Psicose Ambientalista
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Venerar e Adorar é a mesma coisa?

| 29 de abril de 2009 | 6 Comentários

“(…) Então, Frederico, segundo os dicionários, venerar é o mesmo que adorar, prestar culto, etc.. (…)O que eu queria é que você me enviasse algum texto dizendo sobre aquele tipo de intercessão que os santos fazem depois que morrem, lá no céu. (…) os protestantes nunca rompemos com a Igreja fundada pelo nosso Senhor Jesus Cristo. (…)”


Tréplica recebida em 7/3/99
Assunto: Diferença entre veneração e adoração

Prezado Frederico,

Li com toda atenção a resposta de seu e-mail sobre minhas perguntas referentes à questão da idolatria.

Gostaria de agradecer  pela prontidão e solicitude  dispensadas. Após ter enviado meu e-mail e obtido sua resposta, fiquei imaginando se seria lícito  participar deste tipo de controvérsia.

Achei que este tipo de discussão talvez pudesse acirrar os ânimos e esfriar o amor cristão que devemos nutrir  mutuamente. Relutei um pouco até que finalmente decidi enviar-lhe esta tréplica, digamos assim.

Todavia,  não gostaria que minha presente correspondência de alguma forma soasse como algum tipo de provocação ou ofensa. Quero expressar meu profundo respeito por você, e desde já, me considero seu amigo e irmão em Cristo e aceitar seu convite para nos conhecermos pessoalmente. Perdoe-me se, de algum modo, fui deselegante com você.
A Apologética e algo indispensável para o Cristianismo, e nosso diálogo pode se tornar algo extremamente enriquecedor.

Prezado Frederico,

Gostaria de começar com a palavra veneração. Antes de lhe enviar um e-mail, li um artigo em seu  site, cujo  título, se não me falha a memória, era: Respondida a Acusação dos Protestantes, ou algo assim. Tanto nesse artigo como em seu e-mail, fica bem claro que os católicos não adoram imagens, mas as veneram.

Como nos ensina a filosofia, antes de qualquer discussão profunda é imprescindível que se definam os termos. Por isso decidi consultar alguns dicionários  da língua portuguesa, os
que eu tinha à mão,  e  fiz a seguinte descoberta:

O Moderno Dicionário da Língua Portuguesa Ed. Melhoramento, traz a seguinte definição:

Venerar: 1. Tratar com profundo respeito; Render culto
Adorar: Reverenciar Venerar, Idolatrar, Prestar Culto
Veneração: 1. Ato ou efeito de venerar. 1 Culto que se presta às pessoas, às divindades ou as coisas  sagradas

Dicionário Escolar da Língua Portuguesa:
Adorar: Render culto a; venerar…

O Dicionário Escolar das Dificuldades da Língua Portuguesa trás as seguintes definições
Adoração:  Acatamento, Veneração, culto, latria, honra, genuflexão.
Adorar: Idolatrar, cultuar, Venerar…
Veneração: Culto, latria…. adoração

E,  para não me prolongar muito, 0 Novo Dicionário Dinâmico da Língua Portuguesa:
Adoração: Culto a Deus, Veneração…
Adorado: Venerado

Então, Frederico, segundo os dicionários, venerar é o mesmo que adorar, prestar culto, etc…

Imagine se alguma autoridade, interrogando um  incendiário, lhe perguntasse:

– Você incendiou tal casa? E o mesmo respondesse:
– Não, senhor doutor, eu só a queimei.

Qual é a diferença entre incendiar, queimar e pôr fogo?

O mesmo se dá com estas palavras: Quando você diz que  venera  as imagens dos santos, ou os santos propriamente dito, na verdade está fazendo uma confissão de que os
adora. Adorar, prestar culto, venerar é a mesma coisa. Agora, com respeito as palavras dulia, hiperdulia e latria.

Em seu e-mail você disse:

“Existem três tipos básicos de cultos possíveis: dulia, hiperdulia e latria. A latria é o culto que se deve somente a Deus e consiste em reconhecer nele a divindade. Ou seja, reconhecer que ele é o Senhor de todas as coisas e criador de todos nós, etc. O culto de dulia ou hiperdulia é a veneração ou a hiperveneração, que consiste em reconhecer em outra pessoa virtudes exemplares e impetratórias (intercessão). O culto de hiperdulia se deve somente à Mãe de Deus, é claro.

Por acaso você sabe o que é, então, a idolatria?”

Sua definição de “douleia” é exata:  prestar culto. Gostaria  também de  explorar esta palavra. O Léxico do Novo Testamento Grego/ Português traz as seguintes definições para o substantivo “douleia” e seus verbos derivados:

“douleia”: Escravidão, sujeição :  Rm 8;15, 21, Gl 4:24 ; 5,1; Hb 2:15

“douleuo”: Ser escravo, estar sujeito a:  Jo 8;33; At 7:7; Gl 4.25, Rm 7,6. Com o caso dativo significa Servir a alguém como escravo, servo: Mt 6,24; Lc 15,29; 16:13; Rm 14, 18; Gl 5,13; Ef 6:7.

“Douleia” também significa prestar serviço ou culto, alias a palavra para culto em outras línguas, como o ingles, por exemplo, é serviço: “Service”.

Em João 8:33 lemos: “Responderam-lhe Somos descendência de Abraão, e nunca servimos (dedouleukamen)  a ninguém…”

Você disse, Frederico, que  latria é o culto que se deve somente a Deus. Isto é verdade.

Mas não só “latria” deve ser prestada somente a Deus.

“Douleia” também.

Em Romanos lemos: “Mas agora estamos livres da lei, pois morremos para aquilo em que estávamos retidos; para que sirvamos  (douleuein) em novidade de espirito, e não na velhice da letra”.

Ainda em Romanos: Por que quem nisto serve (douleuwon) a Cristo agradável é a Deus e aceito aos homens. Em São Mateus 6:24 Jesus nos faz a seguinte advertência:
“Ninguém pode servir  (douleuein) a dois senhores; porque ou há odiar a um e amar a outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro.”

Em Êxodo 20:4, temos o seguinte mandamento de Deus: “Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem das águas de baixo da terra. Não as adorará, nem lhes dará culto.”

No  hebraico a palavra é Tybdm (Tayabedem). A  Septuaginta traduz   esta palavra  como (douleia), servir ou prestar culto. Então, como você vê, quando se trata se  servir no sentido de prestar culto, as Escrituras nos ensinam que  devemos fazê-lo somente a Deus. Não consegui encontrar uma passagem sequer em nas Sagradas Escrituras em
que  nos é ensinado prestar culto (nem latria, nem douleia)  quer aos santos quer  aos anjos quer  a Maria, mãe do Senhor)  “Douleia”, quando se trata de prestar culto, também é sinônimo de latria e só é devida a Deus.

Novamente vejo o mesmo tipo de  “jogo semântico” e o mesmo “malabarismo teológico”. Em meu e-mail, pedi que você  me mandasse alguns versículos sobre a interseção dos santos.

Então você disse: “Sobre os santos, também existem diversas passagens em que Deus só atende por meio da intercessão deles, como, por exemplo, no caso de Jó, em que
Deus expressamente mandou que um dos que pediam a Ele pedisse através de seu servo Jó. Ou mesmo do discípulo de Santo Elias, que só fazia milagres quando pedia através do Deus de Elias.”

Prezado Frederico, acho que não me expressei bem. O que eu queria é que você me enviasse algum texto dizendo sobre aquele tipo de intercessão que os santos fazem depois que morrem, lá no céu. Acho que você sabe do que eu estou dizendo. Você usou um versículo, tratando de Maria, em que numa festa,  reclama junto ao Senhor Jesus da falta de vinho. Depois mencionou Jó e Elias. Veja que, em todos os casos, os santos estavam bem vivos e na terra.

Acho que você ainda continua me devendo. Por ventura existem algumas passagens em que  nos é ensinado  rogar alguma coisa aos santos em seu estado glorificado ou triunfante?
A Bíblia ensina que   só há um único mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo homem.

Fiquei muito triste com esse desabafo amargo que você fez sobre os protestantes: “O problema dos protestantes, Gilson, não é conhecer as respostas que estou dando (que são simples e básicas), mas é em reconhecer o orgulho que existe em quem rompe com a Igreja fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo.” O Sofisma, quem faz são os protestantes, que se fecham para a Igreja, para Nossa Senhora e para a Eucaristia. Querem dizer que seguem a “Biblia” e se esquecem que a Bíblia foi feita pela mesma Igreja que combatem. Uma Igreja que já existia há 1.500 anos quando apareceu o primeiro protestante. Uma Igreja que recebeu a promessa de que as “portas do inferno nunca prevaleceriam contra ela”. E olhe bem, se não “prevaleceriam” é porque pareceriam prevalecer em algumas épocas históricas!”

Também achei  algumas improrpiedades nesse desabafo. Em primeiro lugar Frederico, os protestantes nunca rompemos com a Igreja fundada  pelo nosso Senhor Jesus Cristo.
Se você verificar os documentos mais importantes do Protestantismo, como por exemplo: As teses de Lutero. A confissão de fé de Augsburgo (Luterana). A confissão de Fé de Westminster (Presbiteriana), O Livro de Oração comum da Igreja da Inglaterra (Anglicana) e outros escritos que resumem a fé professada pelos protestantes, você verá sempre que nunca nos desviamos dos ensinamentos católicos.

Eis uma coisa que une  todos os cristãos credais: Os ensinamentos católicos. O Credo Apostólico é sempre recitado em nossas igrejas protestantes, bem como pelos ortodoxos.
Nosso orgulho não é ter rompido com quem quer que seja,  antes, porém, é ter  guardado  a fé que uma vez foi dada aos santos. Nesse sentido  somos provas vivas de que as portas do inferno não prevalecerão sobre ela (a Igreja). No período neo-testamentário, os cristãos eram conhecidos como “A seita do caminho”, “A seita dos Nazarenos” e, finalmente, em Antioquia, como cristão. O termo católico, do grego “Cat´ Hole”, segundo a maioria, foi forjado bem mais tarde como uma tentativa de os cristão combaterem os
ensinamentos heréticos de grupos  tais como os arianos, gnósticos, docetistas, adocionistas, pneumatômacos etc…

Havia várias igrejas espalhadas pela cristandade, então os bispos resolveram se reunir para elaborar um documento que resumisse os ensinamentos católicos. Assim, vários credos cristãos foram elaborados a fim de combater a apostasia. Então Frederico, a  igreja de Roma jamais pode ter sido a igreja fundada por Nosso Senhor. Bem antes de Roma  outras igrejas haviam sido fundadas. Foi em Jerusalém a primeira assembléia (ecclesia), organizada, não em Roma. A igreja de Roma era uma igreja local, por isto é uma redundância
chamar de universal  algo que é local. A Igreja de Roma pode fazer parte da igreja  católica (que é universal e invisível, formada por todo aquele que, pela fé, recebe Jesus como
único e suficiente  salvador) como qualquer outra.

Sobre abrir os olhos, Frederico, seria bom lembrar de outras igrejas locais que receberam reprimendas severas do próprio Senhor Jesus, como nos mostra o livro de Apocalispe:

À igreja de Éfeso, por exemplo, o Senhor recomenda: “Lembra-te, pois donde caíste e arrepende-te, e pratica as primeiras obras, quando não, brevemente a ti virei e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não se arrependerdes.” Ap 2;5.

À igreja de Pérgamo ele disse: Mas umas  poucas coisas tenho contra ti: por que tens lá os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava a Balaque a lançar tropeços diante
dos filhos de Israel para que cometessem sacrifícios de idolatria…”Ap. 2:14

À igreja de Tiatira: “Mas tenho contra ti que tolerar Jezabel, mulher que se diz profetiza, e que ensinar e a enganar os meus servos para que prostituam e comam dos
sacrifícios da idolatria.” Ap.2:20

Prezado Frederico, tenho por mim que a igreja de Roma  não pode ser confundida com a Igreja fundada pelo Senhor Jesus, Católica e Invisível, o corpo de nosso Senhor.
Fico imaginando o que o Senhor estaria recomendando à igreja de Roma hoje em dia!

Para finalizar, Frederico,  já que o segredo é abrir os olhos, eis a recomendação que o Senhor fez à igreja de Laodicéia: “Eu sei as tuas obras, que nem és frio nem quente: Oxalá fosses frio ou quente! Assim porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca. Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não
sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego e nu; Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e vestidos brancos, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas. Ap. 3: 15-18.

Como você pode ver, o protestantismo (apelido dado por vocês romanos) tem sido um baluarte  na defesa dos ensinamentos católicos. Dele não tiramos nem acrescentamos absolutamente nada.

Várias pessoas  deram sua vida por esta causa a até foram  perseguidos, trucidados e queimados vivos. O que os protestantes combatiam , e combatem, é a apostasia,  o
monopólio do sagrado, as decisões caprichosas, as indulgência, a intolerância, a superstição, os ensinamentos  estranhos, que foram agregados ao Cristianismo ao longo dos tempos  e a  recrudescência da sede inquisitorial. É  esta a contribuição que o Protestantisomo oferece para manter sempre viva a chama do Espírito, fazendo com que as portas do inferno não prevaleçam sobre a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Do seu em Cristo,
G. M. S.

P.S. Gostaria muito de  saber onde Lutero e Calvino ensinaram o panteísmo.

* Resposta

Respondido em 8/3/99

Gilson,

Recebi seu e-mail com várias perguntas, que passo a responder esperando encontrar de sua parte a sinceridade que muitas vezes falta nos protestantes.

Vamos por parte.

Sobre os termos, os próprios dicionários por você citado deixam claro que a palavra adorar pode ter vários sentidos, assim como a palavra venerar.

Em um deles, coloca-se adoração como acatamento, veneração, culto, latria, honra, etc.

Ora, você realmente acredita que são sinônimos? O que o dicionário deixa claro é que o termo pode ser usado em vários sentidos. Por acaso seria sinônimo o “acatamento” e a “honra”? Ou a genuflexão seria o mesmo que acatamento?

Quando alguém diz que adora feijoada, ele está adorando em que sentido? É claro que não é no mesmo que se deve a Deus, apesar da palavra ser a mesma.

Foi o que eu já lhe havia respondido quando coloquei que a adoração é um ato interno e não externo. É verdade que esse ato se exterioriza em símbolos, mas ele é, essencialmente, um ato interno.

O culto de dulia é um culto de sujeição, mas não de adoração.

É a mentalidade errônea, espalhada pela revolução igualitária e atéia, de que toda a hierarquia é injusta. O serviço nada tem de errado, muito pelo contrário, é uma virtude ensinada por Nosso Senhor no “lava pés” e em diversas passagens de sua vida. Lembre-se que, após lavar os pés de seus discípulos, Nosso Senhor os convidou a fazer assim um para com os outros.

“Jesus Cristo aniquilou-se a sim mesmo, tomando a forma de escravo” (Filip. II, 7)

Ou como Nossa Senhora, que queria ser escrava da Mãe de Deus (o que equivalia a uma profunda humildade de reconhecer a grandeza daquela que “todas as gerações chamarão bem-aventurada”.
Em todas as passagens por você citadas, fica claro que a sujeição ao pecado ou à lei judaica estava terminada. Agora, desde o Novo Testamento, existe uma nova Lei trazida à terra por Cristo Senhor e transmitida através de sua Igreja.

Em grego, para ser mais exato, o termo douleuo significa “honrar” e não adorar. No sentido verbal, adorar (ad orare) significa simplesmente orar ou reverenciar a alguém.

A Sagrada Escritura usa o termo “adorar” em várias acepções, tanto no sentido de douleuo como de latreuo, como demonstrarei através da “Vulgata”, Bíblia católica original e escrita em latim.

“Abraão, levantando os olhos, viu três varões em pé, junto a ele. Tanto que ele os viu, correu da porta da tenda a recebê-los e prostrando em terra os adorou (Gn. 18,2).

Eis os dois sentidos bem indicados pela própria Bíblia: adoração suprema, devida só a Deus; adoração de reverência, devida a outras pessoas.

A Igreja católica, no seu ensino teológico, determina tudo isso com uma exatidão matemática, como já dissemos no e-mail anterior sobre latria, dulia e hiperdulia.

Convém analisar as falsificações introduzidas na Bíblia após Lutero:

1)”E ele mesmo (Jacob) adiantando-se, o adorou (a Esaú) sete vezes, prostrado por terra, até chegar o seu irmão” ( Gn. 33, 3)

Texto adulterado: “inclinou-se à terra sete vezes”

2) Texto católico: “E José era o príncipe na terra do Egito, e, conforme a seu mando, se vendia trigo aos povos. E como o adorassem seus irmãos…” (Gn 42, 6).

Texto protestante: “Viera, e e inclinaram-se a ele com a face na terra”.

etc. etc., existem várias passagens no mesmo sentido.

A Bíblia, Gilson, foi escrita através da tradição. Quem confere veracidade ou não é a tradição. Nosso Senhor nunca mandou que se escrevesse um livro, muito pelo contrário: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda a criatura” (daí a palavra universal em oposição a uma igreja de um povo, de uma classe, etc). Pregar não é o mesmo que escrever, mas que falar, que transmitir oralmente, etc. Depois, apenas alguns discípulos é que escreveram as Sagradas Escrituras e muitos anos após a morte de Nosso Senhor.

“Em nome de Nosso Senhor, Jesus Cristo, mandamos que vos afasteis de todo irmão que se entrega à preguiça e não segue a tradição que de nós recebestes” (2 Tm 3,6).

“Tu, pois, meu filho, sê forte na graça de Cristo, e o que de mim ouviste perante muita testemunha confia-o a homens fiéis capazes de ensinar a outros” (2 Tm. 1-2). Eis aqui a tradição oral.
Depois, Gilson, nem tudo está na Bíblia:

“Há ainda muitas coisas feitas por Jesus, as quais, se se escrevessem uma por uma, creio que este mundo não poderia conter os livros que se deveriam escrever (Jo 21,25).

S. Paulo: “Irmãos, ficai firmes e conservai as tradições que aprendestes, quer por palavra, quer por escrita nossa (2 Tess 2, 15).

Ainda, a Bíblia condena o “livre exame”

A) “Nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal” (2Pd, 1,20).

B) “Assim vos escreveu também o nosso caríssimo irmão Paulo, segundo a sabedoria que lhe foi dada, falando-vos dessas coisas, como faz também em todas as suas cartas. Nelas há, porém, alguma coisa difícil de compreender, que as pessoas pouco instruídas ou pouco firmes deturpam, como fazem também com as outras escrituras, para sua própria ruína” (2Pd 3, 15-16).

C) “Muitas são as opiniões dos homens, e as más imaginações levam ao engano” (Eclo 3,24).

Como explicar que Deus deixaria o mundo ao “livre exame” em que cada um segue sua cabeça e justifica suas opiniões? E onde ficaria a frase de S. João: “Haja um só rebanho e um só pastor” (Jo 10, 16).

E só você folhear o Ato dos Apóstolos e verificar que a Igreja, desde o começo, seguia a um só pastor, isto é, o sucessor de S. Pedro (o primeiro Papa).

Chamou a Igreja por ele fundada de “Minha Igreja”. E ainda: “Tu és Pedro e sobre esta pedra (Pedro e pedra é um só nome em aramaico: Kefas), edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela; e eu te darei as chaves do reino do céu (Mt 16, 18-19). E veja bem, ele mudou o nome de Simão e o nomeou Pedro, pedra sobre a qual se edificará a sua Igreja. É claro, a pedra angular é Nosso Senhor Jesus Cristo, mas a unidade e a chefia cabia a uma pedra visível, o Papa.

Logo após a morte de S. Pedro, veio S. Lino, S. Cleto, S. Clemente, Santo Evaristo, etc.

O primado de S. Pedro sobre os outros fica claramente expresso quando ele: 1) preside e dirige a escolha de Matias para o lugar de Judas (At 1,1-25); 2) É o primeiro a anunciar o evangelho no dia de Pentecostes (At 2, 14); 3) Testemunha, diante do Sinédrio, a mensagem de Cristo (At 10, 1); 4) Acolhe na Igreja o primeiro Pagão (At 10,1); 5) Fala primeiro no Concílio dos Apóstolos, em Jerusalém, e decide sobre a questão da circuncisão: “Então toda a assembléia silenciou”(At 15, 7-12), etc.

Todos os sucessores dos apóstolos atestam o primado de Pedro e dos seus sucessores, como, por exemplo: 1) Tertuliano: “A Igreja foi construída sobre Pedro”; 2) S. Cipriano: “Sobre um só foi construída a Igreja: Pedro”; Santo Ambrósio: “Onde há Pedro, aí há a Igreja de Jesus Cristo”.

S. Mateus enumerando os apóstolos, confirma o primado de S. Pedro: “O primeiro, Simão, que se chama Pedro”(Mt 10, 2).

Dizer que a Igreja Romana se iniciou no século IV, é querer desconhecer a história, pois toda a sucessão de S. Pedro é clara e narrada em documentos católicos e pagãos.

Nas Sagradas Escrituras, é só folhear os Atos dos Apóstolos e verificar o crescimento da Igreja (a mesma e una) desde o início até os dias de hoje.

A Igreja cresceu rápida, veloz, ao ponto que S. Paulo pôde compará-la com “um edifício vastíssimo, tendo os apóstolos por alicerce e Cristo como pedra angular.” (Ef. 2, 20)

Tertuliano se atrevia a escrever no seu Apologético, dirigido ao imperador romano: “Somos de ontem, e já enchemos as cidades, as ilhas, os castelos, os acampamentos, as aldeias e os campos; só deixamos vazios os vossos templos. Se nos retirassem, o império ficaria deserto”.

A Igreja de Cristo vai crescendo e se espalhando, “multitudo ingens”, diz Tácito, falando do tempo de Nero (Anais 15, 44), formando uma “imensa multidão”, até que, afinal, dominando e vencendo a tirania dos imperadores pagãos, logre o reconhecimento oficial, com o reinado de Constatino Magno, primeiro imperador cristão.

Foi nesse tempo, em 325, que se reuniu o primeiro concílio dos bispos católicos, em Nicéia, ao qual compareceram 318 bispos, sob a presidência de Ósio, bispo de Córdova, assistido de dois legados do Papa (de Roma), S. Sivestre.

Portanto, a história, a bíblia, é clara ao narrar a expansão da mesma Igreja fundada por Nosso Senhor sobre S. Pedro. Lembremos das seguintes passagens: “Pedro, apascenta os meus cordeiros e apascenta as minhas ovelhas”(Jo 21, 15-17). “…, confirma os teus irmãos” (Lc 22, 32).

Jesus Cristo, fundando uma sociedade religiosa visível, que devia durar até ao fim do mundo, devia necessariamente nomear um chefe, com sucessão, para perpetuar a mesma autoridade: “Quem vos escuta, escuta a mim” (Mt 28, 18). Se assim não fosse, Nosso Senhor não teria podido dizer: “Eis que estou convosco todos os dias até o fim do mundo”; devia ter dito que estaria apenas com S. Pedro até o fim de sua vida. Dessa forma, cumpre-se o que manda a Bíblia: “Um só senhor, uma só fé, um só batismo” (Ef. 4, 5)

Sobre ídolos e demônios, que está por traz de uma afirmação sua: Ninguém pode servir da dois senhores”. Cabe os seguintes esclarecimento.

Imagem não é o mesmo que ídolo. Chama-se ídolo: uma imagem falsa, um simulacro a que se atribui vida própria, conforme explica o profeta Habacuc (2, 18). Eis o que claramente indica Habacuc, dizendo: “Ai daquele que diz ao pau: Acorda, e a pedra muda: Desperta” (Hc 2, 19)

Já havia deixado claro que, para se dizer que os católicos adoram os santos (sua atual consulta), eles teriam que dizer que S. Benedito não é S. Benedito, mas Deus.

Ademais, você não havia pedido santos mortos ou em vida. De qualquer forma, isso não altera nada pois “Deus é Deus dos vivos ou dos mortos?”, responderam-lhe os judeus que era Deus dos vivos. Então, conclui Nosso Senhor: “Logo, Abraão, Isaac e Jacob estão vivos”. Ora, Gilson, muito maior é a intercessão dos santos quando estes gozam da “visão beatífica”. No meu e-mail anterior, citei Santo Elias, que já estava no paraíso quando Eliseu pedia através do Deus dele.

Os Judeus sempre rogavam ao Deus de Abraão, Issac e Jacob. E Deus, em várias passagens, se apresentava como o Deus de Abraão, Isaac e Jacob.

A intercessão de Nossa Senhora, quando em vida, já era perfeita. Após sua morte, ficou muito mais certa. Ou você acredita que após a morte o homem fica abaixo da terra até o juízo final? Então, Abraão, Isaac e Jacob não estariam vivos como afirmou Nosso Senhor. E mais, o bom landrão, no alto da Cruz, após receber reconhecer que Nosso Senhor era justo, recebeu a seguinte resposta: “Em verdade, em verdade eu vos digo, ainda hoje estarás comigo no paraíso”. Quer maior prova da vida eterna do que estas duas passagens? Existem diversas outras que, de momento, não me recordo.
Sobre que várias Igrejas podem fazer parte da Igreja Católica:

Em relação à doutrina:

1) “Quem não está comigo é contra mim”(Mt 12,30)

2) “Um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de todos” (Ef 4, 3-6)

3) “Não rogo apenas por eles, mas também por aqueles que por sua palavra hão de crer em mim. Para que todos sejam um, assim como Tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que também eles estejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste”(Jo 17,20-21).

4) Recomendo-vos, irmãos, que tomeis cuidado com os que produzem divisões contra a doutrina que aprendestes. Afastai-vos deles” (Rm 16, 17).

5) Se alguém vos anunciar um evangelho diferente, seja execrado, isto é, seja excomungado”(G. 1,7-9).

Em relação ao culto:

1) “Porque há um só pão, um só corpo somos nós, embora muitos, visto participarmos todos do único pão” (1Cor 10,17)

2) “A multidão dos fiéis tinha um só coração e uma só alma”(At 4, 32)

3) “Esforçai-vos em conservar a unidade do Espírito no vínculo da paz” (Ef. 4,3).

Em relação à unidade de Governo:

1) “Irmãos, conjuro-vos que sejais sempre perfeitamente unidos num só sentimento e num mesmo pensar” (1 Cor 1,10)

2) “Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil. Estas tenho de reunir, e elas ouvirão a minha voz. E então haverá um só rebanho e um só pastor” (Jo. 10,16; Mt 16, 15-16).

Gilson, convido-o a você – e aos seus – a seguirem essa voz que ainda espera a volta daqueles que um dia se afastaram da unidade da Igreja fundada por Nosso Senhor sobre S. Pedro.

Cabe a cada um a responsabilidade de procurar a verdade, isto é, procurar a verdadeira Igreja de Nosso Senhor. Encontrando-a, todo homem de reta intenção deve entrar nessa Igreja, ser membro vivo deste Igreja. Como o seu divino fundador, a Igreja católica tem aberta a porta da salvação para todo ser humano. Só não entra quem não quer, mas a culpa será pessoal.

Não seja como aqueles que “Tinham ouvidos e não ouviram, tinham olhos e não enxergavam”.

Não sei se foi você quem escreveu a questão do grego, mas sei que, normalmente, o ser humano não busca a resposta às suas perguntas, mas quer justificar a doutrina que, em determinado momento de sua vida, ele aderiu. É muito raro uma pessoa ter a retidão de alma de reconhecer o equivoco de seus conceitos.

Gilson, caso tenha qualquer outra dúvida sobre a doutrina católica, sobre a unidade, sobre o erro do “livre exame”, etc. mande-me outro e-mail que responderei o que puder. Lembre-se que Deus nunca recusa a graça a alguém que quer, verdadeiramente, entender o que Ele nos ensinou.

Seu em Cristo e Maria,

F.V.
Frente Universitária Lepanto
http://www.lepanto.com.br

PS: Sobre o panteísmo de Lutero, é preciso distinguir dois Luteros: um mítico e um histórico. Ordinariamente seus partidários não tratam senão do mítico, ornado com todas as perfeições. Contudo, bem outra é a realidade histórica que nos trazem os historiadores, alguns dos quais protestantes como Franz Funck-Brentano. Eis algumas frases de Lutero compiladas na obra de João Clá Dias, “Como Ruiu a Cristandade Medieval”:

“Quem não crê como eu é destinado ao inferno. Minha doutrina e a doutrina de Deus são a mesma coisa. Meu juízo é o juízo de Deus” (Weimar, X, 2, Abt., 107)”; “Sim, eu digo: todas as casas de tolerância, que entretanto Deus condenou severamente, todos os homicídios, mortes, roubos e adultérios, são menos prejudiciais que a abominação da missa papista.” (Werke, t. XV, 773-774)”; “Cristo cometeu adultério pela primeira vez com a mulher da fonte, de que nos fala São João. Não se murmurava em torno dele: “Que fez, então, com ela?”, depois com Madalena, depois com a mulher adúltera, que ele absolveu tão levianamente. Assim Cristo, tão piedoso, também teve de fornicar antes de morrer.” (Tischreden, nº 1472, ed. Weimer, 11, 107)”.

Aliás, é interessante transcrever um pequeno trecho da biografia de Lutero, escrita pelo protestante Franz Funck-Brentano, em que transparecem os pontos essenciais da “concepção de mundo” do reformador:

“(…) Tendo sido censurado pelo doutor Jonas, por ter insultado Deus em seu salmo ‘Quore fremuerunt gentes’ Lutero responde:

– “Certamente, mas qual o profeta que não insultou a Deus?”

Em outro dia:

– “Se Deus não me perdoasse os pecados, eu os jogaria pela janela”.

De resto, se Deus encheu de mal o mundo, se quis fazer o mundo infeliz, foi para que aspirássemos à vida futura. (…)

É verdade, diz Lutero, que seria quase lamentável que nós fizéssemos tudo o que Deus ordena, pois Deus faria isso por sua divindade; tornar-se-ia um mentiroso e não poderia manter-se no posto”. A palavra de São Paulo aos romanos seria atirada na lama, quando diz: “Deus tudo ordenou sobre o pecado, a fim de que pudesse ter piedade de nós”. O Padre-Nosso não serviria de nada, nem o Credo; a fé, a remissão dos pecados tornar-se-iam inúteis, supérfluas”.

“Ah! mas eis que tudo vai bem! Pequemos no interesse de Deus”.

“Deus está presente em todas as criaturas, na menor folha, na menor parcela de graveto”. Argumento inesperado nos lábios de Lutero a favor desse panteísmo que excitava Calvino; essa grande doutrina panteísta, a de Plotino, de Giordano Bruno, de Miguel Servet, de Spinoza, de Retif de la Bretonne, de Goethe e de Hegel, que se encontraram na mesma forma de conceber o mundo, sem se terem combinado nem influenciado uns e outros. (…)

Arrebatado por esse declive, nosso doutor Martinho (sic) rola em enormidades, ousaríamos dizer, numa depravação intelectual que não foi ainda revelada, ao que parece, por nenhum de seus inúmeros biógrafos.(…)

Jesus Cristo amante da Samaritana, de Madalena, da mulher adúltera! Livres-pensadores, ateus, a quem citamos a passagem, assombraram-se. Seria para julgar que o doutor Martinho estava bêbado, quando se expandiu em semelhantes afirmações; mas não podemos admitir isso, pois, ao menos nesse dia, seus fiéis discípulo teriam evitado recolher-lhe piedosamente as palavras. (…)”

Funck-Brentano, Lutero, pp. 175 – 177, 180 – 181, 199 – 201, 212 a 218, apud. Dias, J. S Clá., op. laud. p 228.

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Categoria: Debate com Protestantes

Comentários (6)

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  1. É simples Maurício, leia tudo aí acima com paciência e isenção. Seja como um juiz, ouça todas as partes sem torcer por nenhuma delas e você terá respostas convincentes da verdade. Peça a Deus luz e desprendimento de toda a arrogância ,que é tesouro do coração de todo ser humano, e Deus com certeza te dará liberdade para beber na fonte limpa e segura os ensinamentos puros e simples da verdade.

  2. Alexandre disse:

    ola!!

    Irmãos,
    será que o depoimento de um protestante ajuda?

    “Cristo é união e não divisão” vamos camihar juntos, nossa luta é contra o encardido.

    http://testemunhoscatolicos.blogspot.com.br/2011/09/testemunho-de-scott-hahn-ex-pastor.html

    Testemunho de Scott Hahn (Ex-Pastor Presbiteriano) – ÓTIMO!

    Ministro protestante se converte ao catolicismo

    Tradução: Jaime Francisco de Moura

    Muito obrigado. É muito bom estar com vocês. Eu nunca deixo a oportunidade de mostrar e compartilhar por que eu me tornei um Católico, e como Deus trabalhou em minha vida, na vida de minha esposa, e minha família.

    Isso é o que eu gostaria de compartilhar com vocês agora. Começo com uma experiência de conversão que eu tive na escola secundária. Eu não cresci em uma família Cristã forte. Nós não fomos muito de igreja, e assim eu não era muito religioso. O que Deus usou em minha vida era um organização chamada Vida Jovem, sob a direção de Jack, uma pessoa que muito me ajudou, na escola secundária de crianças.

    Depois me ensinaram a amar a Deus e a ler a Bíblia. Até que eu estivesse terminando a escola secundária, eu tinha lido a Bíblia duas ou três vezes em sua totalidade. E eu tinha me apaixonado pela Bíblia Sagrada. Como resultado disso me convenci de muitas coisas.

    Primeiro, além de ler a Bíblia, Jack tinha compartilhado comigo de sua própria biblioteca pessoal e os escritos de Martinho Lutero, João Calvino, e me tornei um Cristão protestante convencido, não só um Cristão com a bíblia, mas alguém que foi convencido que até 1500, o Evangelho tinha estado perdido entre o período medieval, com superstições e práticas pagãs que a Igreja católica tinha adotado. E assim esta primeira convicção era ajudar meus amigos católicos para o Evangelho de Jesus Cristo, lhes mostrar a Bíblia, e para mostrar para eles que na Bíblia, você aceita Jesus como Salvador e isso era tudo. Não Maria, não os Santos, não purgatório, não devoções, etc.

    Naquele tempo eu estava saindo com uma menina que era católica, e nós estávamos ficando com um namoro sério. Mas eu imaginava que não havia nenhum futuro em nossa relação se ela permanecesse católica. Assim eu dei a ela, um livro de Loraine Boettner intitulado Catolicismo romano. O livro era conhecido como a bíblia do Anti-catolicismo. Era quatrocentos e cinqüenta páginas que encheram de todos os tipos de distorções e mentiras sobre a Igreja Católica. Mas eu não soube que na ocasião, eu compartilhei isto de boa fé com ela. Ela leu do princípio ao fim.

    Ela me escreveu dizendo, “obrigada pelo livro; Eu nunca voltarei contigo novamente.” Eu figurei que se a bolacha na que eles estão adorando no altar não é Deus, então eles são os idólatras, eles são os pagãos. Se o Papa em Roma não é infalível, e sim um tirano. Ele é um simples ditador espiritual.

    O único católico em minha família em ambos os lados era minha amada avó. Ela era muito quieta, muito humilde, muito santa, eu tenho que admitir. Ela também era uma católica devota. Quando faleceu, os pertences religiosos dela foram doados a meus pais. Então eu achei as contas do rosário dela, e isto me fez ficar doente por dentro. Eu soube que minha avó teve uma fé real em Jesus, mas sabia que tudo isso era mau. Assim eu rasguei separadamente as contas do

    rosário. Eu pensei que essas contas era uma cadeia e que afinal ela estava quebrada livre. Isso era o segundo aspecto de minha própria perspectiva: que estas pessoas poderiam ter alguma fé mas há pouco eram rodeados através de mentiras, e assim eles precisavam amar a Bíblia.

    Bem, depois de se formar na escola secundária, decidi não só eu procurar o ministério mas estudar teologia. A decisão veio como resultado do papel de pesquisa que eu escrevi no ano final dentro da escola secundária. Eu escrevi um papel intitulado “Sola Fide”. Isso é uma frase latina “Somente a Fé”. Era a frase que Martinho Lutero lançava na Reforma protestante. Ele disse que nós estamos justificados, nós estamos com Deus só pela fé, não por qualquer trabalho que poderíamos fazer. E para ele, isso era o artigo em qual a igreja estava em quedas. E por causa disso, a Igreja Católica caiu.. E assim eu entrei na faculdade com esta forte convicção.

    Anos de faculdade

    Nos meus quatro anos de faculdade, estudei profundamente a Filosofia, Teologia, Bíblia e Economia. Assim durante esses quatro anos eu me dediquei a alcançar as crianças que não souberam de Cristo, e eu confesso que esta categoria incluiu as crianças católicas na escola secundária onde eu trabalhei porque eu olhei para estas pobres almas de que realmente não souberam de Jesus Cristo. Eu descobri depois de vários estudos da Bíblia que não só estas crianças, mas praticamente todo católico adulto que encontrei não sabia o que a Igreja católica ensinava. Assim conseguindo que eles vissem a Bíblia, estava como apanhar patos em um barril. Eles não estavam prontos, eles eram desarvorados, eles eram indefesos.

    No meu terceiro ano de ministério na Vida Jovem, eu perguntei para a menina mais bonita no campus, se ela me ajudaria trabalhando a localizar estas crianças, e ela disse “Sim.” Nós trabalhamos juntos durante dois anos, ás vezes nós discutimos vários modos e meios para alcançar estes crianças. Mas nós crescemos respeitando um ao outro de forma que ao término dos quatro anos de faculdade, eu fiz a pergunta. E a maior coisa que ela já disse foi “Sim.” Nós nos casamos. Tivemos a mesma visão, fizemos ministério junto, compartilhamos as boas notícias de Cristo.

    Anos de seminário

    Fomos para um seminário uma semana depois do nosso casamento. Depois de três anos eu me formei sendo o primeiro lugar de minha classe. Eu digo fora de qualquer orgulho, como eu procurei meus estudos com um tipo de vingança. Pessoas que me conheceram no seminário, me conheceu por ser bastante intenso. Eu gastava todo tempo lendo a Bíblia estudando os livros sobre Bíblia. Kimberly e eu tivemos uma grande experiência de três anos. Mas muitas coisas aconteceram no caminho que eu preciso relacionar porque em retrospecto eu os vejo como experiências.

    A primeira coisa era um curso que Kimberly fez no primeiro ano, uma classe que eu tinha levado

    antes de Éticas Cristãs. Dr. Davis formou pequenos grupos de forma que cada grupo poderia estudar um tópico. Havia um grupo em aborto, um em guerra nuclear, um em pena de morte. Ela anunciou que estava em um grupo dedicado a estudar contracepção. Eu me lembro de pensamento na ocasião, “Por que contracepção? “

    Ela disse, “Bem, três outros se inscreveram para isto e nós tivemos nossa primeira reunião hoje”. Fulano de tal anunciou os resultados de nosso estudo. Ele disse, bem, todos nós conhecemos como protestantes, que contracepção está bem. Ele anunciou que as únicas pessoas que se chamam Cristãos que opõem ao controle de natalidade artificial são os católicos, e a razão que eles fazem, é porque eles são corridos por um Papa celibatário.

    Bem, aquele tipo de argumentação realmente não impressionou Kimberly. Ela disse, “esses são os melhores argumentos que você oferece?” e ela se interessou pesquisando isto por conta dela.

    Assim eu elevei o assunto e ela me deu um livro. Foi intitulado Controle de natalidade e o Matrimônio por John Kippley. Eu comecei a ler o livro com grande interesse para meu próprio

    estudo pessoal, com o título de, “Controle de natalidade e a Convenção de Matrimônio”. Quando eu abri o livro e comecei a ler, eu disse, “Espere um segundo, Kimberly, este sujeito é um católico. Você espera que eu leia uma obra católica? “

    Bem, eu comecei a ler o livro. Passei por dois ou três capítulos e ele estava começando a fazer sentido. Eu não queria francamente que ele fizesse sentido algum. Livro mostrava que o matrimonio não é só um ato físico; é um ato espiritual que Deus tem projetado no matrimonio e é sempre renovado. Terminei de ler o livro, e fiquei convencido.

    Fiquei um pouco aborrecido, porque a Igreja católica era a única denominação, que sempre defendeu esses ensinamentos, pois em 1930 a Igreja anglicana, que mantinha os mesmos ensinamentos, quebrou esta tradição e permitia a contracepção. Antes de 1960 e 70, minha própria denominação, a Igreja presbiteriana nos Estados Unidos da América, não só endossou a contracepção, mas também o aborto, e isso me intimidou.

    Durante o ano final no seminário, aconteceu algo que representou uma crise para mim. Eu estava estudando convenção e eu ouvi de outro teólogo, que ensina no Seminário de Westminster. Eu ouvi um Pastor que estava sendo acusado de heresia. Pessoas estavam sugerindo que a heresia dele cresceu fora da compreensão da convenção. Ele estava questionando a “Sola Fide”.

    Eu o chamei no telefone e disse,. Mas porque você está duvidando de Lutero e da doutrina “sola fide? “ Ele foi mostrar nesta discussão que a concepção de Lutero sobre a justificação era muito restringida e limitada. Isto tem muitas verdade, mas também perdeu muitas verdades.

    Quando eu desliguei o telefone, eu procurei ver mais adiante os ensinamentos de Lutero no qual, Deus é um juiz, e a convenção é uma cena de sala de tribunal por meio de que todos nós somos os criminosos culpados. Mas desde que Cristo levou nosso castigo, nós adquirimos a retidão dele, e ele adquire nossos pecados.

    Para Lutero, em outras palavras, a salvação é uma troca legal, mas para Paulo em romanos, para Paulo em Gálatas, salvação é muito mais que isso. Não é só uma troca legal porque a aliança não aponta para uma sala de tribunal sobre um quarto familiar hebreu. Deus não é só simplesmente juiz; e os julgamentos dele são paternais. Cristo não é só alguém que representa uma vítima inocente que leva nossos pecados, ele é o primogênito entre muitos irmãos. Ele é nosso irmão mais velho, e ele nos vê como fugitivos, como rebeldes que estão cortados da família de Deus. A Nova Aliança não faz que Cristo troque em um senso legal; Cristo nos dá a própria vontade de forma que nós realmente tornemos filhos de Deus.

    Assim concluí que a “Sola fide” estava errada. Primeiro, porque a Bíblia nunca diz isso em qualquer lugar. Segundo, porque Lutero inseriu a palavra “só” na tradução para o alemão, embora ele soube perfeitamente bem que a frase “só” não estava no grego. Em nenhuma parte o Espírito santo inspirou os escritores da Bíblia para dizer que nós somos salvos só pela fé. Paulo nos ensina que somos salvos por fé, mas em Gálatas diz que nós somos salvos por fé e obras.

    Então de repente nós adquirimos notícias que nossa mudança teoricamente sobre contracepção tinha provocado uma mudança na anatomia de Kimberly e fisiologia; ela estava grávida.

    Pastor de uma Igreja em Virgínia

    O telefone tocou. Uma igreja em Virgínia, uma igreja famosa “que eu tinha ouvido muito bem me chama e diz, você é o candidato para pastorear, nós o queremos aqui”. Na realidade nós lhe pagaremos bem de forma que você pode estudar 20 horas pelo menos por semana, Bíblia e teologia. “Nós queremos que você nos imirja na Palavra de Deus”, e assim eu comecei.

    A primeira coisa que eu fiz era lhes falar sobre a Aliança. A segunda coisa era corrigir o engano deles E mostrar que Aliança significa a família. A terceira coisa que eu fiz era mostrar que a família de Deus faz sentido e que Deus é Pai, Deus é o Filho, e Deus pelo Espírito santo nos fez uma família com Ele. A quarta coisa , era os ensinos sobre liturgia e convenção e família na Bíblia. Eu sugeri que deveríamos ter a refeição familiar, comunhão. Eu usei a palavra “Eucaristia.” Como nós mudamos nossa liturgia, nós sentíamos uma mudança com a nova experiência. Era excitante ver, e como eu lhes ensinei mais sobre a Aliança, eles tinham sede para saber ainda mais.

    O professor em um Seminário presbiteriano

    Enquanto isso algo dramático aconteceu. Eu cheguei em um seminário, um seminário presbiteriano, e perguntaram se eu ensinava cursos para seminário que começa com Evangelho de João. Eu disse, “Seguramente.” Assim eu comecei a compartilhar do Evangelho de João, sobre a família de Deus, sobre o nascer de novo. Eu descobri em meu estudo que nascer não quer dizer que é somente aceitar Jesus Cristo como seu Salvador. Mas descobri o que Jesus quis dizer em (João 3) quando disse que você tem que nascer novamente. Ele diz que tem que nascer da água e do espírito. Eu ensinei que nascer é novamente um ato de Aliança, um sacramento, uma renovação da Aliança que envolve o batismo.

    Enquanto isso eu estava preparando meus sermões e algumas conferências à frente de (João capítulo 3). Eu estava vendo também o capítulo 6. Lá eu descobri algo que nunca tinha notado. Jesus disse a eles, “Verdadeiramente, eu digo, a menos que você coma a carne do filho do homem e bebe o sangue dele você não terá vida em você. Quem come minha carne e bebe meu sangue tem vida eterna e eu o elevarei no último dia, pois minha carne é verdadeiramente uma comida e meu sangue verdadeiramente uma bebida. Quem come minha carne e bebe meu sangue permanece em mim e eu nele”. Eu olhei para isto de dez ângulos diferentes.

    Eu tinha sido treinado para interpretar isso em um sentido figurado; Jesus está usando um símbolo. Mas o mais que eu estudei, o mais que eu percebi que esta interpretação não faz sentido nenhum. Porque assim que todos os Judeus ouvem o que Jesus diz, eles partem. Até este ponto, milhares o estavam seguindo, e então de repente as multidões ficam chocado com o que Ele diz, “Minha carne realmente é comida, meu sangue é realmente bebida” e todos eles partem. Se Jesus tinha pretendido falar em um modo figurativo, Ele teria sido obrigado a dizer, “Pare, eu só quero dizer que isto é somente um simbolismo.” Mas Ele não faz isso; ao invés, o que ele faz? Pergunta aos Apóstolos. Pedro se levanta e fala; “Para quem iremos nós? O Senhor tem palavras de vida eterna e nós viemos acreditar.” .

    Como eu comecei a estudar isto, eu comecei a perceber uma coisa. Eu descobri que Jesus nunca tinha usado a palavra “Aliança” em seu ministério público. Ele economizou o tempo para instituir a Eucaristia e disse, “Este Cálice é o sangue da nova aliança.” Eu comecei a ver por que na Igreja primitiva durante mais de 700 anos, ninguém em qualquer lugar duvidou do significado das palavras de Jesus. Todos os pais da Igreja primitiva sem exceção levaram as palavras de Jesus acreditando e ensinando na real presença de Cristo na Eucaristia. Eu estava assustado.

    Então de repente um episódio aconteceu numa noite em um seminário. Um estudante diplomado nomeado John tinha terminado uma apresentação sobre o Concílio de Trento. O Concílio de Trento, você recordará, era a respostas oficial da Igreja para Martinho Lutero e a Reforma. Em uma hora e meia ele tinha apresentado o Concílio de Trento dentro da luz mais favorável. Ele tinha mostrado quanto os argumentos estavam de fato baseado na Bíblia. Então ele virou o jogo. Os estudantes lhe perguntavam algumas coisas, mas ele disse, “Posso eu fazer primeiro uma pergunta, Professor Hahn?” Você sabe como Lutero realmente teve dois slogans, não só a sola fide, mas a sola scriptura, ou seja: . “Somente a Bíblia” minha pergunta é, onde a Bíblia ensina isto? “

    Eu olhei para ele com um olhar fixo em branco. Eu poderia sentir o suor que vinha a minha testa, mas eu disse, “John, isso é uma pergunta boba. Ele olhou para mim e disse, me “Dê uma resposta boba.” Eu disse, “certo, eu tentarei.”. Eu disse, “Bem, (2 Timóteo 3,16) é a chave: “Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça” Ele disse, “Espere um segundo” aqui diz que a Bíblia é inspirada e lucrativa; não diz que é SÓ a Bíblia. Nós precisamos de outras coisas como oração, e então ele disse, que em (2 Tessalonicenses 2,15), Paulo conta que eles têm que agarrar as tradições que Paulo os ensinou por escrito ou através das palavras de boca. Eu não estava pronto. Eu disse, “Bem, algumas perguntas e respostas; eu lidarei na próxima.”

    Eu penso que eles não perceberam o pânico que eu estava por dentro. Quando eu dirigi para minha casa a noite, eu estava me perguntando, por que eu nunca ouvi aquela pergunta? Por que eu não achei uma resposta? No dia seguinte eu comecei a chamar os teólogos ao redor do país. Eu lhes perguntaria, “Onde a Bíblia ensina a sola Scriptura? Onde a Bíblia nos ensina que a Bíblia é a única autoridade ? ” Um homem na verdade disse a mim, isso é uma pergunta boba que vem de você.” Eu disse, “Me dê então” uma resposta boba. Eu estava tendo êxito. Um professor quem eu respeitava, um teólogo de Oxford, disse a mim, “Scott, você não vai achar na Bíblia uma prova para sola Scriptura porque não é algo que a Bíblia demonstra”.

    Outro amigo, um teólogo, me chamou e disse, “Scott, isso que estou ouvindo, é que você está considerando a fé católica? ” Bem, eu realmente não estou considerando a fé católica. “Então eu decidi fazer uma pergunta. Eu disse, “Qual é a coluna e o fundamento da verdade? “ E ele disse, “Scott, para todos nós é a Bíblia.” Eu disse, “Então por que, em (1 Timóteo 3,15) diz que a coluna e o fundamento da verdade é a igreja? “ Ele fiou em silêncio. Eu disse, quantas igrejas dizem ser a coluna e o fundamento da verdade? Eu só sei que a Igreja católica Romana ensina que ela foi fundada por Cristo; e está ao redor durante 2000 anos e está fazendo algumas reivindicações estranhas que parecem muito semelhante a (1 Timóteo 3,15).

    Bem, neste momento eu não estava seguro. Eu peguei um telefone e chamei, o presidente do seminário onde eu estava ensinando. Steve me pediu para almoçar fora. Quando saímos para o almoço, eu estava muito assustado e inseguro. Ele falou que as minhas classes iam tão bem, que deixaria ensinar qualquer curso que eu quisesse. Pagaria até mesmo por um curso de doutorado em teologia. Eu disse, “Onde se faz um curso desses por perto? “ Ele disse, “Universidade católica.” Eu pensei, “Não, não, não. Eu não quero estudar lá; eu estou fugindo dessa perspectiva no momento.” Na realidade, ele disse, “Bem, você oraria sobre isto? “ Eu disse, “penso que você já sabe a resposta”.

    Quando eu cheguei em casa, Kimberly estava esperando por mim e expliquei a proposta do seminário e que não ia aceitar porque não estava seguro do que eu ensinaria, porque nesse exato momento eu não estava seguro do que a Bíblia estava ensinando. Ela caminhou até mim, e me deu um grande abraço e disse, “Scott nós vamos ter que orar então.” Ela soube o que significou: Significou a rejeição de um trabalho prospero como pastor de uma igreja crescente.

    De Assistente administrativo para Presidente de Faculdade

    Nós não soubemos o que íamos fazer. Depois de muita oração, decidimos que deveríamos mudar para a cidade de onde nós nos encontramos. Quando mudamos, eu solicitei um emprego a vários lugares, mas a faculdade me contratou como um administrador assistente do presidente. Durante dois anos eu trabalhei lá, e me esforçava bastante durante o dia e a noite sobrava um tempo para pesquisas detalhadas.

    Em dois anos eu tinha lido vários livros, e comecei a ler os teólogos Católicos pela primeira vez e os Estudantes da Bíblia. E eu estava impressionado com as perspicácias deles, eram de acordo com minhas próprias descobertas pessoais, descobertas inovadoras que eu estava assumindo.

    Às vezes eu mostrava as obras eruditas para Kimberly e dizia, “Ouça isto, preste bem no autor.” Porque ela era de certo modo uma teóloga, mas estava tão ocupada em cuidar das crianças que não tinha muita energia. Mas ela sentava, enquanto escutava, eu diria, “Quem você pensa que é? “Ela disse, “fiquei emocionada! Isso parece um de seu sermões em Virgínia.” Eu disse, “Isso é o Vaticano II, Isso é a Igreja católica.” Ela disse, “Scott, eu não quero ouvir isso.” Eu disse, “Kimberly, esta matéria-prima sobre liturgia é tão excitante. Eu não tenho certeza, mas eu penso que Deus poderia ter nos chamando a se tornar Anglicanos.” Ela olhou em meus olhos, e os seus encheram de lágrimas e disse, “da igreja Anglicana! “ Ela disse, “eu sou uma presbiteriana, meu pai é um ministro presbiteriano, meu tio é um ministro presbiteriano, meu marido era um ministro presbiteriano, meu irmão quer ser um. Eu não quero ser da igreja Anglicana.”

    Eu me lembro que alguns meses depois de ler muito mais, uma noite eu saí e disse, “Kimberly, eu não estou seguro, mas eu estou começando a pensar que Deus poderia me estar chamando a se tornar um Católico romano.” Este olhar de desespero aconteceu com ela. Ela disse, não “nós não podemos nos tornar Episcopalianos? Qualquer coisa, menos católico.” Ela começou a orar para alguém salvar o marido dela, algum professor, algum teólogo, algum amigo.

    Viagem direta para o Catolicismo

    Finalmente aconteceu. Um dia, Gerry, meu melhor amigo de seminário, me chamou. Ele era o único estudante, junto comigo, que segurou à velha convicção protestante que o Papa era o anti-Cristo. Ele falou comigo uma noite no telefone. Eu li a ele uma passagem de um livro de Bouyer. Ele disse, “Emocionei, isso é rico e profundo. Quem escreveu isto? “ Eu disse, “Louis Bouyer.” “Bouyer? eu nunca ouvi falar dele, o que é ele? “ Eu disse, “O que você quer dizer? “Bem, ele é um Metodista? “ Eu disse, “Não”. “Ele é um batista? “ “Não.” “Eu quero dizer é Luterano? O que é ele? ” Eu disse, “Bem, ele é um Cató—–. ” “Eu sinto muito” Eu disse, “Ele é Cató—-romano “Espere um segundo, deve haver um erro, Scott. Eu pensei que você disse que ele é católico.” Eu disse, “Gerry, ele é católico, e eu tenho lido muitos livros católicos.”

    De repente eu falei, “eu tenho lido Danielou, Ratzinger, Lubac,Garrigou-Lagrange e Congar, e todos estes sujeitos tem uma riqueza enorme; você tem que ler também”. Ele disse, “Reduza a velocidade. E continuou, “Scott, sua alma pode estar em perigo.” Eu disse, “Gerry, possa eu lhe dar uma lista de títulos? “ Ele disse, lerei, qualquer coisa para o salvar deste tipo de armadilha. E eu lhe dei estes títulos.” Eu disse, “Gerry, eu li todos, separe um deles, pelo menos uma ou duas vezes”. E eu enviei isto a ele.

    Depois, de um mês nós conversamos um longo tempo por telefone. Bem, isto foi por três ou quatro meses. Nós falaríamos por telefone, duas, três, às vezes quatro horas discutindo, teologia e Bíblia até três ou quatro pela manhã. Uma noite minha esposa sentou na cama e disse, “Como vai? “Me fale sobre isto. Eu disse, “Gerry ficou perplexo com a verdade Bíblica e o avanço da Igreja católica”. Eu não pude ver ela enfrentar isso, mas eu pude ver sua face no travesseiro começando a chorar.

    Em pouco tempo Gerry me chamou e disse, escute, eu estou um pouco assustado. Meus amigos também estão assustados. Nós realmente deveríamos levar isto a sério. Eu falei com John Gerstner, um teólogo Presbiteriano, anti-católico, para uma reunião de seis horas, para um estudo aprofundado, começando pelo Velho Testamento em hebraico, o Novo Testamento em grego, e documentos da história da Igreja. Ao término de seis horas, Gerry descobrimos que a Igreja católica nem mesmo tem necessidade de uma defesa. Ela está mais como um leão. Nós apresentamos os ensinos da Igreja no contexto Bíblico, e ele não tinha respondido nenhuma de nossas perguntas ou objeções.

    Enquanto isso, eu enviei uma aplicação para Universidade de Marquette porque eu tinha ouvido que tinham alguns teólogos excelentes. Fui aceito, e consegui uma bolsa de estudos, comecei a visitar alguns padres na área. Nenhum deles quis discutir minhas perguntas. Um deles na verdade disse, “você está pensando em converter-se para o Catolicismo? Não, você não quer fazer isso. Desde o Vaticano II nós desencorajamos isso. A melhor coisa que você pode fazer para a Igreja é ser um bom ministro presbiteriano.”

    Três ou quatro encontros assim fiquei sem entender. Eu compartilhei isto com Kimberly. Ela disse, “Você tem que ir a uma Escola católica onde você pode estudar em tempo integral, onde você pode ter certeza que acredita na Igreja católica.” Assim depois de muito oração e preparação, nós nos mudamos para Milwaukee onde eu estudei dois anos de tempo integral no programa doutoral deles.

    Esses dois anos eram os anos mais ricos de estudo que eu já tinha experimentado e o tempo mais rico de oração. Eu me achei dentro de alguns seminários, entretanto, onde eu era de fato o solitário protestante. Eu realmente desfrutei o tempo. Mas aconteceu duas coisas no caminho.

    Primeiro, eu comecei a pedir um rosário. Eu estava muito assustado, mas procedi a rezar, e como rezei. Comecei a entender então os Católicos. Logo veio em minha mente, que eu era uma criança de Deus. Eu não tinha somente Deus como Pai e Cristo como meu irmão; mas eu tinha também uma Mãe.

    Um amigo meu que tinha ouvido que eu estava passando para a igreja católica me chamou um dia e disse: “Você adora a Maria como esses Católicos fazem? “ Eu disse, “Eles não adoram a Maria; eles honram a Maria.” “Bem, qual é a diferença? ” Eu disse, me Deixe explicar. Quando Cristo aceitou o chamada do Pai para se tornar um homem, Ele aceitou a responsabilidade para obedecer a lei, a lei moral na qual é resumida os Dez Mandamentos. Há um mandamento que diz, Honra seu pai e mãe. eu disse, “Chris, no hebreu original, aquela palavra “honra”, kaboda, palavra hebréia pretende glorificar, dar qualquer glória e honre você seu pai e mãe. Cristo cumpriu aquela lei mais perfeitamente que qualquer humano dando a glória dele honrando a Mãe. Tudo que nós fazemos no rosário, Chris, é imitar Cristo que honra a Sua Mãe com a glória dele. Nós a honramos com a glória de Cristo.

    A segunda coisa que aconteceu foi quando fui a capela. Sentei na parte de trás, e era um observador. Então um sino tocou e todos eles se levantaram e a Missa começou. Eu nunca tinha visto isto antes.

    A Liturgia da Palavra era rica. Eles leram a Bíblia, mais do que eu pensei. Então a Liturgia da Eucaristia começou. Eu assisti e escutei como o padre pronunciou as palavras de consagração. E eu confesso, a última gota de dúvida escoou fora naquele momento. Eu olhei e disse, “Meu Deus meu Deus.” Como as pessoas começaram a ir adiante para receber a comunhão, eu fiquei alegre e o Senhor entrou em meu coração. O Senhor é Deus e meu Salvador pessoal , mas agora eu penso que o Senhor quer vir em meu corpo como também em minha alma até que esta comunhão esteja completa.

    O próximo dia que eu estava de volta, e o próximo, e o próximo. Eu não pude contar a ninguém. Eu não pude contar a minha esposa. Mas em duas ou três semanas eu estava com a cabeça erguida e sempre dizendo em meu íntimo, ame o Cristo na Real Presença, no Santíssimo Sacramento.

    Então um dia Gerry me chamou no telefone. Ele tinha lido centenas de livros. Ele chamou para anunciar, “Leslie e eu decidimos tornar católicos na Páscoa de 1986. “ Depois que desliguei o telefone, eu disse, “Kimberly, você nunca vai adivinhar o que Gerry e Leslie estão planejando fazer.” “O que?” Eles vão se tornar Católicos na Páscoa de 1986. ”

    Eu soube que Kimberly me amou bastante e nunca me permitiu desobedecer meu Deus e Salvador. Ela disse, “eu rezarei aproximadamente, mas eu tenho que lhe falar, eu me sinto traída. Eu me sinto abandonada. Eu nunca me senti tão só em minha vida. Todos meus sonhos estão morrendo por causa disto.” Mas ela rezou, e Deus a abençoou, ela voltou e disse, “Esta é a coisa mais dolorosa em minha vida, em nosso matrimônio, mas eu penso que é o que Deus quer que eu faça.”

    Na vigília da Páscoa de 1986, ela me acompanhou para a Missa de vigília, que até este momento, eu já tinha recebido o batismo, primeira comunhão, Confirmação. Quando eu voltei eu estava chorando, e eu pus meu braço ao redor do dela e nós começamos a rezar. Deus disse a mim, “Olhe, eu não lhe estou pedindo que se torne um católico apesar de seu amor por Kimberly, porque eu a amo mais que você”.

    Nós tivemos um terceiro bebê, Hannah. Quando Hannah foi concebida, eu estava realmente assustado. Assustado por muitos razões mas nunca tão assustado como numa manhã de domingo quando Kimberly estava grávida de cinco meses. Estávamos na Igreja dela e na última estrofe do último hino, ela se levantou e virou para mim. Ela estava branca como um fantasma e disse, “eu não me sinto bem.” Ela se sentou e se deitou,e não soube o que fazer, corri para um telefone público, e estava em um pânico mas logo veio a ajuda e ela entrou no carro e fomos para o hospital e a vida de Kimberly, e o bebê foram poupadas, e Hannah nasceu.

    Eu há pouco tive o senso que estávamos mais íntimos de Deus para o nosso matrimônio, pois antes de Hannah nascer Kimberly me disse, “eu não estou segura mas acho que Deus está me dizendo que Hannah vai ser um criança de reconciliação. Eu não estava seguro do que isso significaria.” Nós abraçamos e começamos a rezar sobre isto.

    Depois que Hannah nasceu, Kimberly me chamou. Ela disse, “penso que Deus quer que eu tenha a Hannah batizado dentro da Igreja católica.” Eu disse, o que? Ela disse, “eu não estou segura mas sim.” e nós passamos pela liturgia do batismo. Como resultado desta celebração litúrgica do batismo, ela fotografou a liturgia batismal e enviou à família e amigos. Mas ela ainda não estava pronta para entrar nestes debates. Ela começou ler e rezar.

    Viagem para o Vaticano em Roma

    Em Janeiro meu sogro me convidou a se juntar a ele e um grupo de pessoas que estavam trabalhando contra a pornografia que se espalhava pela Europa oriental. Nesta viagem, iríamos também ao Vaticano para uma reunião e uma privada audiência com o Papa João Paulo II. Meu sogro, presbiteriano auxiliar, me perguntou se eu queria conhecer o Papa Eu disse, “Sim.” Assim no final de janeiro, além de ter podido se reunir com o Papa também fui convidado o acompanhar na capela privada dele em uma sexta-feira e participar da Missa matutina às 7:00 da manhã onde fiquei alguns metros dele. Você poderia ouvir ele que reza com a cabeça dele nas mãos dele, levando o peso do Igreja com todos seus fardos no coração dele.

    Como ele celebrou os Mistérios da Santa Missa, eu prometi para mim mesmo de participar profundamente na Missa, compartilhar com meus irmãos e irmãs, e agradecer a Cristo que nos deu uma incrível família, agradecer a Santíssima Virgem Maria por ser nossa Mãe espiritual, ao Papa, João Paulo II por ser um guia e um pai espiritual que nos conduz ao Pai divino, agradecer aos santos que são nossos irmãos e são a família de Deus.

    “A Igreja é a coluna e o fundamento da verdade” (1 Tim 3,15)

    “Todo aquele que divide Jesus é um anti-cristo” (1 Jo 4,3)

    Fonte: http://caiafarsa.wordpress.com/ex-pastor-presbiteriano/

    Postado por Testemunhos Católicos às 00:33
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    Marcadores: Ex-Protestantes

  3. Lara disse:

    Bem, de qualquer forma Mauricio, os textos de Lepanto explicam de forma muito mais embasada e correta. Peço, por favor, que leia pacientemente e encontrará a resposta para suas dúvidas.

  4. Lara disse:

    Primeiro: adoração a Deus. Segundo: superveneração a Maria. Terceiro: veneração aos santos.
    Maria é, como foi exaustivamente explicado acima, Mãe de Cristo, Nosso Senhor. Se Deus a usou para vir a nós da primeira vez, deverá usá-la (de forma diversa) para vir uma segunda vez. Já que Deus não muda em seu procedimento. Deus não tem nenhuma dependência de nenhuma criatura. Mas Ele quis depender, enviando Seu Filho único por Maria. Ela foi engrandecida por Deus para poder Tê-Lo em seu ventre. Diz o Anjo:”Ave Maria. Cheia de graça o Senhor é convosco.” Apenas esta frase, do Evangelho de Lucas, explica a grandeza que o próprio Deus conferiu a Maria, que em sua profunda humildade, se fazia pequena e escondida.
    Na primeira vinda, pobre e como menino, veio Jesus, por Maria. Quase não foi citada Maria. Em Sua segunda vinda, Jesus haverá de vir como Justo Juiz, glorioso, como Senhor e Rei. E Maria terá grande participação :esmagando a serpente e defendendo os escolhidos de Deus. Dessa vez, ela deverá ser muito melhor conhecida e amada. Querido Mauricio, recomendo o livro “Tratado da Verdadeira Devoção da Santíssima Virgem”
    Quanto aos demais santos: eles renunciaram ao próprio ser para que Deus brilhasse neles, como disse Paulo: Não sou eu que vivo, mas Cristo que vive em mim. Como o Corpo Místico de Cristo, o único intercessor, tem muitos membros, fica explicado a intercessão dos santos. No Céu, há apenas uma vontade: A Vontade Divina. Todos estão transformados por Cristo, puros e gloriosos. E no Céu está a Nossa Família. Deus por Pai e Maria por Mãe. Os santos são todos nossos irmãos queridos, que foram vitoriosos com Ele em sua vida terrena, mesmo com suas fraquezas, pecados e dificuldades. Deus te abençoe ricamente Mauricio e Maria o guie e guarde.

    • Edmilson disse:

      Amiga Lara Deus ti abençoe você ta certinha Deus disse para Abraão que todas as descendências lhe chamaria de pai da fé se hoje chamamos Abraão de pai da fé não é idolatria como se chamarmos de Maria bem aventurada isso também não é idolatria pois o próprio anjo disse que todas as gerações chamaria Maria de bem aventurada mas os protestantes são cabeça dura eles só estudam em livros de doutrinas heréticas
      que foram feitos para vender livros e fazer lavagem cerebral em pessoas que tem seu próprio entendimento por isso eles acham que interceder é ter poder Lara eles acham que interceder tira o privilegio de Cristo muito pelo contrario interceder é apenas pedir em favor orar fazer suplicas clamar isso é interceder Lara nenhum pai da igreja dos primeiros séculos pregam adorar Maria e os santos isso não existe isso é invenção dos protestantes

      olha mostre esse site para todos da sua igreja vamos juntos desmascará as mentiras dos protestantes um abraço e fique na santa paz

      olhe o que diz Sto.INÁCIO DE ANTIOQUIA um dos padres da igreja e bispo do primeiro século Inácio de Antioquia foi um dos 70 discípulos dos apóstolos e escreveu 7 cartas (nascido no ano 35 e morto no ano 110 da era cristã)

      OLHE O QUE ELE DIZ NUMA DAS SUAS CARTAS
      Onde estiver o bispo, ali estarão também as multidões, da mesma forma que onde estiver Jesus Cristo, ali estará a Igreja Católica.

  5. mauricio disse:

    caro irmão me mostre onde no novo testamento nos é ensinado por Jesus venerar ou adorar os santos ou Maria ???
    ou onde nos é ensinado pelos discípulos de Jesus tais adorações ou venerações?

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