Psicose Ambientalista
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Santa Hildegarda: práticas homossexuais são desejadas pelo demônio para extinguir o gênero humano

| 22 de julho de 2012 | 20 Comentários
Luis Dufaur

Profecias de Santa Hildegarda (século XIII)

Santa Hildegarda viu no Apocalipse a descrição  de uma época de decadência muito parecida com a nossa
Santa Hildegarda viu no Apocalipse
a descrição de uma decadência moral
muito parecida com a nossa

 

No Livro das Obras Divinas, Santa Hildegarda de Bingen, a “Sibila do Reno”, interpreta a propósito do versículo 6,8 do Livro do Apocalipse:

“VIII. “E vi aparecer um cavalo esverdeado. Seu cavaleiro tinha por nome Morte; e a região dos mortos o seguia. Foi-lhe dado poder sobre a quarta parte da terra, para matar pela espada, pela fome, pela peste e pelas feras” (Ap 6,8).

“Isto se interpreta assim: o cavalo descrito deste modo é o tempo em que todas as coisas conformes com a lei e cheias da justiça de Deus serão consideradas nada, como as coisas sem cor, e então os homens dirão: ‘Não sabemos o que fazemos e os que nos deram estas ordens não sabiam o que diziam’.

“E assim, sem medo nem temor pelo julgamento de Deus, desprezarão todos os bens, persuadidos pelo diabo a fazer estas coisas.

“Mas Deus em sua cólera julgará estas obras e se vingará destruindo-as completamente, porque dará morte àqueles que não se arrependam e os condenará ao inferno. Nesse tempo, haverá por todas as partes da terra combates com a espada, os frutos da terra desaparecerão, e os homens morrerão de morte súbita ou pelas mordidas das feras.

“IX. A antiga serpente se regozija com todos estes castigos com os quais o homem se vê castigado na alma e no corpo. Ela que perdeu a glória celeste, não quer que o homem a alcance. Na verdade, quando percebeu que o homem ouviu seu conselho, começou a planejar fazer guerra a Deus, dizendo: ‘Através do homem, levarei a cabo todos os meus propósitos’.

“Deus em sua cólera julgará e se
vingará destruindo completamente
as obras dos maus

“Pois, em seu ódio, inspirou todos os homens a se odiarem com o mesmo mau sentimento, para que se matassem uns aos outros.

E disse: ‘Farei com que os homens morram, perdê-los-ei mais do que a mim mesma, que já estou perdida, porque eu estou viva, mas eles não estarão’.

“E enviou seu sopro para que a sucessão dos filhos dos homens se extinguisse, e então os homens se tomaram de paixão por outros homens, perpetrando atos vergonhosos.

“E a serpente, sentindo gozo nisso, gritou: ‘Esta é a suprema ofensa contra quem deu o corpo ao homem, que a forma deste desapareça, por ter evitado a relação natural com as mulheres’.

“É, pois, o diabo quem os persuade a se tornarem infiéis e sedutores, para se odiarem e se matarem, convertendo-se em bandidos e ladrões, porque o pecado da homossexualidade leva às mais vergonhosas violências e a todos os vícios.

“E quando todos estes pecados tiverem se manifestado ao mesmo tempo no povo, então a vigência da Lei de Deus será quebrada e a Igreja será perseguida como uma viúva.

O diabo inspirará as práticas
homossexuais visando extinguir
o homem

E os príncipes, os aristocratas e os ricos serão despojados de suas posses pelas pessoas de menor condição, e serão expulsos de cidade em cidade, sua nobreza será aniquilada e os ricos se verão reduzidos à pobreza.

“Todas estas coisas acontecerão quando a antiga serpente instilar no povo a vontade de mudar de roupas e costumes.

“Os homens obedecerão a ela, acrescentando aqui um detalhe, tirando outro em outro lugar, ansiosos de novidades e mudanças constantes.

“O antigo inimigo e todos os outros espíritos malignos, que perderam sua beleza, mas não o sopro da racionalidade, por medo de seu Criador não mostram a nenhuma criatura mortal a forma de sua perdição tal como ela é.

Urna das reliquias da “Sibila do Reno”,
Bingen, Alemanha

“Mas com suas sugestões infundem insídias entre todos os homens, a cada um de um modo diferente, porque em todas as criaturas acham algo de sua malícia.

“Entretanto, Deus iniciou uma grande batalha contra a sua impiedade através da razão do homem que resiste aos raciocínios diabólicos e os confunde.


“Esta luta durará até o fim dos tempos, quando serão confundidos em tudo e por tudo, e o homem que os tiver vencido obterá como recompensa a vida eterna.”


(Fonte: Santa Hildegarda, Livro das Obras Divinas. Liber Divinorum Operum).

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Categoria: Doutrina Católica

Comentários (20)

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  1. Frei walici disse:

    A Administração do site está completamente desfocada da realidade do mundo…expor os homossexuais e suas praticas de uma forma tão violenta me leva a pensar que A igreja Católica definha a cada dia, porque os fieis se fecharam a informações retrogradas e sem base-fundamento para qualquer afirmação de comportamento Humano. Sou religioso de uma conceituada e antiga congregção encardinado em uma diocese de minas gerais, tenho 45 anos de vida religiosa, bem vividos na prática do amor fraterno e na compreensão das diversas formas de amor que Deus nos cria…confesso que ao ler o titulo da materia acima, fiquei um pouco tanto quanto espantado. vocês conseguem imaginar quantos e quantos homossexuais que estão dentro da nossa igreja? quantos padres, religiosos, bispos e papas reprimidos por crenças de época contiveram em si sua homossexualidade? isso é uma realidade Gritante dentro da nossa igreja, nunca vos esqueçais que todo ser humano, afirmo: TODO ser HUMANO, é criação de Deus, não importa em qual condição tenha nascido…somos frutos de um amor eterno intagivel. vocês enquanto meio de comunicação deve repensar em como se posicionam em certos assuntos,devem estudar a historia da Humaninade e de nossa igreja…ninguem opta por nascer branco, negro, mestiço, etc..as pessoas simlesmente nascem..´.é assim que Deus nos fez e sempre nos fará…afirmar que certas CONDIÇÕES DE VIDA, são obras do Demônio é sem dúvida afirmar que Deus é imperfeito na nossa criação.Deus não erra, nunca…jamais.ELE É PERFEITO. O que digo e deixo registrado aqui de forma alguma é um apoio a casamentos homossexuais, não, não é isso…estou defendendo o Ser, sendo ele homossexual ou não. Nossa igreja nunca será perfeita se de uma forma indireta continuarmos atráves de nossa falta de raciocinio lógico AFIRMANDO que Deus é imperfeito. Quando não temos destreza total para conduzirmos algo, o melhor é se calar…leve informações de amor de fraternidade. vocês conseguem imaginar uma mãe que tem um filho que NASCEU na condição discutida acima, pensando que o filho que ela tanto ama..representa o desejo de satanás???? que reflexão forte!
    Espero que entedam a posição de um velho Frei, mais com a cabeça consciente da realidade atual. o Mundo caminha para novas descobertas meus filhos… o que vcs criticam hoje, sempre existiu desde o inicio da Humanidade…estudem, estudem e estudem..informações nos conduzem a claridade, nos ajuda a transpor barreiras de dogmas e limites impostos por reles mortais.

    um abraço no Cristo que nos une e em Maria que nos Ama.

    Frei Wàlici Santos.

    • henry disse:

      poxa frei walici tu fala num tom que quer convencer pelo teor e à força de argumentos insustentáveis , também sou muito religioso mas não chego a autoridade de um clérico e frei. Tu trabalhas a favor de quem? tu dizes , que desde o inicio da humanidade existe o homossexualismo e que tal é a condição do homem , é meia verdade isso porque esta é a condição da primeira humanidade, do primeiro homem, do primeiro adão e todos os homens herdaram o pecado por tradição( vícios em geral não apenas o homossexualismo.) dos nossos “pais”. Agora seja perfeito ( integro em grego ) em teu raciocínio pois o senhor nosso Deus em sua infinita misericórdia veio para nos salvar da primeira condição de humanidade mandando-nos o segundo adão o segundo homem para nos remir e nos libertar e salvar na condição do novo homem ;isto é , jesus cristo ( verdadeiro homem é seu nome.) para nos fazer herdeiros de virtude e capazes de toda sorte de virtudes , capacitados para obedecer aos mandamentos da lei de Deus que são de ordem espiritual e que antes a humanidade não podia cumprir pois jesus ainda não tinha vindo num corpo de carne e em si mesmo beber como que até às fezes no cálice da ignomínia – o pecado que é certamente pela sua natureza a condição humana , apenas sr.walici “frei” lembre-se que jesus é a representação maxima da imagem e semelhança de Deus ,daí se da e atribui a ele o titulo de verdadeiro homem como esta escrito na bíblia cristã , sou ca´tolico apostólico romano. deixo um texto de libertação gloriosa a todos os homens , um texto que em hipótese alguma deve ser considerado retrógrado pelos cléricos como foi dito pelo frei . Eis o texto na integra:- Não vos enganeis , não sabeis que os injustos não hão de possuir o reino de Deus ? nem os impuros , nem os idólatras , nem os bêbados , nem os avarentos , nem os adúlteros , nem os efeminados , os devassos , nem os ladrões, nem os assaltantes , nem os difamadores mas conclui assim para nossa esperança , mas fomos lavados mas fomos santificados , mas fomos justificados , em nome do senhor jesus cristo.Esta na primeira carta a coríntios cap 6 ,versículo 9. Paz e bem a todos .

      • Maristela disse:

        Caro Frei Walici, não sou nenhuma estudiosa , porem sou católica apostilica romana e sou mãe de um homossexual, gostaria de lhe esclarecer que quando descobri o problema de meu filho, digo problema por que assim o é, na minha concepção Deus nos criou a sua imagem e semelhança, logo a pessoa que desenvolve este tipo de conportamento é sim filha de Deus pai, mas não significa que Deus a tenha criado assim, Ele nos MANDA PERFEITOS, assim como ele, todos os nossos defeitos, orgulho, raiva, ciume, medo NOS os apredemos, ate onde apontam os estudos NINGUEM nasce assim, ela fica assim, devidos ao meio que é criada, na maioria dos casos estão ligados a problemas com o pai ou pessoas que sofreram abusos na infancia e adolencia, e como Cristo mesmo nos diz que a nossa carne é fraca , a pessoa que sofre abuso, o maoir conflito esta ai, nosso corpo sente algo que não gostariamos de sentir, logo alguns acabam por sentir prazer neste tipo de relação assim como casais heteros que tem prazer no sexo anal.Mas o queria falar , é que quando tive a descoberta , me vi totalmente sozinha em meio a tantos apelos da midia, de grupos ativista gsys e a minha igreja em absoluto silencio.Como o Sr. diz que a mensagem é forte , não , não é, comparada as do mundo inpurrando-os para este caminho, isto sem falar que ninguem fala abertamente das doenças que provavelmente terão com esta pratica.Muito me sinto reconfortada e segura quando vejo bispos, padres que se levantam para orientar o povo com Jesus.A igreja não pode se adequar a este mundo, sendo boazinha com todos, para que? Para atraí-los e depois verem eles se afundarem.Olha tive experiencias em casa minha casa e família, que posso AFIRMAR que pelo menos no caso de meu filho é sim influencia do demônio, veja bem não confunda as minha simples palavras, eu não disse possessão , disse influência. Espero que minha resposta venha a fazer com todo respeito que o Sr. repense seus conceitos , caso tenha interesse em ouvir minha história , pode me mandar um e-mail, terei enorme prazer e creio que poderá de ajudar em algumas questões.Paz e bem.

        • Eliana disse:

          Concordo plenamente com vc Maristela.Esse frei não tem nada de modéstia,acha que leigos não podem se interar do assunto e estudar mais a fundo nossa religião.A Igreja não pode se render às modernidades,como a vida de homossexualidade, mas deve amar o homossexual como filho de Deus e ajudá-lo a resistir às tentações.Muita força à vc como mãe,fé em Deus e amor no coração,e que a Virgem Maria lhe dê muita coragem e esperança.Parabéns pela sua postura!

    • Rafael do Nascimento disse:

      Caro Frei Wàlici Santos.. O conteúdo exposto provém de fontes seguras ou seja do Livro das Obras Divinas onde é exposto um pensamento de Santa Hildegarda de Bingen sobre a sua compreensão do livro do Apocalipse 6,8.

      Como o próprio nome já diz ela é santa diante da Igreja Católica Apostólica Romana que canoniza santos por autoridade infalível em São Pedro cabeça visível de Cristo Jesus na terra. Logo o pensamento deste santa esta sob jurisdição divina, e rica em infalibilidade sob a ação do Espírito Santo paráclito, e se ela afirma que a homossexualidade são desejadas pelo demônio para extinguir o homem quem é você em sua condição, para ficar acima da autoridade infalível da Igreja de Roma?

      Outro ponto interessante é que o pensamento de Santa Hildegarda de Bingen nos fala das práticas homossexuais e não do homossexual em si. Ou seja, o pecado esta nas práticas homossexuais e não na criatura, criada por Deus a sua imagem e semelhança. Contudo todos os homens estão ausentes da graça porque todos pecaram (Rm 3,23), logo deste o ventre da nossa mãe estamos manchados pelo pecado original. Logo a graça que reside em nós é por filiação divino sob a crucificação de Cristo (Rm 8,17), que nos concede o Espírito Santo que nos sustenta e alimenta em graça santificante. Logo a maior prova de amor do Pai foi doar seu Filho unigênito para remissão dos nossos pecados. Em suma, de acordo com o tema discutido, Deus enviou o seu Filho unigênito para que os homossexuais sejam remidos das práticas homossexuais e se tornem novas criaturas regeneradas pelo Batismo e pelo Espírito Santo (Tt 3,5)

      Além domais existem vários textos da Sagrada Escritura que condena o homossexualismo portanto vou somente citar alguns:
      Lv 18,22
      Lv 20,19
      O mais interessante de todos é o texto de Romanos 1,27 que coloco na integra:
      “Do mesmo modo também os homens, deixando o uso natural da mulher, arderam em desejos uns para com os outros, cometendo homens com homens a torpeza, e recebendo em seus corpos a paga devida ao seu desvario.”
      Este versículo fala claramente das práticas homossexuais que são condenáveis por Deus. O capítulo 1 de Romanos fala da Idolatria e as suas consequências logo é uma consequência da Idolatria uma sexualidade torpe por que a idolatria consiste em retirar a glória devida a Deus e atribuir a criaturas (Rm 1,25), e como muitas são as criaturas quantas idolatrias podem ser cometidas!. Este mesmo versículo fala também das consequências destas práticas que são recebidas não na alma ou no espírito mas no corpo do ser humano, logo podem ser percebidas a luz da inteligência humana e as consequências são relatadas em Rm 1,29-31.

      Contudo segundo o pensamento de Santa Hildegarda de Bingen o demônio deseja práticas homossexuais para extinguir os homens logo ele age a qualquer momento e de qualquer forma.
      Segundo Padre Gabriele Amorth, exorcista oficial do Vaticano, o demônio age de duas formas (fonte: http://blog.cancaonova.com/livresdetodomal/tipos-de-acoes-diabolicas/):

      ações ordinárias: consiste em tentações
      ações extraordinárias:
      distúrbios externos – trata-se de sofrimentos físicos
      possessões diabólicas – o demônio no corpo do indivíduo
      vexações diabólicas – ações do demônio atingindo a saúde, trabalho, emocional, relacionamento social e etc
      obsessões diabólicas – que consiste em pensamentos obsessivos, onde a vítima não consegue se libertar destes pensamentos, vivendo prostrada com pensamentos de suicídio. Onde algumas vezes determinam dupla personalidade.
      infestações diabólicas – que consiste em malefícios empregados não no homem, mas em outras coisas como animais, objetos, casas, lugares e etc.
      sujeições diabólicas – onde a vítima faz pacto de senhorio ao demônio e fica sujeita a seu domínio. Onde dependendo do vínculo, pode chegar a forma mais grave que é a possessão diabólica.

      No final Frei Wàlici Santos você diz que uma criança que “NASCEU ASSIM” a proporção de dizer a sua mãe que seu filho é desejo de Satanás seria constrangedor. Reveja o que você falou, pois me pareceu uma dissimulação sua para alienação do público leigo que esta vendo este artigo para ficar contra a Frente Universitária Lepanto. Logo, o correto é você dizer que é desejo de Satanás as práticas homossexuais na criança e não a criança em si como ser humano!

      Além domais, segundo o pensamento de Santa Hildegarda de Bigen sob os estudos e conhecimento do Padre Gabriele Amorth, posso concluir que os desejos do demônio sobre práticas homossexuais para extinguir os homens podem acontecer sob ações ordinárias e extraordinárias.

      Concluo que ao invés do senhor se sujeitar as calamidades modernas tenha fé, pratica a verdade e persevere nela, inclusive com coragem de lutar pela Igreja de Cristo por que ele não suporta cristãos mornos!(Ap 3,16) pois serão destituídos das graças divinas.

      E pela autoridade da Igreja de Cristo que é Una, Santa, Católica, Apostólica e Romana o Senhor lhe anime na Fé para perseverar na verdade, Esperança para ser animado e sustentado pelo Espírito Santo de Deus e não desistir da caminhada e o Amor para reder-se ao Senhorio de Jesus Cristo. Amém

    • Luiz Claudio disse:

      Frei se você acha que é normal, me desculpe, busque na Palavra de Deus, as respostas, quanto a estas práticas, e não é necessário ser fundamentalista, para ver que a Palavra do Deus Verdadeiro, é contra estas práticas, tanto no At e no Nt, são passagens bem claras e diretas, que os filosofos, intelectuais, não conseguirão enganar o povo, falando com voz de ovelha,Paz e Bem, em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.

    • Rafael do Nascimento disse:

      Caro Frei Wálici,
      Quero, se possível, entrar em contato contigo para rever alguns posicionamentos meus a cerca deste assunto. Favor entrar em contato comigo pelo e-mail: rafael_jullian_oliveira@hotmail.com

  2. Edmilson disse:

    MEUS CAROS AMIGOS LEITORES ESSA MATÉRIA AQUI É PARA ESCLARECER PERGUNTAS SOBRE IMAGENS E O QUE ELA SIGNIFICA VAMOS LÁ

    IMAGEM

    Antes de mais nada, convém explicar o que é uma imagem

    A imagem é muito mais do que uma simples escultura: na verdade é qualquer coisa que permite excitar a nossa vista, pouco importando se é uma escultura, um desenho, uma pintura, um objeto. Até mesmo os dicionários não religiosos são unânimes em afirmar que a imagem é a representação de um objeto pelo desenho, pintura, escultura, etc. Logo, uma pintura de Michelangelo é uma imagem da mesma forma que o desenho do tio Patinhas e o busto do Duque de Caxias também o são, de modo que não importa se a imagem está em “segunda dimensão” (podendo ser representada num plano x-y) ou em “terceira dimensão” (representada no plano x-y-z), mas que ela excite a vista e, por consequência, a imaginação, que é a capacidade de conceber abstratamente aquilo que é concreto, real.

    Desta forma, uma imagem – principalmente a imagem religiosa – encerra um sentido muito mais profundo do que o próprio objeto. Ela, sem precisar – necessariamente – fazer uso da palavra, consegue falar e sensibilizar as pessoas com muito mais facilidade que ótimos oradores, pois carrega uma linguagem própria que nem sempre precisa excitar nossos ouvidos. É inegável o poder de persuasão da imagem: a TV (imagem) não suplantou o rádio (palavra)? São Paulo não se converteu ao Evangelho graças à visão resplandescente de Cristo no caminho de Damasco? Quantos homens também não se converteram por um simples olhar para uma imagem ou crucifixo mudos no interior de uma igreja? Até mesmo a Bíblia afirma que o homem foi feito à imagem e semelhança de Deus (cf. Gn 1,26-27). Vemos, assim, que o velho ditado “uma imagem vale mais do que mil palavras” é mais do que verdadeiro: é uma realidade.

    Ídolo

    Ídolo não é – e jamais foi! – sinônimo de imagem. Ambos são distintos e inconfundíveis…

    Ao contrário da imagem, que excita a vista, o ídolo é aquilo que substitui o único e verdadeiro Deus. Um bom exemplo, que confirma a nossa tese, é o episódio do bezerro de ouro narrado em Ex 32: como Moisés demorava para descer do Monte Sinai, os hebreus fugitivos do Egito não tardaram a confeccionar um bezerro em ouro, a quem cultuaram como se fosse o verdadeiro Deus.

    “O povo reuniu-se em torno de Aarão e lhe disse: ‘Vamos! Faze-nos deuses que caminhem à nossa frente…’. Aarão lhes disse: ‘Tirai os brincos de vossas mulheres, vossos filhos e vossas filhas, e trazei-os a mim’. [...] Recebendo o ouro, ele o moldou com o cinzel e fez um bezerro fundido. Então eles disseram: ‘Aí tens, Israel, os deuses que te fizeram sair do Egito!’ [...] Levantando-se na manhã seguinte, ofereceram holocaustos e apresentaram sacrifícios pacíficos” (Ex 32,1b-2.4.6a).

    Esses versículos permitem-nos distinguir os elementos que caracterizam o ídolo:

    Confunde-se com o verdadeiro e único Deus.

    São-lhe atribuídos poderes exclusivamente divinos.

    São-lhe oferecidos sacrifícios devidos ao verdadeiro Deus.

    Percebamos bem como o milagre da fuga do Egito foi atribuído ao objeto que tinha a imagem de um bezerro de ouro. Notemos também como esse bezerro passa a substituir o verdadeiro e único Deus assim como também lhe são oferecidos sacrifícios devidos a Deus.

    Observando isto com muito cuidado e sem preconceitos, podemos reparar que o culto prestado ao bezerro de ouro bem como a proibição bíclica de confeccionar imagens de ídolos não podem ser confundidos contra as imagens cristãs, uma vez que falta-lhes os elementos que as constituam como ídolos: quando a Igreja Católica afirmou que devemos adorar as imagens dos santos? Quando a Igreja atribui-lhes poderes de salvar a humanidade do pecado ou conferiu-lhes título de todas-poderosas? Quando a Igreja prestou-lhes culto de adoração?

    Vemos, assim, que a imagem não implica na superstição como obriga o ídolo, que substitui Deus atribuindo ao objeto ou à coisa imaterial poderes que ele por si só não possui. A imagem é um objeto que lembra algo fora dele; o ídolo é o ser em si mesmo. A quebra de uma imagem não destrói o ser que representa; já a destruição de um ídolo implica da destruição da falsa divindade.

    Latria x Dulia

    Uma vez apresentadas as diferenças entre imagem e ídolo, faz-nos necessário situá-los em seu verdadeiro contexto religioso, isto é, demonstrar o respeito que cabe a cada um deles.

    Para isto, precisamos distinguir entre latria e dulia. Antes, porém, gostaria de observar que, oportunamente, pretendo disponibilizar um artigo onde são estudadas mais profundamente as diferenças entre os dois tipos de conceito. Para o momento, entretanto, basta mencionar a diferença básica.

    Latria: significa adoração e é o culto devido exclusivamente ao verdadeiro e único Deus, nosso Criador e Salvador. Na adoração, reconhecemos Deus como Todo-Poderoso e Senhor do universo.

    Dulia: significa homenagem, veneração. São dignas de veneração, no campo religioso, os santos e todas as criaturas que, neste mundo, fizeram e fazem a vontade do Pai, por se tornarem nossos modelos de fé e caridade.

    Uma visão clara sobre o assunto pode ser retirada de um antigo manual de religião publicado em 1858 em Portugal:

    “Cumpre venerar (=dulia) todos os Sanctos que estão no céo, como a servos e amigos de Deus; porem invocando-os e venerando-os (=dulia), não os adoramos (=latria), e fazemos sempre grande differença entre Deus e as creaturas. Rogando aos Sanctos não os olhamos nem consideramos senão como nossos intercessores para com Jesu-Christo, que é o Medianeiro que nos remio com seu sangue, e por quem podemos sêr ouvidos e alcançar a salvação” (Manual Portuguez, ed. d’Aguiar Vianna, Lisboa, Portugal, 1858, pág. 17).

    Tal texto é muito interessante porque explica em poucas linhas, mas com grandes detalhes a diferença básica entre adoração/latria e veneração/dulia: a primeira é destinada ao Criador, a segunda – bem inferior à primeira – às criaturas servas e amigas de Deus. Adoramos a Deus porque Ele é todo-poderoso e nosso Salvador; veneramos os santos – representados nas imagens – porque seus exemplos de vida nos apontam para o verdadeiro caminho: Jesus Cristo (cf. Jo 14,6), único Mediador e Redentor da humanidade.

    Assim, se passarmos a adorar uma criatura (seja ela criatura de Deus ou criatura do próprio homem) estaremos cometendo o pecado da idolatria, severamente punido por Deus. Um bom exemplo disto são as pessoas que atribuem todo poder ao dinheiro, acreditando que ele pode com tudo neste mundo: um caso não muito raro de idolatria nos dias de hoje!

    A BÍBLIA CONDENA IMAGENS?

    Depende do contexto!

    Se folhearmos a Bíblia, encontraremos várias passagens onde as imagens são condenadas. Por ex.: Ex 20,4-5; Lv 26,1; Dt 7,25; Sl 97,7; 115,8…

    Estaria, portanto, a Igreja Católica errada ao permitir a colocação e o uso de imagens em seus templos e nas casas dos fiéis?

    AGORA AMIGOS CATÓLICOS RACIOCINEM COM LÓGICA E RAZÃO

    A Igreja Católica é a única Igreja que possui ligação direta com os tempos apostólicos; pois ela tem 2000 mil anos e foi ela também ficou responsável pela guarda do depósito da fé, em especial das Sagradas Escrituras.

    Certamente, se quisesse mesmo agir contra a Palavra de Deus, adulteraria a Bíblia nessas passagens que condenam as imagens.

    O livro da Sabedoria – não reconhecido como Inspirado pelos protestantes, mas apenas pelos cristãos católicos e ortodoxos – condena, como nenhum outro livro do Antigo Testamento, a idolatria (cf. Sb 13-15). Não seria mais fácil para ela fazer como os protestantes e repudiar o citado livro?

    E por que não o fez? Simplesmente porque a Bíblia deve ser lida dentro de seu contexto e de forma completamente imparcial!

    Dessa forma, perceberemos que a própria Bíblia também defende o uso de imagens! Veja-se, por exemplo: Ex 25,17-22; 37,7-9; 41,18; Nm 21,8-9; 1Rs 6,23-29.32; 7,26-29.36; 8,7; 1Cr 28,18-19; 2Cr 3,7.10-14; 5,8; 1Sm 4,4; 2Sm 6,2; Sb 16,5-8; Ez 41,17-21; Hb 9,5…

    Como compreender essa curiosa “contradição”, já que o texto do Êxodo parece ser tão contundente:

    “Não farás para ti ídolos, nem figura alguma do que existe em cima, nos céus, nem embaixo, na terra, nem do que existe nas águas, debaixo da terra” (Ex 20,4)

    Fácil… Observando sempre os critérios de contexto e imparcialidade, devemos saber quando e em quais casos as imagens são proibidas ou aceitas.

    Analisemos, primeiro, o mandamento acima, repetido novamente em Dt 5,8 fala explicitamente de ídolo que, conforme vimos, é aquela coisa material ou imaterial que é colocado para substituir o verdadeiro Deus. Em Dt 13, temos a confirmação de que a função do ídolo é ser Deus; são os chamados falsos deuses. Mesmo com o mandamento acima, podemos perceber que os israelitas eram inclinados à idolatria, tendo-se em vista que eram escravos no Egito onde, mesmo mantendo a fé, assimilaram muitos costumes religiosos desse país, como prova a passagem do bezerro de ouro, onde este é confeccionado em virtude de uma simples demora da parte de Moisés.

    Isto justifica a existência de um mandamento contra a idolatria: Israel estava cercada de nações pagãs, politeístas e idólatras; cultuava-se o sol, os astros, os crocodilos, os reis, os gatos, etc. O verdadeiro povo de Deus devia se afastar de tudo isso pois era monoteísta!

    Tentemos, agora, compreender porque a mesma Bíblia que proíbe, também permite a confecão de imagens. Para isso, vamos recorrer a Nm 21,4-9, onde o próprio Deus ordena a Moisés a fabricar uma serpente de bronze para curar todos aqueles que para ela olhassem e tivessem sido picados por cobras no deserto. Neste caso a imagem não serviu para afastar o povo de Deus, mas para aproximá-lo, para demonstrar o Seu poder, sem contudo fazer esquecer o real motivo das picadas: o descontentamento de Deus com a teimosia de seu povo (v.5).

    Alguém poderia objetar: “Mas 2Rs 18,4 mostra que essa serpente foi depois destruída por Ezequias e que esse gesto agradou a Deus (v.3)!”. Contudo, tal argumentação é descabida porque em Ex 21,8 vemos que a serpente também foi confeccionada por ordem direta do Senhor a Moisés… Na verdade, o gesto de Ezequias pode ser compreendido pelo contexto do mesmo versículo 4 de 2Rs 18: a serpente de bronze deixara de cumprir a função de aproximar o povo de Deus e passara a ser vista como uma deusa: adquirira o nome de Noestã e incenso (símbolo de culto à divindade) era-lhe dedicado. Em outras palavras, a imagem da serpente (símbolo da compaixão de Deus Salvador para com seu povo) virara ídolo, substituindo o verdadeiro Deus Javé pela nova deusa “salvadora” Noestã: um crime flagrante contra o Mandamento que condena a idolatria. É desnecessário mencionar que esse desvirtuamento da função da serpente de bronze foi culpa única e exclusiva do povo que passou a idolatrá-la. Isso, porém, de forma alguma legitima ou justifica a destruição ou retirada das imagens sagradas!

    Logo, o que a Bíblia condena é a idolatria, a substituição de Deus por uma criatura, isto é, o uso negativo da imagem que fazem as pessoas a terem uma idéia errônea sobre Deus. Se o uso for positivo, aproximando as pessoas do verdadeiro Deus, então seu uso é justificado e permitido. A imagem simplesmente ajuda a criar um clima favorável à oração e é um meio eficaz de evangelizar principalmente os pobres e iletrados.

    APENAS OS CATÓLICOS E ORTODOXOS CONFECCIONAM IMAGENS?

    Antes de tratarmos sobre este tema, é interessante citar que os próprios judeus entenderam muito bem o tipo de proibição que a Bíblia impõe quanto ao uso das imagens: confeccionaram querubins de ouro para colocar sobre a Arca da Aliança (Ex 25,17-22), ornamentaram seus palácios e templos com imagens de bois, touros, leões e querubins (1Rs 23-29). Também famosa foi a sinagoga de Dura-Eurôpos, na Babilônia, cujo interior apresentava imagens de Moisés e a sarça ardente, a saída do Egito, o sacrifício de Abraão e a visão de Ezequiel.

    Entre os cristãos também não foi diferente: a partir do momento em que se crê e se adora um Deus único passa a ser contraditório e impossível oferecer o mesmo grau de adoração para qualquer outro ser (material ou imaterial) sem cair no pecado da idolatria.

    As imagens sempre foram usadas por Jesus e pelos apóstolos como instrumentos eficazes e reveladores da realidade invisível: para anunciar o Reino de Deus usaram imagens de lírios, pássaros, sal, luz, etc., coisas que estimulavam a compreensão do abstrato através de imagens retiradas do mundo concreto. São Paulo também nos ensina que o Deus invisível tornou-se vísivel em Jesus Cristo (cf. Cl 1,15). As catacumbas cristãs também apresentam, nas mais difersas formas (esculturas, pinturas e desenhos) imagens bíblicas como a multiplicação dos pães, o Bom Pastor, Noé e o dilúvio, a Virgem Maria, etc.

    Os cristãos orientais (ortodoxos) também devotam grande respeito às imagens, as quais chamam de ícones. Os ícones gregos e russos são tidos como os mais belos da iconografia cristã. Também os mosaicos gregos e latinos são exemplos de imagens da arte cristã à serviço da evangelização.

    Aliás, o uso catequético das imagens sempre foi defendido pelos doutores da Igreja principalmente para ensinar a fé cristã às crianças e analfabetos. Já em 394, São Gregório de Nissa, escreveu:

    “A figura muda sabe falar nas paredes das igrejas e muito ajuda” (Panegírico de São Tenório).

    Depois, em 604, o papa São Gregório Magno escreveu o seguinte ao bispo de Marselha:

    “Vós não devieis quebrar o que foi posto nas igrejas, não para ser adorado, mas simplesmente venerado. Uma coisa é adorar uma imagem e outra coisa é aprender, através dessa imagem, a quem as tuas orações são dirigidas. O que as Escrituras representam para os letrados, a imagem o é para os iletrados: são por essas imagens que aprendem o caminho a seguir. A imagem é o livro dos que não sabem ler” (Epístola XI,13).

    São João Damasceno (749) também defendia o uso didático das imagens. Com a eclosão da iconoclastia (isto é, a destruição das imagens sagradas) nos séculos VIII e IX, o Segundo Concílio de Nicéia, em 787, reafirmou solenemente a validade da veneração das imagens, não pelo valor do material em si, mas pelo valor das figuras que representam; seu culto, assim, é relativo, explicando-se pelo oferecimento indireto das orações àqueles que as imagens representam. Assim se definiram os padres conciliares na Sessão de 13 de outubro de 787:

    “Definimos [...] que, como as representações da Cruz, [...] assim também as veneráveis e santas imagens, em pintura, em mosaico ou de qualquer outra matéria adequada, devem ser expostas nas santas igrejas de Deus, nas casas e nas estradas. O mesmo se faça com a imagem de Deus Nosso Senhor e de Jesus Cristo Salvador, com as da [...] Santa Mãe de Deus, com as dos Santos anjos e as de todos os Santos e justos. Quanto mais os fiéis contemplarem essas representações, mais serão levados a se recordar dos modelos originais, a se voltar para eles, a lhes testemunhar… uma veneração respeitosa, sem que isso seja adoração, pois esta só convém, segundo a nossa fé, a Deus”.

    TODOS OS PROTESTANTES REPUDIAM AS IMAGENS?

    No séc. XVI, a Reforma Protestante retomou a luta contra as imagens e passou a arrancar e destruir as imagens sacras. Alguns historiadores indicam Martinho Lutero como o responsável por tal “violência”, ao combater o culto aos santos.

    Entretanto, tomando contato com livros luteranos, parece-me que a versão tradicional não condiz com a realidade, já que os luteranos parecem não se posicionar contra o uso das imagens.

    Muito pelo contrário, o teólogo e historiador luterano Martin N. Dreher, em sua obra “A Crise e a Renovação da Igreja no Período da Reforma” sustenta uma posição bem favorável ao uso das imagens. Seguem alguns trechos dessa sua obra, em especial do capítulo 5, entitulado “Palavra e Imagem”:

    “Na primavera de 1522 aconteceu, em Wittenberg, o início de uma das maiores catástrofes na história da humanidade. O conselho da cidade determinara a retirada das imagens das igrejas. Quando se começou a executar a decisão dos conselheiros municipais, a multidão reunida na frente da igreja da cidade invadiu o templo, arrancou as imagens das paredes, quebrou-as e terminou por queimar tudo do lado de fora. Em questão de minutos, uma paixão brutal destruiu o que para gerações de cristãos fora objeto de veneração religiosa. [...] Onde os iconoclastas passaram, os templos ficaram como lavouras após uma chuva de granizo. [...] Igual a uma epidemia o iconoclasmo se alastrava por todas as regiões. [...] E o mais interessante é que são poucos os historiadores que se referem a ele, permitindo que o iconoclasmo continue a ser praticado até os nossos dias. [...] O terrível disso tudo é que cristãos, munidos de machados e martelos, se levantaram contra objetos sacros, em locais consagrados, ante os quais até há pouco se haviam ajoelhado. [...] Cristãos destruíram a linguagem da imagem que durante séculos havia orientado os cristãos. E o culpado pela destruição não foi o povo, mesmo que ele tenha realizado a ação; os culpados foram os pregadores que, a partir do púlpito, incitaram ao iconoclasmo. [...] O mentor intelectual do iconoclasmo em Wittemberg foi Andreas Bodenstein, de Karlstadt. [...] Ardoroso em sua maneira de ser, mas falho no tocante à reflexão sobre a consequência de seus atos, Karlstadt assumiu a direção do movimento reformatório em Wittemberg enquanto Lutero se encontrava no Wartburgo. [...] No inverno de 1521/22, [Karlstadt] escreveu e publicou livreto com o título ‘Da Eliminação das Imagens’. O livro é diminuto, tem poucas páginas, mas teve grandes consequências, provocando a destruição de muitas obras-de-arte. Segundo Karlstadt, não se pode tolerar imagens nas igrejas, pois afrontam o primeiro mandamento. Os ‘ídolos de óleo’ colocados sobre os altares, são invenção do demônio. Karlstadt tomou posição não somente contra esculturas, mas contra pinturas, a nova tendência na arte do Renascimento e da Reforma. [...] Há autores que consideram Karlstadt o primeiro puritano. Assim, o emergente puritanismo seria responsável pelo iconoclasmo. [...] Um outro momento parece ser importante para entender a onda iconoclasta: o biblicismo. [...] Na Reforma se expressou a convicção de que somente a palavra havia de vencer. [...] Para o mundo da Reforma, que tomava o cristianismo primitivo como norma e exemplo, não podia haver lugar para a imagem. Não é de se admirar que parte considerável do protestantismo tenha assumido as concepções de Karlstadt e que Calvino tenha em sua ‘Institutas’ um capítulo dedicado a todos os argumentos que podem ser usados contra as imagens. [...] Quais as consequências desse fato? O século XVI não mais entendeu a linguagem das imagens e, por isso, as destruiu, produzindo consequências caóticas e cegueira. [...] Com a retirada das imagens do interior das igrejas protestantes destruiu-se o pensamento simbólico tão constitutivo para o cristianismo. E o pensamento simbólico é pensamento religioso propriamente dito. É na linguagem simbólica que se expressa a experiência do espiritual. Quando essa forma de pensamento não-conceitual deixa de ser usada ou é ridicularizada, produz-se a destruição de uma das disposições religiosas do ser humano. Quando se destruíram as imagens, destruiu-se o elemento que deixa o que é cristão transformar-se em sentimento. A imagem provoca e confirma o pensamento simbólico, sem o qual não se pode imaginar religiosidade viva. Observando imagens religiosas aprendemos a sentir simbolicamente. A melhor forma de introduzir crianças no mundo de concepções cristãs é através de imagens. Quando aprendemos a ver a imagem apenas como ‘ídolo’, destruímos a percepção para o pensamento simbólico. [...] Quando o ser humano não é mais capaz de pensar e de ver símbolos em uma tradição cristã viva, sua consciência religiosa fica esclerosada. [...] No início, Lutero tinha dificuldades com as imagens e afirmava que seria melhor se não existissem. [...] Mas quando Karlstadt deu início à onda iconoclasta, nela nada mais viu do que vandalismo, que estava prestes a destruir a liberdade evangélica e a reintroduzir a lei. Por isso, Lutero passou pouco depois a afirmar que imagens são memoriais e testemunhos e como tais devem ser toleradas. Além disso, chegou a afirmar que, se pudesse, mandaria pintar toda a Bíblia dentro e fora das casas. Sua postura em favor da pintura e das imagens tornou-se mais do que evidente desde a publicação dos catecismos (1529). As imagens movem a fé das crianças e dos simples. A fé cristã não se dirige, para ele, apenas aos ouvidos, mas também aos olhos das pessoas. [...] A arte sacra deve ser meditada, e meditação não é pensamento lógico. Meditar é silenciar para que Deus possa falar. Nos últimos 500 anos, em razão do iconoclasmo, o pecado humano não tem deixado Deus falar; só fala o homem” (autor e obra citados, ed. Sinodal, São Leopoldo/RS, 1996, págs. 53-57; grifos nossos).

    As palavras acima demonstram que o mundo protestante vem se abrindo para o uso das imagens. É interessante notar como a posição de Dreher é semelhante à da Igreja Católica, especialmente por repudiar o iconoclasmo e por reconhecer a importância que as imagens representam para o pensamento abstrato e catequético. Antes disso, em 1956, um congresso luterano lançou a questão: “por que admitir as impressões auditivas na catequese e rejeitar as impressões visuais? Estas parecem ainda mais eficientes do que aquelas”.

    CONTRADIÇÕES DO MUNDO PROTESTANTE

    Ainda que alguns protestantes se manifestem a favor do uso de imagens, é muito comum encontrarmos posições críticas a esse respeito. Mesmo assim, o mundo protestante apresenta algumas inconsistências dignas de serem observadas:

    A própria Bíblia é uma imagem: as palavras impressas sobre o papel nada mais são do que símbolos gráficos que excitam os olhos resultando na imaginação responsável pela compreensão do texto. Em verdade, a Bíblia é a imagem da Palavra de Deus.

    Imagem não é apenas escultura: muito pelo contrário, abrange também pinturas, gravuras, desenhos e quaisquer outras formas que estimulem a visão. É, portanto, inconcebível que as mesmas igrejas que atacam as imagens sacras defendidas pelos católicos distribuam folhetos, Bíblias e estudos bíblicos ilustrados, quer para crianças, quer para adultos – pois senão também estarão afrontando o Mandamento divino de Ex 20,4, como dizem que os católicos afrontam…

    PARE PENSE E MEDITE AMADOS CATÓLICOS SAIBAS QUE EM NENHUMA OBRA OU ESCRITO DOS PADRES DA IGREJA SE MANDA ADORAR IMAGENS SOMENTE MANDA IMITAR AQUELAS QUE SERVIRAM A DEUS COM ZELO AMOR CARISMA E FIDELIDADE

  3. ODAIR disse:

    AS IMAGENS NA IGREJA CATÓLICA APENAS REPRESENTA AS PESSOAS QUE FORAM CHEIA DE GRAÇA E DE VIRTUDE QUE SERVIRAM A DEUS COM AMOR CARINHO E ZELO

    VEJA

    Tanto no Êxodo como no Deuteronômio, a proibição de imagens refere-se à imagem dos deuses estrangeiros e não de qualquer espécie de desenho, pintura ou escultura. Trata-se de ídolos e de figuras de deuses falsos que tomavam formas de pessoas, animais, astros, etc. Tanto é assim que o mesmo Deus mandou Moisés fazer uma serpente de bronze, que foi colocada num suporte e, vendo-a, os hebreus ficavam curados de suas feridas. Esta imagem da serpente era prefigurativa de Jesus pregado na cruz: “Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim deve ser levantado o Filho do Homem, para que todo o homem que nele crer, tenha a vida eterna” (Jo III,14s). Além disso, Deus determinou a Moisés fazer dois querubins para cobrirem o propiciatório: Êx XXV, 18s. Salomão, quando construiu o templo, mandou fazer também querubins e outras figuras várias, entre as quais leões e bois: I Re VII, 29. Nem por isso o templo foi do desagrado de Deus. As proibições impostas por Deus destinavam-se a proteger o pequeno povo de Israel, cercado de tantos povos idólatras e ele mesmo propenso à idolatria, do perigo dessa idolatria. Uma coisa é imagem, outra é ídolo. O mesmo Deus que proibiu fazer imagens (de ídolos) mandou fazer imagens (não de ídolos), como a serpente de bronze, os querubins.

    Qualificar de superstição e hipocrisia os ornamentos de Igrejas ou quadros e imagens de santos, pode ser ignorância, quando não for maldade ou impiedade. O culto das imagens sempre teve inimigos na história, fato que ainda persiste em nossos dias. Não percebem (ou não querem perceber) que imagem só podemos fazer de pessoas visíveis, como de Nosso Senhor, de Nossa Senhora, dos Anjos, dos Santos Apóstolos, etc. Não trata-se da adoração ou culto da imagem pela imagem, ou que possuam poder sobrenatural ou maravilhoso, o que seria superstição e idolatria. Veneramos uma imagem sacra mostrando nosso afeto à pessoa por ela representada, assim como temos amor ao retrato de pessoas queridas, onde o papel em que é feito não diz absolutamente nada, mas sim o que ele representa, ou seja, a imagem dos pais, de um irmão, de um ente que já se foi.

    A veneração das imagens é antiquíssima na Igreja e de origem apostólica.
    São valores artísticos que elevam a alma das pessoas às práticas das virtudes e da piedade.

    A Igreja Católica, nos concílios de Nicéia e Trento, aprovou e recomendou o culto das imagens. A doutrina da Igreja, sobre as imagens e o respectivo culto, está resumida nos seguintes pontos:

    1. As imagens não são ídolos, a que os fiéis devam render homenagem. Imagem nenhuma possui um poder oculto ou latente, em virtude do qual se lhe deva prestar culto e veneração.

    2. É proibido fazer petições às imagens e nelas depositar uma confiança como se fossem doadores de graças e benefícios. A imagem deve ser para o católico um meio, um instrumento, que lhe facilite elevar os pensamentos acima desta terra, às coisas sobrenaturais e divinas.

    3. A veneração, o respeito que se tem às imagens, tem por objeto, não a imagem como tal, mas a pessoa por ela representada, isto é, Nosso Senhor Jesus Cristo, sua Santa Mãe e os Santos. A imagem não é nada mais que imagem, que nos lembra os benefícios que Deus dá à criatura humana; lembra-nos o poder dos Santos, como amigos de Deus e suas virtudes, que devemos imitar. Nada, pois, tem o culto das imagens com idolatria ou superstição.

    No ano de 725, São Germano opôs-se com toda a sua energia contra essa perseguição sacrílega, perpetrada pelo Imperador de Constantinopla, Leão – o Isaurio, que ao assumir o trono declarou publicamente proteger a fé católica, o que, aliás não cumpriu, pois naquele ano iniciou campanha contra o culto das imagens.

    A luta tomou feições muito sérias. São Germano defendeu, no púlpito e em escritos, a doutrina sobre o culto das imagens. Em conferências particulares que teve com o Imperador, mostrou a este a inconveniência e a criminalidade daquele proceder. Não conseguiu, porém, mudar as idéias do iconoclasta. Quando, em 730, Leão exigiu de São Germano a assinatura de um decreto que determinava a destruição das imagens sacras, o Santo declarou: “Senhor, tomar uma medida contra a fé, é-me impossível”. Esta profissão de fé acarretou ao octogenário, não só o ódio do Imperador, mas a expulsão de Constantinopla, em condições mui humilhantes, tendo que retirar-se para Platino.

    Em defesa das imagens, São Germano opôs resistência tenacíssima aos iconoclastas, negando-se peremptoriamente a assinar uma proibição imperial, que tinha por objeto o fim do culto das imagens e sua conseqüente destruição. Ainda hoje, a Igreja sofre tais ataques sistematicamente articulados com a finalidade de atingir a Igreja de Cristo. As portas do inferno não tem poder de prevalecer contra Ela.

    CONCLUSÃO

    Os católicos não devem se deixar levar por conceitos errôneos a respeito das imagens, que nada mais são do que meras representações elaboradas por hábeis artistas. Devemos saber discernir o abismo que separa a IMAGEM do ÍDOLO. Recorrendo às Escrituras constaremos que nós mesmos, os seres humanos, fomos feitos à IMAGEM e semelhança de Deus, portanto, o Criador foi quem criou a primeira IMAGEM de si próprio. Isto para nos lembrar que, por pior que seja o nosso semelhante, devemos ver nele a IMAGEM do próprio Deus. (Verifique – artigo I do livro “Oriente” – de onde extraímos esta oportuna constatação)

    Representações idólatras em diversas formas como: figas, patuás, pés-de-coelho, pirâmides, etc…, sutilmente propaladas como objetos para uso em simpatias ou superstições inofensivas, devem ser combatidas com veemência, já que imprimem influências extremamente comprometedoras à salvação da alma. A adoração ou uso destes amuletos, mesmo em decorrência de modismos ingenuamente sutis, ofendem muito a Nosso Senhor, pois que toda a nossa confiança deve estar concentrada no poder de Deus. Quem cultua, pratica ou difunde a adoração destes objetos, sem dúvida, prestará contas no dia do Juízo.

    O homem em sua vida sensitiva, muito depende das coisas que o rodeiam. Como o cristão prudente e sincero procura afastar de si todas as más influências, com prazer se inclinará a tudo que em sua alma for capaz de produzir boas impressões e elevá-las a Deus e às coisas santas. É este o motivo porque a Igreja orna o interior dos templos com belos quadros e imagens de santos. O Aspecto destas coisas desperta na alma pensamentos salutares, o desejo de imitar o exemplo da virtude daqueles que se santificaram na lei de Deus.

    ODAIR

  4. Daniel disse:

    Os católicos sabem que imagens são simplesmente imagens, não tem poder em si mesmas, pois são somente sinais.

    Seria uma bobeira ao ir para praia ficar em frente à placa que diz “Praia a 10 km” como se tivesse chegado ao lugar desejado.

    Sabemos que semelhante a uma placa, as imagens somente indicam a verdadeira pessoa digna de admiração e louvor. Isto não quer dizer que as placas são desnecessárias porque apontam para o lugar certo.

    Semelhante a isto é pegarmos uma foto de um ente querido e acharmos que esta foto é o próprio ente querido.

    Se eu destruir a foto, evidentemente não destruo a pessoa da foto. Se eu pisar na foto, evidentemente não piso na pessoa representada na foto. Mas, como você se sentiria se pegassem uma foto de um ente querido seu e na sua frente cuspissem nela, a destruísse ou pisassem nela? Certamente não ficaríamos muito felizes.

    Porque embora a foto não seja a pessoa, o gesto de destruí-la fere gravemente a nossa dignidade.

    Ora, a mesma escritura que em Deuteronômio capitulo 4 proíbe imagens é a mesma escritura que mostra que Moisés, Salomão e outros cunharam ou talharam imagens. Teria Deus enlouquecido? Poderia a Bíblia contradizer-se?

    Quando o povo no deserto foi picado por serpentes Deus manda Moisés cunhar um cajado de bronze (portanto uma imagem) com uma serpente e todo o que olhasse para este cajado seria curado. Ora, foi o cajado que curou as pessoas? Não, o cajado de serpente representava ao Senhor Jesus Cristo elevado na Cruz. É Ele que cura as pessoas e não a imagem da serpente.

    “Moisés fez, pois, uma serpente de bronze, e fixou-a sobre um poste. Se alguém era mordido por uma serpente e olhava para a serpente de bronze, conservava a vida.” (Nm 21,9)

    Tanto é que o povo começa adorar a imagem como se ela fosse a responsável pela cura e o Senhor manda Moisés destruí-la:

    “Destruiu os lugares altos, quebrou as estelas e cortou os ídolos de pau asserás. Despedaçou a serpente de bronze que Moisés tinha feito, porque os israelitas tinham até então queimado incenso diante dela. (Chamavam-na Nehustã).” (2 Rs 18,4)

    Vemos então que o errado é a idolatria e não as imagens. Ou seja, o errado é o ato de idolatrar imagens e não fabricá-las!

    “Guardai-vos, pois, de fabricar alguma imagem esculpida representando o que quer que seja, figura de homem ou de mulher, representação de algum animal que vive na terra ou de um pássaro que voa nos céus, ou de um réptil que se arrasta sobre a terra, ou de um peixe que vive nas águas, debaixo da terra. Quando levantares os olhos para o céu, e vires o sol, a lua, as estrelas, e todo o exército dos céus, guarda-te de te prostrar diante deles e de render um culto a esses astros, que o Senhor, teu Deus, deu como partilha a todos os povos que vivem debaixo do céu.” (Dt 4,16-20)

    Não esqueçamos que, na época, havia o politeísmo, ou seja, a crença em vários deuses. A proibição de Deus se refere ao culto de adoração a alguma imagem que fosse tratada como o próprio Deus. Como, por exemplo, o povo que faz um bezerro de ouro para adorá-lo no deserto como se fosse o próprio Deus.

    “Tiraram todos os brincos de ouro que tinham nas orelhas e trouxeram-nos a Aarão, o qual, tomando-os em suas mãos, pôs o ouro em um molde e fez dele um bezerro de metal fundido. Então exclamaram: ‘Eis, ó Israel, o teu Deus que te tirou do Egito’.” (Ex 32, 3-4)

    Veja que Salomão, o homem mais sábio que já existiu e existirá segundo o próprio Deus, também fez imagens de madeira:

    “Fez no santuário dois querubins de pau de oliveira, que tinham dez côvados de altura. Cada uma das asas dos querubins tinha cinco côvados, o que fazia dez côvados da extremidade de uma asa à extremidade da outra. Revestiu também de ouro os querubins. Mandou esculpir em relevo em todas as paredes da casa, ao redor, no santuário como no templo, querubins, palmas e flores abertas. Nos dois batentes de pau de oliveira mandou esculpir querubins, palmas e flores desabrochadas, e cobriu-as de ouro; cobriu de ouro tanto os querubins como as palmas.” (1 Rs 6,23-32)

    Algumas coisas que a Igreja ensina sobre imagens:

    “A imagem sacra, representa principalmente Cristo. Ela não pode representar o Deus invisível e incompreensível; é a encarnação do Filho de Deus que inaugurou uma nova economia das imagens: ‘Antigamente Deus, que não tem corpo nem aparência, não podia em absoluto ser representado por uma imagem. Mas agora, que se mostrou na carne e viveu com os homens, posso fazer uma imagem daquilo que vi de Deus (…) Com o rosto descoberto, contemplados a glória do Senhor’”. (São João Damasceno)

    “O culto cristão das imagens não é contrário ao primeiro mandamento que proíbe ídolos. De fato ‘a honra prestada a uma imagem é prestada na verdade a pessoa a ela representada’” (São Basílio).

    “O culto da religião não se dirige as imagens em si mesmas como realidades, mas as considera em seu aspecto próprio de imagens que nos conduzem ao Deus encarnado. Ora, o movimento que se dirige à imagem, enquanto tal não termina nela, mas tende para a realidade da qual é a imagem.” (São Thomás de Aquino)

  5. Edmilson disse:

    meus queridos amigos católicos de nomes Hermeto Nelson Spohr, Jorge, Gildemar Leal Resano

    AMIGOS É TOTALMENTE SAFADEZA E FARSA DOS PROTESTANTES BESTAS DO APOCALIPSE QUE DIZEM QUE MARIA TEVE FILHOS E QUE MARIA COMEÇOU A SER PROCLAMADA SANTA DEPOIS DE CONSTANTINO ISSO É FARSA VOU MOSTRAR PRA VOCÊS AMIGOS QUE MARIA É REFERENCIA NOS LIVROS CARTAS E EPÍSTOLAS DOS PADRES DA IGREJA DO PRIMEIRO E SEGUNDO SÉCULO DA ERA CRISTÃ VEJA UM POUCO DOS TESTEMUNHOS SOBRE MARIA

    A Virgem Maria e os primeiros cristãos

    Maria amamentando o Menino Jesus, século II, Catacumba de Priscila, Roma

    Os primeiros cristãos veneravam a Virgem Maria?

    Assim nos ensina o Catecismo da Igreja Católica no número 971:
    Na verdade, a Santíssima Virgem é, desde os tempos mais antigos, honrada com o título de “Mãe de Deus”, e sob a sua proteção se acolhem os fiéis implorando-a em todos os perigos e necessidades [...]. Este culto [...], embora inteiramente singular, difere essencialmente do culto de adoração que se presta por igual ao Verbo Encarnado, ao Pai e ao Espírito Santo, e favorece-o poderosamente». Encontra a sua expressão nas festas litúrgicas dedicadas à Mãe de Deus e na oração mariana, como o santo rosário, «resumo de todo o Evangelho».
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    Oração mais antiga a Santíssima Virgem Maria que remonta o ano 230 da era cristã

    “À vossa proteção recorremos Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, Ó Virgem gloriosa e bendita!”.
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    AGORA VEJA O QUE DIZ SANTO INÁCIO DE ANTIOQUIA NASCIDO NO ANO 35 DA ERA CRISTÃ QUE ESCREVEU 7 CARTAS IMENSAS AOS BISPOS DA IGREJA LEMBRANDO SANTO INÁCIO DE ANTIOQUIA FOI DISCÍPULO DE SÃO JOÃO EVANGELISTA

    VEJA

    “E permaneceram ocultos ao príncipe desse mundo a Virgindade de Maria e seu parto, bem como a morte do Senhor: três mistérios de clamor, realizados no silêncio de Deus”

    “A verdade é que o nosso Deus, Jesus, o Ungido, foi concebido de Maria segundo a economia divina; nasceu da estirpe de Daví, mas também do Espírito Santo”.

    “Filho de Deus pelo desejo e poder de Deus, nasceu verdadeiramente de uma Virgem”

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    AMIGOS AGORA VEJA O QUE DIZ OUTRO PADRE DA IGREJA SOBRE MARIA

    São Justino, Mártir no século II (103–165 d.C)

    “E novamente, como Isaías havia expressamente previsto que Ele nasceria de uma virgem, ele declarou o seguinte: ‘Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e seu nome será chamado “Deus-conosco”‘. A frase ‘Eis que uma virgem conceberá’ significa certamente que a virgem iria conceber ser ter relacionamento. Se ela tivesse relacionamento com qualquer um que fosse, ela não poderia ser virgem. Mas o poder de Deus, vindo sobre a Virgem, a encobriu, e a induziu a conceber, embora ainda permanecesse Virgem”

    “[Jesus] se fez homem por meio da Virgem, de sorte a ser finalizada a desobediência, oriunda da serpente, por ali mesmo onde havia começado. Eva era virgem e incorrupta; concebendo a palavra da serpente, gerou a desobediência e a morte. A Virgem Maria, porém, concebeu fé e alegria quando o anjo Gabriel lhe anunciou a boa nova”.
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    VEJA AGORA O QUE DIZ SANTO IRENEU
    no tratado contra as heresias, no século II, (por volta de 180-199)

    VEJA
    “A Virgem Maria mostrou-se obediente ao dizer: “Eis aqui tua serva, Senhor; faça-se em mim conforme a tua palavra”. Entretanto, Eva foi desobediente; mesmo enquanto era virgem, ela não obedeceu. Como ela – que ainda era virgem embora tivesse Adão por marido… – foi desobediente, tornou-se a causa da sua própria morte e também de todo gênero humano; então, também Maria, noiva de um homem, mas, apesar disso, ainda virgem, sendo obediente, se tornou a causa de salvação dela própria e de todo o gênero humano… Assim, o problema da desobediência de Eva foi eliminado pela obediência de Maria. O que a virgem Eva causou em sua incredulidade, a Virgem Maria eliminou através da sua fé”

    “Assim como o gênero humano foi levado à morte por uma virgem, foi libertado por uma Virgem”

    “A Virgem Maria, tendo sido obediente à palavra de Deus, recebeu de um anjo a alegre notícia de que iria dar à luz ao próprio Deus”

    “Como por uma virgem desobediente foi o homem ferido, caiu e morreu, assim também por meio de uma virgem obediente à palavra de Deus, o homem recobrou a vida. Era justo e necessário que Adão fosse restaurado em Cristo, e que Eva fosse restaurada em Maria, a fim de que uma virgem feita advogada de uma virgem, apagasse e abolisse por sua obediência virginal a desobediência de uma virgem.”
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    AMIGOS VEJA OUTRO TESTEMUNHO DE OUTRO PADRE DA IGREJA NUMA DAS SUAS OBRAS

    VEJA
    Santo Hipólito de Roma (que nasceu em 170 e morreu em 236)

    “O Cristo foi concebido e tomou o seu crescimento de Maria, a Mãe de Deus toda pura [...] Como o Salvador do mundo tinha decretado salvar o gênero humano, nasceu da Imaculada Virgem Maria

    “Deus, o Verbo descendeu à Santa Virgem Maria …” (St. Hippolytus, Contra Noetum, cap. 17; PG 10, 825).

    “Ele (=Jesus) era a arca composta por madeira incorruptível. Com efeito, o seu tabernáculo (=Maria) era isento da podridão e corrupção” (Santo Hipólito de Roma, Orat. Inillud. 220 DC).

    “… corpo de Maria toda santa, sempre Virgem, por uma concepção imaculada, sem conversão, e se fez homem na natureza, mas em separado da maldade: o mesmo era Deus perfeito, e o mesmo era o homem perfeito, o mesmo foi na natureza em Deus, uma vez perfeito e homem.” (As obras e Fragmento VII)
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    AGORA UM TESTEMUNHO DE SANTO AGOSTINHO
    Santo Agostinho, doutor da Igreja (Tagaste, 13 de novembro de 354 — Hipona, 28 de agosto de 430)

    “Concebeu-O [a Cristo Jesus] sem concupiscência, uma Virgem; como Virgem deu-lhe à luz, Virgem permaneceu” (Sermão sobre a Ressurreição de Cristo, segundo São Marcos, PL XXXVIII, 1104-1107).

    ”Entre todas as mulheres, Maria é a única a ser ao mesmo tempo Virgem e Mãe, não somente segundo o espírito, mas também pelo corpo. Ela é mãe conforme o espírito, não dAquele que é nossa Cabeça, isto é, do Salvador do qual ela nasceu, espiritualmente. Pois todos os que nele creram – e nesse número ela mesma se encontra – são chamados, com razão, filhos do Esposo (filii sponsi) (Mt 9,15). Mas, certamente, ela é mãe de seus membros, segundo o espírito, pois cooperou com sua caridade para que nascessem os fiéis na Igreja – os membros daquela divina Cabeça – da qual ela mesma é, corporalmente, a verdadeira mãe. Convinha, pois, que nossa Cabeça, por insigne milagre, nascesse segundo a carne de uma virgem, dando a entender que seus membros, que somos nós, haviam de nascer segundo o Espírito dessa outra virgem que é a Igreja. Somente Maria, portanto, é mãe e virgem, no espírito e no corpo. É Mãe de Cristo e também Virgem de Cristo.”

    Maria é Mãe de Deus, feita pela mão de Deus” (S. Agost. in orat. ad heres.).

    “Nem se deve tocar na palavra ‘pecado’ em se tratando de Maria; e isto em respeito Àquele de quem mereceu ser a Mãe, que a preservou de todo pecado por sua graça” (Santo Agostinho, Sermão 215,3. 325 DC).

    “Não entregamos Maria ao diabo por condição original pois afirmamos que sua própria condição original se anula pela graça da redenção.” (Santo Agostinho, Contra Juliano 4. 325 DC).”

    “Exceto a Santa Virgem Maria, da qual não quero, por honra do que é devido ao Senhor, suscitar qualquer questão ao se tratar de pecados, pois sabemos que lhe foi concedida a graça para vencer por todos os flancos o pecado, porque mereceu ela conceber e dar à luz a quem não teve pecado algum. Exceto, digo a esta Virgem, se tivéssemos podido congregar todos os santos e santas que aqui viviam e perguntássemos se jamais tinham pecado, o que teriam respondido? (…) Não é verdade que teriam unanimemente exclamado: ‘Se dissermos que não pecamos, enganamo-nos, e a verdade não está em nós’?” (Santo Agostinho, De Natura et Gratia 36,42. 325 DC).

    “A admirável santidade de Maria é fruto da graça de Deus que a cumulou, em vista de sua missão. A Virgem Maria representa o que de mais digno, puro e inocente poderia oferecer esta nossa terra a DEUS, a fim de que o Filho de Deus se dignasse baixar até ela.”

    “A Santíssima Virgem é o meio de que Nosso Senhor se serviu para vir a nós; e é o meio de que nos devemos servir para ir a ele.” (Santo Agostinho Sermo 113 in Nativit. Domini).

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    O

    VEJA AGORA O QUE DIZ OUTRO PADRE DA IGREJA

    rígenes (Alexandria, Egipto, c. NASCIDO NO ANO 184 DA ERA CRIST× Cesaréia, ou, mais provavelmente, Tiro, 253)

    “Desposada com José, mas não carnalmente unida. A Mãe deste foi Mãe imaculada, Mãe incorrupta, Mãe intacta. A Mãe deste, de qual este? A Mãe do Senhor, Unigênito de Deus, do Rei universal, do Salvador e Redentor de todos.” (Orígenes – homilia inter collectas ex variis locis).

    Maria é Mãe de Deus, unigênito do Rei e criador de tudo o que existe” (Orig. Hom I, in divers. – Sec. II)

    “Este menino não precisa de Pai na terra, porque tem um pai incorruptível no céu; não precisa de Mãe no Céu, porque tem uma Mãe Imaculada e casta na terra, a Virgem Bem-aventurada, Maria“.

    “Esta Virgem Mãe do Unigênito de Deus chama-se Maria, digna de Deus, imaculada das imaculadas, sem par” (Origines, Homilia 1. 280 DC).

    “Eu considero estar em conformidade com a razão que, com relação à pureza a qual consiste na caridade, Jesus foi o primeiro entre os homens, enquanto Maria foi a primeira entre as mulheres.” (Origen, Commentary on Matthew 10, 17)

    Maria tem dois filhos, um, homem-Deus e o outro puro homem; de um Maria é Mãe corporal, do outro, Mãe espiritual” (Speculum B.M.V., lect. III art. 1,2º )

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    O evangelista São Marcos, na Liturgia que deixou às igrejas do Egito:

    “Lembremo-nos, sobretudo, da Santíssima, intemerata e bendita Senhora Nossa, a Mãe de Deus e sempre Virgem Maria“.
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    VEJAM MAIS TESTEMUNHOS

    O apóstolo Santo André:
    Maria é Mãe de Deus, resplandecente de tanta pureza, e radiante de tanta beleza, que, abaixo de Deus, é impossível imaginar maior, na terra ou no céu”. (Sto Andreas Apost. in trasitu B. V., apud Amad.)

    “Tendo sido o primeiro homem formado de uma terra imaculada, era necessário que o homem perfeito nascesse de uma Virgem igualmente imaculada, para que o Filho de Deus, que antes formara o homem, reparasse a vida eterna que os homens tinham perdido” (Santo André, Cartas dos Padres de Acaia).
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    São João Apóstolo:
    Maria, é verdadeiramente Mãe de Deus, pois concebeu e gerou um verdadeiro Deus, deu a luz, não um simples homem como as outras mães, mas Deus unido a carne humana.” (S. João Apost. Ibid)
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    S. Tiago Menor:

    “Fazemos memória de nossa Santíssima, Imaculada, e gloriosíssima Senhora Maria, Mãe de Deus e sempre Virgem“.

    O santo Apóstolo não se limita a isso, mas torna a sua fé mais expressiva ainda. Após a consagração e umas preces, ele faz dizer ao Celebrante:

    “Prestemos homenagem, principalmente, a Nossa Senhora, a Santíssima, Imaculada, abençoada acima de todas as criaturas, a gloriosíssima Mãe de Deus, sempre Virgem Maria.”

    E os cantores respondem: “É verdadeiramente digno que nós vos proclamemos bem-aventurada e em toda linha irrepreensível, Mãe de Nosso Deus, mais digna que os querubins, mais digna de glória que os serafins; a vós que destes à luz o Verbo divino, sem perder a vossa integridade perfeita, nós glorificamos como Mãe de Deus” (S. jacob in Liturgia sua).
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    Na Liturgia dos etíopes, de autor desconhecido, mas cuja composição data do primeiro século, encontramos diversas menções explícitas da Imaculada Conceição. Umas das suas orações começa nestes termos:

    ”Alegrai-vos, Rainha, verdadeiramente Imaculada, alegrai-vos, glória de nossos pais.”

    Mais adiante, é pela intercessão da Imaculada Virgem Maria que o Sacerdote invoca a Deus em favor dos fiéis:

    “Pelas preces e a intercessão que faz em nosso favor Nossa Senhora, a Santa e Imaculada Virgem Maria.“
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    VEJA O QUE DIZ OUTRO PADRE DA IGREJA SOBRE MARIA

    São Dionísio Areopagita:
    Maria é feita Mãe de Deus, para a salvação dos infelizes.” (S. Dion. in revel. S. Brigit.)

    “Conheci pessoalmente a Maria mãe de Jesus, e era de uma beleza tal que eu a teria adorado como deusa, se a fé não me dissessse ser ela também criatura”.
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    Santo Atanásio de Alexandria (*NASCIDO NO ANO 295 [?], em Alexandria – † 2 de maio de 373, em Alexandria)

    Maria é Mãe de Deus, completamente intacta e impoluta.” (Sto. Ath. Or. in pur. B.V.)

    “Ele (Cristo) tomou-o (o corpo dEle) de uma Virgem pura e imaculada, a qual não conheceu homem.” (On the Incarnation of the Word 8)

    “As Sagradas Escrituras, as quais nos instruem, e a vida de Maria, Mãe de Deus, são suficientes como um ideal de perfeição e da forma de vida celeste.” (De Virginitate, 255)
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    Santo Efrém, o sírio, doutor da Igreja (Nisibi, 306 – Edesa, 373)

    “Somente Vós (=Cristo) e vossa Mãe sois mais belos do que qualquer outro ser. Em ti, Senhor, não há mancha alguma; na tua Mãe nada de feio existe” (Éfrem da Síria, Garmina Nisibena 27,8.).

    “A Santíssima Senhora, Mãe de Deus, a única pura na alma e no corpo, a única que ultrapassa toda perfeição de pureza, a única morada de todas as graças do Santíssimo Espírito, e, portanto, excedendo qualquer comparação até mesmo com as virtudes angelicais em pureza e santidade de corpo e alma … minha Senhora santíssima, puríssima, incorruptível, inviolada, prenda imaculada dAquele que se revestiu com luz e prenda …flor que não murcha, púrpura tecida por Deus, a única imaculada” («Precationes ad Deiparam», in Opp. Graec. Lat., III, 524-37).

    Maria e Eva, duas pessoas sem culpabilidade, duas pessoas simples, são idênticas. Mais tarde, entretanto, uma se converteu na causa de nossa morte e a outra na causa de nossa vida.” (op. SYR. II, 327; Ott, 201).

    “Que a mulher entoe louvor, à pura Maria” (Hinos da Natividade 15,23).

    AGORA VEJA OUTROS TESTEMUNHOS DE PADRES DA IGREJA

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    São Jerônimo:
    Maria é verdadeiramente Mãe de Deus” (S. Jerôn. in Serm. Ass. B.V.)

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    São Cirilo de Jerusalém, doutor da Igreja (315 – 386)

    “Que arquiteto, erguendo uma casa de moradia, consentiria que seu inimigo a possuísse inteiramente e habitasse?” (São Cirilo de Jerusalém, 208 DC).

    “A arca seria o tipo e a imagem de Cristo: por si nos remontamos à forma da encarnação do unigênito, veremos que é no templo da Virgem, como numa arca em que a Palavra de Deus tomou possessão de sua morada. Para ele morar em toda a plenitude da Divindade corporalmente como disse a Escritura. Entretanto, os testemunhos na arca foram as palavras de Deus, e a madeira incorruptível, e com ouro puro selecionado foi embelecida dentro e fora.” (De ador. Spir En. Et Verit, p. 293).

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    Santo Ambrósio de Milão, doutor da Igreja (Trier, Alemanha 340 – 4 de abril de 397)

    Maria, uma virgem não profanada, Virgem tornada inviolável pela graça, livre de toda mancha do pecado” (Santo Ambrósio de Milão, Sermão 22,30. 317 DC).

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    São João Crisóstomo (349, Antioquia da Síria, hoje Antakya, no sul da Turquia – 14 de Setembro de 407)

    “É verdadeiramente justo proclamar-vos bem-aventurada, ó Deípara, que sois felicíssima, toda pura e Mãe do nosso Deus. Nós vos magnificamos: a vós, que sois mais digna de honra do que os querubins e incomparavelmente mais gloriosa do que os serafins! A vós que, sem perder a vossa virgindade, destes ao mundo o Verbo de Deus! A vós, que sois verdadeiramente a Mãe de Deus” (Hino à Maria, Oração Eucarística composta por São João Crisóstomo, imediatamente depois da epiclése, liturgia bizantina)

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    São Teodoro de Ancira (*? – † 400 d.C.)

    Maria, na sua pureza, leva vantagem sobre os serafins e querubins”.

    “Em lugar de Eva, um instrumento de morte, é escolhida uma Virgem, mais agradável a Deus e cheia da graça divina, como um instrumento de vida. Uma Virgem incluída no gênero feminino, mas sem compartilhar com a falta deste gênero. Uma Virgem inocente, imaculada; livre de toda culpa; sem mancha; incorruptível; santa no espírito e na carne, um lírio entre os espinhos.” (Homily 6 in S. Deiparam, No. II, PG 77, 1427 A.)

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    Proclo, Patriarca de Constantinopla de 434 a 446 († 446/7)

    “Ele veio sem nenhuma mancha dela [de Maria], que a formou para Si mesmo sem qualquer mancha.” (Oratio I de Laudibus S. Mariae, PG, 65, 683 B.) ….

    Maria é a esfera celeste de uma nova criação, na qual o Sol de justiça, sempre brilhando, fez desaparecer inteiramente de sua alma toda a noite do pecado.” (Ibid, Oratio 6, PG 68, 758 A.)

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    São Tiago de Sarug (*451 – † Séc. VI)

    “…o mesmo feito de que Deus a elegeu prova que nada foi nunca tão santo como Maria; Se alguma mancha tivesse desfigurado a sua alma, se alguma virgem tivesse sido mais pura e mais santa, Deus a teria escolhido e rejeitado Maria.” («la sentencia contra Adán y Eva, en la Anunciación»).

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    Teotecnos de Lívias (Sec VI/VII)

    “Nasce como os querubins aquela (=Maria) que é de um barro puro e imaculado”. (Citado nas citações patrísticas de Carlos Nabeto – Maria, os anjos e os santos)

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    São Sofrônio de Jerusalém (Damasco, c . 560 – Jerusalém, 638)

    “Santa, imaculada de corpo e alma, livre totalmente de todo contágio”. (Carta a Sérgio, aprovada pelo IV Concílio Ecumênico)
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    Theodoro, Patriarca de Jerusalém (patriarcado ~685 d.C.)

    “[Maria] foi criada numa condição mais sublime e gloriosa do que qualquer outra criatura” (Mansi, XII, 1140).

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    OLHA O QUE DIZ OUTRO PADRE DA IGREJA SOBRE MARIA

    Santo André de Creta (660-740)

    “O corpo de Virgem é uma terra que Deus trabalhou, as primícias da massa adamítica divinizada em Cristo, a imagem verdadeiramente semelhante à beleza primitiva, o barro amassado pelas mãos do Artista divino” (Sermão da Dormição de Maria 1).

    “Hoje a humanidade, em todo fulgor da sua nobreza imaculada recebe a beleza antiga. As vergonhas do pecado tinham obscurecido o esplendor e o fascínio da natureza humana. Mas quando nasce a Mãe do Belo por excelência (=Jesus), esta natureza recupera, na sua pessoa, os antigos privilégios e é plasmada segundo um modelo perfeito e verdadeiramente digno de Deus (…) Hoje a reforma da nossa natureza começa e o mundo envelhecido, submetido a uma transformação totalmente divina, recebe as primícias da segunda criação” (Sermão da Natividade de Maria 1).

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    VEJA O QUE DIZ OUTRO PADRE DA IGREJA SOBRE MARIA
    São João Damasceno (Damasco, 675 – 749)

    “Há, porém, entre a Mãe de Deus e os servos de Deus uma infinita distância” (GM, p. 211).

    “Posto que a Virgem Mãe de Deus nasceria de Ana, a natureza não se atreveu a se antecipar ao germe da graça, mas permaneceu sem fruto até que a graça produzisse o seu. Era conveniente, pois, que nascesse como primogênita aquela da qual haveria de nascer o Primogênito de toda a criatura, em quem subsistem todas as coisas (Col. 1,15-17). Ó venturosa companheira: a vós está sujeita toda a criação! Por meio de vós, com efeito, ofereceu o Criador o melhor de todos os dons, ou seja, aquela augusta Mãe, a única que foi digna do Criador! Ó felizes entranhas de Joaquim, da qual saiu uma descendência absolutamente sem mancha! Ó seio glorioso de Ana, no qual pouco a pouco foi crescendo e se desenvolvendo uma criança completamente pura e, depois de formada, foi dada à luz!” (Homilia I da Natividade de Maria 2).

    “…a filha mais santa de Joaquim e Ana, escondida do ferro ardente de Satanás, habitando em uma morada nupcial do espírito, preservada sem mancha como a Esposa e Mãe de Deus.” (Homilia I in Nativitatem Beatae Virginis Mariae, No. 3, PG 96, 675)

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    Vemos nesses textos e frases que a Santa Igreja Católica já nasceu venerando a Virgem Maria. Por isso recorramos sempre a Ela, pois sabemos que foi por meio dela que Jesus Cristo veio ao mundo, e é também por Ela que deve reinar no mundo.

    A Santíssima Virgem Maria,
    a cheia de Graça (Lucas 1, 28);
    a Mãe de meu Senhor (Lucas 1, 43);
    a Bendita entre as Mulheres (Lucas 1, 42);
    aquela que guardava todas coisas no seu coração (Lucas 2, 51);
    a quem Jesus era e sempre será submisso (Lucas 2, 51).

    AMIGO ISSO AQUI É SÓ UMA PEQUENA AMOSTRA SAIBAM QUE ANTES DE CONSTANTINO TER NASCIDO EXISTE MILHARES DE MILHARES DE TESTEMUNHOS DOS PADRES DA IGREJA QUE PROCLAMA MARIA BEM AVENTURADA UM ABRAÇO

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