Brasília, 21 de janeiro de 2000
Motivos sérios que desacreditam o projeto sobre desarmamento
Venho, através desta, pedir a sua compreensão para um problema que nos
preocupa muito, que é o “desarmamento” da população honesta do Brasil.
Veja,
Exa., que os únicos prejudicados por essa proposta serão os homens honestos,
com armas registradas.
Os defensores do desarmamento costumam alegar que procuram diminuir a
criminalidade e os acidentes.
Ora,
a criminalidade não diminuiu na Austrália ou na Inglaterra, muito pelo contrário,
pois os bandidos passaram a ter mais segurança e deixaram de evitar o confronto
direto com suas vítimas, sabidamente indefesas.
Em relação aos acidentes, está estatisticamente comprovado, nos EUA,
que morrem mais pessoas com acidentes de bicicleta do que com acidentes com
armas! Teremos, então, de proibir as bicicletas?
Mesmo no caso das matanças ocorridas em colégios, os defensores do
“desarmamento” também se esquecem que elas só não foram piores porque
apareceram pessoas armadas para impedir a continuação do crime.
Alguns argumentos:
1)
Os bandidos, como é óbvio, não utilizam armas registradas;
2)
A polícia não tem condições de estar em todos os lugares;
3)
Não é lícito, ao Estado, cercear a legítima defesa do cidadão honesto e ter
o “monopólio da coragem”;
4)
Acidentes acontecem não apenas com armas. Proporcionalmente, as armas fazem
muito menos estrago do que as bicicletas (isso nos EUA);
5) Com o desarmamento, os crimes violentos tendem a aumentar, pois o
bandido não teme mais o confronto direto com a vítima;
6)
Só há uma forma de impedir um “serial Killer” (que compra armas
contrabandeadas): através das armas, quer sejam de policiais, quer sejam de
civis;
7)
É um Direito Natural do cidadão, assegurado pela doutrina católica, o uso de
armas para sua defesa;
8)
Não há prova de que o desarmamento diminua a criminalidade, antes, pelo contrário,
as estatísticas demonstraram um aumento nos países em que foi aplicada.
Diante do exposto, peço que exerça o poder e o prestígio de seu cargo
para impedir que o Brasil siga os erros de outros países. Defenda a população
honesta contra os “simpáticos” “pacifistas” que não percebem as conseqüências
de seus atos.
Contando com o seu apoio para essa causa, que é de todos nós, despeço-me
Cordialmente.
Frederico
R. de Abranches Viotti
Frente
Universitária Lepanto
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Veja o Estudo sobre o Desarmamento