Lepanto http://www.lepanto.com.br A Frente Universitária & Estudantil Lepanto é um grupo de jovens Católicos que tem como objetivo defender a Doutrina Católica e a Civilização Cristã Sat, 25 Apr 2015 14:57:41 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=4.1.3 Recomeçam as Cruzadas? http://www.lepanto.com.br/catolicismo/perseguicao-religiosa/recomecam-as-cruzadas/ http://www.lepanto.com.br/catolicismo/perseguicao-religiosa/recomecam-as-cruzadas/#comments Sat, 25 Apr 2015 14:57:41 +0000 http://www.lepanto.com.br/?p=6283

Milicias cristianas anti-ISIS 01Nos últimos dois anos, cristãos idealistas do Ocidente têm-se alistado voluntariamente nas milícias cristãs que combatem contra o Estado Islâmico no Iraque e na Síria.

Eles mencionam a frustração que lhes causam os governos ocidentais, que nada fazem de eficaz para combater os islamitas ultra-radicais ou prevenir o sofrimento de inocentes cruelmente massacrados.

A crítica bem pode estar se estendendo aos líderes eclesiásticos que, embora falando em nome de Cristo, pregam um ecumenismo e um diálogo imprudente, a ponto de dizer que não se deve combater os bandos islâmicos.

Multiplica-se o número de novos livros produzidos por importantes professores universitários nos EUA, desfazendo as falsas acusações contra as Cruzadas. Eles restabelecem sisuda e devidamente, no lugar de honra que lhes é próprio, essas grandes iniciativas da Igreja e da Cristandade.

A agência Reuters entrevistou um veterano do exército norte-americano que regressou recentemente ao Iraque, para se juntar à milícia cristã que luta contra o Estado Islâmico.

Cônscio de que está em curso uma espécie de guerra bíblica entre o bem e o mal, ele tatuou em suas costas a imagem de São Miguel arcanjo, que em tremenda batalha lançou Satanás e seus sequazes revoltados no inferno.

Brett, 28, leva sempre a mesma Bíblia de bolso, desgastada pelos anos de combate, uma imagem de Nossa Senhora, o Terço e uma seleção dos versículos preferidos das Sagradas Escrituras.

Ele explicou que “é muito diferente” combater como um soldado profissional, como o fez a primeira vez que foi ao Iraque, e combater por amor à Igreja e à Cristandade.

“Aqui estou lutando por um povo e por uma fé, e o inimigo é muito maior e mais brutal”, sublinhou Brett, que é católico e reza o Terço.

Milicias cristianas anti-ISIS 06Ele entrou na milícia “Dwekh Nawsha”, que em aramaico – idioma usado por Nosso Senhor Jesus Cristo e falado ainda hoje por cristãos assírios –significa auto-sacrifício.

Católicos na sua maioria, os cristãos assírios são originários do Iraque e vêm sendo expulsos pela violência do invasor muçulmano.

A maioria das cidades cristãs ao norte do Iraque, especialmente ao redor da cidade de Mosul, foi ocupada pelas armas islâmicas, que praticaram crimes com requintes de crueldade.

Por isso, lá soa inteiramente falso dizer que os cristãos ou as Cruzadas agrediram o Islã, quando este é o verdadeiro agressor injusto, e justa é a reação cristã feita contra ele ao longo dos tempos.

Agindo segundo ordena o “pacífico” Corão, o Estado Islâmico conquistou a região no verão passado e lançou um ultimato aos cristãos: “Paguem impostos, convertam-se ao Islã, ou morram pela espada”.

A maioria deixou o país e vive na miséria. Muitos foram martirizados e confiamos que estejam no Céu.

Brett e outros voluntários estrangeiros não revelam seu sobrenome para evitar represálias contra suas famílias.

Tim largou sua empresa de construção na Grã-Bretanha, vendeu sua casa e comprou duas passagens de avião para o Iraque. Uma foi para ele e outra para um americano engenheiro de software que conheceu pela Internet.

Entraram por Dubai e seguiram para a cidade curda de Suleimaniyah. Depois pegaram um taxi até Duhok, segundo o Daily Mail de Londres.

“Eu sou um homem comum na Inglaterra, mas aqui eu quero fazer a diferença e cortar o passo a algumas atrocidades” disse Tim, 38.

Milicias cristianas anti-ISIS 04, milicias kurdas

Os ocidentais de momento se integram em milícias cristãs locais, como os curdos da foto

Scott serviu no Exército norte-americano e depois se dedicou aos computadores na Carolina do Norte. Mas ficou indignado com as imagens dos militantes do Califado massacrando a minoria yazidi, bem como com as batalhas em torno de Kobani, onde curdos insuficientemente armados resistiam a muçulmanos super-equipados.

Scott, Tim, Brett foram para ficar no Iraque até o fim.

“Todos nós algum dia morreremos”, mas “um dos versículos da Bíblia que está entre meus favoritos, diz: ‘Conserva a fé até a morte, e eu te darei a coroa da vida eterna’”, explicou Brett.

A pesquisadora Myriam Benraad quis saber mais sobre esses ocidentais que tomaram a decisão de ir combater os islâmicos no Oriente Médio.

Myriam trabalha para o Instituto francês de Pesquisas e Estudos sobre o Mundo Árabe e Muçulmano (IREMAM) e para a Fundação para a Pesquisa Estratégica (FRS).

A motivação principal, disse ela para o site Atlantico.fr, foi ver a barbárie dos fundamentalistas e seus incontáveis crimes contra civis: execução de prisioneiros ocidentais ou não.

Na Europa e no Ocidente as atrocidades muçulmanas fizeram com que muitos decidissem reagir e alistar-se nas milícias que lutam contra o Estado Islâmico.

Mas entre eles há os que combatem por motivação religiosa: preservar a civilização cristã e seus valores diante de um Estado Islâmico que se revela como o pior dos adversários de Cristo.

Os fanáticos islâmicos têm uma visão milenarista e apocalíptica do combate e alegam que desejam vingar as humilhações sofridas na época das Cruzadas.

Mas eis que, no fundo do quadro do combate no Iraque e na Síria, projetam-se, de um lado as sombras de Godofredo de Bouillon, de Balduíno IV ou de Ricardo Coração de Leão, e de outro, as de Saladino ou de Nuredin.

Milicias cristianas anti-ISIS 05

Os ocidentais não dão seus nomes para que suas famílias não sejam alvos de represálias.

Há um “choque de civilizações”, diz a especialista. Porém, na realidade, trata-se mais de um choque de religiões, do bem contra o mal, quaisquer que sejam os argumentos dos líderes religiosos que tentam tapar o sol com a peneira.

O fenômeno dos combatentes cristãos ou católicos é por ora limitado, mas Myriam não garante qual será o futuro.

Segundo a pesquisadora, o combate entre “mujahidins” e “cruzados” pode ser o início de grandes guerras de religião até no Ocidente.

De momento, os ocidentais cristãos são principalmente americanos e britânicos. Mas o primeiro a morrer foi australiano e já se sabe que há franceses.

No Facebook e no Twitter, sua epopeia empolga a não poucos. O britânico Tim Lock anunciou que não voltaria a seu país enquanto o Estado Islâmico não for erradicado da superfície da Terra.

Para Myriam, os aspirantes à nova cruzada tiram seu orgulho e sua fereza da ideia de estarem lutando contra um Estado Islâmico que pretende erguer-se no horizonte da História como uma encarnação do mal absoluto, que aliás não pode existir.

Mas o Bem absoluto existe. É Deus, Nosso Senhor e Divino Redentor, por quem os cruzados deram suas vidas.

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O Papa Gregório IX e o estabelecimento da Inquisição http://www.lepanto.com.br/sem-categoria/o-papa-gregorio-ix-e-o-estabelecimento-da-inquisicao/ http://www.lepanto.com.br/sem-categoria/o-papa-gregorio-ix-e-o-estabelecimento-da-inquisicao/#comments Fri, 24 Apr 2015 23:27:48 +0000 http://www.lepanto.com.br/?p=6263
San Gregorio IX 02, aprueba los Decretales, Rafael, Stanza della Segnatura

Gregório IX aprova os Decretais. Rafael, Stanza della Segnatura, Vaticano.

Como evitar o envenenamento espiritual de toda a sociedade sem consentir em injustiças contra os inocentes ou contra os próprios hereges?

Como conduzir a nau em rumo seguro, entre a indiferença desesperadora de muitos Bispos ou sua susceptibilidade à política local, e de outro lado a impetuosidade das massas populares ou dos agentes imperiais?

O grande Papa (Gregório IX) certamente considerou profundamente este problema. Como Pai da Cristandade, não desejava a morte, mas a correção de seus filhos transviados.

Gregório teve entre suas preocupações uma feliz inspiração: por que não se servir das novas ordens mendicantes?

Até mesmo Lea (historiador contrário à Inquisição) lhes reconheceu a utilidade:

“O estabelecimento destas Ordens parece uma intervenção providencial para proporcionar à Igreja de Cristo aquilo que com grande urgência necessitava. À medida que foi se tornando patente a necessidade de tribunais especiais e permanentes, todas as razões favoreciam que elas estivessem acima das invejas e inimizades locais que podem induzir ao prejuízo do inocente, e acima dos favoritismos que podem conspirar a favor da impunidade do culpado.

“Se, além dessa ausência de partidarismos locais, os juizes eram homens especialmente adestrados para a descoberta e conversão dos hereges; se tinham renunciado ao mundo por votos irrevogáveis; se não precisavam de bens materiais e eram surdos aos apelos de prazer, parecia que estavam oferecidas todas as garantias possíveis de que suas importantes obrigações seriam cumpridas dentro da mais estrita justiça.

“E que, enquanto a pureza da Fé era protegida, não haveria desnecessariamente opressões, crueldades ou perseguições ditadas por interesses particulares ou por vinganças pessoais”.

Como Lea supõe, Gregório provavelmente não tinha a intenção de estabelecer um tribunal permanente. Legislou para fazer frente a uma necessidade urgente, e os dominicanos, com seus profundos conhecimentos de teologia, pareciam estar perfeitamente aptos para auxiliar os Bispos.

Naturalmente, isso não seria do agrado de todos. Havia Prelados muito melindrosos em matéria de intervenções exteriores, mesmo de Roma. Levando isso em conta, Gregório escreveu uma diplomática carta aos Bispos do sul da França explicando a situação:

“Vendo-vos envolvidos no torvelinho de inquietações e apenas podendo respirar sob a pressão de sombrias preocupações, cremos oportuno dividir vossa carga para ser levada mais facilmente. Portanto, resolvemos enviar frades pregadores (dominicanos) contra os hereges da França e províncias adjacentes, e vos suplicamos, advertimos e exortamos a que os recebais amavelmente e os trateis bem, dando-lhes favor, conselho e ajuda para que possam cumprir seu mandato”.

Desse modo foram enviados os dominicanos, e em menor proporção os franciscanos, aos lugares onde mais abundavam os hereges. Alguns foram para a Alemanha, mas até 1367 nenhum tribunal sério e permanente ali se estabeleceu.

S Domingos preside Inquisicao, Berruguete, heróis medievais

São Domingos preside auto-da-fé da Inquisição. Pedro Berruguete (1450-1504), Museu del Prado. Madri

Alberico, um dominicano, foi enviado para a Lombardia com o título de “Inquisitor hereticae pravitatis” (Inquisidor contra a perfídia dos hereges).

Um de seus sucessores morreu nas mãos das hordas. Outro, São Pedro de Verona, também dominicano, filho de pais maniqueus e fundador da Inquisição de Florença, foi assassinado pelos hereges na estrada de Como a Milão, em 1252.

Ser inquisidor era perigoso, pois os hereges freqüentemente possuíam influências, poder, fanatismo e desespero.

Nenhum jovem dominicano aspirava, por prazer, tirar os hereges de suas tocas. Tal era o caso especial do sul da França, onde os cátaros que sobreviveram à Cruzada, lutaram longa e tenazmente contra os novos tribunais monásticos.

Alguns hereges saquearam um convento dominicano em 1234. Oito anos depois o inquisidor Arnaud e vários frades pregadores foram assassinados. Então, os dominicanos rogaram ao Papa (Inocência IV) que os dispensasse de sua missão.

A isto se recusou o Pontífice. Uma força armada de católicos destruiu a resistência dos cátaros, tomando de assalto Montségur, onde se tinham refugiado os assassinos dos dominicanos, e queimou sem julgamento prévio 200 hereges, como os levitas de Moisés mataram os idólatras.

Depois deste fato, a Inquisição foi aceita pelas autoridades seculares. Gregório IX enviou inquisidores à Espanha em 1238. Um deles foi envenenado pelos hereges.

Nas instruções a seus emissários o Papa estabeleceu a diferença entre a Inquisição medieval e as investigações dos Bispos e anteriores tentativas de tratar do problema da heresia. Os monges deveriam ir às cidades onde havia a infecção herética e proclamar publicamente que todos os que fossem culpados de delitos contra a Fé deveriam se apresentar e abjurar de seus erros.

Os que assim o fizessem, seriam perdoados. Deveria ser empreendida uma pesquisa. Se duas testemunhas afirmassem que um indivíduo era herege, deveria ser julgado. Naturalmente, os monges atuariam sempre em colaboração com o Bispo, e com seu prévio consentimento. Nada se indicava então sobre o uso da tortura; não foi utilizada a não ser vinte anos mais tarde.

S Domingos queima livros cátaros, Berruguete, heróis medievais

São Domingos e o milagre de Fanjeaux: livros heréticos cátaros e livros católicos foram jogados nas chamas. Essas recusaram três vezes queimar os católicos mas devoraram os cátaros. Pedro Berruguete (1450 – 1504). Museu del Prado, Madri.

Aparentemente, Gregório não tinha a intenção de fundar uma instituição nova. Apenas utilizava as Ordens religiosas para ajudar os Bispos no cumprimento de uma obrigação que sempre tiveram. O Bispo Donais, profundo conhecedor de documentos originais da primeira Inquisição, é de opinião de que (o Papa Gregório IX) também tentava se antecipar às intromissões de Frederico II, o qual já começara a queimar seus inimigos políticos sob o pretexto de defender a Fé.

Gregório estabeleceu que fossem teólogos peritos, e não políticos ou soldados, aqueles que julgassem os que eram católicos verdadeiros e os que não o eram. Uma vez decidido este ponto, a Igreja ficava livre de reconciliar ou excomungar o herege, e (neste último caso) se o Estado o considerasse perigoso, poderia aplicar-lhe a pena costumeira por alta traição.

Como Moisés na Antiguidade, Gregório desejou proteger do erro os filhos de Deus. Como Moisés, ordenou que se fizesse com toda diligência uma investigação ou inquisição, e exigiu ao menos o depoimento de duas testemunhas. Insistiu, como Moisés, para que os crimes contra Deus não ficassem impunes. Até aqui o paralelo é exato, mas não vai além.

Moisés, sob a antiga Revelação, e em tempos primitivos, não cuidou em distinguir o penitente do empedernido, o enganado do enganador: o culpado era lapidado até à morte. O desejo principal de Gregório era atrair novamente os hereges transviados à graça de Deus. Somente caso insistisse em continuar sendo inimigo de Deus (e inimigo, portanto, da sociedade) deveria ser expulso da igreja, e abandonado à parcimoniosa misericórdia do Estado.

Foi preciso tempo e não pouco esforço para conseguir o funcionamento da nova organização de modo a se realizarem os desejos do Papa.

Hoje está reconhecido que os Juizes (da Inquisição) eram muito superiores a seus contemporâneos dos tribunais seculares.

Autor: William Thomas Walsh, “Personajes de la Inquisición”, Espasa-Calpe, S.A., Madrid, 1948, pp. 71 a 74.

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A Rússia pena para recrutar soldados nas ex-repúblicas soviéticas http://www.lepanto.com.br/sem-categoria/a-russia-pena-para-recrutar-soldados-nas-ex-republicas-sovieticas/ http://www.lepanto.com.br/sem-categoria/a-russia-pena-para-recrutar-soldados-nas-ex-republicas-sovieticas/#comments Fri, 24 Apr 2015 22:58:14 +0000 http://www.lepanto.com.br/?p=6251
Separatista na cidade Siversk, região de Donetsk, identificado como 'Bakhtiyor', nativo do Uzbequistao Fonte Radio Free Europe

Separatista na cidade de Siversk, região de Donetsk, Ucrânia, identificado como ‘Bakhtiyor’, nativo do Uzbequistão. Fonte:Reuters

A Federação Russa de Vladimir Putin precisa preencher os vazios de seu exército com soldados das ex-repúblicas soviéticas.

Mas, neste quesito, está passando mal, escreveu Farangis Najibullah, da Radio Free Europe/Radio Liberty.

A Rússia oferecia a cidadania e bons ordenados, mas agora está sem dinheiro e os estrangeiros correm o risco de assinar contratos obrigatórios e depois não verem um tostão ou quase.

A ideia de recrutar estrangeiros já havia sido proposta havia cinco anos, mas agora, com a guerra na Ucrânia, tornou-se uma necessidade premente.

A Rússia estava oferecendo aos recrutas 30.000 rublos por mês, mas a desvalorização da moeda russa está evaporando esse valor e afastando os imprescindíveis voluntários.

“30.000 rublos equivalem a 25.000 soms quirguizes”, explicou o advogado quirguiz Omurbek Abdurakhmanov. “Mas você pode ganhar isso, se não mais, como empregado de construção no Quirguistão”.

“Não, eu não quero me fazer matar na Chechênia ou na Ucrânia em troca de um passaporte russo”, disse na capital do Tadjiquistão um jovem que só deu seu primeiro nome.

Soldado asiático servindo no exército russo na Georgia

A Rússia conserva mais de 20 bases militares em sete ex-repúblicas soviéticas e, em virtude de acordos bilaterais, estrangeiros desses países podem servir nelas.

Oficiais quirguizes e tadjiques dizem que os jovens preferem fazer o serviço militar em seus países da Ásia Central do que no exército russo.

As leis dessas repúblicas também atrapalham os planos de Moscou. O Tadjiquistão proibiu seus cidadãos de se engajarem em conflitos no exterior sob pena de até 20 anos de prisão.

O Uzbequistão está oferecendo numerosos benefícios aos recrutas, inclusive atrativos empregos.

Shokirjon Hakimov, especialista político de Dushanbe, sublinhou que entram no exército russo aqueles que passam mal economicamente.

Mas, agindo assim, aumentam os problemas demográficos, reduzindo a população masculina. Por isso as autoridades de países como o Tadjiquistão dissuadem seus cidadãos de entrar no exército russo.

A Rússia padece também de uma vertiginosa queda dos nascimentos, decorrente do aborto e do desfazimento da família.

Soldados russos junto com chineses num ponto de fronteira

Soldados russos junto com chineses num ponto de fronteira

O drama vem de longe e foi provocado pelo regime soviético que Putin e o patriarca Kirill lembram com saudade.

Acresce a baixíssima perspectiva de vida, provocada pelo abuso do álcool e da droga entre os homens.

E tudo isso implica em redução do número de conscritos no exército e na capacidade de agressão aos países vizinhos.

As necessidades russas seriam tão cogentes que, segundo a agência Ukrinform, agentes de recrutamento procuraram ex-membros da Legiao Estrangeira da França chegando a lhes prometer o equivalente a 10.000 euros por mês.

Soldados ucranianos exibem tanque russo T-72 capturado na Ucrânia:

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Como os anjos compuseram o “Regina Coeli” http://www.lepanto.com.br/sem-categoria/como-os-anjos-compuseram-o-regina-coeli/ http://www.lepanto.com.br/sem-categoria/como-os-anjos-compuseram-o-regina-coeli/#comments Fri, 24 Apr 2015 13:33:59 +0000 http://www.lepanto.com.br/?p=6008
São Miguel atende as súplicas do Papa São Gregório Magno

São Miguel atende as súplicas do Papa São Gregório Magno

O Regina Cœli ou Regina Cæli (em português “Rainha do Céu”) é um hino dedicado a Nossa Senhora que se reza às 6h00, 12h00 e às 18h00, durante o Tempo Pascal.

Ele substitui a oração do Angelus, feita nos outros dias do ano, nos mesmos horários.

Não se conhece autor humano. Ele teria sido composto pelos anjos segundo atesta imemorial tradição.

Era o ano 590, em Roma. Já devastada por um transbordamento do Tibre, que havia alagado a cidade reduzindo-a à fome, irrompeu uma terrível peste.

Para aplacar a cólera divina, o Papa S. Gregório Magno ordenou uma litania septiforme.

São Miguel atende as súplicas do Papa São Gregório Magno, detalhe

São Miguel atende as súplicas do Papa São Gregório Magno, detalhe

Isto é, uma procissão geral do clero e da população romana, formada por sete cortejos que confluíram para a Basílica Vaticana.

Enquanto a grande multidão caminhava pela cidade, a pestilência chegou a um tal furor, que no breve espaço de uma hora oitenta pessoas caíram mortas ao chão.

Mas S. Gregório não cessou um instante de exortar o povo para que continuasse a rezar, e que diante do cortejo fosse levado o quadro da Virgem que chora, da igreja de Ara Coeli, pintado pelo evangelista São Lucas.

Fato maravilhoso: à medida que a imagem avançava, a área se tornava mais sã e limpa à sua passagem, e os miasmas da peste se dissolviam.

Junto da ponte que une a cidade ao castelo, inesperadamente ouviu-se um coro que cantava, por cima da sagrada imagem: “Regina Coeli, laetare, Alleluia!”, ao qual S. Gregório respondeu: “Ora pro nobis Deum, Alleluia!”. Assim nasceu o Regina Coeli.

São Miguel atende as súplicas do Papa São Gregório Magno, detalhe

São Miguel atende as súplicas do Papa São Gregório Magno, detalhe

Após o canto, os anjos se colocaram em círculo em torno do quadro. São Gregório Magno, erguendo os olhos, viu sobre o alto do castelo um anjo exterminador que, após enxugar a espada, da qual escorria sangue, colocou-a na bainha, como sinal do cessamento do castigo.

Como recordação, o castelo ficou conhecido com o nome de Sant’Angelo. Em sua mais alta torre foi posta a célebre imagem de São Miguel, o anjo exterminador.

(Fonte: “Lepanto”, Roma, set/out 83)

 

 

 

 

Eis o texto em português e, depois, em latim:

Castel Sant'Angelo em iluminura medieval

Castel Sant’Angelo em iluminura medieval

V.: Rainha do céu, alegrai-vos! Aleluia!

R.: Porque quem merecestes trazer em vosso seio. Aleluia!

V. :Ressuscitou como disse! Aleluia!

R.: Rogai a Deus por nós! Aleluia!

V.: Exultai e alegrai-Vos, ó Virgem Maria! Aleluia!

R.: Porque o Senhor ressuscitou verdadeiramente! Aleluia.

Conclui-se com a seguinte oração:

V.: Oremos:

Ó Deus, que Vos dignastes alegrar o mundo com a Ressurreição do Vosso Filho Jesus Cristo, Senhor Nosso, concedei-nos, Vos suplicamos, que por sua Mãe, a Virgem Maria, alcancemos as alegrias da vida eterna. Por Cristo, Senhor Nosso.

R.: Amém!

V.: Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.

R.: Como era no princípio, agora e sempre, Amém. (três vezes)

Regina Coeli simples

Regina Caeli: partitura, gregoriano simples.

 

Em Latim

Regina Caeli: partitura, gregoriano solene.

Regina Caeli: partitura, gregoriano solene.

V.: Regina coeli, laetare, Alleluia:

R.: Quia quem meruisti portare, Alleluia:

V.: Resurrexit, sicut dixit, Alleluia:

R.: Ora pro nobis Deum, Alleluia.

V.: Gaude et laetare, Virgo Maria! Alleluia!

R.: Quia surrexit Dominus vere! Alleluia!

V.: Oremus:

Deus, qui per resurrectionem Filii tui, Domini nostri Iesu Christi, mundum laetificare dignatus es: praesta, quaesumus; ut per eius Genetricem Virginem Mariam, perpetuae capiamus gaudia vitae. Per eundem Christum Dominum nostrum.

R.: Amen

Regina Coeli (Reza-se em lugar do Angelus, durante o Tempo Pascal)

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“A homosexualidade não é ‘normal’, mas o sintoma de alguma desordem.” – Entrevista do Dr. Joseph Nicolosi a Roberto Marchesini http://www.lepanto.com.br/sem-categoria/a-homosexualidade-nao-e-normal-mas-o-sintoma-de-alguma-desordem-entrevista-do-dr-joseph-nicolosi-a-roberto-marchesini/ http://www.lepanto.com.br/sem-categoria/a-homosexualidade-nao-e-normal-mas-o-sintoma-de-alguma-desordem-entrevista-do-dr-joseph-nicolosi-a-roberto-marchesini/#comments Thu, 23 Apr 2015 21:37:36 +0000 http://www.lepanto.com.br/?p=6222

“Muitos homossexuais que acreditavam não haver outra opção de vida estão casados e com filhos. Os ativistas gay tentam ocultar a existência de pessoas que saíram da homossexualidade”, afirma Nicolosi.

124023-d5bb79ee-3604-11e3-bf1a-051e1d25a61d “A homosexualidade não é ‘normal’, mas o sintoma de alguma desordem.” Segundo o doutor Nicolosi (O médico californiano Joseph Nicolosi é co-fundador e diretor da NARTH – Associação Nacional para Pesquisa e Terapia da Homossexualidade – instituição americana que estuda a homossexualidade, membro da Associação Americana de Psicologia, autor de numerosos livros e artigos científicos e há muitos anos praticante da terapia reparativa da homossexualidade), ao contrário do que promove o movimento gay, não há provas da existência de causas genéticas. Os problemas afetivos no seio da família estão entre as causas mais comuns. Muitos têm deixado a homossexualidade depois de passar pela associação de Nicolosi.

Doutor Nicolosi, o que é a homossexualidade?

 A homossexualidade é um sintoma indicativo de necessidades emocionais não satisfeitas desde a infância, especialmente na relação com o progenitor do mesmo sexo. Em outras palavras: o menino que não teve uma ligação afetiva com o pai e a menina que não recebeu o afeto da mãe podem, por isso, desenvolver atração pelo mesmo sexo ou a homossexualidade.

A homossexualidade é ‘normal’? E o que é normal?

 Não considero que a homossexualidade seja normal. Aproximadamente 2% da população é homossexual; portanto, estatisticamente, não é ‘normal’ no sentido de não ser muito abrangente. Além disso, tampouco é normal em termos do desenho natural. Quando falamos de lei natural e de função do corpo humano, quando observamos a função do corpo humano, a homossexualidade não é normal, mas um sintoma de alguma desordem. A normalidade é aquilo que cumpre uma função conforme o próprio desenho; este é o conceito de lei natural e, neste sentido, a homossexualidade seria anormal porque a anatomia dos homens, os corpos de dois homens ou de duas mulheres, não são compatíveis.

Quais são as causas da homossexualidade? Existe uma causa genética?

 Como já disse, as causas da homossexualidade se referem à auto-percepção do menino ou da menina na primera infância. O menino precisa da relação com o pai para desenvolver sua identidade masculina essencial, a menina necessita de uma união ou relação afetiva com sua mãe para desenvolver a feminilidade, é o sentido de gênero que determina a orientação sexual. Em outras palavras, quando um menino se sente seguro de sua masculinidade, sente-se naturalmente atraído por mulheres. O mesmo ocorre com as meninas: quando uma jovem está segura de sua identidade feminina, sente-se naturalmente atraída por meninos.
O homossexual é uma pessoa que carece do sentido de gênero e, assim, tenta remediar isso por meio de outras pessoas. Essa tendência se apresenta erotizada, por isso alguns manifestam como sintoma a atração pelo mesmo sexo. Muito se afirma das causas genéticas da homossexualidade, há aproximadamente vinte anos se fala do “gene gay” ou do “cérebro gay” nos Estados Unidos, mas nenhum estudo demonstrou tal fato. Na verdade, os ativistas gay americanos já não falam tanto de bases biológicas ou genéticas, pois nenhum estudo as comprovou. Muito mais evidentes são as causas familiares e ambientais, especialmente aquela que chamamos “relação triádica clássica”, constituída por um pai distante e severo, por uma mãe muito envolvente, controladora e, por vezes, dominadora, e por um menino particularmente sensível, introvertido e refinado que está exposto a um risco maior de se sentir falho na sua identidade sexual. Vemos este esquema continuamente, reconhecemos que em muitas pessoas há uma predisposição particular à homossexualidade, mas é algo distinto de predeterminação ou de uma causa direta, ou seja, um menino pode estar sujeito à homossexualidade no que se refere a sua característica passiva ou delicada, a sua dificuldade em criar vínculos com o pai e a sua sensação de exclusão do mundo masculino, mas é preciso a “relação triádica clássica” para lhe trazer a questão homossexual.

Qual a diferença entre gay e homossexual?

 É essencial fazer a distinção entre gays e homossexuais, pois os ativistas queriam que acreditássemos que todos os homossexuais são gays. Não cremos nisso, pois a palavra “gay” indica uma identidade sociopolítica. “Homossexual”, ao contrário, é simplesmente a descrição de um problema psicológico na orientação sexual. As pessoas que chegam a nossa clínica buscando ajuda têm a questão homossexual, mas recusam o rótulo de “gays”. Não querem ser chamados assim porque não se reconhecem com essa identidade sociopolítica, nem com o estilo de vida gay.

O movimento gay é um movimento pelos direitos humanos?

 De um certo modo é um movimento pelos direitos humanos, ou pelos direitos civis, porque todas as pessoas, não importa qual seja a orientação sexual, têm de desfrutar desses direitos. Porém, isso não significa que a sociedade deva redefinir o matrimônio; uma discussão que vai além do objetivo desta nossa conversa. Acreditamos que muitos ativistas gays têm usado a questão dos direitos civis ou das liberdades civis como uma maneira de oprimir pessoas que estão tentando mudar, pessoas que estão tentando sair da homossexualidade. Há uma população inteira de indivíduos que saíram ou estão saíndo da homossexualidade e isto é uma ameaça aos ativistas gays, que estão tentando suprimir e silenciar este ponto de vista, esta população.

Os pesquisadores dizem que os homossexuais sofrem muito. A causa deste sofrimento é a homossexualidade ou a homofobia social?

 Cremos que há sofrimento para as pessoas com orientação homossexual porque a cultura gay é minoritária em nossa sociedade e porque os objetivos sociais do movimento gay constituem uma ameaça ao corpo social. Os gays querem redefinir o matrimônio, a natureza da paternidade e a norma social fundamental acerca do gênero e do sexo; por isso, a sociedade resiste à normalização da homossexualidade e à visibilidade dos gays, e reconhecemos que isso seja difícil para as pessoas que assim se identificam. De todo modo, não se fala da desordem intrínseca à condição homossexual. Nós acreditamos que a homossexualidade seja essencialmente desordenada e contrária à verdadeira identidade do indivíduo. Muitos dos sintomas de gays e lésbicas não são causados pela homofobia social, mas pela sua própria condição que é contrária a sua verdadeira natureza. Muitos estudos mostram que os homossexuais são mais infelizes, depressivos, predispostos ao suicídio, têm relacionamentos pobres, são incapazes de manter relacionamentos de longo prazo e têm comportamentos prejudiciais e inadequados. Porém, não se pode simplesmente dizer que tudo isso seja fruto da homofobia social. Em parte até o é, mas eu creio que a maioria dos sofrimentos se devam à natureza desordenada da própria homossexualidade, porque se opõe a nossa natureza humana.

Em que consiste a terapia reparativa?

 É um tipo particular de psicoterapia que se aplica aos indivíduos que querem superar a atração homossexual. Examina as origens e as causas dessa condição, ajudando a pessoa a se compreender, a entender o que se passou em sua infância, a entender os fatos particulares que lhe aconteceram, especialmente nas relações com sua mãe e com seu pai, superando tudo isso. Tenta apoiá-la na criação de novas relações que sejam saudáveis, benéficas e que compensem o vazio emocional deixado em seu desenvolvimento. A terapia reparativa estuda a fundo as técnicas que sejam mais eficazes para reduzir a homossexualidade e desenvolver o potencial heterossexual.

Quais são as bases teóricas da terapia reparativa?

 Teoricamente, a terapia reparativa começa com a terapia psicodinâmica, isto é, aquela que estuda as forças subconscientes que governam o comportamento das pessoas. Do ponto de vista teórico, acreditamos que as necessidades emocionais não satisfeitas se expressem indiretamente na forma de sintomas, e, nesse caso específico, como atração homossexual. Porém, a homossexualidade não está ligada apenas a sexo, mas à vontade de alcançar satisfação e identificação emocionais por meio do comportamento homossexual que, todavia, não satisfaz e, por essa razão, as pessoas nos procuram. Muitos dos avanços teóricos estão baseados na teoria psicodinâmica clássica. Nós usamos vários conceitos freudianos(como nem tudo é perfeito¹..), pois, como se sabe, Freud pensava que a homossexualidade era uma desordem do desenvolvimento. Ainda que o mesmo Freud fosse um defensor dos direitos dos gays, ele defendia que o tratamento devia estar disponível para aqueles que desejassem mudar, e nós seguimos a mesma linha. Trabalhamos também com a família de origem, ajudando o paciente a entender suas relações com ela e como o lugar ocupado na estrutura familiar o levou ao fracasso na aquisição do próprio gênero.

“Seus sofrimentos eram devidos a causas emocionais”

A mudança é realmente possível. Cada vez mais conhecemos pessoas que querem prosseguir e dar seu testemunho. Há cinco anos seria muito difícil encontrar um ex- homossexual que quisesse se expôr, mas felizmente há homens e mulheres que eram declaradamente gays e lésbicas, que viviam um estilo de vida gay e que agora querem discutir abertamente seu processo de mudança. Hoje, muitos deles estão casados e com filhos, mesmo lhes tendo sido dito que não teriam outra opção senão ser gay e que teriam de aprender a aceitar isso. Essas pessoas foram capazes de ir ao fundo das causas de sua atração pelo mesmo sexo e descobriram que seus sofrimentos se deviam a causas emocionais.

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Em defesa do direito de mudar

Em 1973, em uma tumultuada sessão em que o lobby homossexual encerrou três anos de fortíssimas pressões, a Associação Americana de Psiquiatria (APA) retirou a homossexualidade de seu Manual de Desordens Mentais. Apesar das pressões, tal decisão foi aprovada por uma maioria de tão somente 58%.

A medida foi uma vitória para o movimento gay, mas uma derrota tanto para os homossexuais que viam sua condição como uma desordem incompatível com seu sistema de valores e com a vida que desejavam viver, bem como para os profissionais da Psiquiatria que haviam desenvolvido técnicas terapêuticas para a reparação da orientação sexual. Como continuar sanando uma condição que a própria Associação de Psiquiatria deixara de considerar patológica?

Isso levou três renomados especialistas norte-americanos – Joseph Nicolosi, Charles Socarides e Benjamin Kaufman – a fundar, em 1992, a Associação Nacional para Pesquisa e Terapia da Homossexualidade (NARTH), como resposta à crescente ameaça de censura científica.

Apesar da pressão de ativistas gays para que a Associação Americana de Psiquiatria declare antiética qualquer terapia que incentive homossexuais a mudarem a orientação sexual, a NARTH, que já conta com mais de mil membros, tem avançado extraordinariamente em seu objetivo de estabelecer as credenciais acadêmicas de sua atividade.

Os profissionais que fazem parte da NARTH, com um amplo histórico em terapia reparativa, crêem que os pacientes têm direito a tratamento e que a postura censora do movimento gay está ameaçando esse direito.
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¹ comentário do Blog.
Atualizado em 20 de abril de 2006. Fonte: www.narth.com ; Seção: traduções em outros idiomas (Translations in Other Languages). Traduzido com autorização da Narth por Lourdes Dias.
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Voluntários islâmicos frustrados e desanimados no Oriente Médio http://www.lepanto.com.br/sem-categoria/voluntarios-islamicos-frustrados-e-desanimados-no-oriente-medio/ http://www.lepanto.com.br/sem-categoria/voluntarios-islamicos-frustrados-e-desanimados-no-oriente-medio/#comments Thu, 23 Apr 2015 13:51:04 +0000 http://www.lepanto.com.br/?p=6089
Inesperadamente uma explosao acertada sobre os fanáticos islámicos em territorio turco forma uma cruz

Inesperadamente uma bomba jogada sobre fanáticos islâmicos em território turco forma uma cruz

A mídia apresenta quase todos os dias mais alguma forma requintada de crime cruel e perverso praticado pelos mais fiéis seguidores do Corão.

As imagens desses crimes são espalhados no Ocidente cristão pela Internet e pelos órgãos da mídia para incutir terror em seus adversários.

Essa propaganda parece ser o objetivo primordial de tais crimes.

Mas tem também uma finalidade interna dentro do movimento muçulmano fundamentalista.

E é que, segundo escreveram fontes fidedignas e diversas como o jornal “The Financial Times” e órgãos sírios, o desânimo e a deserção estão afetando a facção terrorista do Estado Islâmico (EI).

Essa crise interna está pondo à prova a coesão da mais poderosa força jihadista do mundo dos últimos anos e prejudicando a sua ofensiva militar.

No leste da Síria controlado pelo EI, o progresso militar desacelera enquanto cresce a frustração entre militantes considerados parte da força de combate mais disciplinada e eficaz na guerra civil.

A realidade nao e como no monitor e no videogame

A realidade não é como no monitor ou no videogame

O EI ainda tem força: controla faixas de território e progride no Iraque ocidental. Seus combatentes, porém, estão sendo enfrentados pela coalizão dos EUA e por forças locais com ataques aéreos e terrestres, e aquilo que de início parecia fácil ficou complicado.

Alguns líderes do EI foram mortos em ataques aéreos e combatentes curdos interromperam o cerco de cinco meses ao monte Sinjar, no Iraque.

“O moral não está caindo, ele já bateu no chão”, disse um ativista opositor em área controlada pelo EI na província de Deir Ezzor, na Síria oriental.

“Combatentes locais sentem que fazem a maior parte do trabalho, e os combatentes estrangeiros, que pensavam fruir uma aventura, agora estão exaustos”.

De fato, centenas, talvez milhares de fanáticos islâmicos foram da Europa e dos EUA para combater junto com seus irmãos de religião e de crimes. Na maioria, eles são filhos ou netos de imigrantes maometanos no Ocidente, mas também há europeus pervertidos ao Islã.

Porém, educados no mundo ocidental, achavam que a guerra santa se passaria como num videojogo ou num vídeo, e que eles não teriam muito que sofrer na própria pele, com o papai e a mamãe fornecendo dinheiro e a geladeira cheia.

Combatentes estrangeiros no ISIS

Combatentes estrangeiros no ISIS

 

Mas eles encontraram a realidade e os “heróis” estão sem fôlego.

Um opositor do regime sírio e do EI que não quis ser identificado, disse saber de cem execuções de combatentes estrangeiros do EI, que tentavam fugir de Raqqa, cidade do norte da Síria, capital do Estado Islâmico.

Estrangeiros encontraram que a realidade nao era facil e desertam

Estrangeiros encontraram que a realidade não era fácil e desertam

“O EI se apresentava como incontrolável e vendia a ideia de uma aventura”, disse um oficial americano.

Depois de algumas vitórias rápidas, os estrangeiros do EI questionam a longa e cansativa luta de consolidação de terreno.

Membros do EI em Raqqa revelaram que o grupo criou um policiamento militar para reprimir combatentes que faltam ao serviço. Dezenas de moradias desses “estrangeiros” – sempre apegados a seu celular, Twitter ou Facebook – foram invadidas e muitos membros foram presos.

Eles são obrigados a carregar um documento que os identifica e diz se foram incumbidos de uma missão.

“Em Raqqa, prenderam 400 membros até agora e fizeram documentos para os outros”, diz um militante.

“A situação não é boa”, resmungou o militante, dizendo que os combatentes estão descontentes com seus líderes. “Nós não podemos falar a verdade e somos forçados a fazer coisas inúteis”, afirmou.

A agência Syrian Free Press confirmou que a “polícia militar” do Estado Islâmico executou 100 voluntários estrangeiros.

Estatisticas do New York Times sobre o numero de combatentes estrangeiros no ISIS

Estatísticas do New York Times sobre o número de combatentes estrangeiros no ISIS

Teriam chegado à Síria por volta de 11.000 voluntários estrangeiros de 74 países. O maior número foi da França, Alemanha e Grã-Bretanha. E é desses países onde se verificou o maior número de deserções.

O primeiro ministro britânico David Cameron promete que não permitirá que eles voltem ao país. O Parlamento francês discute leis para lidar com o terrorismo do Oriente Médio e interno, intimamente ligados.

Na Alemanha, um cidadão germano foi condenado a 45 meses de reclusão pela sua participação no EI.

Os “estrangeiros” estão sofrendo baixas, as milícias locais antifanáticas estão reconquistando terreno e libertando prisioneiros, enquanto a aviação aliada bombardeia os combatentes de Alá e de Maomé, que imaginavam um futuro de cinema, cheio de benesses, altos retornos e escravas sexuais!

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As igrejas de Ravenna e o futuro possível do gótico http://www.lepanto.com.br/sem-categoria/as-igrejas-de-ravenna-e-o-futuro-possivel-do-gotico/ http://www.lepanto.com.br/sem-categoria/as-igrejas-de-ravenna-e-o-futuro-possivel-do-gotico/#comments Thu, 23 Apr 2015 13:21:46 +0000 http://www.lepanto.com.br/?p=5993
Ravenna, igreja de San Vitale, imperatriz Teodora e séquito.

Ravenna, igreja de San Vitale, imperatriz Teodora e séquito.

A basílica de San Vitale, em Ravenna, na Itália, é uma igreja octogonal, em estilo bizantino com figuras em mosaico, paradas ‒ mas vivas! não têm nada de morto! ‒ postas na contemplação sobre um fundo dourado, desligadas das circunstâncias concretas, numa espécie de abstração pura.

O estilo românico não se confunde com o estilo greco-romano presente nas igrejas mais antigas de Ravenna, como o oratório de Gala Placidia.

O estilo greco-romano é o estilo grego com pequenas adaptações feitas pelos romanos.

O estilo românico é uma adaptação do estilo romano feita pelos bárbaros.

Ele manifesta valores de alma que não estavam presentes no espírito da civilização romana.

Quando a gente vê o românico, e depois vê o gótico, percebe que o gótico estava nascendo no românico.

Ravenna prenuncia o gótico, mas está marcada por algo de violentamente diferente que vem do romano antigo e do bizantino.

O gótico nas suas manifestações anteriores à Renascença dá a impressão de que chegou ao fim do caminho.

Ravenna, igreja de San Vitale

Ravenna, igreja de San Vitale

De que atingiu uma tal perfeição, que não se pode imaginar maior nessa linha, e que uma nova linha deve aparecer.

Linha nova que não é o contrário do gótico, mas é um salto para cima.

Esse salto corresponderia à história da humanidade.

O espírito dos homens tinha chegado a um ponto em que um dado inteiramente novo daria um impulso novo na linha do antigo. Isto é, na linha da tradição.

Se os homens tivessem sido fiéis à graça, teria aparecido algo que pressagiaria o Reino de Maria.

Apareceu, porém, uma coisa péssima: a Renascença neo-pagã e o protestantismo.

Não é excessivo conjeturar que se a humanidade tivesse sido fiel às graças da Idade Média, teria nascido algo na linha do Reino de Imaculado Coração de Maria.

Mas com qualquer coisa de novo que a gente não sabe o que é que é.

(*) Texto sem revisão do autor

Video: Ravenna: a pompa hierática da Igreja Católica

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O exemplo da China: Estado Islâmico extrai à força órgãos de prisioneiros vivos http://www.lepanto.com.br/sem-categoria/o-exemplo-da-china-estado-islamico-extrai-a-forca-orgaos-de-prisioneiros-vivos/ http://www.lepanto.com.br/sem-categoria/o-exemplo-da-china-estado-islamico-extrai-a-forca-orgaos-de-prisioneiros-vivos/#comments Thu, 23 Apr 2015 12:42:11 +0000 http://www.lepanto.com.br/?p=5986
Hu Jie, 25, aceitou ser doador de órgãos, mas mudou de ideia. Não adiantou. Tiraram-lhe um rim com base no papel assinado

Hu Jie, 25, aceitou ser doador de órgãos, mas mudou de ideia. Não adiantou. Tiraram-lhe um rim com base no papel assinado.

O diplomata iraquiano Mohamed Alhakim denunciou na ONU que o Estado Islâmico (EI, ou ISIS) arranca órgãos vitais de suas vítimas para contribuir no financiamento da organização terrorista, escreveu o Epoch Times.

Alhakim fez a denúncia sobre a extração forçada de órgãos em uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

O ISIS pratica terríveis métodos de execução de seus prisioneiros, como decapitações, crucifixões ou incineração de pessoas vivas. Mas também copia o perverso esquema do Partido Comunista Chinês.

Segundo Alhakim, corpos encontrados em valas comuns evidenciam partes retiradas através de incisões cirúrgicas. Os órgãos teriam sido vendidos para lucro do Estado Islâmico.

Na China, as alegações da extração forçada de órgãos remontam a 2006. Os órgãos são vendidos por mais de cem mil dólares a estrangeiros e chineses ricos, em hospitais estatais. As vítimas são prisioneiros de consciência como cristãos, tibetanos, uigures, ativistas de direitos humanos.

A China promove o “turismo de transplantes”, destinado a estrangeiros ricos que viajam para fazer transplantes por vias imorais, porém mais em conta.

Ethan Gutmann, analista especializado em China e investigador de direitos humanos, autor do livro O Massacre: Assassinatos em massa, extração forçada de órgãos, e a solução secreta da China para o seu problema de dissidentes, calcula que mais de 65 mil opositores chineses sofreram essa cruel forma de extermínio.

Segundo um relatório de al-Monitor, Alhakim disse que desde 2014 o ISIS colhe e transporta os órgãos para um hospital de Mosul, em área controlada pelo Estado Islâmico.

Os órgãos são contrabandeados para a Síria, Arábia Saudita e Turquia. Depois eles são vendidos no mercado negro de todo o mundo, acrescenta a Agência Internacional de Notícias Assyrian.

Guo Bin, 6, de Shanxi, sofreu um atentado para lhe roubar as corneas

Guo Bin, 6, de Shanxi, sofreu um atentado para lhe roubar as córneas.

“Vender órgãos humanos visando lucro é um assunto tenebroso. Na China, milhares de pessoas são mortas todos os anos para fornecer órgãos a esta lucrativa indústria. Hospitais militares e civis fazem o trabalho sujo sob a aprovação do regime chinês”, escreveu para o Epoch Times David Kilgour, ex-membro do Parlamento canadense e investigador de direitos humanos.

Segundo Kilgour, em hospitais chineses “os presos são baleados como se fossem executados, só que não para morrer, mas para deixá-los em estado de choque profundo, a fim de poderem ser operados sem anestésicos, enquanto os órgãos são removidos”.

“Os presos ainda estão vivos quando seus corpos são cortados, e foram relatados gritos durante as cirurgias”, escreveu o especialista.

Os órgãos são levados imediatamente a um hospital, para serem transplantados em pacientes que estão à espera.

A China admitiu retirar órgãos de prisioneiros, alegando que o número de transplantes de órgãos é em torno de 2 mil por ano. No entanto, a verdadeira cifra anual excede 10 mil, segundo investigações mencionadas pelo jornal.

As semelhanças do Estado Islâmico com o comuno-socialismo é maior do que parece à primeira vista.

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Escrever estimula o cérebro das crianças, mas digitar um eletrônico, não http://www.lepanto.com.br/sem-categoria/escrever-estimula-o-cerebro-das-criancas-mas-digitar-um-eletronico-nao/ http://www.lepanto.com.br/sem-categoria/escrever-estimula-o-cerebro-das-criancas-mas-digitar-um-eletronico-nao/#comments Thu, 23 Apr 2015 12:31:49 +0000 http://www.lepanto.com.br/?p=5976
Karina James 01, University of Bloomington, Indiana

Dra. Karin James, neurocientista cognitiva da Universidade de Bloomington, Indiana, EUA

O uso intensivo de teclados e telas sensíveis ao toque, em vez de escrever à mão, está prejudicando a formação das crianças.

É o que revelou uma pesquisa conduzida pela neurocientista cognitiva Karin James, da Universidade de Bloomington, Indiana, EUA.

O estudo pôs em relevo a importância da escrita à mão para o desenvolvimento do cérebro infantil, segundo noticiou a BBC Brasil.

No estudo, as crianças foram separadas em dois grupos diferentes: um foi treinado para copiar letras à mão, enquanto o outro usou computadores.

O fato é que as crianças ainda não alfabetizadas são capazes de identificar letras, mas não sabem como juntá-las para formar palavras.

Teclado o manual aprendizado apagado ou enriquecedorA pesquisa testou essa capacidade. Mas os cientistas também usaram exames de ressonância magnética para analisar quais áreas do cérebro eram ativadas.

Assim, tentaram entender como o cérebro muda enquanto as crianças se familiarizam com as letras do alfabeto.

Antes e depois dos testes, os cientistas compararam os efeitos cerebrais nos dois grupos.

E descobriram que o cérebro responde de forma diferente quando se aprende copiando letras à mão e quando se aprende digitando-as num teclado.

As crianças que copiaram as letras à mão mostraram padrões de ativação do cérebro parecidos com os de pessoas alfabetizadas, que conseguem ler e escrever.

Porém, este não foi o caso das crianças que usaram o teclado.

O cérebro parece ficar “ligado” e responde de forma diferente às letras quando as crianças aprendem a escrevê-las à mão. As crianças estabelecem uma ligação entre o processo de aprender a escrever e o de aprender a ler.

“Os dados do exame do cérebro sugerem que escrever facilita a leitura quando as crianças começam a aprender a ler”, disse James.

Além disso, essas crianças desenvolvem as habilidades motoras mais sofisticadas necessárias escrevendo à mão. E isso é benéfico em muitas outras áreas do desenvolvimento cognitivo, acrescentou a pesquisadora.

É ilusao que os teclados eletrônicos favorecem o desenvolvimento cerebral

É ilusão que os teclados eletrônicos favorecem o desenvolvimento cerebral

A Dra. Karin apontou que essas descobertas podem ser importantes para formular políticas educacionais acertadas.

Pois corre a suposição ingênua e anticientífica oposta. “Em partes do mundo há pressa em introduzir computadores nas escolas cada vez mais cedo, mas a pesquisa pode equilibrar [essa tendência]”, explicou a especialista.

Muitas escolas americanas já transformaram o ensino da escrita à mão em alternativa que os professores podem escolher. Mas muitos educadores não ensinam mais caligrafia.

Alguns alegam que certas tecnologias em tablet poderiam ajudar a corrigir o problema identificado.

Mas, pelo que a pesquisa da cientista sugere, nada parece substituir o aprendizado com a escrita à mão.

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Em Lourdes, os milagres não cessam http://www.lepanto.com.br/sem-categoria/em-lourdes-os-milagres-nao-cessam/ http://www.lepanto.com.br/sem-categoria/em-lourdes-os-milagres-nao-cessam/#comments Wed, 22 Apr 2015 23:07:34 +0000 http://www.lepanto.com.br/?p=6027

Doentes diante da gruta, 2004A série de acompanhamentos científicos dos milagres ocorridos em Lourdes começou a bem mais de um século.

O intrincado, longo e exigente processo de comprovação dos mesmos em mais de 7.000 casos perfeitamente individualizados concluiu que a medicina não tem explicação, conferiu a Fundação Cari Filii.

Cabe à Igreja, e não à ciência, a declaração do milagre, pois é um posicionamento religioso.

O dossiê completo de cada caso medicamente inexplicável é encaminhado ao bispo da diocese do beneficiário da cura. O prelado é quem deve proceder a proclamar o milagre.

Porém, até a presente data, os bispos só reconheceram 69 casos como intervenções miraculosas de Deus.

O Escritório Médico de Lourdes deixa por vezes transcorrer décadas no acompanhamento da cura até o reconhecimento final, para ficar claro que ela é verdadeira e definitiva.

O otorrino Michael Moran, natural de Belfast (Irlanda do Norte), é especialista em câncer e responsável do Escritório de Lourdes que analisa os milagres.

“Isto é um comitê científico. Não usamos a palavra ‘milagre’. Isso é algo que a Igreja tem que decidir”, explica.

“Os membros da comissão médica devem pôr de lado suas crenças, estejam ou não a favor de Lourdes. Isto é um grupo de profissionais que reúne as melhores evidências médicas e pode encomendar ainda mais exames para fundamentar o que o doente afirma”, acrescenta o Dr. Moran.

Uma das características típicas procuradas pelo médico é de se a cura foi repentina.

“Outro exemplo típico é o de um italiano Vittorio Micheli, 22 anos em 1962, soldado dos Corpos Alpinos], que tinha um tumor no osso pélvico cuja destruição se pode ver nos raios-x. Mas o osso voltou a crescer, tanto na pélvis como no fêmur, de forma anatomicamente correta, que é muito difícil explicar”, explicou Moran à BBC.

Anna Santaniello, antes da cura e 50 anos depois, Lourdes 150º aniversário das aparições
Moran também destaca a capacidade de cura interior e a serenidade que Lourdes passa para uma multidão de doentes. “Muitas pessoas com doenças terminais chegam aqui e muito obtêm do ponto de vista espiritual, eles e seus acompanhantes”, afirma.

Eis os reconhecimentos canônicos mais recentes:

Anna Santaniello: malformação cardíaca; milagre reconhecido em 2005

Anna Santaniello, de Salerno (Itália), padecia desde a infância de uma malformação cardíaca, declarada incurável pelos médicos. Quando fez quarenta anos, sua saúde piorou gravemente e ela quis ir a Lourdes. A doença lhe impedia de caminhar e falar claramente.

Segundo ela contou ao jornal “La Città” de Salerno, “eu quase não conseguia respirar e falei a meu irmão que meu ultimo desejo era ir a Lourdes”, aonde chegou “viva, mas de maca”.

Foi tomar banho nas piscinas ajudada por religiosas. Ela conta assim:

“A água estava gelada, mas senti logo que algo que fervia no peito, como se me tivessem restituído a vida. Em poucos segundos, me levantei com minas próprias forças e comecei a caminhar, recusando a ajuda dos enfermeiros que olhavam com incredulidade”.

Quando voltou a sua casa, marcou consulta com um ilustre cardiologista da época, que “me disse que não tinha nada, que estava saníssima e que ele não podia explicar os certificados e exames feitos precedentemente”.

Anna Santaniello voltou a Lourdes para servir como voluntária e no atendimento dos doentes. O milagre foi reconhecido pela Igreja em 2005, quando ela tinha 90 anos.

Sóror Luigina Traverso é uma religiosa salesiana italiana gravemente doente de ‘ciática paralisante em meningocele que em junho de 1965 participou de uma “romaria Oftal de Tortona’”.

Era levada de maca e havia muito que não caminhava. Foi operada muitas vezes sem resultado.

Sóror Luigina: paralisia e dor; milagre reconhecido em 2012

Sóror Luigina não caminhava mais.  Depois foi ajudar os doentes, empurrando macas e carrinhos.

Sóror Luigina não caminhava mais.
Depois foi ajudar os doentes, empurrando macas e carrinhos.

Sóror Luigina entrou na água das piscinas do santuário. Depois, durante procissão eucarística, quando o sacerdote passou diante dela com o Santíssimo Sacramento, a religiosa sentiu um “intenso calor no corpo e o desejo de se levantar”.

Percebeu que voltava a mexer o pé e que a dor desaparecia. No quarto falou com o Dr. Danillo Cebrelli e com o delegado do bispado, Mons. Lorenzo Ferrarazzo.

O padre lhe disse: “Sóror Luigina, se quiser receber a bênção, levante-se e venha ajoelhar-se para rezar”. E a paralítica conseguiu!

De volta para casa quatro dias depois, o professor Claudio Rinaldi confirmou: “Boas condições gerais […] Articulações inferiores completamente flexíveis com vigor igual e simetria […] Sensibilidade normal”.

Danila Castelli: hipertensão com risco de morte; milagre reconhecido em 2013

Danila Castelli 04Em 1981, Danila Castelli, italiana de Bereguardo, casada, 35 anos e quatro filhos, teve diagnosticado um câncer extraordinariamente virulento, que produzia tumores em todo o corpo.

Passou por oito cirurgias e vivia sedada para suportar as dores.

Em 1989 os médicos a desenganaram. Ela foi então com seu marido a Lourdes, sem pensar num milagre, mas só para ficar diante da Virgem.

Ia morrer com 43 anos e queria pedir a Nossa Senhora “que Ela estivesse sempre perto de seus filhos”.

Após fazer a oração, sentiu imediatamente que a dor desaparecera, assim como toda a doença.

Após ter passado 24 anos com saúde e servindo assiduamente como voluntária para ajudar os doentes em Lourdes, a Igreja reconheceu o milagre.

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