Home >> Boletins Lepanto >> Boletim Lepanto, Número 1
Menu de Navegação. Frente universitária Lepanto.
  Qual sua opinião sobre o PNDH 3
Sou contrário
Sou parcialmente contrário
Sou favorável
Ainda não tenho opinião formada


        
 
 
      Artigo em Destaque

 
enviar para um amigo cadastre-se diminuir tamanho do texto aumentar tamanho do texto

Boletim Lepanto, Número 1

Bookmark and Share

Abril/Maio de 1998

 

* Editorial - A Modernidade morreu, mas quem foi ao seu funeral?
* Por que Lepanto? Por que Post-modernidade?
* O Campo e a Reforma Agrária- Luiz Carlos Júnior
* A Conta e o Tempo
* Acusações Respondidas:"Deus proíbe a idolatria ou proíbe fazer imagens? - Mauro Corrêa
* A Influência da arquitetura na formação das mentalidades
* A Televisão e a Contra-Cultura
* A Juventude não foi feita para o prazer, mas sim para o Heroísmo
* Universidades Federais em Greve! - Frederico Viotti


Editorial
A Modernidade morreu, mas quem foi ao seu funeral?

Cinco horas da manhã. O telefone toca. O aviso, seco e frio, foi  dado sem demora: “a modernidade entrou em agonia, em pouco  tempo morrerá”! Sem que praticamente ninguém se desse conta, a modernidade estava dando seus últimos suspiros. Suspiros que ressoavam como a voz de um enfermo moribundo avisando que seu tempo acabara... Mas, como sempre acontece, a voz dos otimistas estava prevalecendo: “Não vamos pensar no pior, não é nada sério, isso passará logo.” Resultado: muito poucos esperavam o agravamento da doença. Acorreram ao hospital apenas alguns curiosos, nenhuma autoridade ou jornalista quis estar presente. Aliás, parece que a imprensa moderna também adoeceu, contagiada pela mesma doença... 

A doença, segundo renomados especialistas, ainda é misteriosa! Parece ser mais uma das inúmeras surgidas durante essa sua longa enfermidade. Talvez uma infecção, talvez velhice mesmo. Mas todos são unânimes: sua morte é iminente! Sua doença não tem mais cura, sua saúde não volta mais! 

E, por paradoxal que seja, sua vitalidade terminou quando parecia ter chegado ao ápice. Com efeito, sua influência havia alcançado todas as pessoas em todos os lugares da terra. Tudo aderia ao moderno: quer nas artes, na linguagem, nos costumes e na cultura, na ciência e na filosofia, a moda era ser moderno. Afinal, diga-se de passagem, a modernidade sempre foi uma ditadora férrea: era preciso ser moderno custe o que custar.

O tradicional cheirava à poeira de livros velhos, guardados em antigos baús, de casas desertas, abandonadas pelo tempo... Era como a modernidade encarava seus opositores. Ela era a novidade, jovem e atraente, acreditava ter superado tudo. Não acreditava em Deus, é verdade. Mas, pensava ela, para que Deus? Agora, o moderno é ser científico! A religião oprime, impõe limites, restrições... A hora é de liberdade e igualdade, o resto deve ser abolido. Um dos seus últimos brados já dizia tudo: “É proibido proibir”.

De fato, tudo parecia consolidar a modernidade. Entretanto, quanto mais ela espalhava suas idéias de ilusória liberdade, tanto mais sorvia o veneno de sua ruína. A igualdade absoluta e a liberdade radical, em cumplicidade mútua, não quiseram mais saber da modernidade, já não precisavam de seu serviço: era hora de desligarem os aparelhos! 

 O tremor agonizante da modernidade -seguida de sua morte- despertou a sociedade adormecida, onde tudo passara desapercebido. Apareceram vozes discordantes da unanimidade moderna, vozes que proclamavam bem alto os ideais perenes, frutos de um passado que não morre. 

Vivemos o desmentido de que é preciso acabar com toda a hierarquia ou toda a moral. Hoje, a realidade nos salta aos olhos: drogas, AIDS, suicídios, violência, etc. Já não há mais família, atacam a religião, a Igreja. Todos são livres para serem como quiserem, só não podem ser diferentes da maioria... Assim, o Brasil católico tinha vergonha de se proclamar católico, escondia-se no silêncio e no anonimato.

Esses frutos da “finada” modernidade começaram a descolar da juventude. O que queremos hoje já não é ser moderno! O moderno saturou, cansou e não deixou saudades. É hora de redescobrir o passado esquecido e caluniado, os valores que não morrem com o tempo. Passado bendito de nossos antepassados, futuro esperado de nossos descendentes. Um futuro baseado em um verdadeiro progresso, isto é, no reto aproveitamento das forças da natureza, segundo a Lei de Deus e a serviço do homem. 

Mostraremos que a nossa geração não foi omissa e deixou a História passar como quem assiste a um cortejo. Façamos nós esse cortejo. O cortejo inaugural de uma outra Era Histórica nascida sobre a sepultura do falso conceito de modernidade!

Voltar ao Início


Por que Lepanto?

Em 1571 ocorreu uma das maiores batalhas navais da história, conhecida como a "batalha de Lepanto". Nela, os navios católicos, em muito menor número, venceram os navios muçulmanos, que queriam invadir a Europa.

Mais recentemente, S. João Bosco, que previu a fundação de Brasília em um de seus sonhos proféticos, ao construir a Basílica de Santa Maria Auxiliadora, em Turim, ordenou que colocassem duas datas em sua fachada. Uma delas foi em referência à batalha de Lepanto:"1571". A outra, que seria uma nova vitória da Igreja, ele mandou apagar os dois últimos algarismos.

Como recordação daquela importante vitória (que nos livrou de adorar Maomé, pois o Brasil poderia ser governado por um Portugal dominado por muçulmanos) e na expectativa de novos acontecimentos que o porvir --previsto por S. João Bosco-- nos reserva, escolhemos o nome de Lepanto! Visite a nossa seção de História, Onde você encontrará uma descrição da Batalha de Lepanto.

Por que Post-modernidade?

A modernidade, ídolo outrora venerado, morreu. Este é o grande acontecimento a ser enfrentado pela nossa geração. Junto com ela querem morrer todos os idealismos e ideais, toda a história. 

 Não tomamos o nome de Post-modernidade porque sejamos favoráveis à era de caos e de anarquia que muitos pensadores chamam de pós-modernidade. Mas, exatamente por tratarmos de temas pertinentes e contrários à desordem que se vai formando, é que levantamos esta bandeira, símbolo de um ideal que aponta para o futuro.

E sobre estes temas queremos discutir com os demais universitários e convidá-los a a enfrentar juntos os dias que amanhecem para nossa geração  De duas, uma: ou faremos a história ou passaremos à sombra dela!

Afirmamos e proclamamos a certeza de que a Pós-modernidade não será a era do caos e da anarquia, mas, pelo contrário, será o tempo da restauração da Civilização Cristã, sem a qual o mundo soçobrará. É o que foi prometido em Fátima, quando a Santíssima Virgem disse:

Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará!”

Voltar ao Início



Crepúsculo de um Século, Aurora de um Milênio

Provada a autenticidade do Santo Sudário 

O importante jornal de Madri “ABC” divulgou notável descobrimento sobre a orígem do Santo Sudário - o lençol que envolveu Nosso Senhor Jesus Cristo enquanto esteve no Sepulcro. Alguns dos restos das plantas e flores que aparecem nele crescem somente ou principalmente em Jerusalém e seus arredores.

 Após o resgate do Santo Sudário, salvo miraculosamente de um misterioso incêndio em abril último; as confissões do diretor do Museu Britânico, Michael Tite, reconhecendo que “houve intenção deliberada de enganar o público” no referente aos exames com o Carbono 14 feitos naquele preciosíssimo tecido; e as experiências da NASA comprovando a autenticidade do tecido, surge agora mais uma prova que deixa sem face os incrédulos. Para eles vale o ditado: “contra fatos não há argumentos”.

Drogas: tráfico, roubo e suicídio

O entorpecente mais consumido em Brasília tem um nome estranho: merla. Feito a partir da pasta da coca, em sua composição entram ainda ácido sulfúrico, querosene, metanol, cal virgem e outros elementos.

 Mais destruidora do que o crack - e custa só a metade - , não apenas alucina, mas também corrói o organismo.

 51,5% dos usuários de drogas em Brasília a consomem, 90% dos que a fumam são do sexo masculino e têm entre 16 e 18 anos de idade. 30% dos que a usam são da classe média e alta. Entre seus cosumidores, 68,7% roubam para sustentar o vício, 17% se envolveram no tráfico para poder comprá-la e 20,5% tentaram o suicídio para fugir da depressão ou da síndrome de abstinência que a suspensão do seu uso acarreta.

 É mais um efeito devastador da orfandade moral da juventude.

(Des)educação para a Imaturidade

 A educação é muito especialmente uma preparação para a maturidade, o ensino da autonomia e da responsabilidade. Até os animais criam os filhotes para que possam viver por si. A educação frouxa e liberal das últimas décadas criou um fenômeno novo. De acordo com uma pesquisa do Instituto Louis Harris, da França, feita em novembro de 1997, os filhos não saem mais da casa dos pais. Acumulam diplomas, empregos sem futuro, namoros experimentais, mas nada definitivo e com rumo certo. São inseguros, têm medo dos riscos, porque não foram educados para ter segurança e capacidade de suportar as incertezas e os perigos da vida.

Voltar ao Início



O Campo e a Reforma Agrária
Envolto num ilusório manto de justiça social, esconde-se a verdadeira face da Reforma Agrária no Brasil

De uns tempos para cá, tornou-se mais explícito o bombardeamento pró Reforma Agrária perpetrado pela mídia sobre o povo brasileiro. Nesse momento, o espírito solidário, a afetividade e o sentimento de amor ao próximo, ou seja, as virtudes que sempre distinguiram nosso povo, vêm sendo utilizadas como desculpa para uma ação muito mais ideológica do que humanitária. 

Há um trabalho deliberado em ocultar fatos, dados e argumentos sobre a Reforma Agrária, um trabalho de transformação da “consciência coletiva” que poderá resultar numa catastrófica mudança cujas conseqüências estamos ainda longe de medir. 

Não falamos, aqui, de qualquer reforma agrária, pois aquela capaz de gerar uma melhoria qualitativa na vida de nosso povo será bem-vinda e agradecida a Deus, mas falamos dessa Reforma Agrária socialista e confiscatória predominante no Brasil, que se coloca acima da lei e da moral!

Todavia, temos a convicção de que até mesmo os incautos - conduzidos pelas demagogias e falácias da propaganda agrária - hão de indagar quais os verdadeiros benefícios trazidos por tão “necessária” reforma. A partir desse momento e através de uma simples observação dos elementos objetivos, poder-se-á desmascarar toda a ignomínia desse processo de modificação da estrutura agrária.

Um dos fatores que pode ser facilmente detectado é a não rara contradição associada ao termo “sem terra”. Consoante a denúncia do próprio ministro da política fundiária, Raul Jungman, existem pelo menos 47 líderes do MST que já ganharam terras e que continuam invadindo propriedades alheias...

Não podemos, de forma alguma, olvidar os drásticos efeitos da Reforma Agrária na Rússia e nos demais países que a aplicaram. Em tais países, a inexorável realidade dos fatos dirimiu quaisquer dúvidas sobre a eficácia das utopias que enxergam a Reforma Agrária como um meio para atingir seus fins despóticos e opressores. 

A respeito dessas finalidades, o secretário do partido Chinês publicou, em 14 de junho de 1950, a seguinte declaração: “O objetivo da Reforma Agrária não é dar terra aos camponeses pobres, nem aliviar sua miséria, pois esse é um ideal de filantropos e não de marxistas...”. 

Já o nosso MST, em 1991, declarou, em texto oficial aprovado por ocasião do IV Encontro Nacional, a seguinte afirmação:  “As ocupações e outras formas massivas de luta pela terra vão educando as massas para a necessidade da tomada do poder e da implantação de um novo sistema econômico, o Socialismo.”

Logo, podemos concluir que o andamento desse processo de Reforma Agrária, somente tem a nos demonstrar, através dos seus dados fáticos, a progressiva degradação do homem do campo. 

Envolto por um manto de justiça social, encontra-se um cerne repleto de velhas ideologias igualitárias e coletivistas de onde irradia toda a razão de ser de um movimento que pretende alterar, no fundo, a natureza das verdades mais absolutas. 

Mas, quais verdades querem transformar? Os agentes dessa revolução pretendem modificar a justa ordem das coisas, as necessárias e valiosas hierarquias existentes num corpo social, o direito natural à propriedade, fruto de nossa liberdade, que nos foi dado por Deus.

Eis o objetivo desses materialistas seguidores de empoeiradas doutrinas socialo-marxistas, inteiramente em desacordo com a realidade dos fatos. 

Luiz Carlos Júnior

Voltar ao Início



A Conta e o Tempo

Deus pede estrita conta do meu tempo,
E eu vou, do meu tempo, dar-lhe conta;
Para dar minha conta feita a tempo,
O tempo foi me dado, e não fiz conta.

Mas, como dar, sem tempo, tanta conta,
Eu que gastei sem conta, tanto tempo?
Não quis, sobrando tempo, fazer conta,
Hoje quero dar conta, e não tenho tempo.

Ó vós, que tendes tempo sem ter conta,
Não gasteis vosso tempo em passatempo.
Cuidar, enquanto é tempo, em vossa conta.

Pois aqueles que, sem conta, gastam tempo,
Quando tempo chegar de prestar conta,
Chorarão, como eu, o não ter tempo.

Voltar ao Início

Acusações Respondidas
"A questão das Imagens"
"Deus proíbe a idolatria ou proíbe fazer imagens?

Os protestantes costumam agredir a fé dos católicos afirmando que nós adoramos imagens e que fazer imagens seria contrariar a Biblia.

Ora, primeiramente, os católicos não adoram imagens, mas veneram os santos representados nelas!

Como podemos observar, no Antigo Testamento Deus proibiu os judeus de fazer imagens, não porque se tratasse de uma coisa má em si, mas porque eles viviam no meio de povos idólatras, isto é, julgavam que as estátuas eram deuses ou possuíam propriedades divinas e por isso as adoravam. Para evitar que os judeus caíssem no mesmo erro, Deus proibiu a representação divina por meio de estátuas ou pinturas.

Entretanto, o próprio Deus, por ordem expressa, mandou que o povo judeu fizesse representações simbólicas por meio de imagens. Como no caso dos dois Anjos Querubins colocados ao lado da tampa da Arca da Aliança (Êxodo 25, 17-22). Ou quando Deus disse à Moisés que fizesse uma serpente de bronze como um sinal: todos aqueles que estivessem feridos e olhassem para ela seriam curados (Números 21, 8). A serpente simbolizava Nosso Senhor Jesus Cristo, conforme atestado pelo próprio Salvador (S. João 3, 14-15). Em outras passagens Deus também manda fazer imagens: 3 Reis 6, 23-32; 7, 25-30; 1 Crônicas 28, 17-19, etc.

No Novo Testamento, não há nenhuma proibição de se fazer imagens. Apenas mantém a proibição de idolatria, isto é, de tomar as imagens como deuses e adorá-las.

Mauro Corrêa

Voltar ao Início


A Influência da arquitetura na formação das mentalidades

A influência da arquitetura na vida humana é inquestionável, como já assinalava o grande líder e pensador católico, Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, em seus artigos intitulados “Ambientes, Costumes, Civilizações”. A arte é a voz das civilizações e das mentalidades. 

Uma das inúmeras caracteristicas da arte, antigamente (característica verificada em quase todas as culturas), era a utilização das pontas. Vejamos este castelo ao lado, de Neuchweinstein, na Alemanha. Tudo nele é composto de pontas dirigidas para o céu. Assim era o homem daquela época, uma época em que os olhos estavam postos para o mais elevado, para o mais sublime.

Já a arte moderna costuma utilizar, em suas enormes construções, figuras geométricas. Por exemplo, peguemos a figura do “Palácio” do Planalto, do Itamaraty, ou do Alvorada. Todas essas construções seguem, na sua aparência exterior, a forma retangular ou quadrada. Podemos perguntar, para o que apontam, qual a influência que deixam? Que influência, por sua vez, exerce esta foto à direita? Esta pergunta cabe a você, leitor, responder com sua experiência pessoal.!

Voltar ao Início

 


A Televisão e a Contra-Cultura

Em recente pesquisa realizada pela USP, orientada pelo Prof. Samuel Pfromm Netto - autoridade indiscutível na matéria, professor de pós-graduação em Psicologia na mesma universidade e presidente da Academia Paulista de Educação - os resultados indicam que a criança brasileira assiste atualmente, em média, a 5:30 horas de TV por dia. O que leva a qualificar a TV como uma “Segunda escola, a ‘escola paralela’ de que fala Friedmann”. Com a agravante de que “uma grande porcentagem de brasileiros, com menos de 12 anos de idade, passa mais tempo diariamente diante da ‘escola’ da televisão do que da sala de aula”.

 E acrescentou: “As crianças tendem a pautar seu comportamento pelo que vêem em vídeos e programas de televisão, do que a seguir instruções verbais de uma pessoa real e fisicamente presente.

Ele considera que a televisão comercial “converteu-se numa espécie de escola de contra-cultura, no pior sentido deste último termo”, ou seja, “uma escola de superficialidade, cinismo, deboche, brutalidade, resolução violenta dos conflitos, desrespeito, exacerbação hedonista, (...)”

Caro leitor, cuidado com sua televisão,  pois ela pode reservar surpresas desagradáveis à seus tele-dependentes...

Voltar ao Início


A Juventude não foi feita para o prazer, mas sim para o Heroísmo

Para muitos leitores pode causar  estranheza a publicação de um boletim ideológico (como o Post-Modernidade) em um ambiente universitário como o nosso. Acostumados que estamos a uma indiferença contínua, não fazemos da universidade um local de trocas de idéias ou de aprimoramento intelectual.

Para isso, a Frente Universitária Lepanto lançou este boletim. O que queremos é convidar ao idealismo! Como dizia o grande escritor francês Paul Claudel: “a juventude não foi feita para o prazer, mas sim para o heroísmo”. Assim podemos dizer nós, a juventude, muito mais do que ao prazer, é convidada a dar seus maiores vôos de idealismo e heroísmo.

Será que o homem se satisfaz em acordar, trabalhar, comer, ver televisão e dormir? É esse o ideal de nossa vida? Para isso nós sacrificamos os melhores anos de nossas vidas estudando e aprendendo? A resposta só pode ser negativa.

Quem passa a vida apenas na fruição, não será jamais um homem no sentido pleno desta palavra. Na melhor das hipóteses poderá viver como quem assiste a história passar por ele. Uma história que o ignorou e que ele não conheceu!

Se você não é daqueles que prefere assistir a história passar, aceite esta publicação como um convite da Frente Universitária Lepanto e participe de nossas reuniões, onde discutimos temas históricos, políticos, filosóficos e religiosos. Além de realizarmos diversas outras atividades, como escaladas e acampamentos.

Voltar ao Início


Universidades Federais em Greve!
Nesse tabuleiro de xadrez, qual o lugar do professor e do aluno?

Quando decaem os costumes de um povo, sua civilização e sua cultura são as primeiras vítimas. Como subgrupo da cultura, encontramos a educação, sendo o ensino universitário o ápice dessa espiral intelectual, onde, teoricamente, formam-se as elites de um país.

Nas últimas décadas, observou-se uma crescente “proletarização” exatamente daqueles encarregados pela formação de tais elites: os professores.

Hoje, assistimos mais uma das inúmeras greves que periodicamente surgem em nossas universidades. Como uma enorme nuvem que paira sobre o horizonte anunciando uma tempestade, a greve se mostra como um instrumento de pressão sobre o governo, sobre os alunos e, até mesmo, sobre os próprios professores. 

Sem discutir o que a greve possa ter de justo, deve-se evitar que uma minoria organizada, ligada à setores radicais da esquerda, aproveite-se da greve para descaracterizá-la e imprimir-lhe uma feição completamente alheia aos setores acadêmicos.

Partindo de um problema salarial, a greve procura englobar assuntos ideológicos como o MST e a Reforma Agrária, as eleições presidenciais, etc. O discurso partidário é tão recorrente, que a grande maioria dos professores se afastou de seu sindicato. Por exemplo, na assembléia que deflagrou a greve, o total dos votantes não chegou a 13% dos professores.  E, até mesmo entre os que aderiram à greve, a grande maioria não concorda com todas as reivindicações sindicais!

Um tema muito discutido e pouco explicado é a questão da universidade pública. Simplificar dizendo que a universidade pública é gratuita e a particular é paga apenas esconde a realidade e dificulta a solução. Primeiramente, a universidade pública tem um custo social altíssimo e a privada pode ser gratuita por sistema de bolsas. Em algumas universidades públicas, o custo do aluno chega a ser mais de 30 vezes superior ao da correspondente privada. 

Ou seja, esses temas precisam ser tratados com maior profundidade e sem o calor da paixão ideológica, que nada contribui para o ensino superior!

Nesse enorme tabuleiro de xadrez, onde a educação universitária é apenas um pequeno ponto diante da decadência generalizada de todos os setores da vida humana, o professor e o aluno devem tomar muito cuidado para não acabar como uma pequena peça manipulada nas mãos de alguns hábeis jogadores - normalmente desligados de qualquer prática acadêmica - e devem procurar restaurar, nas universidades, o seu verdadeiro objetivo, isto é, a formação das elites intelectuais do país.

Frederico Viotti

Voltar ao Início


Fale Conosco e nos envie suas opiniões!
Voltar à seção Boletins Lepanto
Voltar à página inicial da Frente Universitária Lepanto


 
 
Frente Universitária Lepanto