cronologia”): “O martírio de S. Pedro em Roma foi antigamente combatido pelos preconceitos tendenciosos dos protestantes… Mas foi um erro que todo investigador, que não queira ser cego, pode verificar”. “Hoje em dia”, diz o mesmo crítico num discurso (1907) pronunciado na Universidade de Berlim, “sabemos que esta vinda (de S. Pedro a Roma) é um fato incontestável e que o começo da primazia romana remonta ao século II”.

          Como a tese católica, que afirma que S. Pedro veio a Roma onde fundou uma Igreja e sofreu o martírio, não é contestada pelos nossos adversários (embora haja ainda muitas pessoas teimosas), bastará mencionar rapidamente os principais testemunhos em que se baseia.

          Apresentamo-los por ordem regressiva e de século em século:

          No começo do século III, temos o testemunho do sacerdote romano Caio e de Tertuliano. Caio dizia, escrevendo contra Proclo: “Posso mostrar-te o túmulo dos Apóstolos. Ou venhas ao Vaticano os passes pela via ostiense, poderás ver os sepulcros dos fundadores da nossa Igreja”. Esse testemunho, que é do ano 200 mais ou menos, prova que neste tempo os túmulos do Vaticano e da via de Óstia guardavam as relíquias de S. Pedro e de S. Paulo, fundadores da Igreja de Roma e martirizados no tempo de Nero. Tertuliano nesta mesma época, disputando contra os gnósticos, menciona o martírio que, sob o reinado de Nero, S. Pedro e S. Paulo sofreram em Roma, o primeiro numa cruz e o segundo à espada do algoz.

          Nos fins do século II. S. Ireneu escrevia nas Gálias: “Foram os Apóstolos Pedro e Paulo que evangelizaram a Igreja Romana… por isso, é a mais antiga de todas e a mais conhecida, por conservar a tradição dos apóstolos; por esse motivo, as demais igrejas devem voltar-se para ela e reconhecer-lhe a superioridade”. Dionísio de Corinto escrevia em 170 aos Romanos: “Vindo ambos a Corinto, os dois apóstolos Pedro e Paulo nos ensinaram a doutrina evangélica; partindo depois juntos para a Itália, transmitiram-nos os mesmos ensinamentos, pois padeceram o martírio ao mesmo tempo”.

          Entre os padres apostólicos citemos os testemunhos de S. Inácio e do papa S. Clemente. S. Inácio fora condenado às feras e enviado a Roma para ali sofrer o último suplício. Conhecendo os esforços da Igreja de Roma para o salvar, escreveu-lhe que não se opusesse à sua morte, a adjurou-a nestes termos: “Não vo-lo ordeno como Pedro e Paulo; eles eram apóstolos e eu sou apenas um condenado”. “Estas palavras”, diz Mons. Duchesne, “não dizem expressamente que S. Pedro veio a Roma. Mas supondo que tivesse vindo, S. Inácio não teria falado de outra forma; e no caso contrário a frase não teria sentido”. S. Clemente, na Carta aos Coríntios, escrita entre os anos 95 e 98, põe em relevo os padecimentos dos dois apóstolos Pedro e Paulo, dizendo que “são entre nós o mais belo exemplo”. S. Clemente, que é romano e envia sua carta na qualidade de Bispo de Roma, insiste na circunstância, que os atos de heroísmo por ele descritos foram vistos com os seus próprios olhos e que o martírio de S. Pedro e S. Paulo foram um grande exemplo “entre nós”, isto é, em Roma.

          Dos tempos apostólicos temos o testemunho do próprio S. Pedro, que escrevendo aos fiéis da Ásia, data de Babilônia a sua primeira epístola (I Pedro, V, 13). Ora, por “Babilônia”, diz Renan, “S. Pedro quer sem dúvida significar a cidade de Roma. Por esse nome era designada a capital do Império entre as cristandades primitivas”.

          Objetam os protestantes contra a tese católica que S. Lucas nos Atos dos Apóstolos, S. Paulo na sua Epístola aos Romanos e Flávio Josefo, que narra a perseguição de Nero, não fazem menção de S. Pedro.

          Resposta. O argumento fundado no silêncio não tem valor algum, a não ser que se prova que o fato passado em silêncio devia ser tratado ou mencionado pelo historiador. Ora:

          Pelo que diz respeito a S. Lucas, a objeção não tem fundamento algum, porque os Atos dos Apóstolos só descrevem os começos da Igreja Cristã nos doze primeiros capítulos; e do capítulo X em diante só falam dos Atos de Paulo. Além disso, os Atos não são de modo algum completos, pois não falam também do conflito de Antioquia.

          Não nos deve causar admiração que S. Paulo não mencione S. Pedro na Epístola aos Romanos, pois em nenhuma das outras epístolas costuma saudar os bispos da cristandade ou igreja a que se dirige. Quando fala aos Efésios também não fala de Timóteo que era o seu bispo.

          Josefo declara expressamente que passava em silêncio a maior parte dos crimes de Nero. Omite a crucificação de S. Pedro, mas também não fala do incêndio de Roma nem da morte de Sêneca.

          Conclusão. O fato da vinda de S. Pedro a Roma e do martírio nesta cidade não tem contra si objeção alguma de peso; e em seu favor temos números e bem fundados testemunhos, que de geração em geração nos levam aos tempos apostólicos.

          Poderíamos também acrescentar que os fatos são confirmados pelos monumentos que nos atestam a presença do Príncipe dos Apóstolos em Roma. Tais são as duas cadeiras de S. Pedro, uma das quais se conserva no Vaticano, as pinturas e as inscrições das catacumbas, que datam do século II, onde o seu nome é mencionado, e sobretudo as escavações feitas debaixo da Basílica de S. Pedro. Dada a configuração do terreno e outras dificuldades técnicas era inexplicável que os cristãos levantassem ali a basílica primitiva, se não quisessem coloca-la precisamente no local do martírio de S. Pedro. Mas não é preciso insistir, porque a tese católica não tem atualmente contra si crítico algum de valor.

          Os Bispos de Roma tiveram sempre a primazia. – É uma questão de direito. Se S. Pedro é o primeiro Bispo de Roma, o primado de Pedro devia transmitir-se aos seus sucessores na sua Sé. Investiguemos a questão de fato e vejamos o eu diz a história.

          Essa tese é da maior importância, porque, se os documentos históricos demonstrassem eu no princípio o primado dos Bispos de Roma não foi reconhecido, a questão de direito ficaria profundamente abalada. Não é, pois, para estranhar, que os racionalistas, protestantes e modernistas se tenham empenhado em provar historicamente que o primado dos Bispos de Roma não existia nos primeiros tempos.

          Tese racionalista. A tese racionalista expõe-se em poucas palavras. Segundo a sua teoria, ao começo todos os bispos eram iguais em autoridade e não havia distinção entre eles. Pouco a pouco foram-se arrogando um poder maior ou menor conforme a importância da cidade em que tinham a sede. Ora, como Roma era a capital do Império romano, os seus Bispos foram considerados como chefes da Igreja universal.

          A esta razão de maior peso juntam-se outras circunstâncias favoráveis, tais como a ambição dos Bispos de Roma, a sua prudência no julgamento das causas submetidas ao seu arbítrio e os serviços por eles prestados na queda do Império.

          O primado do Bispo de Roma começa somente nos fins do século II, quando o papa Vitor, para pôr fim à controvérsia da celebração da festa pascal, “publicou em 194 um edito imperioso que expulsava da comunhão católica e declarava heréticas todas as Igrejas da Ásia e do outras partes, que não seguissem na Páscoa o costume romano” (Sabatier op. cit., p. 193.).

          A tese católica. Os historiadores católicos defendem que o primado do Bispo de Roma foi sempre reconhecido em toda a Igreja. Nos princípios do século IV a primazia é um fato incontestado.

          Todos reconhecem que nesta época os Bispos de Roma falam e procedem com plena consciência em sue primado. O papa Silvestre envia os seus legados para presidirem o concílio de Nicéia (325) e Júlio I declara que as causas dos Bispos devem ser julgadas em Roma. O papa Libério, a quem o imperador Constâncio pediu que condenassem Atanásio – prova que lhe reconhecia o direito – recusa-se a fazê-lo.

          Do mesmo modo, os Padres são unânimes em admitir o primado do Bispo de Roma. S. Optato de Mileto, argumentando contra os donatistas, segundo os quais a Igreja era constituída só pelos justos e a santidade era o distintivo essencial da Igreja, responde que a unidade é também nota essencial e que é absolutamente indispensável permanecer em comunhão com a Cátedra de Pedro. S. Ambrósio considera a Igreja de Roma como o centro e cabeça de todo o universo católico. Os bispos orientais S. Atanásio, S. Gregório de Nazianzo e S. João Crisóstomo falam do bispo de Roma como do chefe da Igreja universal.

          Como o primado de Pedro é universalmente reconhecido no século IV, podemos limitar a nossa investigação aos séculos precedentes. Ora, nos três primeiros séculos, a existência do primado romano é testemunhada pelos escritos dos Padres, pelos concílios e pelo costume que havia de apelar para o Bispo de Roma a fim de dirimir as questões.

          Examinemos, em primeiro lugar, os testemunhos dos Padres da Igreja.

          No século III, Orígenes escrevia ao papa Fabião, a dar conta da sua fé. Tertuliano, antes de cair na heresia, admitia o primado de S. Pedro. Depois de se fazer montanista, mete-o a ridículo, prova de que lhe reconhecia a existência.

          No fim do século II S. Ireneu estabelece como critério das tradições apostólicas a conformidade da doutrina com a Igreja romana, que deve servir de regra de fé, por causa do primado que herdou de S. Pedro. S. Policarpo, discípulo de S. João, e Abécio visitam o Bispo de Roma e consultam-no acerca de assuntos da fé a da disciplina. Os próprios hereges Marcião e os montanista querem que sua doutrina seja aprovada pela Sé Apostólica, No princípio do século II, S. Inácio escreve aos romanos que a Igreja de Roma preside as demais.

          No século I. Em 96, o Bispo de Roma, Clemente, escrevendo aos Coríntios, para chamar à ordem os que injustamente tinham demitido os presbíteros, declaram-lhes que serão réus de falta grave se não lhe obedecerem. O procedimento de Clemente de Roma tem maior importância se considerarmos que nesta época ainda vivia o Apóstolo João que não deixaria de intervir se o Bispo de Roma estivesse no mesmo plano dos outros bispos.

          O primado dos Bispos de Roma foi reconhecido pelos concílios. Não podemos aduzir testemunhos anteriores ao século IV, visto que o primeiro concílio só se realizou em 325, em Nicéia.

          No concílio de Éfeso (431) S. Cirilo de Alexandria, que era o primeiro entre os patriarcas do Oriente, pediu ao Bispo de Roma que sentenciasse e definisse contra a heresia nestoriana.

          Os Padres do concílio de Calcedônia (451), quase todos orientais, dirigiram uma carta ao papa S. Leão a solicitar a confirmação de seus decretos. Este respondeu-lhes com uma carta célebre na qual condenava os erros de Eutiques, e, ao mesmo, enviou legados para que em seu nome presidissem ao concílio. O concílio encerrou-se com essa fórmula: “Assim falou o concílio pela boca de Leão”.

          Os concílios de Constantinopla, – o terceiro celebrado em 680, o oitavo em 869, – o concílio de Florença em 1439, composto de Bispos gregos e latinos, proclamaram sucessivamente o primado do sucessor de Pedro e afirmaram que Jesus Cristo lhe deu, na pessoa de S. Pedro, “plano poder de apascentar, dirigir e governar toda a sua Igreja”.

          O primado dos Bispos de Roma é também testemunhado pelo fato de intervirem em diversas Igrejas para dirimir as questões. Não falando de Clemente de Roma, que pelos fins do século I escreveu à Igreja de Corinto para a trazer ao bom caminho, vemos mais tarde os Bispos orientais, entre outros S. Atanásio e S. João Crisóstomo, apelar para o Bispo de Roma na defesa dos seus direitos.

          Objetam os protestantes:

          Os que tinham o nome de bispos, na realidade eram apenas presidentes do presbyterium;

          Em todo caso, a sua autoridade não era universalmente reconhecida, pois S. Cipriano e os bispos da África resistiram ao decreto do papa S. Estevão que proibia a reiteração do batismo conferido pelos herejes.

          Resposta.

          Para provar que os Bispos eram somente simples presidentes do presbyterium, alegam que a primeira Carta de Clemente de Roma, as cartas de S. Inácio aos Romanos e o Pastor de Hermas não falam dum bispo monárquico de Roma. Ora, já dissemos que o silêncio dum escritor acerca de um fato, não prova necessariamente contra a sua existência. Em 170, Dionísio de Corinto envia uma resposta à Igreja de Roma e não ao seu bispo Sotero, e contudo Harnack, que faz a objeção, admite que Sotero era Bispo monárquico. Pouco importa, portanto, que a primeira carta de S. Clemente de Roma aos Coríntios não tenha a sua assinatura e seja enviada em nome da Igreja de Roma: não há dúvida que o seu autor seja um personagem único, o papa S. Clemente. Ainda que a carta de S. Inácio aos Romanos (107) e o Pastor de Hermas não mencionem o Bispo de Roma, não se deve daí concluir que não existia, pois também não falam dos presbíteros e dos diáconos de Roma, e a sua existência não é impugnada.

          É certo que S. Cipriano, julgando que a reiteração do batismo era sobretudo uma questão disciplinar, resistiu ao decreto do papa Estevão. Mas a resistência de um homem, ainda que muito santo e de muita boa-fé, à autoridade superior, não destrói nem enfraquece essa autoridade. Grandes bispos como Bossuet, aderiram a proposições condenadas, reconhecendo contudo o primado do Soberano Pontífice.

          Conclusão. A primazia dos Bispos de Roma deduz-se de dois fatos:

          De S. Pedro ter sido Bispo de Roma; e

          De o primado ter sido sempre universalmente reconhecido pela Igreja.

          Portanto, não é verdade que a autoridade suprema dos papas deva a sua origem à ambição dos Bispos de Roma e à abdicação de outros. Se, como pretendem os adversários, os bispos tivessem sido iguais ao princípio por direito divino, ter-se-ia dado num momento da história uma transformação completa na fé e na disciplina de toda a Igreja.

          Ora, tal acontecimento não se poderia dar sem se terem provocado dissenções e reclamações inúmeras da parte de outros bispos, lesados nos seus privilégios. Como a história não apresenta sinal algum dessa agitação, e só houve discussões sobre pontos secundários, como a celebração da festa da Páscoa e a questão da reiteração do batismo, segue-se que o primado do Bispo de Roma nunca foi impugnado e que a Igreja universal sempre lhe reconheceu não só o primado de honra, mas também o de jurisdição.

          § 4º – Jesus deu a sua Igreja o privilégio da infalibilidade

          Vimos que Jesus Cristo fundou uma Igreja hierárquica, conferindo aos apóstolos e aos bispos seus sucessores, os poderes de ensinar, de santificar e de governar. Demonstraremos neste parágrafo que Jesus ligou ao poder de ensinar o privilégio da infalibilidade. Trataremos:

          Do conceito de infalibilidade;

          Das provas da sua existência;

          Daqueles a quem foi concedido o privilégio.

          Conceito de infalibilidade. Que deve entender-se por infalibilidade? A infalibilidade concedida por Jesus Cristo à sua Igreja é a preservação de todo erro doutrinal, garantida pela assistência especial do Espírito Santo. Não é simples inerrância de fato, mas de direito. É impossibilidade tal, que toda a doutrina, proposta por esse magistério infalível, deve ser crida como verdadeira, pois como tal é proposta.

          Portanto, não se deve confundir a infalibilidade:

          Com a inspiração, que consiste no impulso divino, que leva os escritores sagrados a escreverem tudo o que Deus quer, e só o que Deus quer;

          Nem com a revelação, que supõe a manifestação duma verdade antes ignorada.

          O privilégio da infalibilidade não faz com que a Igreja descubra verdades novas; garante-lhe somente que, devido à assistência divina, não pode errar nem, por conseguinte, induzir no erro, no que respeita a questões de fé ou moral.

          Falso conceito de infalibilidade. O conceito modernista de infalibilidade funda-se na idéia falsa que os modernistas têm da revelação e, portanto, é também falso e deve rejeitar-se. Segundo o sistema modernista, a revelação opera-se na alma de cada indivíduo, pois “consiste na consciência que o homem forma das suas relações com Deus”. Por conseqüência, a infalibilidade da Igreja docente consistiria em interpretar o sentir coletivo dos fiéis e “sancionar as opiniões comuns da Igreja discente”. Este estranho conceito de infalibilidade foi condenado no decreto Lamentabili.

          Existência da infalibilidade.

          Adversários. A existência da infalibilidade da Igreja foi negada:

          Pelos racionalistas e protestantes liberais. É lógico, uma vez que admitam que Jesus Cristo tenha pensado em fundar uma Igreja;

          Pelos protestantes ortodoxos; porque, admitindo eles que todos os membros da Igreja são iguais, é natural que a interpretação da doutrina católica esteja sujeita à razão individual (teoria do livre exame).

          Provas. A infalibilidade da Igreja funda-se em dois argumentos:

          um a priori, ou de razão; e

          outro a posteriori ou histórico.

          Argumento de razão. Antes de expormos este argumento, é conveniente o lugar que ocupa na nossa demonstração, para que não haja equívocos acerca do fim que prosseguimos. Afirmamos – depois diremos porquê – que se Jesus Cristo quis conservar as verdades reveladas na sua integridade, teve de confia-las a uma autoridade viva e infalível e não somente depositá-las, como letra morta, num livro, porto que inspirado.

          A isso objetam os protestantes que apoiamos a nossa tese num argumento a priori e que todas as nossas provas se reduzem a afirmar que uma coisa é, porque assim deve ser. Ora, “nas questões de fato, prosseguem eles, a prova de fato, se não é a única legítima, ao menos é a única decisiva. Se da conveniência, da utilidade e da necessidade pressuposta duma concessão divina, se pudesse concluir a sua realidade, aonde chegaríamos nós?” (Jalaguier, “De l´Église”).

          É certo que da conveniência de uma coisa nem sempre se pode concluir a sua existência. Poderíamos, por exemplo, perguntar-nos porque motivo foram os homens abandonados por Deus nos seus erros durante tantos séculos; porque tardou tanto a Redenção; porque não lhe deu Jesus Cristo tanto esplendor que impelisse os homens a aceita-la. Portanto, a questão é principalmente histórica e sob esse aspecto será tratada.

          Antes, porém, temos o direito de perguntar se a tese católica, que defenda a instituição de um magistério vivo e infalível para nos ensinar as verdades contidas na Escritura e na Tradição, não está mais bem fundada que a teoria protestante, que admite a infalibilidade da Escritura como regra única de fé. Deve-se dizer que regra de fé é o meio prático de conhecer a doutrina de Jesus Cristo.

          Demonstraremos, portanto – sem prescindir do argumento histórico – que a regra de fé dos protestantes é insuficiente para o conhecimento e conservação das verdades reveladas, e que a regra de fé Igreja católica possui todas as condições requeridas.

          A regra de fé protestante é insuficiente. Não é necessária, nem foi instituída uma autoridade viva, dizem os protestantes, para conhecermos as verdades ensinadas por Jesus Cristo. A única regra de fé é a Sagrada Escritura. Por conseguinte, cada fiel pode ler e interpretar a Escritura conforme as luzes da sua consciência e haurir os dogmas e preceitos conducentes à sua edificação.

          Não é difícil provar que esta regra de fé absolutamente insuficiente.

          Primeiramente, como poderemos saber quais são os livros inspirados se não há uma autoridade que não garanta a sua inspiração, ou se não há ninguém para nos assegurar que o texto que possuímos não foi interpolado pelos copistas? Já dizia S. Agostinho que não acreditaria nos Evangelhos se não cresse antes na Igreja.

          Como resolveremos as dificuldades? Pelo livre exame e aplicando as regras críticas e da exegese, respondem os luteranos e calvinistas. Por meio da história e da tradição, dizem os anglicanos. Pela inspiração particular, pela iluminação do Espírito Santo que ilumina a consciência de cada indivíduo, afirmam os anabatistas, os “quakers”, os metodistas e as seitas místicas. Esta variedade de respostas bastaria para fazer um juízo claro da teoria protestante. Seja qual for a solução adotada, é evidente que obteremos tantas interpretações quanto indivíduos “quot capita tot sensus”. Se não aceitarmos outra guia, senão a razão individual ou a inspiração do Espírito Santo, cairemos na anarquia intelectual ou no iluminismo.

          Quando muito, os que estudarem a Bíblia adquirirão, até certo ponto, uma espécie de verdade subjetiva. Mas como conhecerão as verdades os que não são instruídos, nem tem vagar para ler e compreender a Escritura? E como poderiam obtê-la antigamente aqueles que não tinham meios para adquirir a Bíblia, antes da invenção da imprensa, quando os manuscritos eram tão raros e custosos?

          Mais: no começo do cristianismo não existia o Novo Testamento e Jesus Cristo não deixou escrito. Disse aos seus apóstolos: “ide, ensinai a todas as gentes”, e não lhes recomendou que escrevessem a sua doutrina; por isso os apóstolos nunca tiveram a pretensão de expor ex-professo por escrito os ensinamentos de Jesus. Ordinariamente os seus escritos eram cartas de circunstância, destinadas a lembras alguns pontos da sua catequese. Queiram dizer-nos os protestantes qual era a regra de fé antes da existência desses escritos.

          A regra de fé católica, pelo contrário, é meio seguro de conhecermos a doutrina integral de Cristo. Como é fácil de ver, não contém nenhum dos inconvenientes co sistema protestante. É certo que o catolicismo admite a infalibilidade da Sagrada Escritura; mas, além dessa fonte de revelação, admite outra mais importante e anterior à Escritura, que é a Tradição. É esta, sobretudo – e nisto consiste a diferença essencial que existe entre a teoria protestante e a teoria católica, – que ensina que Jesus constituiu uma autoridade viva, um magistério infalível que, com a assistência do Espírito Santo, recebeu a missão de determinar quais os livros inspirados, de interpreta-los autenticamente, de haurir nesta fonte, como na da Tradição, a verdadeira doutrina de Jesus, para depois a expor aos sábios e ignorantes.

          Até mesmo alguns protestantes reconhecem que há entre os dois sistemas, considerados unicamente à luz da razão, certa vantagem a favor do catolicismo. “O sistema católico”, diz Sabatier, “colocou a infalibilidade divina numa instituição social, admiravelmente organizada, com um chefe supremo, o Papa. O sistema protestante colocou a infalibilidade num livro. Ora, sob qualquer aspecto que se considere os dois sistemas, as vantagens estão indubitavelmente do lado do catolicismo” (Sabatier, op. cit., p. 306). Não pretendíamos demonstrar outra coisa com o argumento a priori; alcançamos, portanto, o nosso intento.

          Argumento histórico. Somos chegados ao campo positivo da história. O que Jesus Cristo devia fazer, tê-lo-á feito? Terá instituído uma autoridade viva e infalível encarregada de guardar e ensinar a sua doutrina?

          O primeiro ponto ficou anteriormente demonstrado: Jesus Cristo instituiu uma Igreja hierárquica e chefes a quem concedeu o poder de ensinar. Resta agora examinar o segundo ponto, no qual provaremos que o poder de ensinar, como foi conferido por Jesus Cristo, comporta o privilégio da infalibilidade.

          Esta segunda proposição apóia-se nos textos da Escritura, no modo de proceder dos Apóstolos e na crença da antiguidade cristã:

          Nos textos da Escritura. A Pedro, em especial, prometeu Jesus Cristo que “as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Igreja) (Mat. XVI, 18); e a todos os Apóstolos prometeu, por duas vezes, enviar-lhes o Espírito da verdade (João XIV, 16; XV, 26) e ficar com eles até o fim do mundo (Mat. XXVIII, 20). Essas promessas significam claramente que a Igreja é indefectível; que os Apóstolos e seus sucessores não poderão errar quando ensinarem a doutrina de Jesus; porque a assistência de Cristo não pode ser em vão, nem o erro estar onde se encontra o Espírito da verdade;

          No modo de proceder dos Apóstolos. Do seu ensino se depreende que tinham consciência de ser assistidos pelo Espírito Santo. O decreto do concílio de Jerusalém termina com essas palavras; “Assim pareceu ao Espírito Santo e a nós” (At. XV, 28). Os Apóstolos pregam a doutrina evangélica “não como palavra de homens, mas como palavra de Deus, que na verdade o é” (I Tes. II, 13), a que é necessário dar pleno assentimento (II Cor. X, 5) e cujo depósito convém guardar cuidadosamente (I Tim. VI, 20). Além disso, confirmam a verdade de sua doutrina os muitos milagres (At, II, 43; III, 1-8; V, 15; IX, 34): prova evidente de que eram intérpretes infalíveis de doutrina de Cristo, de outro modo Deus não a confirmaria com o seu poder;

          Na crença da antiguidade cristã. Concedem os nossos adversários que a crença num magistério vivo e infalível já existia no século III. Basta portanto aduzir testemunhos anteriores:

          Na primeira metade do século III, Orígenes, aos herejes que alegam as Escrituras, responde que é necessário atender à tradição eclesiástica e crer no que foi transmitido pela secessão de Igreja de Deus. Tertuliano, no tratado “Da prescrição”, opõe aos herejes o argumento da prescrição e afirma que a regra de fé é a doutrina que a Igreja recebeu dos Apóstolos. É necessário não nos enganarmos a respeito do sentido da palavra prescrição que usa Tertuliano. Em direito moderno, quando se trata da propriedade, invoca-se a posse de longa duração, como um título que dirime qualquer reivindicação: é a prescrição longi temporis. Ora, não propriamente nesta sentido que a emprega Tertuliano, para se desembaraçar dos herejes e negar-lhes as suas pretenções. Mostra que o seu direito de propriedade deriva de um legado recebido em forma devida, que é o legitimo herdeiro dos Apóstolos. É, portanto, o argumento da tradição que Tertuliano a modo de questão preliminar, permitindo-lhe rejeitar qualquer discussão com os que não possuem essa tradição e formulam novas asserções esforçando-se ao mesmo tempo por justifica-las com as Escrituras e com a razão: é a prescrição de inovação. O argumento de prescrição reduz-se pois a isso: Não podemos discutir convosco (herejes); porque toda doutrina nova, pelo fato de ser nova, isto é, de não ser conforme com a regra de fé transmitida pelos Apóstolos, está condenada de antemão e antes de qualquer exame.

          Nos fins do século II, S. Ireneu, na carta a Florino e no livro Contra as heresias, apresenta a Tradição apostólica como a são doutrina, como uma tradição que não é meramente humana. Donde se segue que não há motivo para discutir com os herejes e que estão condenados pelo fato de discordarem da Tradição. É o mesmo argumento que retomará mais tarde Tertuliano, dando-lhe uma forma mais erudita e jurídica.

          Pelo ano 160, Hegesipo apresenta, como critério da fé ortodoxa, a conformidade com a doutrina dos Apóstolos transmitida por meio dos Bispos. Na primeira metade do século II, Policarpo e Papias apresentam a doutrina dos Apóstolos como a única verdadeira, como uma regra segura de fé. Nos princípios do mesmo século, temos o testemunho de S. Inácio. Afirma esse santo eu a Igreja é infalível e que a incorporação nela é necessária para se salvar.

          Conclusão. Das duas provas da razão e da história se depreende que o poder doutrinal, conferido por Jesus Cristo à Igreja docente, traz consigo o privilégio da infalibilidade, isto é, que a Igreja não pode errar quando expõe a doutrina de Cristo.

          Sujeito da infalibilidade. Jesus Cristo dotou a sua Igreja com o privilégio da infalibilidade. Mas a quem concedeu este privilégio? Indubitavelmente àqueles que receberam o poder de ensinar, isto é, aos Apóstolos todos, e dum modo especial, a Pedro, poder e privilégio que transmitiram depois aos seus sucessores.

          • EDMILSON disse:

            RENATO DE CARVALHO

            ISSO É FANTÁSTICO COMO PODE A CEITA PROTESTANTE CONTESTAR ISSO É UMA PIADA ELES FALAM CONTRA OS PAPAS E OS ANALFABETOS HEREGES NÃO SABEM QUE DENTRO DA BÍBLIA TEM 3 PAPAS DE NOME SÃO PEDRO SÃO LINO E SÃO CLEMENTE ROMANO E MAIS SÃO PAULO CITA SÃO LINO NAS SAUDAÇÕES FINAIS E AINDA CITA SÃO CLEMENTE ROMANO EM FILIPENSES E OUTRA O QUARTO PAPA DA IGREJA CATÓLICA ESSE MESMO SÃO CLEMENTE ROMANO FOI ESCRITOR TEM 2 CARTAS EM CORINTIOS NA BÍBLIA E UMA CARTA IMENSA ONDE FALA DOS BISPOS E MAS NESSA MESMA CARTA ELE DIZ QUE SÃO PEDRO FOI O PRIMEIRO BISPO DE ROMA SE OS HEREGES PROTESTANTES MANDAR MANDAM ELES ESTUDAREM A PATRÍSTICA E VERÃO A VERDADE COM FONTE HISTÓRICA DOCUMENTADA TESTEMUNHAS OCULARES COMPROVADO PELA GEOLOGIA ARQUEOLOGIA ETC…

            ESSA LISTA AQUI EM BAIXO É DE ESCRITORES BISPOS E DE PADRES DA IGREJA QUE FORAM ESCRITORES FILOSOFO E MAIS ELES SÃO MUITO ANTES DE CONSTANTINO TER NASCIDO

            Metódio de Olimpo (sec.III) padre da igreja

            São Serapião de Antioquia era Patriarca de Antioquia (191-211)

            São Firmiliano (feleceu no ano 268 da era cristã)

            São Gregorio Taumaturgo (faleceu no ano 268 da era cristã)

            São Cornélio (faleceu no ano 253 da era cristã)

            São Dionísio (faleceu no ano 268 da era cristã)

            Novaciano (faleceu no ano 257 da era cristã)

            São Panteno De Alexandria feleceu no ano 200 da era cristã)

            o Clemente de Roma (nasceu no ano 30 e faleceu no ano 102 da era cristã),

            Santo Inácio de Antioquia (nasceu no ano 35 e faleceu no ano 110 da era cristã)

            Aristides de Atenas falecido no ano 130 da era cristã) foi um dos primeiros apologistas cristãos; obra conhecida Apologia de Aristides.

            São Policarpo (nasceu em 69 e faleceu no ano 156 da era cristã)

            Hermas (faleceu no ano 160 da era cristã)

            Didaquè (ou Doutrina dos Doze Apóstolos) é como um antigo catecismo, redigido entre os anos 90 e 100, na Síria, na Palestina ou em Antioquia. Traz no título o nome dos doze Apóstolos. Os Padres da Igreja mencionaram-na muitas vezes em suas obras.

            São Justino (nasceu no ano 100 e faleceu no ano 165 da era cristã)

            Santo Hipólito de Roma (nasceu em 160 e faleceu no ano 235 da era cristã)

            Melitão de Sardes (falecido no ano 177 da era cristã)

            Atenágoras (falecido no ano 180 da era cristã)

            São Teófilo de Antioquia (nasceu no ano 120 e faleceu no ano 180 da era cristã)

            Santo Ireneu de Lyon(nascido no ano 130 e faleceu no ano 202 da era cristã)

            São Clemente de Alexandria (falecido no ano 215 da era cristã)

            Orígenes (nasceu no ano 184 e faleceu no ano 254 da era cristã)

            Tertuliano de Cartago (nasceu no ano 160 e faleceu no ano 220 da era cristã)

            São Cipriano (faleceu no ano 258 da era cristã)

            Zeferino falecido no ano 217 da era cristã)

            Urbano nascido no ano 175 e faleceu no ano 230 da era cristã)

            PAPÍAS nasceu no ano 60 e faleceu no ano 130 da era cristã )

            Abercius San Abercius
            Bispo de Hierapolis falecido no ano 167 da era cristã

            MARCO MINUCIO FELIX
            (nasceu no ano 150 e faleceu no ano 215 da era cristã)

            TACIANO (nasceu no ano 120 e faleceu no ano 180 da era cristã)

            São Dionísio Bispo de Corinto,faleceu ano 171 da era cristã)

            Amônio de Alexandria foi um filósofo cristão que viveu no século III dC.

            Teófilo de Cesareia faleceu no ano 195 da era cristã.) foi- bispo de Cesareia

  16. Brain disse:

    Nossa,tenho nojo desses cristãos fanáticos!
    Vejam,essa era maldita de redenção de Peixes acabou,a humanidade
    já está pronta para a verdade e a igreja já está pagando
    pelo enorme carma acumulado em milenios,HAHAHA
    AQUARIO CHEGOU,A QUINTA DIMENSÃO JÁ EXISTE PARA QUEM VIVE NELA
    Vocês perderam,graças aos DEUSES :)
    AMOR ACIMA DE TUDO!

  17. Oliveira disse:

    MUITO BOA SUA MATÉRIA ISAYAS PARABÉNS VAMOS NOS UNIR CRIAR GRUPOS NOS ORKUT FACEBOOK
    TWITTER MOSTRANDO OS ERROS AS SAFADEZAS DOS HISTORIADORES PROTESTANTES VAMOS MOSTRAR PARA O POVO QUE 5 MAIS 5 É IGUAL A 10 E NÃO IGUAL A 11 OS HISTORIADORES AMERICANOS CRIARAM CEITAS E GANHARAM MILHÕES NAS VENDAS DE LIVROS SOBRE PAPADO INQUISIÇÃO E OUTRAS COISAS QUE ELES CRIARAM NA BASE DA MENTIRA E DA SAFADEZA E DA CALÚNIA NAS CUSTAS DE PESSOAS SEM CONHECIMENTO VAMOS MOSTRAR PARA O POVO E O ENGRAÇADO QUE PARA ESCONDER SEUS ERROS OS PROTESTANTES SE AGUARAM NA SOLA SCRIPTURA QUE É CONHECIDO COMO O LIVRE EXAME DA BÍBLIA ESSA FARSA NÃO EXISTE EXEMPLOS NENHUM PADRE DA IGREJA ESCRITOR OU BISPO DA IGREJA PREGOU ESSA FARSA NEM MOISÉS DAVI SALOMÃO ELISEU ELIAS JEREMIAS ABRAÃO PREGOU ESSA FARSA VAMOS COM FORÇA JUNTOS ISAIAS OS CATÓLICOS NO MUNDO JÁ SOMAM 1 BILHÃO E 600 MILHÕES VAMOS NOS UNIR E MOSTRAR A GRANDEZA DA NOSSA IGREJA VERDADEIRAMENTE CONSTRUÍDA POR JESUS CRISTO

    VEJA ISAYAS OS 4 PRINCIPAIS MOTIVOS PARA SER CATÓLICO
    Frei Patrício costuma repetir os 4 motivos para sermos católicos:

    1 – Somo a igreja instituída por Cristo. A qual está firmada na pessoa do PAPA sucessor de Pedro: “E eu te declaro: Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” (Mt 16,18).
    2 – Temos uma mãe a qual foi dada por Jesus quando esse estava crucificado: “Quando Jeus viu sua mãe e perto dela o discipulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis ai teu filho. Depois disse ao discipulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para casa.”
    (Jo 19,26-27);
    3- Eucaristia: E, tomando o pão e havendo dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isso em memória de mim.(Lc 22,19);
    4 – Confissão: Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos.(Jo 20,23)

    Papa

    Simão Pedro é judeu da Galiléia, Saulo é judeu da Diáspora, da pagã Tarso, com formação rabínica recebida em Jerusalém. Pedro foi tocado pela amizade, pelo carinho de Jesus; Paulo foi atingido pela Luz do Cristo glorioso.
    Ambos iluminados e confortados pelo Espírito Santo, o único que faz reconhecer em Jesus o Cristo Filho de Deus. Pedro em Pentecostes, Paulo no Batismo em Damasco.
    Foi a força do Espírito que transformou esses dois homens.
    Simão Pedro recebe do Senhor três missões: quando Jesus define como construção a comunidade dos que nele crêem, declara: “Tu és Pedro, e sobre essa Pedra edificarei a minha Igreja” (Mt 16,18); quando a missão é comparada a uma pesca, o faz pescador: “De agora em diante serás pescador de homens” (Lc 5,10); quando compara os seus a um rebanho, o faz pastor: “Apascenta os meus cordeiros, apascenta as minhas ovelhas” (Jo 21,15-17). A profissão de fé de Pedro é pedra, sua missão é pescar discípulos, seu coração é de um pastor.
    Paulo é tocado pela humildade: “Eu sou o menor de todos os Apóstolos, nem mesmo sou digno de ser chamado apóstolo” (1Cor 15,9). Sendo semelhante a Pedro na confissão de fé, na paixão, na humildade, no amor, recebe o mesmo prêmio. A Pedro, Cristo diz “Tu és Pedro e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja” (Mt 16,18); e, de Paulo: “Ele é um instrumento que escolhi para levar o meu nome às nações pagãs, aos reis, e também aos israelitas” (At 9,15).
    Pedro e Paulo terminam seus dias em Roma. A capital do Império reservou-lhes a glória do martírio. Seus despojos mortais nela estão guardados. A graça que lhe coube de ser a Igreja dos Apóstolos Pedro e Paulo fez de seu Bispo o primeiro entre todos os bispos, o primeiro Apóstolo entre todos os Apóstolos. Veneramos no bispo de Roma o Papa, que é, como Pedro, pedra, pescador e pastor.
    No decorrer da história cristã, Pedro passou a simbolizar a instituição e Paulo, o carisma. Mas, não há carisma sem instituição, nem instituição sem carisma. A Liturgia vem em nosso auxílio: une indissoluvelmente a pessoa e a missão de Pedro e Paulo e, nessa união, a missão do Bispo de Roma, celebrando no mesmo dias os dois Apóstolos.
    Para glorificar a Pedro, não é preciso diminuir os outros Apóstolos: cada um tem as chaves de sua Igreja, cada um é pedra, pescador e pastor. A grandeza do bispo, sucessor dos Apóstolos, não está em ser nomeado pelo Papa (o bispo não é representante do Papa). Pedro/Papa tem a missão de evitar que alguma Igreja se isole ou que deixe de professar a Pedra: Tu és o Cristo de Deus.
    Pedro garante a comunhão eclesial, mas pode ser repreendido pelos seus, como no caso de Paulo, que lhe resistiu em face quando ele passou a evitar as casas dos pagãos convertidos à fé cristã (Gl 2, 14)). Se o carisma não sacode a instituição, a Igreja será uma organização jurídica, não o Corpo do Senhor. Essa é a beleza de bispos e teólogos que, no testemunho do amor à Igreja, imitam o gesto de Paulo. Para alguns, isso é soberba, falta de espírito eclesial, quando é o contrário: é a humildade do serviço e do amor à Igreja. Se isso não fosse possível/necessário, para que os Concílios? Pedro é Pedra, indissoluvelmente. É a reta confissão de fé que faz de Pedro e de cada Bispo a Pedra sobre a qual Cristo edificará sua Igreja.
    Infelizmente a importância de Paulo na explicitação do ministério papal pouco a pouco foi se eclipsando, a ponto de no século XVI, para resistir à Reforma que se inspirava mais no Apóstolo carismático, Roma denuncia como heréticos todos os que proclamam a igualdade de Pedro e Paulo. Até a Reforma ligava-se o Papa a Pedro e Paulo. Como a Reforma protestante era paulinista, Paulo vai sendo esquecido e Pedro salientado, com o perigo de a instituição ofuscar o carisma. “A honra e o esplendor de ambos é igual, pelos dois é sustentada a Igreja de Cristo, motivo pelo qual celebra no mesmo dia sua festa”, afirmava Gregório Pálamas no século XIV, após a separação.
    Para nós, hoje, Bento XVI é Pedro e Paulo, nosso bispo diocesano também é Pedro e Paulo, pescadores e pastores. A vivência deles na unidade constrói a Igreja.

    UM ABRAÇO ISAYAS VAMOS JUNTOS A CAMINHADA É LONGA E CHEIA DE BARREIRAS E PEDRAS MAS JUNTOS VENCEREMOS

  18. Lana disse:

    , Somos uma geração que é fiel, de um único” Deus e senhor !
    Se temos Deus ao nosso á que iremos temer? absolutamente nada, e ninguém.

    • Carlos disse:

      Congregar, mais um erro protestante

      Os protestantes modernos “congregam-se”, ou seja, juntam-se em algum lugar. Como até menciona o protestante, “o Sistema que se diz da graça, nos tem dito que devemos adorar a Deus quando congregarmos pelo menos três vezes na semana”.

      Realmente, soa estranho que Deus peça apenas que as pessoas se juntem para cantar três vezes por semana! Por que ocorre esta “congregação”?

      Porque na medida em que a fé do protestante é completamente subjetiva, ou seja, nao há nenhuma autoridade fora de sua própria cabeça, ele não pode fazer parte de alguma coisa; ele tem que, no máximo, “congregar-se” com outras pessoas cujas “verdades” sejam parecidas o suficiente com as dele para que não haja divergências graves.

      Assim temos, por exemplo, o caso da vice-governadora do Rio que saiu da seita onde “congregava” e passou a “congregar” em outra porque queria viver com um homem casado e a seita anterior não aceitava segundas núpcias. Não houve problema algum; ela passou a “congregar” em uma seita que aceitava, em uma seita onde as “verdades” pessoais da maior parte dos membros não condenavam segundas núpcias. A seita original (“Assembléia de Deus”) não a condenou; para eles ela continua sendo uma “evangélica”, mesmo “congregando” alhures.

      Seguindo assim um molde gnóstico, a parte física, a parte, digamos, que se pode tocar (ou explicar…) da Revelação passa em brancas nuvens. Quanto mais “espiritual” (no sentido de “etéreo”, “não-físico”, “invisível”… (imaginário!) o culto pessoal ou “congregacional”, melhor.

      Pregar é “mais santo” que lavar a calçada. Uma “corrente de oração” é “mais santa” que trabalhar como carpinteiro… A única coisa que resta de físico é o prédio, a que os “congregados” chamam geralmente de “igreja”. Por vezes,como no caso da seita-cheque do pEdir MaisCedo , há uma idéia de uma “Igreja” com “I” maiúsculo, reunindo vários prédios onde “congregam-se” pessoas com idéias mais ou menos afins. Esta “Igreja” teria uma doutrina, que seria – no entender dos pregadores, claro – o sentido real da Sagrada Escritura. Na medida, porém, em que a “Igreja de Cristo”, a”Igreja verdadeira” seria uma reunião invisível de todos os que se afirmam salvos, não há como manter algo tão contrário à gnose quanto a idéia de que a doutrina de uma “Igreja” em particular estaria correta e seria o significado real da Sagrada Escritura.

      Afinal, isto significaria que os outros estariam enganados, que haveria uma Verdade única contra a qual só haveria erro. Assim até mesmo os macedistas afirmam tranquilamente que por exemplo um metodista, ou um batista (seita especialmente gnóstica, que nega toda e qualquer uso salvífico da matéria criada; os macedistas, por contágio doutrinário-prático umbandista, fazem uso supersticioso de matéria criada:arruda, sal grosso,”óleo santo”,etc.) fazem parte da mesma “Igreja-invisível-que congrega-todos-os-salvos” que eles. A diferença, portanto, não é mais nem poderia ser “onde congrega”.

      O lugar onde um protestante “congrega-se” com outros protestantes é apenas um reflexo de suas idéias pessoais, que correspondem mais às daquele grupo que às de outro. O protestante, porém, nega até mesmo a possibilidade de haver algum valor em qualquer unanimidade doutrinária parcial existente entre os “congregados” daqui ou dali. Em sua fobia gnóstica de toda a matéria criada, uma unanimidade de fé (sem que pese a injunçao bíblica de “uma só Fé, um só Batismo”…), pior ainda, uma unaminidade de fé expressa pela “congregação” em um edifício feito de tijolos, só pode ser oposta à “espiritualidade” pura, sem contato com a criação – que ele reputa ruim – de uma fé pura e completamente subjetiva e pessoal.

      Assim, ele leva às últimas consequências o erro eclesiológico de origem gnóstica do protestantismo: onde os protestantes em geral vêem diferenças doutrinárias (expressas na escolha de onde “congregar-se”) que são importantes para cada um mas se dissolvem quando se pensa em termos mais amplos em uma “Igreja invisível”, onde reúnem-se “espiritualmente” pessoas que deixam suas diferenças doutrinárias, por assim dizer, na mesma porta onde deixam toda e qualquer coisa física criada, o autor do texto vê uma sólida penetração do mundo físico, que ele crê abominável. Diz ele que “Não há nada santo numa construção ou nos seus utensílios, porque são coisas naturais”, esquecendo-se que também era coisa natural o lodo que Nosso Senhor usou para curar o cego, a borda de Seu manto que curou a hemorroíssa, os lenços dos Apóstolos – e suas sombras! – que curavam os doentes, a Arca da Aliança, o chão do monte onde Moisés subiu e teve que tirar os sapatos..

  19. Lana disse:

    , Nooossa!

    …… Perdoem os Senhor pois eles não sabem o que dizem.

    • SANDRO disse:

      VEJAM AS CONTRADIÇÕES PROTESTANTES DIFERENTES DAS CEITAS PROTESTANTES DO COMEÇO

      Martinho Lutero, o fundador da reforma, fala sobre Maria

      Em seu sermão de 15 de agosto de 1522, a última vez que Martinho Lutero pregou na festa da Assunção, afirmou:

      Não pode haver dúvida de que a Virgem Maria está no céu. Como isso aconteceu, não sabemos. E já que o Espírito Santo não nos revelou nada sobre isso, podemos fazer com ele não há nenhum artigo de fé. . . É o suficiente saber que ela vive em Cristo.

      A veneração de Maria está inscrita no mais profundo do coração humano. (Homilia, 1 de setembro de 1522).

      [Ela é] mulher mais alta e mais nobre jóia no cristianismo depois de Cristo. . . Ela é a nobreza, a sabedoria e a santidade personificadas. Nós não poderemos jamais honrá-la o suficiente. Contudo, a honra e o louvor deve ser dado a ela de tal modo a ferir nem Cristo, nem as Escrituras. (Sermão, Natal, 1531).

      Nenhuma mulher é como você. Você é mais que Eva ou Sara, abençoada acima de toda a nobreza, sabedoria e santidade. (Sermão, Festa da Visitação, 1537).

      “Devemos honrar Maria como ela mesma desejou e como ela expressou no Magnificat. Ela louvou a Deus por seus atos. Como então podemos elogiá-la? A honra verdadeira de Maria é a honra de Deus, o louvor da graça de Deus. . . Maria não é para o bem de si mesma, mas por causa de Cristo. . . Maria não queria que cheguemos a ela, mas através dela a Deus. (Explicação do Magnificat, 1521).

      Lutero dá à Bem-aventurada Virgem exaltada posição de “Mãe Espiritual” para os cristãos:

      É a consolação e a bondade superabundante de Deus, que o homem é capaz de exultar com tal tesouro. Maria é sua verdadeira mãe .. (Sermão, Natal, 1522)

      Maria é a Mãe de Jesus e Mãe de todos nós, embora fosse só Cristo quem repousou sobre os joelhos. . . Se ele é nossa, deveríamos estar na situação dele, lá onde ele está, nós também devemos estar e tudo que ele tem deveria ser nosso, e sua mãe também é nossa mãe. (Sermão, Natal, 1529).

      Martinho Lutero tinha a crença na Imaculada Conceição de Maria, as palavras de Lutero a seguir:

      É uma opinião doce e piedosa que a infusão da alma de Maria foi feita sem o pecado original, de modo que, ao infundir a sua alma, ela também foi purificada do pecado original e adornada com os dons de Deus, recebendo uma alma pura, infusa por Deus; assim desde o primeiro momento que ela começou a viver ela esteve livre de todo pecado “(Sermão:” No Dia da Concepção da Mãe de Deus “, 1527).

      Ela é cheia de graça, proclamada para ser inteiramente sem pecado, algo tremendamente grande. Por graça de Deus enche-la com tudo de bom e faz dela desprovido de todos os males. (Personal {“Little”} Prayer Book, 1522).

      Martinho Lutero sobre a virgindade perpétua de Maria

      Eis alguns dos fundadores da reforma comentando sobre Maria:

      Cristo, nosso Salvador, foi o fruto real e natural do ventre virginal de Maria. . . Este foi sem a cooperação de um homem, e ela permaneceu virgem depois disso.

      {Obras de Lutero, eds. Jaroslav Pelikan (Vols. 1-30) & T. Helmut Lehmann (Vols. 31-55), St. Louis: Concordia Pub. Casa (Vols. 1-30); Philadelphia: Fortress Press (Vols. 31-55), 1955, v.22: 23 / Sermões sobre João, caps. 04/01 (1539)}

      Cristo. . . era o único filho de Maria, e da Virgem Maria não teve filhos além Dele. . . Estou inclinado a concordar com aqueles que declaram que ‘irmãos’ significam realmente ‘primos’ aqui: a Sagrada Escritura e os judeus sempre chamaram os primos irmãos. {Pelikan, ibid., V.22 :214-15 / Sermões sobre João, caps. 04/01 (1539)}

      Uma nova mentira sobre mim está sendo divulgada. Eu supostamennte preguei e escrevi que Maria, a mãe de Deus, não era virgem, antes ou depois do nascimento de Cristo…{Pelikan, ibid, v.45:. 199 / Que Jesus Cristo nasceu judeu (1523)}

      As Escrituras não dizem ou indicam que depois perdeu a sua virgindade. . . Quando Mateus [01:25] diz que José não conheceu Maria carnalmente até que deu à luz seu filho, não se segue que ele sabia que ela, posteriormente, pelo contrário, isso significa que ele nunca soube dela. . . Este cavaco. . . é sem justificativa. . . ele não tem nem notou, nem prestou atenção a Escritura ou a linguagem comum. {Pelikan, ibid., V.45 :206,212 3 / Que Jesus Cristo nasceu judeu (1523)}

      Editor Jaroslav Pelikan (Luterana) acrescenta:

      Lutero. . . nem sequer considera a possibilidade de que Maria pode ter tido outros filhos além de Jesus. Isto é consistente com a sua aceitação ao longo da vida a idéia da virgindade perpétua de Maria. {Pelikan, ibid., V.22 :214-5}

      “. . . ela é cheia de graça, proclamada para ser inteiramente sem pecado. . . . A graça de Deus encheu-a com tudo de bom e faz dela desprovido de todos os males. . . . Deus está com ela, o que significa que tudo o que ela fez ou deixou de fazer é divino e da ação de Deus nela. Além disso, Deus guardado e protegido-la de tudo o que pode ser doloroso para ela. “

      Ref: Obras de Lutero, edição americana, vol. 43, p. 40, ed. H. Lehmann, Fortress, 1968

      “. . . ela é justamente chamada não só a mãe do homem, mas também a Mãe de Deus. . . . é certo que Maria é a Mãe do verdadeiro Deus e verdadeiro. “

      Ref: Sermão sobre João 14. 16: Obras de Lutero (St. Louis, ed Jaroslav, Pelican Concórdia, vol 24, p. 107….)

      “Cristo, nosso Salvador foi o fruto real e natural do ventre virginal de Maria. . . . Isto foi sem a cooperação de um homem, e ela permaneceu virgem depois disso. “

      (Ref: No Evangelho de S. João. Obras de Lutero, vol 22, p. 23, ed Pelican Jaroslav Concórdia, de 1957..)

      “Os homens têm lotado toda a sua glória em uma única frase: A Mãe de Deus. Ninguém pode dizer nada mais dela, se tivesse tantas línguas quanto há folhas nas árvores. “(Do Comentário ao Magnificat).

      Comentários sobre Lutero

      “. . . nas resoluções do 95 teses de Lutero rejeita todas as blasfêmias contra a Virgem, e pensa que se deve pedir perdão por qualquer mal dito ou pensado contra ela “(Ref:. Wm J. Cole,”. Lutero foi devoto de Maria? “, em Estudos Marian 1970, p. 116:)

      “Na explicação de Lutero do Magnificat, em 1521, ele começa e termina com uma invocação a Maria, que Wright se sente compelido a chamar de “surpreendente.”

      (David F. Wright, escolhido por Deus: Maria, Evangélica Perspecive, Londres:. Marshall Pickering, 1989, p. 178, citados Fé e Razão, Spring 1994, p. 6)

      Outros reformadores sobre a virgindade perpétua de Maria

      João Calvino

      Helvídio exibido ignorância excessiva na conclusão de que Maria deve ter tido muitos filhos, porque Cristo “irmãos” são muitas vezes mencionadas.

      {Harmonia de Mateus, Marcos e Lucas, sec. 39 (Genebra, 1562), vol. 2 / De Comentários de Calvino, tr. William Pringle, Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1949, p.215; em Mateus 13:55}

      [Sobre Matt 01:25]: A inferência de que ele [Helvídio] chamou era, de que Maria permaneceu virgem, não mais do que até seu primeiro parto, e depois que ela teve outros filhos pelo marido. . . Nenhuma inferência justa e bem fundamentada podem ser extraídas dessas palavras. . . como o que ocorreu após o nascimento de Cristo. Ele é chamado “primogênito”, mas é para o único propósito de informar-nos que ele nasceu de uma virgem. . . O que aconteceu depois, o historiador não nos informa. . . Nenhum homem vai manter-se obstinadamente a tese, com exceção de uma ternura extrema para a disputa.

      {Pringle, ibid., Vol. I, p. 107}

      Sob a palavra ’irmãos’ em hebreu inclui-se todos os primos e outros parentes, seja qual for o grau de afinidade.

      {Pringle, ibid., Vol. I, p. Comentário 283 / João, (7:3)}

      Ulrich Zwingli

      Ele se vira, em setembro de 1522, a uma defesa lírica da virgindade perpétua da mãe de Cristo. . . Para negar que Maria permaneceu «Inviolada” antes, durante e após o nascimento de seu Filho, seria duvidar da onipotência de Deus. . . e ele estava certo e rentável ao repetir a saudação angélica – a oração não – ‘Ave Maria’. . . Deus estima Maria acima de todas as criaturas, incluindo os santos e anjos – era a sua pureza, inocência e fé invencível que a humandade deve seguir. Oração, no entanto, deve ser. . . somente a Deus. . . «Fidei expositio,” a panfleto última de sua pena. . . Há uma insistência particular sobre a virgindade perpétua de Maria.

      {G. R. Potter, Zwingli, London: Cambridge Univ. Press, 1976, pp.88-9, 395 / A virgindade perpétua de Maria. . ., 17 de setembro de 1522}

      Zwingli mandou imprimir em 1524 um sermão sobre “Maria, sempre virgem, mãe de Deus ‘.

      {Thurian, ibid., P.76}

      Eu nunca pensei, e ainda menos tenho ensinado, ou declarado publicamente, qualquer coisa a respeito do assunto da sempre Virgem Maria, Mãe da nossa salvação, que poderia ser considerado desonroso, ímpios, indignos ou mal. . . Eu acredito com todo meu coração, segundo a palavra do Santo Evangelho que esta virgem pura suportou por nós o Filho de Deus e que ela permaneceu, no parto e depois dele, uma virgem pura e imaculada, para a eternidade.

      {Thurian, ibid., P.76 sermão / mesmo}

      Heinrich Bullinger

      Bullinger (d. 1575). . . defende a virgindade perpétua de Maria. . . e invectiva contra os falsos cristãos que defraudam-la de seu verdadeiro louvor: “Em Maria, tudo é extraordinário e todos os gloriosos mais uma vez que surgiu da fé pura e ardente amor de Deus. ‘Ela é’ o mais original e mais nobres membros da comunidade cristã. . . “A Virgem Maria. . . completamente santificados pela graça e pelo sangue de seu Filho único e abundantemente dotados pelo dom do Espírito Santo e preferenciais para todos. . . agora vive feliz com Cristo no céu e é chamado e permanece sempre Virgem e Mãe de Deus. “

      {Em Hilda Graef, Mary: História da Doutrina e Devoção, combinado ed. dos vols. 1 & 2, Londres: Sheed & Ward, 1965, vol.2, pp.14-5}

      John Wesley (fundador do Metodismo)

      A Virgem Maria, que, assim como depois, quando ela o trouxe, continuou virgem pura e imaculada. {“Carta a um católico romano” / In This Rock, novembro 1990, p.25}

  20. Isayas disse:

    LULA DEFENDE NA ONU A NOVA ORDEM MUNDIAL…
    A Nova Ordem Mundial, Nova Era, NWO é um movimento do comunismo-socialismo internacional anti cristão e em especial adverso à Igreja Católica-Cristo para implantar globalmente o material-ateísmo. Negando a doutrina da Igreja e as S Escrituras ou a socializando da forma como procede a esquerdista, herética e ultra relativista Teologia da Libertação, propondo apenas à base da ideologia socialista a conversão desse mundo em um perfeito paraíso. O “Catecismo anti comunista” muito resumido e de rápida leitura de D Geraldo Sigaud, veja na net, e o livro “Poder Global e Religião Universal” elucidam-no também.
    Lamentavelmente há membos da Igreja apostasiados propagando a TL; os ex freis Boff, Betto Susin, Libãnio, Marcelo Barros, o disfarçado Fabio de Melo: “cristificação”, opção preferencial pelos pobres, negação da Eucaristia como Presença Real e muitos mais, até altos hierárquicos, inclusive leigos proemintes.
    Porém, os países comunistas, tanto os que o abandonaram quanto os que ainda se mantêem em suas ideias e propósitos, como os “currais-países” Cuba e Coreia do Norte, mantendo suas “reses” aprisionadas, são péssimo exemplo desde a vida precária do “gado confinado” assim como o nível de progresso tecnológico e de conforto dentro de suas “granjas”, por aqui ainda conhecidas como “famílias”, porém aqui, cada vez mais afastando-se da Lei de Deus, fatalmente, se não retornarem aos ensinamentos da Igreja, precipitar-se-ão no comunismo materialista, opressor e ateu, nos mesmos moldes citados.
    A lei bioquímica de Pasteur aplica-se adequadamente aqui: “o micróbio não é nada mas o terreno é tudo”; no caso, ao no afastarmos da Igreja de vida incidiremos na morte total, nas armadilhas do social-comunismo, como presas fáceis; é tão verdade de como cada vez mais a devassidão grassa na sociedade mais a população imerge-se nas mais variadas modalidades: aborto, pedofilia, corrupção geral, uniões gays e glbts, etc. mais a violência se instaura e as pessoas divididas por lutas de classes, batendo-se entre si, facilitam sobremodo o apresamento por um regime ditatorial materialista e ateu camisa-de-força.
    Note-se que os comunistas se pautam sob os “10 mandamentos de Stálin”, veja na net, e do satanista Marx: “nada há de absoluto, definitivo ou sagrado” e cada vez mais controlam a mídia – peça-chave para se propagarem e subverterem o povo; aliás, “mentir” para beneficiar o partido é “virtude” e “todos os meios justificam os fins” – à consecução do poder, assemelhando-se ao nazismo que Hitler instalaria na Alemanha, por sinal, graças a votos dos Estados protestantes.
    Por outro lado, no Brasil representados em especial pelo carro-chefe, o PT e seus candidatos, desgraçadamente votado e eleito por muitos católicos traidores de Cristo, automaticamente excomungados da Igreja, idem eleitores de partidos anexos, como: PSOL, PSTU, PDT, PC do B etc., e mesmo o PRB da pentecostalista Igreja Universal do abortista-sectário Edir Macedo e do Celso Russomano à Prefeitura de S Paulo.
    Procurem no “You Tube” 2 vídeos: “Lula: vou implantar o comunismo no Brasil” e “Lula defende na ONU a Nova Ordem Mundial”.
    Muito cuidado: há vídeos e fotos montados e fraudados do S Padre Bento XVI com vestes sacerdotais com símbolos satanistas e (ou) esoteristas, gestos com os dedos chifrados e outros vinculados aos “Illuminati”, até mesmo prenunciando e defendendo a Nova Ordem Mundial…
    O Vaticano já refutou e repudiou tais calúnias.

    Edmilson, o evangelista: agradeço suas observações, use os comentários à sua vontade, nem precisa mencionar a fonte e estou ligado nas sugestões interessantes a mim repassadas em respeito à patrística.

    • Edmilson disse:

      AMIGO ISAYAS VOCÊ É UM MOÇO INTELIGENTE E SINCERO OLHA NENHUM ESTUDIOSO PROTESTANTE EM HISTÓRIA TEM CORAGEM OU OUSADIA DE DEBATER COM UM MESTRE EM HISTÓRIA E PATRÍSTICA DA IGREJA CATÓLICA

      PODE TER ESSA CERTEZA ABSOLUTA AGORA SOBRE ISSO QUE VOCÊ ESCREVEU EM CIMA NO SEU ARTIGO AMIGO ISSO É NORMAL NÃO ME ESPANTA ISAYAS MEU AMIGO

      A BÍBLIA É CLARA EM AFIRMAR QUE NOS FINAIS DOS TEMPOS VIRIAM OS FALSOS PROFETAS É SÓ VÊ AS CEITAS PROTESTANTES DIVIDIDAS EM MILHARES DE TEORIAS FALSAS

      OLHA AMIGO ISAYAS SE VOCÊ CONHECESSE A FALSIFICAÇÃO E A SAFADEZA E A CALÚNIA QUE OS HISTORIADORES AMERICANOS FIZERAM NESSES QUASE 500 ANOS DE PROTESTANTISMO CONTRA A IGREJA CATÓLICA VOCÊ RIR

      OLHA APESAR DE TUDO A IGREJA CATÓLICA CRESCE NO MUNDO NO CENSO DE 2012 QUE SAIU A IGREJA CATÓLICA JÁ PASSA OS 1BILHÃO E 600 MILHÕES DE CATÓLICOS MEU AMIGO

      A IGREJA TA CRESCENDO
      OLHA ESTUDE A PATRÍSTICA PODE TER TODA CERTEZA DO MUNDO
      VOCÊ ESTUDANDO A PATRÍSTICA

      VOCÊ VAI CONHECER VERDADES ABSOLUTAS MEU CARO AMIGO
      O IBGE TVS ABERTAS TUDO É CONTRA A IGREJA CATÓLICA MEU CARO
      MAS HOJE A IGREJA TA FORTE E FIRME E TA NASCENDO COM HOMENS FORTES QUE ESTÁS MOSTRANDO A VERDADE PARA O POVO

      HOJE JÁ TEMOS MILHARES DE SITES DE PATRÍSTICA QUE TA MOSTRANDO A VERDADE ISAYAS E DESCARANDO PASTORES LUNÁTICOS FANÁTICOS QUE USAM A SOLA SCRIPTURA COMO DESCULPAS DAS SUAS HERESIAS ESSE SITE LEPANTO AMIGO ISAYAS TA ABRINDO PORTAS E CONHECIMENTOS PARA A NAÇÃO CATÓLICA
      ESPALHE ESSE SITES PARA CATEQUESES GRUPOS JOVENS VAMOS ESTUDAR POIS COM CONHECIMENTO VOCÊ APRENDE O QUE É CERTO E O QUE É ERRADO

    • Edmilson disse:

      Ysayas meu amigo é sublime fascinante maravilhoso você pertencer à Igreja Católica sei que você sente esse prazer e essa felicidade insondável em seu coração meu amigo

      Isays eu gostaria de chamar a atenção dos opositores da Igreja Católica para os seguintes pontos:

      vamos lá

      No meio do protestantismo falta total de unidade de protestantes.
      A livre interpretação da Bíblia, decorrente do famigerado “Sola Scriptura”, revela milhões de interpretações diferentes e doutrinas meramente humanas.
      Isso é fato. Temos 300.000 denominações nos Estados Unidos, 50.000 denominações no Brasil e outras milhões espalhadas pelo mundo inteiro.

      E outro amigo Isays não existem versículos bíblicos em que Deus da autoridades para homens fundar igrejas eu desafio qual quer historiador protestante ou a pastores protestantes a me querer refutar isso o campo aqui esta aberto
      até por que quem é historiador protestante só estuda nos pontos de vistas dos hereges protestantes kkkkkkkkkk são tão amadores Isayas e mais tem pessoas sem informações que acreditam essa é a minha tristeza os opositores protestantes dizem que Jesus tinha irmãos. Mas não citam quem são. Nessa hora o Sola Scriptura de Lutero não tem a menor importância.kkkkkkkk e mais Isayas

      Se Jesus tinha irmãos, por que em meio ao seu sofrimento inigualável, perto de sua morte física, preocupou-se em designar um discípulo para cuidar de sua mãe ????

      Uma hora João recebe ordens de Jesus para pregar o evangelho, outra hora recebe ordens para cuidar de Maria.

      Se Jesus tinha irmãos não seria lícito esperarmos que esses irmãos cuidassem de sua mãe ?

      E se Jesus, na visão protestante, tão e somente demonstrou um gesto tão grande de amor para com sua mãe, sendo ele o Senhor de todos nós, como é possível que alguém que se diz servo de Jesus não tenha por Maria o mesmo respeito ?

      Outro princípio estúpido de Lutero, o Sola Fide, induz ao homem manter-se acomodado e presunçoso em relação a sua salvação. Por essa razão os sérios e bons protestantes nada fazem por ninguém e suas obras sociais e de caridade são mínimas.

      Por outro lado, aqueles que não sérios, estimulam aos fiéis a ignorarem o contexto social para que não faltem doações às denominações e aos lobos mercenários espetaculosos. Ora, se você doa a quem tem fome, já não tem o suficiente para oferecer ao pastor.

      Ainda sobre o Sola Fide, se apenas a fé é elemento suficiente para salvação, então os católicos também estão salvos pois acreditam igualmente em Jesus Cristo como único mediador e suficiente salvador.

      Por que então ficam todos preocupados em atacar Maria e os santos católicos ???

      Se todos acreditam em Jesus, então todos nós estamos salvos e nem precisamos debater sobre nada.

      Aliás, não precisamos de pregadores e nem de Igreja e nem de doutrina. Basta termos fé em Jesus.

      E se de fato o Sola Fide é verdadeiro, que diferença faz a interpretação bíblica de cada um ?

      Cada um interpreta como quer e todos estão salvos. Acho que isso incluíria os católicos.

      E por que a crítica de que os católicos não estudam a Bíblia ? Estudar para que ?

      Basta crer em Jesus que já estou salvo.

      Também no que se refere ao Sola Scriptura, acima abordado, é necessário termos em mente duas outras coisas:

      1)Lutero era homem. Nem se pode te-lo como santo, porquanto os protestantes não acreditam em santos.

      Se Lutero é homem e a Bíblia diz que maldito é homem que confia em outro homem, por que os protestantes acreditam cegamente nos princípios por ele criados ?

      Se vocês acreditam em Lutero, eu posso acreditar no Renato, na Cecília, na Ana Luíza ou em mim mesmo.

      Aliás, presumo me conhecer melhor do que conheço Lutero. Nesse contexto, sou mais confiável do que Lutero de quem nada sei e cuja vida pessoal me é totalmente desconhecida.

      E se o Sola Scriptura é essencial, não seria natural que a Bíblia nos tivesse deixado alguma profecia a respeito da “memorável e salutar” reforma da Igreja e também sobre o aparecimento do grande “iluminador” Lutero ?

      A Bíblia fala de tantas coisas, faz tantas profecias, anuncia guerras, castigos, juízos, perdões, misericórdias….

      2)Se o Sola Scriptura é válido e o livre exame e a intrepretação pessoal devem ser acatadas como principios adequados, por que então considerar errada a interpretação católica ?

      A interpretação é livre para os protestantes.

      Aceitam a toeria da prospreridade, mas não aceitam o culto mariano ?

      Aceitam a presdestinação, mas não aceitam a intercessão de santos ?

      Aceitam o evangelho judaizante e não aceitam a oração pelos defuntos ?

      Se a interpretação é livre, se o livre exame é válido, se todos podem interpretar, se o que importa é somente a fé, então tudo é possível, todos estão certos e isso, obrigatoriamente, também inclui os católicos.

      Finalizando, aqui meu amigo Isayas eu faço um desafio para os protestantes.

      Vou usar o mesmo critério de vocês. Sola Scriptura.

      Se vocês utilizam esse princípio para ataques à Igreja Católica, devem defender-se também por ele e viverem por ele.

      Vamos lá ?

      a)Onde está na Bíblia que Lutero é profeta, santo, iluminador ou parâmetro e padrão de interpretação da vontade divinal ?

      b)Onde está na Bíblia que devemos seguir a intrepretação individual ? Eu vi justamente o contrário. Nada é de intrepretação individual.

      c)Onde está na Bíblia que basta a fé para sermos salvos ? Não pode estar subentendido. Lembre-se: Sola Scriptura. Tem que estar claramente escrito que basta ter fé para ser salvo.

      d)Se vocês acharem na Bíblia que a fé é suficiente à salvação, então também nos mostrem onde está na Bíblia que a fé católica não tem valor algum ? Algo que defina claramente que a fé de vocês é a correta. Algo que defina que todas as denominações protestantes no mundo inteiro crêem da maneira correta.

      e)Onde está escrito na Bíblia que o “Sola Scriptura” é o critério correto para interpretaão da fé e das escrituras ? Tudo bem que ninguém vai encontrar a expressão Sola Scriptura. Aceito a expressão em português “Só a Escritura.”

      f)Quais os nomes de todos os irmãos de Jesus ? Sim. Se vocês dizem que eles tem irmãos é porque devem ter visto na Bíblia os seus nomes e conhecem todos eles.

      g)Onde está na Bíblia que Maria teve outros filhos ? Mas não pode estar subentendido. Tem que ser claro. Maria teve esse e aquele filho, o parto foi assim e assado, José fez isso e aquilo com seus bebês, Fulano e Beltrano foram apresentados no templo….etc…

      h)Onde está escrito na Bíblia que podemos ter pastoras mulheres ? Tem que estar claro.

      i)Onde está escrito que o batismo deve ser feito lá pelos 13 ou 14 anos ou talvez quando a pessoa quiser e aceitar Jesus ? Tem que estar claro. Sola Scritpura.

      j)Onde está escrito na Bíblia que é proíbido sacerdote celibatário ? Tem que estar claramente escrito que o sacerdote ou pregador tem que ser casado.

      l)Onde está escrito na Bíblia que pastor pode dar benção para divórcio ? Tem que estar claro também. Podem substituir pastor por sacerdote.

      m)Onde está na Bíblia que a obrigação do dízimo prevalece até os dias de hoje ? Eu soube que a Bíblia nos diz que toda a lei anterior foi revogada por ser ineficaz.

      n)Onde está na Bíblia que o dízimo tem que ser em dinheiro ? Pois no sacerdócio levítico não era.

      o)Onde está na Bíblia a questão da maldição heridtária ?

      p)Através da Bíblia, onde aparece Jesus ou um dos seus apóstolos orientando a realização de cultos de cura e libertação ou quebra de maldições ou descarrego ?

      q)Onde está escrito na Bíblia que o homem pode julgar outro homem como sendo idólatra ? Pelo que sei a idolatria nasce no coração do homem e somente DEUS é pode prescrutar corações humanos. Ademais, sei também que idolatria é a substituição do absoluto(DEUS) pela parte. Essa parte pode ser até imagens para quem não as usa com moderação, mas também pode ser orgulho, raiva, amargura, time de futebol, paixões mundanas, sexo, dinheiro, pessoas, etc…

      r)Alguns de vocês dizem que Maria foi uma mulher qualquer. Ouvi muito isso nos últimos 17 anos. Ouvi também que Maria foi mãe de aluguel. Então pergunto onde está escrito na Bíblia que Maria foi uma ou outra coisa ? Sola Scriptura !!!

      s)Tendo ouvido dizer que Maria seria chamada de bem aventurada por todas as gerações, pergunto onde está na Bíblia a revogação dessa determinação divina de maneira que vocês não precisam chama-la assim? Ou vão me dizer que essa passagem vocês não conhecem ? Ou vão me dizer ainda que essa passagem não foi inspirada pelo Espírito Santo ?
      Vão dizer também que não sabem que São Lucas a chamou de mãe de DEUS ?

      t)Considerando que São Tiago nos ensina que a Fé sem obras é morta, pergunto onde na Bíblia protestante posso encontrar a revogação dessa afirmação e orientação ? Sim, Lutero disse que o texto de Tiago era “Palha Morta”. Portanto, deve haver um textor bíblico posterior fazendo tal anotação.

      u)Onde está na Bíblia que as crianças que nascem devem ser apresentadas nos templos ? Pelo que sei a apresentação era coisa do Antigo Testamento e salvo melhor juízo, a lei nova(novo testamento)revogou a anterior…

      v)Onde está na Bíblia que as celebrações(cultos)devem contar com músicas Pop, Rock, Gospel, guitarras, baterias, etc… ?

      x)Onde está na Bíblia que qualquer um pode fundar denominações ou abrir “Igrejas” ? Tem que estar claramente expresso.

      Como vocês não encontrarão na Bíblia tais permissões, então podem me fornecer o texto que prevê ou permite que o pastor ou crente terá uma “visão” ou “nova direção de DEUS” para fazer isso ou aquilo. Veja bem, estou utilizando as expressões e justificativas de vocês.

      Se encontrarem tais permissões, o que acho pouco provável, ainda assim ficaria uma pergunta: Se vocês acreditam na “visão” e na “nova direção”, por acaso não estariam copiando os católicos sobre a revelação continuada ? E onde fica o Sola Scriptura nisso tudo ?

      z)Vocês protestantes ou evangélicos gostam muito de utilizar frases feitas. Principalmente quando se fazem críticas ou observações a respeito de vossas práticas. Sempre usam frases como: “Não toque no ungido de DEUS”, “Deixa que ele está fazendo a obra de DEUS”, “É DEUS quem julgará”.

      No que se refere a essas expressões apenas uma pode ser considerada bíblica(não julgueis). As demais são invenções de vossos líderes.

      Vamos nos ater a expressão “não julgueis”.

      Pois bem, com base na bíblia onde está escrito que a ordenação para não julgarmos só se aplica aos protestantes e evangélicos ? Por que pergunto ?

      Porque vejo inúmeros acusaões aos católicos. São idólatras, adoradores de Maria, hereges, não conhecem a Bíblia, não tem fé, não tem a unção, etc…

      Dentro dessa pergunta já faço outra. Se podemos julgar os católicos, onde está escrito que os pecados dos católicos são mais graves do que os pecados evangélicos ?

      Sim. Os idólatras católicos e adoradores de Maria já estão condenados, mas os mercenários evangélicos ainda não. Nem tampouco aqueles que dividem o corpo com fragmentações e seitas.

      Quem estabeleceu esse critério ? Quem julga o que é mais ou menos grave ? Onde estão os fundamentos bíblicos para tudo isso ?

      Todas as perguntas devem ser respondidas usando o mesmo critério Sola Scrpitura. E os textos com essas respostas devem ser bem claros. Não pode estar nada subentendido.

      Vou dar outra vantagem. Podem usar a Bíblia protestante.

      Não vale dizer que os católicos também fazem isso ou aquilo igual aos protestantes. Estamos autorizados a fazer coisas que vocês não estão, pois seguimos não só as escrituras, mas também a tradição apostólica e a revelação continuada.

      Vocês é que estão proibidos de uma série de coisas pelos próprios princípios que estabeleceram.

      Vocês devem ter notado que fiz 23 perguntas. Exatamente as 23 letras do alfabeto. O alfabeto antigo lógico. Vocês vivem pelo antigo testamento, devem certamente utilizar o antigo alfabeto.

      Amigo Isayas vou parar por aqui, pois acredito que levarão uma eternidade para responder ao menos uma das minhas perguntas…imagine responder as 23 usando o Sola Scriptura ???

      pois Isayas se não conseguem responder tais perguntas, então não são “profetas” sérios(como vocês gostam de serem chamados) e nem homens de DEUS.

      São meros copiadores de doutrinas humanas e portanto não possuem qualquer autoridade para contestar a verdadeira Igreja de Jesus Cristo que já tem 2.000 anos de história e é construtora da própria civilização humana.

      São meros adoradores de Lutero, Macedos, Soares, Malafaia, entre outros….

      Mas para não dizer que não vos amo, proponho a todos a solução.

      A recitação do Rosário de Nossa Senhora.

      Façam. Mesmo como teste.

      Ele é arma poderosa para vos esclarecer todas as dúvidas e vos livrar de heresias, enganos e todos as suas dúvidas serão sanadas.

      Além disso, a recitação do rosário acenderá em vós um fogo ardente de amor e caridade para com o próximo e até as virtudes mais dificeis de serem alcançadas por umc cristão vos parecerão bem mais acessíveis.

      DEUS quer salvar a todos e isso inclui todos vocês que blasfemam contra a Igreja Católica.

      Muito mais poderia vos escrever, mas temo que não suportariam. Bíblias traduzidas erradamente, simulações de exorcismos, hipnoses para enganar o povo, truques psicológicos para tirar dinheiro das pessoas e lavagem cerebral constante.

      Retornem a sã doutrina. Não tenham medo. Nossa mãe que está no céu está pronta para vos receber e nos conduzir a Jesus.

      Ao menos uma chance para Maria. Uma apenas.

      Convenhamos, sobre Jesus especificamente, Maria entende bem mais do que qualquer um de nós ou mesmo Lutero, Macedo, Malafaia e Soares.

      Sei que entre vocês a grande maioria é séria e honesta.

      Sei também que temos bons homens de coração entre líderes protestantes.

      Isayas eu faço agora minha última pergunta sobre unidade de fé:

      )Onde está na Bíblia que o Espírito Santo se divide e dá entendimentos doutrinários diferentes para cada Igreja ? Sim. Só no Brasil temos 50.000 denominações protestantes e todas diferentes entre si.

      De comum só duas coisas: Os dízimos e o ranso contra o catolicismo.

      Tem que estar escrito textualmente que o Espírito Santo pode dar “visões” e doutrinas conflitantes e divergentes dentro do corpo de cristo e dentro do “Povo de DEUS”(como vocês gostam de auto proclamarem).

      SÓ PODEM UTILIZAR O SOLA SCRIPTURA. NADA DE ENTRELINHAS OU SUBENTENDIDO…

      VIVAM PELO CRITÉRIO QUE VOCÊS CRIARAM E UTILIZAM PARA CRITICAR OS CATÓLICOS.

      DEFENDAM-SE POR ELE, VIVAM POR ELE E SEJAM JULGADOS POR ELE.

      UM ABRAÇO AMIGO ISAYAS

  21. rafael disse:

    legal ver pontos de vista diferentes mais acho que essa tal nova era é uma ameaça a igreja cristã,mas esse texto aqui em cima de certo modo ofende a crença budista da qual faz parte do meio dia-dia lamentavel falar que a meditação e o auto conhecimento é vc querer ser deus e isso é obra maligna e que só adorar a virgem maria é a salvação rsrsrs etc…… e outra,a era de peixes foi uma desgraça pra humanidade houve inumeras guerras por parte até do cristianismo que veio pra america e mataram e queimaram os livros dos povos maias, asteas ,incas parte dos indios brasileiros etc….. lembrando é apenas um pontO de vista, A ILUMINAÇÃO que faz parte da crença budista não é querer ser deus e sim entrar em contato com sua propria LUZ!todos somos seres de luz……………………

  22. juliano disse:

    Se esse Deus que vc fala é vindo da “Santa Igreja” então pode ficar com ele pra vc!

  23. thatiele disse:

    é incrível como o inimigo tem de todas as formas tentado acabar com a raça humana e não se conforma de ter perdido o amor do Pai! Mas o que me faz feliz é saber que sobre todas estas coisas seremos mais do que vencedores em nome daquele que nos enviou!

  24. Lua disse:

    os lobos entre ovelhas são vocês…Distorceram o amor com seus preconceitos infundados e rancor no coração.

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