Ciência misteriosa dos faraós: parte 2 - Revelações de Quéops
Luís Dufaur
Segunda parte da série de artigos sobre o livro "A Ciência Misteriosa dos Faraós" escrito pelo Pe. Théophile Moreux.


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Há perguntas que ficam no ar. Todos esses povos, quando eram ainda muito pouco numerosos, estavam reunidos em torno da Torre de Babel.
De algum modo, eles participaram naquela tentativa orgulhosa que deu num fracasso e a punição divina: eles não conseguiram mais se entender.
Com a confusão das línguas veio a dispersão. Eles saíram em todas as direções da Terra.
Os egípcios estariam entre os arquitetos da Torre de Babel?
Outra pergunta: os antepassados dos índios que vieram à América, o que é que faziam no tempo de Babel?
Por certo, algumas tribos que vieram para América tinham grandes conhecimentos de arquitetura (como o provam as pirâmides maias) e de astronomia (Machu Pichu).
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“A maior, Quéops, o Khuvu das inscrições hieroglíficas, chama imediatamente a atenção pelas suas proporções fantásticas”, sublinha o Pe. Moreux.
Quéops tem perto de 150 metros de altura e uma base de cinco hectares; pesa 6 milhões de toneladas e a riqueza do Egito [no ano em o Pe. Moreux escreveu o livro] não seria suficiente para pagar os operários encarregados de demoli-la.
Para construí-la, criou-se um enorme viaduto de 925 metros de extensão e 19 de largura, feito de pedras polidas e ornado com figuras de animais ‒ como narrou o historiador grego Heródoto (II, 124).
Alguns blocos têm 10 metros de extensão. Um deles supera os 170 metros cúbicos e pesa mais de 470 toneladas. Não se consegue passar o fio de uma faca entre pedra e pedra, de tal maneira estão bem encaixadas sem usar cimento algum.
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POSICIONAMENTO GEOGRAFICO
Coordenadas do Nilo
Durante a expedição de Napoleão, a missão científica que o acompanhava fez a triangulação do Egito, e usou a Grande Pirâmide como ponto de referência. Então, constatou que a prolongação das diagonais dela encerra perfeitamente o delta do Nilo e que a linha Norte-Sul que passa por seu topo divide o delta em dois setores rigorosamente iguais.
Pontos cardeais
Todas as pirâmides deviam ter seus lados voltados para os pontos cardeais. Mas, com exceção de Quéops, elas estão mal orientadas. Para não errar é preciso vencer sérias dificuldades, porque a bússola aponta para o Pólo magnético e não para o Pólo geográfico. A estrela Polar indica muito imperfeitamente a posição do Pólo, porque a Terra tem um movimento oscilatório que modifica a posição aparente da abóboda celeste.
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“Puxemos um paralelo pelo grau 30 latitude Norte. O que constatamos? Esse círculo traçado em volta do planeta abarca a maior extensão continental. Ora, é precisamente sobre esse paralelo que foi construída a Grande Pirâmide”.
O Pe. Moreux mostra ainda mais, Quéops não está exatamente no paralelo 30 Norte mas no 29 58'51' N. E, de fato, quem olha o pólo celeste desde essa posição o vê como se estivesse exatamente no paralelo 30 N.
A causa desta distorção é a refração atmosférica. Porém, este fenômeno só foi descoberto milênios depois. Entretanto, os construtores da Pirâmide agiram como se soubessem dele.
Na ordem geométrica
Heródoto conta que os sacerdotes egípcios lhe ensinaram que as proporções entre o lado da base e a altura, eram tais que “o quadrado construído com base na altura vertical igualava exatamente a superfície de cada uma de suas faces triangulares”.
Esta referência, segundo o sacerdote astrônomo, prova que desde sempre Quéops foi calculada para “materializar, para dizer assim, noções numéricas e relações matemáticas dignas de serem conservadas”.
A quadratura do círculo e o número Pi
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A dificuldade era imensa quando se tentava passar de uma figura retangular a outra circular, pois requer o número Pi (3,14159265358979323846…) que custou muitíssimo definir.
Mas encontra-se o número Pi na Grande Pirâmide dividindo o perímetro da base por duas vezes a altura. Este resultado não é acidental, pois os ângulos dos lados foram modificados para produzir esse número.
Quer dizer, conclui esta parte, o Pe Moreux, “este monumento único no mundo é bem a consagração material de um valor importante que para obtê-lo o espírito humano empreendeu esforços inimagináveis”.
Mas as revelações de Quéops não ficam por aqui. Elas até são muito mais incríveis. Veremos isso no próximo artigo.
Fonte: Blog Ciência confirma a Igreja
http://cienciaconfirmaigreja.blogspot.com/
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